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  • 24 de Novembro, 2010
  • Por Ricardo Alves
  • Laicidade

Não há crise no Serviço Nacional de Religião

Não contente com remunerar, com dinheiro estatal, mais de uma centena de capelães (todos católicos…) nos hospitais, a ministra da Saúde vem agora propor que os capelães hospitalares se desloquem também aos domicílios dos pacientes.
Imagino que o passo seguinte seja pagar aos padres para irem a casa das pessoas dizer missa. Como se a religião fosse um serviço público. Que não é, pois trata-se do exacto contrário: de um serviço privado que deveria ser assegurado pelas comunidades religiosas e pago por quem dele necessita, nunca pelo contribuinte.
Alguém disse que há falta de dinheiro no Serviço Nacional de Saúde?
30 thoughts on “Não há crise no Serviço Nacional de Religião”
  • Anónimo

    Eu só ainda não percebi por que razão se continua a chamar a isto um “estado laico”. E não venham dizer-me que é o que está escrito na Constituição! Está lá escrita muita coisa, inclusive o direito à saúde “tendencialmente gratuita”, e é o que se vai vendo todos os dias. Mas o que NÃO ESTÁ escrito é o direito à religião fornecida pelo Estado (todos nós).Haja decência, por favor!

  • Anónimo

    Eu só ainda não percebi por que razão se continua a chamar a isto um “estado laico”. E não venham dizer-me que é o que está escrito na Constituição! Está lá escrita muita coisa, inclusive o direito à saúde “tendencialmente gratuita”, e é o que se vai vendo todos os dias. Mas o que NÃO ESTÁ escrito é o direito à religião fornecida pelo Estado (todos nós).Haja decência, por favor!

  • hh

    “Como se a religião fosse um serviço público”

    E é mesmo um serviço público que está entre os mais básicos da sociedade.
    O Estado não faz mais do que a sua obrigação. Num país católico como o nosso, cabe ao estado assegurar a assistência que as pessoas sem recursos exigem.
    Não sou contra que isso se aplique a todas as religiões reconhecidas, mas sou terminante contra que o Estado não o faça.

    O Estado “neutro” também apoia partidos, quando o estado tem que ser neutro. Portanto é-lhe exigido que que o faça também com a assistência religiosa.

  • hh

    “Como se a religião fosse um serviço público”

    E é mesmo um serviço público que está entre os mais básicos da sociedade.
    O Estado não faz mais do que a sua obrigação. Num país católico como o nosso, cabe ao estado assegurar a assistência que as pessoas sem recursos exigem.
    Não sou contra que isso se aplique a todas as religiões reconhecidas, mas sou terminante contra que o Estado não o faça.

    O Estado “neutro” também apoia partidos, quando o estado tem que ser neutro. Portanto é-lhe exigido que que o faça também com a assistência religiosa.

    • Molochbaal

      Mentira caro hh, como sempre vocês são mestres na mistificação.

      Apenas um terço dos tugas são católicos PRATICANTES.

      O que significa que dois terços da população, católica ou não, é obrigada a pagar-vos os rituais.

      • hh

        APRESENTA PROVAS OFICIAIS E SÉRIAS DO QUE AFIRMAS OU TENHO QUE TE CHAMA COISAS QUE NÃO VAIS GOSTAR.

    • ajpb

      hh… VAI BUGIAR.

      UTILISADOR …PAGADOR …É O QUE ESTÁ A DAR.

      QUEM NÃO TEM DINHEIRO NÃO TEM VÍCIOS.

      EU ATEU, TENHO QUE ANDAR A MANTER O VÍCIO DOS CRENTES?
      ESTOU FARTO DESTES POLÍTICOS QUE DESMANDAM O PAÍS A SEU BELO PRAZER.
      MAS QUE MERDA TENHO EU A VER COM O VÍCIO DOS CRENTES E A MANUTENÇÃO DOS CAPELÃES?

    • Anónimo

      “O Estado “neutro” também apoia partidos, quando o estado tem que ser neutro.”

