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  • 2 de Novembro, 2010
  • Por João Vasco Gama
  • Religiões

Elevada correlação entre religiosidade e desigualdade

Este artigo confirma aquilo que já tenho vindo a escrever – existe uma elevada correlação entre a religiosidade e a desigualdade social.

É importante começar a investigar a razão de ser desta correlação. Parece-me razoável assumir que existe causualidade em ambos os sentidos (mais desigualdade provoca maior religiosidade; maior religiosidade provoca maior desigualdade) e mesmo causas comuns a ambos os fenómenos (menor instrução, por exemplo), pelo que a correlação não é nada surpreendente.

Seria interessante investigar qual destas correntes causais é preponderante, se é que cada uma delas se verifica. O artigo apresenta justificações plausíveis para a forma como uma maior religiosidade pode levar a uma maior desigualdade.

45 thoughts on “Elevada correlação entre religiosidade e desigualdade”
  • Nina1977

    Para ver como estás completamente certo, basta ter em consideração dois exemplos: a URSS e a China.

    Países com um ateismo forçado e imposto pelo estado.

    Deveriam ser exemplos de virtudes e igualdade social.
    Mas… não.
    É exactamente o contrário.
    Esses são os piores exemplos de desigualdade.

    Como diz aqui o povo: “há tanta desigualdade que parece que Deus não passou por lá”.

    A China tem uma das populações mais analfabetas do mundo.
    No meu prédio vivem 3 chineses.
    Até me assusto do que me contam.
    Por isso digo: combatam o ateismo se for necessário com armas. Mas não deixem essa gente tomar o poder.

    É melhor morrer antes do que cair nas garras dos comunistas ateus.

    • antoniofernando

      “Por isso digo: combatam o ateismo se for necessário com armas.”

      ” Olho por olho e o mundo acabará cego” ( Gandhi)

    • Anónimo

      combatam o ateismo se for necessário com armas

      JÁ FAZEIS ISSO DESDE HÁ MUITOS SÉCULOS E EM VÃO.

    • Anónimo

      “Para ver como estás completamente certo, basta ter em consideração dois exemplos: a URSS e a China.

      Países com um ateismo forçado e imposto pelo estado.”
      Ó Nina, tens a certeza? Se me deres o teu endereço de e-mail posso enviar-te montes de fotografias de igrejas na ex-URSS. E olha que já foram construídas há muito tempo. Se houvesse ateísmo de estado, essas igrejas não estariam na falência?

    • Anónimo

      “Para ver como estás completamente certo, basta ter em consideração dois exemplos: a URSS e a China.

      Países com um ateismo forçado e imposto pelo estado.”
      Ó Nina, tens a certeza? Se me deres o teu endereço de e-mail posso enviar-te montes de fotografias de igrejas na ex-URSS. E olha que já foram construídas há muito tempo. Se houvesse ateísmo de estado, essas igrejas não estariam na falência?

    • Anónimo

      “A China tem uma das populações mais analfabetas do mundo.”
      Tal como Portugal, na época em que a ICAR mandava alguma coisa.

    • Anónimo

      “A China tem uma das populações mais analfabetas do mundo.”
      Tal como Portugal, na época em que a ICAR mandava alguma coisa.

  • Jvgama

    «Para ver como estás completamente certo, basta ter em consideração dois exemplos: a URSS e a China. »

    A China e os países da ex-URSS continuaram muitos deles, apesar da opressão comunista, a ser países onde existia/existe uma elevada religiosidade. A Polónia, um dos países mais religiosos da Europa, é um excelente exemplo a este respeito.

    Já a Suécia, onde não existiu opressão ditatorial, mas é um dos países menos religiosos da UE, é também um daqueles onde se verifica maior equidade e qualidade de vida. Poderíamos dizer que este é um exemplo escolhido a dedo, mas os dados empíricos, tais como os que estão expostos no artigo, mostram que não. Que essa é mesmo uma tendência generalizada.

  • Jvgama

    «Para ver como estás completamente certo, basta ter em consideração dois exemplos: a URSS e a China. »

    A China e os países da ex-URSS continuaram muitos deles, apesar da opressão comunista, a ser países onde existia/existe uma elevada religiosidade. A Polónia, um dos países mais religiosos da Europa, é um excelente exemplo a este respeito.

    Já a Suécia, onde não existiu opressão ditatorial, mas é um dos países menos religiosos da UE, é também um daqueles onde se verifica maior equidade e qualidade de vida. Poderíamos dizer que este é um exemplo escolhido a dedo, mas os dados empíricos, tais como os que estão expostos no artigo, mostram que não. Que essa é mesmo uma tendência generalizada.

  • antoniofernando

    A Albânia é um dos países mais pobres da Europa.A maioria dos albaneses não são crentes, estimando-se a percentagem global de ateus e agnósticos em cerca de 65%

    Conclusão a retirar, na esteira do postulado de João Vasco Gama:

    ” ELEVADA CORRELAÇÃO ENTRE ATEÍSMO E POBREZA ” ?…

    • antoniofernando

      Estudos há muitos. Estes dados foram extraídos do sítio oficial da Noruega em Portugal:

      “Oito em cada dez noruegueses são membros da Igreja Estatal da Noruega.A expressão religiosa norueguesa é em grande medida privada. Apesar de a maioria dos indivíduos declarar que a religião é importante para eles, este facto não é geralmente expresso através de uma participação religiosa activa em comunidades organizadas. Enquanto cerca de 88% da população pertence à Igreja da Noruega, apenas 10% frequenta os serviços religiosos ou outras reuniões relacionadas com o Cristianismo mais do que uma vez por mês.”