      HH, Afaste lá os antolhos por uns momentos. O Estado não pode ser neutro em questão de partidos, porque os partidos fazem parte do Estado. Já assim era no tempo da “outra senhora”, embora só houvesse um único partido. Os partidos são essenciais, em democracia – embora o HH, por uma questão de coerência, não deva ser democrata. Não confunda e, principalmente, não queira lançar confusão. Um pouco de honestidade intelectual só lhe ficará bem, nem que seja só de vez em quando.

      • hh

        Os partidos não fazem parte do estado nem podem fazer. O que seria de nós se os tribunais fossem do PS, o ministério do trabalho do PC e o da defesa do MRPP,

        Os partidos são o cancro das democracias e deveriam ser um dos primeiros cortes do governo,

  • Molochbaal

    É o costume, nós a pagarmos as superstições dos outros.

    Se são assim tão bonzinhos como dizem, como que nem conseguem oferecer assistência religiosa aos membros da sua própria seita ?

    Porque é que somos nós a pagar-lhes os luxos ?

    • Molochbaal

      E depois dizem que ajudam muito os pobrezinhos.

      Sem o dinheiro do estado nem os seus rituais conseguem pagar.

  • antoniofernando

    Os doentes que desejam ter assistência espiritual devem tê-la, sem discriminação por qualquer instituição religiosa,seja a católica seja outra qualquer.Quem não a deseja, que não a tenha.E também entendo que não cabe ao Estado Português suportar os custos dessa assistência espiritual.

    • Molochbaal

      Ah ?

      Mas isso não é nacional-porreirismo ?

      • antoniofernando

        Não pá. Isso é separação entre Igreja e o Estado, naquilo que é princípio basilar da laiciade. Nacional- Porreirismo é o que tu costumas cantarolar por aqui. Em todo o caso, deixo aqui também uma pista de reflexão para todos os nacionais- porreiristas:

        Se o Estado Português se substituisse aos serviços sociais que a ICAR também presta, através das diversas instituições canonicamente erectas, teria que assumir 100% dos encargos com a prestação dos mesmos serviços sociais. Com os acordos de cooperação firmados entre, por exemplo, as diversas misericórdias, o nosso Estado só participa com 60%. Os restantes são assegurados por essas instituições, grande parte delas dirigidas pela ICAR.
        Pergunto: está Vossa Excelência e estão os demais nacionais- porreiristas disponíveis para participarem com mais impostos nos encargos estatais que resultariam de uma absorção pelo Estado Português, a 100%, desses serviços ou aqui entopem ?…

        • Ricardo Alves

          antoniofernando,
          as misericórdias não são da ICAR. São instituições da sociedade civil, de direito civil.

          Existe é realmente uma grande porção das misericórdias que são geridas por católicos, sacerdotes ou leigos. Mas também as há geridas por não católicos.

          Essa confusão é recorrente, e difícil de desfazer.

          Quanto à sua pergunta, eu respondo: preferiria que os serviços que essas instituições prestam cabessem ao Estado. Mas isso seria uma autêntica revolução.

          • hh

            Errado.

            Sãp inatituições da Igreja e só algumas foram roubadas pelos ladrões e assassinos ateus republicanos.

        • Anónimo

          MEU CARO

          A ICAR É UMA INSTITUIÇÃO LUCRATIVA A OLHOS VISTOS…

          NUNCA DÁ UMA GALINHA SEM RECEBER UM PORCO OU UMA VACA…

          VEJA LÁ SE NÃO FAZ O SERVIÇO COM 60% E ARRECADA OS 40% QUE SOBRA…

        • Anónimo

          MEU CARO

          A ICAR É UMA INSTITUIÇÃO LUCRATIVA A OLHOS VISTOS…

          NUNCA DÁ UMA GALINHA SEM RECEBER UM PORCO OU UMA VACA…

          VEJA LÁ SE NÃO FAZ O SERVIÇO COM 60% E ARRECADA OS 40% QUE SOBRA…

  • Anónimo

    cada um come do que gosta
    mas pague do seu bolso

    um estado democrático tem a obrigação de dar assistência médica, educativa e cultural à população

    a fé de cada um e consequente “assistência” religiosa
    é
    da sua exclusiva responsabilidade
    não do estado
    o estado tem (nesta matéria) apenas de garantir a liberdade religiosa dos cidadãos
    não mais

  • Anónimo

    Esta senhora ministra era capaz de ficar um bocado atrapalhada se muçulmanos, hindus, budistas ou outras minorias religiosas, começassem em força a pedir assistência religiosa ao estado.
    Ou será que ela julga que os portugueses são todos católicos?
    Ou será que julga que só os católicos é que são portugueses?