      Há, portanto, uma notória clivagem entre o sentido maioritário de religiosidade dos noruegueses e as práticas litúrgicas regulares.Algo que também sucede entre os” católicos praticantes”e os ” não praticantes”. Isso, porém, não significa que a Noruega seja um país secular, bem pelo contrário: a expressão religiosa é, sim,nesse país em grande medida particular.

      Ora, a Noruega é um dos países mais económica e socialmente avançados à escala mundial. E, curiosamente, não regista elevadas taxas de suicídio como outros países nórdicos e do leste europeu. Porque será ?

      Aqui se notam duas vertentes relevantes, que contrariam o postulado do texto editado por João Vasco Gama:

      a) A Noruega é um dos países, à escala mundial, com maior rendimento per capita;

      b) A população é maioritariamente crente;

      c) Não regista elevadas taxas de suicídio, quando comparadas com as de outros países nórdicos.

      Do que consegui apurar, concluí, com referência a um estudo de 1980, por 100.000 habitantes, entre as mais altas taxas de suicídio mundial e europeia, exceptuando o caso da Lituânia, que ocupa o topo, os seguintes países europeus:

      a) Dinamarca – 31,6%

      b) Alemanha – 20,9%

      c) Suécia- 19,4 %

      d) França – 17, 2%

      Brasil, Grécia, Portugal, Guatemala e Filipinas, todos com altos índices de religiosidade, possuem taxas baixas de suicídio.

      Agora, quem quiser, que extraia as justificadas correlações…

      http://www.noruega.org.pt/About_Norway/policy/Populacao/general/

      • Jvgama

        António Fernando:

        O estudo obviamente não se limita a um país, por isso a piada sobre a Albânia não colhe. Nem o exemplo da Dinamarca.
        A verdade é que o estudo levou em conta dados sobre vários países que não foram escolhidos com base num critério que condicione a conclusão. Se discorda, aponte que erro metodológico é que é cometido no estudo, que eu não encontrei nenhum.

        Mas é o típico disparar sobre o mensageiro. Na realidade existe a dita correlação, mas como esta realidade é desagradável, critica-se sem fundamento quem a transmite…

        E sim, existe uma correlação entre religiosidade e baixas taxas de suicídio. Mas também entre baixa religiosidade numa sociedade e bem estar na mesma sociedade. Isso são resultados de outros estudos e não daquele que estava a noticiar.

        • antoniofernando

          João Vasco Gama

          Não me venha com essa conversa do ” disparar sobre o mensageiro”. Eu contrapus argumentos. E você não responde à interpelação nem sobre o exemplo da Noruega nem sobre o caso da Albânia. Claro que você já se mostrou interessado, a partir de um mero artigo de opinião ,em extrair as conclusões do postulado de suposta ciência social que pretendeu apresentar como fundamentadamente consistente. Mas não é. Se assim fosse, não se entenderia o caso da Noruega e que é significativo em termos de refutação da sua tese, porque é país nórdico, com peso significativo da taxa de religiosidade, por um lado. E, por outro, também pode permitir correlacionar essa religiosidade de raiz maioritariamente cristã com a menor taxa de suicídio da Noruega em relação às elevadas taxas da Dinamarca ou Suécia, que apresentam maiores índices de secularização.

          O exemplo da Noruega desmente, portanto, ” a baixa religiosidade numa sociedade e bem estar na mesma sociedade”.

          E os exemplos de países com maior propensão de secularização também apontam no sentido de maiores taxas de suicídio, o que não é suposto configurarem exemplos propriamente eloquentes de sociedades de bem estar.

          Acresce ainda que, durante décadas, os países da ex- URSS estiveram religiosamente constrangidos e você não consegue extrair dessa desvalorização religiosa nenhuma correlação em termos de contraponto de desenvolvimento económico.

          Se a sua tese estivesse correcta, então a correlação deveria funcionar no sentido da sua conformação.E assim não é.

          Por isso, o caso da Albânia não é, a este nível de apreciação da temática, a que você se propôs, um epifenómeno.

          Mas adianto-lhe algo que também vem baralhar todos os estudos:

          A paupérrima Albânia, que apresenta uma taxa de ateísmo/ agnosticismo e cerca de 65% é também um dos países que apresenta uma das menores taxas de suicídio à escala mundial.

          É por isso que, a partir destes dados, as correlações estão sujeitas a várias imponderáveis que certamente justificarão estudos mais sérios, menos preconceituosos e ideologicamente não pré – orientados…

          • Jvgama

            António Fernando,

            O António Fernando contrapôs argumentos que obviamente não colhem.

            Se preciso de explicar porquê, eu faço-o. Existe uma enorme correlação entre criminalidade violenta (assalto à mão armada, etc…) e pobreza. Isto não é uma opinião polémica, é um facto estabelecido com um significado estatístico muito preciso. Alegar que esta correlação não existe lembrando que existe alguém muito rico que assaltou outrou à mão armada, ou alguém pobre que nunca esteve envolvido em qualquer crime (a esmagadora maioria, obviamente, por isso é fácil encontrar exemplos) é um absurdo. É um absurdo porque uma correlação entre A e B mostra que “dado A, o valor esperado de B é superior ao valor esperado de B sem ser dado A; e dado B o valor esperado de A é superior ao valor esperado de A sem ser dado B”; aquilo que a correlação NÃO mostra é que dado A é impossível B ser baixo ou vice-versa. Impossível e menos provável são coisas diferentes.

            É por isso que o seu argumento não colhe. Quem calculou a correlação não escolheu os países com base no critério que lhe apeteceu. Esses casos que aponta, e outros que poderia apontar, entraram nas contas, mas foram insuficientes para mascarar uma forte tendência estatística.

            É por isso que a Albânia não chega para tapar tudo aquilo que o António não quer ver escudando-se nela. Não existe mal nenhum em apontar a correlação entre ateísmo e suicídio, nem no facto de eu apontar a correlação entre qualidade de vida/felicidade e sociedades onde a religião tem um peso menor. Mas o artigo que apresento apenas fala em desigualdade e religião.

          • Jvgama

            António Fernando,

            O António Fernando contrapôs argumentos que obviamente não colhem.

            Se preciso de explicar porquê, eu faço-o. Existe uma enorme correlação entre criminalidade violenta (assalto à mão armada, etc…) e pobreza. Isto não é uma opinião polémica, é um facto estabelecido com um significado estatístico muito preciso. Alegar que esta correlação não existe lembrando que existe alguém muito rico que assaltou outrou à mão armada, ou alguém pobre que nunca esteve envolvido em qualquer crime (a esmagadora maioria, obviamente, por isso é fácil encontrar exemplos) é um absurdo. É um absurdo porque uma correlação entre A e B mostra que “dado A, o valor esperado de B é superior ao valor esperado de B sem ser dado A; e dado B o valor esperado de A é superior ao valor esperado de A sem ser dado B”; aquilo que a correlação NÃO mostra é que dado A é impossível B ser baixo ou vice-versa. Impossível e menos provável são coisas diferentes.

            É por isso que o seu argumento não colhe. Quem calculou a correlação não escolheu os países com base no critério que lhe apeteceu. Esses casos que aponta, e outros que poderia apontar, entraram nas contas, mas foram insuficientes para mascarar uma forte tendência estatística.

            É por isso que a Albânia não chega para tapar tudo aquilo que o António não quer ver escudando-se nela. Não existe mal nenhum em apontar a correlação entre ateísmo e suicídio, nem no facto de eu apontar a correlação entre qualidade de vida/felicidade e sociedades onde a religião tem um peso menor. Mas o artigo que apresento apenas fala em desigualdade e religião.

          • Jvgama

            António Fernando,

            O António Fernando contrapôs argumentos que obviamente não colhem.

            Se preciso de explicar porquê, eu faço-o. Existe uma enorme correlação entre criminalidade violenta (assalto à mão armada, etc…) e pobreza. Isto não é uma opinião polémica, é um facto estabelecido com um significado estatístico muito preciso. Alegar que esta correlação não existe lembrando que existe alguém muito rico que assaltou outrou à mão armada, ou alguém pobre que nunca esteve envolvido em qualquer crime (a esmagadora maioria, obviamente, por isso é fácil encontrar exemplos) é um absurdo. É um absurdo porque uma correlação entre A e B mostra que “dado A, o valor esperado de B é superior ao valor esperado de B sem ser dado A; e dado B o valor esperado de A é superior ao valor esperado de A sem ser dado B”; aquilo que a correlação NÃO mostra é que dado A é impossível B ser baixo ou vice-versa. Impossível e menos provável são coisas diferentes.

            É por isso que o seu argumento não colhe. Quem calculou a correlação não escolheu os países com base no critério que lhe apeteceu. Esses casos que aponta, e outros que poderia apontar, entraram nas contas, mas foram insuficientes para mascarar uma forte tendência estatística.

            É por isso que a Albânia não chega para tapar tudo aquilo que o António não quer ver escudando-se nela. Não existe mal nenhum em apontar a correlação entre ateísmo e suicídio, nem no facto de eu apontar a correlação entre qualidade de vida/felicidade e sociedades onde a religião tem um peso menor. Mas o artigo que apresento apenas fala em desigualdade e religião.

          • Jvgama

            António Fernando,

            O António Fernando contrapôs argumentos que obviamente não colhem.

            Se preciso de explicar porquê, eu faço-o. Existe uma enorme correlação entre criminalidade violenta (assalto à mão armada, etc…) e pobreza. Isto não é uma opinião polémica, é um facto estabelecido com um significado estatístico muito preciso. Alegar que esta correlação não existe lembrando que existe alguém muito rico que assaltou outrou à mão armada, ou alguém pobre que nunca esteve envolvido em qualquer crime (a esmagadora maioria, obviamente, por isso é fácil encontrar exemplos) é um absurdo. É um absurdo porque uma correlação entre A e B mostra que “dado A, o valor esperado de B é superior ao valor esperado de B sem ser dado A; e dado B o valor esperado de A é superior ao valor esperado de A sem ser dado B”; aquilo que a correlação NÃO mostra é que dado A é impossível B ser baixo ou vice-versa. Impossível e menos provável são coisas diferentes.

            É por isso que o seu argumento não colhe. Quem calculou a correlação não escolheu os países com base no critério que lhe apeteceu. Esses casos que aponta, e outros que poderia apontar, entraram nas contas, mas foram insuficientes para mascarar uma forte tendência estatística.

            É por isso que a Albânia não chega para tapar tudo aquilo que o António não quer ver escudando-se nela. Não existe mal nenhum em apontar a correlação entre ateísmo e suicídio, nem no facto de eu apontar a correlação entre qualidade de vida/felicidade e sociedades onde a religião tem um peso menor. Mas o artigo que apresento apenas fala em desigualdade e religião.