    • Ricardo Alves

      Já pedem. E para esses acho que se paga «à tarefa». Os capelães católicos é que até pertencem ao quadro dos hospitais.

  • antoniofernando

    “um estado democrático tem a obrigação de dar assistência médica, educativa e cultural à população”

    Pois tem. Até tem que cumprir a Constituição na íntegra,em variadíssimos domínios que não cumpre. Problema ? falta de guita, pilim, dinheiro, material com que se compra melões em Almeirim.

    Pois tem. Mas se o Estado Português não se socorresse das IPSS e das misericórdias teria que entrar com 100% dos encargos,em matéria de solidariedade social, e não apenas 60%.

    E nós todos que participar com mais impostos. O Estado somos nós, não é ?
    Agora talvez se perceba porque o Estado não nacionaliza as creches infantis das IPSS:

    Falta de pilim não é ? ….

    • Anónimo

      IPSS?

      PARA QUANDO PAGAR-SE SALÁRIOS JUSTOS ÀS PESSOAS PARA PODEREM VIVER COM HONRA, EM VEZ DE ANDAR A ENTREGAR SUBSÍDIOS PELA PORTA DO CAVALO A INSTITUIÇÕES LUCRATIVAS À CUSTA DOS IMPOSTOS DAS POPULAÇÕES?

  • antoniofernando

    Sei que está fora do contexto do teme em debate mas penso que merece a pena ser referenciada, em dia de Greve Geral, a posição assumida pela Juventude Operária Católica:

    http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?&id=82755

  • Pingback: Tweets that mention Não há crise no Serviço Nacional de Religião :: Diário Ateísta -- Topsy.com

  • Anónimo

    MAIS UM EXEMPLO DA LIGAÇÃO ENTRE O PODER POLÍTICO E O RELIGIOSO….

    O MUSSOLINI TAMBÉM DEU A INDEPENDÊNCIA AQUELES 44 CAMPOS DE FUTEBOL A TROCO DO APOIO DA ICAR AO REGIME FASCISTA…

    • hh

      Lucrando com isso muitos hectares dos estados da igreja que já existia juridicamente, muito antes da unificação da Itákia, percebeste?

      • Anónimo

        INTERESSANTE ESTADO INDEPENDENTE ESTE QUE TEVE EM TROCA, DE DAR O AVAL AO REGIME FASCISTA DE MUSSOLINI E É CONSTITUIDO POR RELIGIOSOS E MEIA DÚZIA DE GUARDAS SUIÇOS…

        E CRIANÇAS TAMBÉM TÊM? OU FORAM NACIONALIZADAS…OU «COMERAM-NAS» AO PEQUENO ALMOÇO…

        • hh

          Consegues ser insistentemente absurdo.
          Os Estados da Igreja já eram independentes muito antes da reunificação da Itália, percebes?
          O que foi feito foi um tratado de forma a delimitar fronteiras e acabar com conflitos. Mussolini não criou nada de novo nem deu nenhum tipo de legalidade à Igreja que não existisse antes dele.

          Sempre que há um Tratado tem que existir uma negociação das clausulas entre as partes contratantes, percebeste?

          O Papa não deu aval para nada, porque a Itália reunificada, que então passou a ser uma república, tem total separação do Vaticano e não dependem um do outro para quaisquer actos políticos. O mesmo se passa com São Marino, a mais antiga república do Mundo. Percebeste ou queres um desenho?

  • Anónimo

    IPSS?

    PARA QUANDO PAGAR-SE SALÁRIOS JUSTOS ÀS PESSOAS PARA PODEREM VIVER COM HONRA, EM VEZ DE ANDAR A ENTREGAR SUBSÍDIOS PELA PORTA DO CAVALO A INSTITUIÇÕES LUCRATIVAS À CUSTA DOS IMPOSTOS DAS POPULAÇÕES?

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