          • antoniofernando

            ” O António Fernando contrapôs argumentos que obviamente não colhem”.

            (Jvagama)

            João Vasco Gama

            O bom dos debates é não haver “obviamentes”, pois, se assim fosse,todo o pensamento seria monolítico, enfadonho e totalitário. Portanto fique você com o seu ” obviamente” que, por mim, irei continuar a refutá-lo:

            1- Você parte do princípio de que existe uma correlação directa entre religiosidade e desigualdade;

            2- Contrapus o exemplo da Noruega, porque alguns aludem recorrentemente à suposta secularização dos países nórdicos como exemplos, alegadamente significativos, da correlação entre ateísmo ou agnosticismo e desenvolvimento;

            3- O caso da Noruega é bem significado de que esse postulado não colhe. É igualmente um país nórdico, de todos aquele que apresenta maior rendimento per capita, e um dos mais desenvolvidos países mundiais;

            4- Na Noruega, existe uma forte implantação da igreja cristã, não católica, como pode reverificar do sítio oficial cujo link já anteriormente inseri;

            5- Ora,se a Noruega possui uma elevada taxa de religiosidade, acompanhada por um dos mais destacados índices de desenvolvimento económico mundiais, só esse exemplo desmente o princípio generalizante que você pretendeu atribuir ao postulado que erigiu a título do seu artigo;

            7- Se assim é,as razões concretas que levam cada país a apresentar estes ou aqueles índices de progresso têm que ser analisados com maior rigor de ciência social e menos panfletarismo ideológico;

            8- O panfletarismo ideológico e as generalizações conceptualmente pré- orientadas nunca foram amigas, nem da ciência social, nem da inteligência nem de uma abordagem cultural e cívica avançadas;

            9- Você também nada responde ao contra- argumento dos países da ex- URSS,nos quais, durante décadas, houve uma atitude férrea de eliminar qualquer manifestação religiosa e os resultados do desenvolvimento económico foram desastrosos, apesar da oficialização do ateísmo como ideologia oficial desses estados;

            10-Mas poderia dar- lhe tantos outros casos de desenvolvimento económico em outros tantos países como a Suiça, que apresenta 9% de ateístas e 4% de agnósticos, A Áustria, onde só 12% não se reclamam religiosos e a Alemanha, com 85% de cristãos, repartidos pelos credos católicos, luteranos e calvinistas).

            11- A Noruega, A Suiça, a Áustria e a Alemanha chegam e sobram para refutar o seu postulado, quanto mais o seu ” obviamente”.

            12- Relativamente às taxas de suicídio mundial, é um facto que os países que apresentam índices mais baixos são os que apresentam taxas de maior religiosidade, com excepção do exemplo da Albânia, onde os ateus e agnósticos representam 65% da população.

            13- Contudo, se o exemplo da Albânia serve para impedir a generalização do aumento das taxas de suicídio nos países mais secularizados, também serve para refutar o postulado de que os países mais desenvolvidos são os menos religiosos.

            14- Albânia, por um lado, e a Noruega, a Suiça,a Áustria e a Alemanha, por outro, servem para demonstrar como,a final, o seu postulado não tem sustentação científica firme.

        • antoniofernando

          “Mas o artigo que apresento apenas fala em desigualdade e religião. ”

          Jvgama

          Pois fala. Pena não ter também falado do ” enorme desenvolvimento” que se verificou na época ” paradisíaca” do acérrimo ateísmo de Pol Pot e dos Khmers Vermelhos. Qual seria a ” bíblia” deles ? O Livro Vermelho de Mao Tsé Tung ?…

          • Jvgama

            António Fernando,

            Sabe o que é “Correlação”?

            Explique-me, por favor, por palavras suas. Eu diria, pelas suas palavras (“só esse exemplo desmente o princípio generalizante”) que ou o António não conhece o significado do conceito, ou está a argumentar por má fé.

            Se estou equivocado, explique-me como é possível manter essas palavras de boa fé, que eu não estou a ver como.

          • Jvgama

            Acrescento umas “dicas”.

            Sabe qual o significado estatístico de uma correlação de “1”?

            E de uma correlação de “0,7”? Uma correlação de “0,7” é elevada?
            Quando existe uma correlação de 0,7 entre uma variável A e uma variável B é possível que um dado apresente alto valor de A e baixo valor de B? Ou tal exemplo demonstra que uma correlação de “0,7” é impossível?

  • Antonioporto

    Por isso eu digo que o ateísmo é uma religião.
    Agora só falta enviar este artigo para o fidel Castro.
    E eu achando que eram os governos que nos roubavam.

  • Anónimo

    não.
    não é por aí…

    afinal discute-se o quê?…

    mas, se vamos por aí…
    que é isso de um país ateu?…
    não. não há.
    e o caso da china… ainda há pouco o grande irmão MAO era um DEUS VIVO
    e
    na albânia
    o otcha, ou lá como se chamava o tipo, era um outro MAO – outro DEUS VIVO

    existe uma elevada correlação entre a religiosidade e a desigualdade social?…
    é bem possível. é relativamente – digamos – normal que assim seja.
    mas…
    ¡atenção…!

    • Ca515

      Em absoluto acordo.
      Com efeito há países onde o dito “desenvolvimento” é maior. Mas parece-me que – desenvolvimento não é sinónimo de mais ateísmo ou mais teísmo.
      O que me parece mesmo, é que o desenvolvimento cultural e o maior acesso à educação gera algum afastamento dos mitos…
      Mas pode não ser exactamente assim.
      A “identidade cultural” de um povo conta muito. Parece-me (não sou antropóloga). mas é arriscado afirma-lo – corremos o risco de cair numa enorme desonestidade “intelectual”.

  • pedro

    -|- -|-
    M MA

    Pelo ensino atravez de dogmas erroneos que se vão espalhando e influenciando uma cultura e gerações, dogmas esses como por exemplo o da ciencia ser incompativel com a religião.
    [Genesis1,1-1] No princípio, Deus criou os céus e a terra.
    Ou seja, a Ciencia não justifica o ateismo.

    Se o numero 333 indica a divindade, aquele que se quer colocar acima do próprio Deus é indicado pelo número 666. O número 666, indicado uma vez, isto é, por um, exprime o ano de 666. Neste período histórico o anticristo se manifesta através do fenômeno do Islã, que nega diretamente o mistério da Divina Trindade e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. (……). O 666 indicado duas vezes, isto é, por dois, exprime o ano de 1332. Nesse período histórico, o anticristo se manifesta com um ataque radical à Fé na Palavra de Deus. Através dos filósofos que começam a dar um valor exclusivo à ciência e depois à razão, tende-se gradualmente a construir como o único critério de verdade somente a inteligência humana. Nascem os grandes erros filosóficos, que continuam nos séculos até os vossos dias. A importância exagerada dada à razão, como critério exclusivo de verdade, leva necessariamente à destruição da Fé na Palavra de Deus. De fato, com a reforma protestante, se rejeita a Tradição como fonte da Divina Revelação, e se aceita somente a Sagrada Escritura. Mas, também esta deve ser interpretada por meio da razão, e se rejeita obstinadamente o Magistério autêntico da Igreja hierárquica, à qual Cristo confiou a guarda do depósito da Fé. Cada um é livre par ler e compreender a Sagrada Escritura, segundo a sua interpretação pessoal. Desta maneira é destruída a Fé na Palavra de Deus.

  • pedro

    -|- -|-
    M MA

    (Luc. 18 8-9)
    #########
    Mas o Filho do homem, quando vier,
    será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?
    #########

    • JoaoC

      Muito pouca… Mas a suficiente para combater os inimigos.

    • Anónimo

      pedro toma atenção:…

      quando tiveres insónias não venhas ao DA – aconselho-te ouvir:

      1. Nocturnos de Chopin (op. 9 n.º 3; op. 15 n.º 22; op. 32 n.º 1; op. 62 n.º 1)
      2. Preludio para a sesta dum Fauno de Debussy
      3. Canon em Ré de Pachelbel

      para a hipertensão, nada de DA e…:

      1. as quatro estações de Vivaldi
      2. Serenata nº13 em Sol Maior de Mozart

      se estiveres com depressão, não venhas mesmo ao DA. fica em casa e escuta:

      1. concerto para piano nº5 de Rachmaninov
      2. música aquática de Haendel
      3. concerto para violino de Beethoven
      4. sinfonia nº8 de Dvorak

      para acalmar a tua ansiedade teísta (se ainda teimares em vir ao DA):

      1. concerto de Aranjuez de Rodrigo
      2. as quatro estações de Vivaldi
      3. a sinfonia Linz, k425 de Mozart

      para as minhas dores de cabeça provocadas pelo teu discurso oiço à frente do DA:

      1. sonho de amor de Listz
      2. serenata de Schubert
      3. hino ao sol de Rimsky-Korsakov

      • pedro

        -|- -|-
        M MA
        -|- St. Filomena

        msousa
        Muito obrigado pelas dicas 🙂
        -|- Santa Cecilia padroeira da musica 🙂

      • pedro

        -|- -|-
        M MA
        -|- St. Filomena

        msousa
        Mas eu também metaforicamente falando de uma certa forma não estou aqui propriamente pela paisagem em si.

  • Anónimo

    NÃO ME PARECE QUE OS EXEMPLOS DE RELIGIOSOS RICOS E ATEUS POBRES OU VICE VERSA, SEJAM JUSTIFICATIVOS DO QUE QUER QUE SEJA.

    AGORA, QUE NÃO É NECESSÁRIO NENHUM ESTUDO PARA SE SABER QUE AS GRANDES MASSAS DE POPULAÇÕES QUE VIVEM NAS SITUAÇÕES MAIS MISERÁVEIS DO MUNDO SÃO AS MAIS DEVOTAS E CRENTES, PENSO QUE NINGUÉM TEM DÚVIDA DISSO.

  • Anónimo

    NÃO ME PARECE QUE OS EXEMPLOS DE RELIGIOSOS RICOS E ATEUS POBRES OU VICE VERSA, SEJAM JUSTIFICATIVOS DO QUE QUER QUE SEJA.

    AGORA, QUE NÃO É NECESSÁRIO NENHUM ESTUDO PARA SE SABER QUE AS GRANDES MASSAS DE POPULAÇÕES QUE VIVEM NAS SITUAÇÕES MAIS MISERÁVEIS DO MUNDO SÃO AS MAIS DEVOTAS E CRENTES, PENSO QUE NINGUÉM TEM DÚVIDA DISSO.

  • Anónimo

    NÃO ME PARECE QUE OS EXEMPLOS DE RELIGIOSOS RICOS E ATEUS POBRES OU VICE VERSA, SEJAM JUSTIFICATIVOS DO QUE QUER QUE SEJA.

    AGORA, QUE NÃO É NECESSÁRIO NENHUM ESTUDO PARA SE SABER QUE AS GRANDES MASSAS DE POPULAÇÕES QUE VIVEM NAS SITUAÇÕES MAIS MISERÁVEIS DO MUNDO SÃO AS MAIS DEVOTAS E CRENTES, PENSO QUE NINGUÉM TEM DÚVIDA DISSO.

  • Rui_cs23

    Estás a brincar, não estás?

    Eu vivi e trabalhei em Macau 16 anos. Fui corrido pelos chineses em Fevereiro de 2000.
    Visitei a China mais de 20 vezes. Estive semanas em Chungsha e Xian no centro da China, e várias vezes em Benxi (norte da China, perto doutro paraíso chamado Coreia do Norte).
    Vou perguntar-te a sério: o que foi que tu bebeste? Ficaste alucinado?

    Tu não sabes o que dizes.

    No teu paraíso comunista e ateu, onde um camponês para ir da aldeia á cidade necessita de uma autorização, se me apanhassem com um crucifixo de ouro pendente ao pescoço, não acredito que saísse de lá.
    A não ser nas zonas isoladas do interior oeste e noroeste e talvez na zona quase deserta que faz fronteira com a Mongólia e o Kazaquistão e mais um bocado no Tibete, ninguém se atreve a ser abertamente religioso, seja de que religião for.

    Nesse paraíso ateu comunista, tomaram as pessoas ter o estatuto que têm os cães aqui em Portugal.

    • antoniofernando

      Há também um país onde o ateísmo oficial contribuiu muito para a ” felicidade” do povo e para o elevado ” progresso social”: o Cambodja de Pol Pot. Pena é que os milhões que lá morreram massacrados e à fome não tenham podido dizer a sua versão sobre o ” paraíso” desenvolvimentista dos Khmers Vermelhos…

      • Jvgama

        O “ateísmo oficial” é tão mau como qualquer imposição oficial de uma religião/modo de ver o mundo. Qualquer destas é sintoma de uma ditadura, que costuma ser má.

        O texto não trata de saber quais as religiões/filosofias impostas pelos governos e as suas consequências – aí a variável principal é saber se algo deste tipo é imposto ou não – mas sim de verificar quais as consequências da religião que a sociedade DE FACTO pratica.

        Por exemplo, a Polónia estava sobre uma ditadura comunista, mas ainda assim correspondia a uma sociedade muito religiosa. Por oposição na Suécia não existia nenhuma ditadura deste tipo, e a sociedade é das menos religiosas do mundo.

    • Anónimo

      Permita-me então fazer as observações que me parecem pertinentes:

      Que conclusão é que então podemos tirar deste seu “estudo” aqui apresentado?
      Que nos estados comunistas há uma grande desigualdade social?
      Ou que nos estados não comunistas não há desigualdades sociais?

      Se for a primeira conclusão, a mesma não abala em nada a razão do estudo aqui apresentado uma vez que o objecto do estudo não diz respeito aos sistemas políticos mas sim à sociedade ou às populações, não devendo ser ignorado o facto de que um estado ou um ditador ateu, não é sinónimo de uma população ou sociedade ateia.

      Se foi a segunda conclusão, bom, não acredito que tenha sido a segunda conclusão…

      Ou seja, tente entender o que significa o estudo, e, caso não esteja de acordo, tente contrapor com dados abrangentes que obstem às conclusões, uma vez que sua exposição é muito restrita e até desenquadrada e não funciona bem como contraditório.

      Em boa verdade, pelo que entendi do estudo, ele não é conclusivo e pretende apenas ser um ponto de partida para uma análise mais aprofundada da problemática, pelo que não será correcto assumir como provado o que surge como titulo deste post, e, se bem entendi, não foi essa a ideia do autor.

      • Jvgama

        O artigo dá como provado o título do post. Aquilo que fica por provar é se a relação causal é aquela que o autor do artigo sugere na introdução, ou seja se a elevada correlação entre desigualdade e pobreza (título do post dado como provado) se deve principalmente ao facto das pessoas mais religiosas aceitarem com mais facilidade a desigualdade social (teoria do “ópio do povo”).
        É aliás precisamente isso que escrevo no corpo artigo.

        Mas porventura sabem o que quer dizer correlação?

  • Oiced Mocam

    Publicado no Jornal ZERO HORA em 15/10/2010 sob o título: “O futuro de uma ilusão” e escrito pelo brilhante jornalista e escritor DAVID COIMBRA

    -Lá pelo fim dos anos 20 do século 20, FREUD concebeu um livro genial, dentre tantos de seus livros geniais. ” O Futuro de uma Ilusão”, um estudo sobre como a religião é subproduto da Civilização.
    Freud discorre acerca do desamparo do ser humano diante das forças da Natureza. Como o homem, tornado adulto, descobre que será sempre uma criança, à mercê dos poderes estranhos que o cercam e o ameaçam: um milheiro de doenças, intempéries de verão e inverno, acidentes surpreendentes. Desesperado em busca de proteção, sabedor que essa proteção não virá da sociedade que o cerca, o homem se volta para aquela figura plena de força que, durante a sua infância, ele ao mesmo tempo temia e ansiava para que o salvasse de todo o mal: o pai.
    Indefeso em meio aos perigos do mundo, o homem precisa crer na existência de algumna entidade divina que o defenda e o oriente, e volta e meia o puna (castigue)…como fazia seu pai.
    Espelhado no que o pai lhe representava quando criança, O HOMEM CRIA O SEU DEUS:
    Onipotente, amoroso, porém duro.

    O texto de FREUD demonstra que, quando a Civilização é ineficaz para proteger o homem com suas ferramentas tradicionais, a ciência, a tecnologia, as leis, o homem apela para a religião.
    A premissa contrária é verdadeira. Quando os instrumentos da Civilização funcionam, a religião perde prestígio. Em países onde a Civilização atingiu os níveis mais avançados, como a Alemanha e a Inglaterra…grande parte da população flutua com serenidade no ateísmo, no agnoticismo ou na singela indiferença ao transcedental e sobrenatural. Ingleses e alemães estão cada vez mais distantes dos deuses. Porque não precisam deles.

    Chamou me a atenção, que foi ela a Civilização, a festejada no resgate dos mineiros soterrados no deserto do Atacama no Chile.
    Assim que um resgatado brotava da terra e saía da cápsula, ele e os outros que o esperavam na superfície, o que eles faziam? Eles não se ajoelhavam e rezavam, com tavez uma única excessão. Eles não erguiam as mãos para o Céu protetor. Não. A maioria deles gritava:
    – Chi-chi-chi ! Lê-lê-lê!
    Chile. Gritavam o nome do país. Quer dizer: celebravam o Estado que teve interesse em salvá-los e, tendo interesse, investiu nissso, financiou o que há de mais sofisticado em ciência e tecnologia, e criou condições para o resgate bem sucedido. Ciência e tecnologia. Recursos da Civilização.
    Oa chilenos, ao entoar o nome do seu país, estavam louvando a Civilização.

    Postado pelo autor: http://livrodeusexiste.blogspot.com/
    Este blog foi criado para despertar a consciência acerca das religiões no mundo.Convite para VIVER UMA VIDA LIVRE DE VERDADE. Repensar, compreender, questionar, conscientizar e opinar. Conclamar em 76 Capítulos para um novo Humanismo, Iluminismo ou aumentar a sua fé! Leitura sugerida pelas postagens datas mais antigas (10 de Agosto).
    Atenção leitores religiosos:
    Se este Blog funcionar do modo como espero, ao lerem serão ateus com orgulho quando terminarem !

  • Oiced Mocam

    Todos sabemos que os Estados Unidos é um país e uma democracia com altos índices de religiosidade e adesão à religião; e também o que mais sofre com altos índices de violência , doenças sexualmente transmissíveis e homicídios. Já países com sociedades menos religiosas e altos índices de ateísmo da Terra, como: Austrália, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Holanda, Islândia, Japão, Noruega, Reino Unido, Suécia, Suíça…, são os países mais saudáveis e desenvolvidos e com menores taxas de violência.
    A fé religiosa não fanática até pode ser benigna no nível pessoal. Mas, no plano coletivo, quando se trata de governos não capazes de garantir a saúde a sociedade e capazes de fazer guerras, a fé é um desastre absoluto. Exemplo, a excessiva religiosidade do ex-governo Bush e dos islâmicos.
    E o que sabemos com certeza, aqui e agora, é que nem a Bíblia nem o Corão trazem melhor compreensão da moral e da paz no Universo

  • Oiced Mocam

    Caros blogueiros! Segue para enriquecer o assunto
    HÉLIO SCHWARTSMAN
    ARTICULISTA DA FOLHA

    Quanto mais religiosos são os habitantes de um país, mais pobre ele tende a ser. Essa é a conclusão de uma pesquisa Gallup feita em 114 nações e divulgada no último dia 31 que mostra uma correlação forte entre o grau de religiosidade da população e a renda “per capita”.

    Correlação, vale lembrar, é um conceito traiçoeiro. Quando duas variáveis estão correlacionadas, tanto é possível que qualquer uma delas seja a causa da outra como também que ambas sejam efeitos de outros fatores.

    Desde o século 19, a sociologia tem preferido apostar na tese de que a pobreza facilita a expansão da religião. “Em geral, as religiões ajudam seus adeptos a lidar com a pobreza, explicam e justificam sua posição social, oferecem esperança, satisfação emocional e soluções mágicas para enfrentar problemas imediatos do cotidiano”, diz Ricardo Mariano, da PUC-RS.

    “As religiões de salvação prometem ainda compensações para os sofrimentos e insuficiências desta vida no outro mundo”, acrescenta.

    O sociólogo, porém, lembra que há outros fatores: “A restrição à liberdade religiosa, ideologias secularistas e o ateísmo estatal dos países socialistas contribuíram para a baixa importância que sua população atribui à religião, como ocorre na Estônia, campeã nesta matéria, e na própria Rússia”.

    Já na Europa Ocidental, diz Mariano, “modernização, laicização do Estado e relativismo cultural erodiram bastante a religiosidade”.

    A grande exceção à regra são os EUA. Com uma das maiores rendas “per capita” do planeta, 65% dos norte-americanos atribuem importância à religião em sua vida diária. Tal índice é bem superior à média dos países mais ricos, que é de 47%.

    Sem descartar um papel para as explicações sociológicas mais tradicionais, que chama de “fator ópio do povo”, Daniel Sottomaior, presidente da Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos) aventa algumas hipóteses na direção contrária, isto é, de que a religião é causa da pobreza. “Ela promove o fatalismo e o deus-dará”, diz.

    Em certos lugares, notadamente alguns países islâmicos, ela desestimula a educação e impede a adoção do pensamento científico.

    Além disso, afirma Sottomaior, “a religião não apenas não gera valor como sequestra bens, dinheiro e mentes que deixam de ser empregados em atividades econômicas e de desenvolvimento”.

    Para religiosos ouvidos pela Folha, é a riqueza que pode reduzir o pendor das pessoas à religiosidade.
    Já para o pastor batista Adriano Trajano, a pesquisa mostra que quanto maior for o estado de pobreza e pouco desenvolvimento econômico no país, “maior será a busca por subterfúgios sobrenaturais, pois a religião tem esse poder de transportar o necessitado a um mundo de cordas divinas”. “Que a religião desempenha um papel importante nas sociedades, não há dúvida, resta saber até que ponto esse papel favorece a vida?”, pergunta.

    http://noticias.bol.uol.com.br/folhaonline/poder/2010/09/27/quanto-mais-religioso-mais-pobre-tende-a-ser-um-pais.jhtm
    Publicado em:
    http://noticias.bol.uol.com.br/folhaonline/poder/2010/09/27/quanto-mais-religioso-mais-pobre-tende-a-ser-um-pais.jhtm

    Nota do remetente Oiced:
    Os 10 países com maiores Indice de Desenvolvimento Humano (IDH)conforme a ONU, são:
    Noruega, Australia, Nova Zelandia, Estados Unidos, Irlanda, Liechtenstein , Holanda, Canada, Suecia , Alemanha…
    O Reino Unido foi declarado pelo Vaticano como país do Terceiro Mundo..Rss.Rsss!!!

  • Oiced Mocam

    Caros blogueiros! Segue para enriquecer o assunto
    HÉLIO SCHWARTSMAN
    ARTICULISTA DA FOLHA

    Quanto mais religiosos são os habitantes de um país, mais pobre ele tende a ser. Essa é a conclusão de uma pesquisa Gallup feita em 114 nações e divulgada no último dia 31 que mostra uma correlação forte entre o grau de religiosidade da população e a renda “per capita”.

    Correlação, vale lembrar, é um conceito traiçoeiro. Quando duas variáveis estão correlacionadas, tanto é possível que qualquer uma delas seja a causa da outra como também que ambas sejam efeitos de outros fatores.

    Desde o século 19, a sociologia tem preferido apostar na tese de que a pobreza facilita a expansão da religião. “Em geral, as religiões ajudam seus adeptos a lidar com a pobreza, explicam e justificam sua posição social, oferecem esperança, satisfação emocional e soluções mágicas para enfrentar problemas imediatos do cotidiano”, diz Ricardo Mariano, da PUC-RS.

    “As religiões de salvação prometem ainda compensações para os sofrimentos e insuficiências desta vida no outro mundo”, acrescenta.

    O sociólogo, porém, lembra que há outros fatores: “A restrição à liberdade religiosa, ideologias secularistas e o ateísmo estatal dos países socialistas contribuíram para a baixa importância que sua população atribui à religião, como ocorre na Estônia, campeã nesta matéria, e na própria Rússia”.

    Já na Europa Ocidental, diz Mariano, “modernização, laicização do Estado e relativismo cultural erodiram bastante a religiosidade”.

    A grande exceção à regra são os EUA. Com uma das maiores rendas “per capita” do planeta, 65% dos norte-americanos atribuem importância à religião em sua vida diária. Tal índice é bem superior à média dos países mais ricos, que é de 47%.

    Sem descartar um papel para as explicações sociológicas mais tradicionais, que chama de “fator ópio do povo”, Daniel Sottomaior, presidente da Atea (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos) aventa algumas hipóteses na direção contrária, isto é, de que a religião é causa da pobreza. “Ela promove o fatalismo e o deus-dará”, diz.

    Em certos lugares, notadamente alguns países islâmicos, ela desestimula a educação e impede a adoção do pensamento científico.

    Além disso, afirma Sottomaior, “a religião não apenas não gera valor como sequestra bens, dinheiro e mentes que deixam de ser empregados em atividades econômicas e de desenvolvimento”.

    Para religiosos ouvidos pela Folha, é a riqueza que pode reduzir o pendor das pessoas à religiosidade.
    Já para o pastor batista Adriano Trajano, a pesquisa mostra que quanto maior for o estado de pobreza e pouco desenvolvimento econômico no país, “maior será a busca por subterfúgios sobrenaturais, pois a religião tem esse poder de transportar o necessitado a um mundo de cordas divinas”. “Que a religião desempenha um papel importante nas sociedades, não há dúvida, resta saber até que ponto esse papel favorece a vida?”, pergunta.

    http://noticias.bol.uol.com.br/folhaonline/poder/2010/09/27/quanto-mais-religioso-mais-pobre-tende-a-ser-um-pais.jhtm
    Publicado em:
    http://noticias.bol.uol.com.br/folhaonline/poder/2010/09/27/quanto-mais-religioso-mais-pobre-tende-a-ser-um-pais.jhtm

    Nota do remetente Oiced:
    Os 10 países com maiores Indice de Desenvolvimento Humano (IDH)conforme a ONU, são:
    Noruega, Australia, Nova Zelandia, Estados Unidos, Irlanda, Liechtenstein , Holanda, Canada, Suecia , Alemanha…
    O Reino Unido foi declarado pelo Vaticano como país do Terceiro Mundo..Rss.Rsss!!!

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