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  • 29 de Outubro, 2010
  • Por Carlos Esperança
  • Vaticano

A fábrica dos milagres não pára

Dezoito anos depois da morte de Irmã Dulce, na Bahia, a Congregação para a Causa dos Santos do Vaticano reconheceu um milagre atribuído a ela. O anúncio de que Irmã Dulce se tornará beata foi feito ontem pelo cardeal arcebispo da Bahia e arcebispo primaz do Brasil, Dom Geraldo Majella Agnelo, que trabalhou nos últimos anos para que o milagre fosse reconhecido. A beatificação ainda precisa ser anunciada pelo papa Bento XVI.
(…)
A Igreja ainda não revelou o milagre pelo qual a Irmã Dulce se tornará beata.

Comentário: Segundo a notícia referida, a ICAR já está a trabalhar o segundo milagre para a canonizar. Depois dizem que são os ateus que ridicularizam a Igreja !!!

9 thoughts on “A fábrica dos milagres não pára”
  • antoniofernando

    Se eu pedir a algum ateu,a quem,como crente, reconheça características de Santidade,uma especial intervenção,independentemente da sua descrença em Deus, e se essa pessoa conseguisse operar uma cura miraculosa, será que a Igreja Católica também a beatificaria ? A bondade e a santidade humana só são possíveis em crentes filiados na Igreja Católica ?…

    • carpinteiro

      É claro que só a Igreja católica está credenciada para validar o produto que vende.«…santidade humana só são possíveis em crentes filiados na Igreja Católica ?… » Só. E quando isso não acontece, a Igreja apropria-se do “produto”, inventando uma historinha “convincente” do género: – Ainda em vida mas já no leito da morte, arrependeu-se reconheceu a Deus e a Santa Madre Igreja como única e verdadeira representante de Deus na terra. Segundo o sacerdote que ele mesmo mandou chamar para o confessar e dar-lhe a extrema unção, partiu serenamente e em paz.

      • antoniofernando

        Não iria pedir a nenhum ateu qualquer intervenção, embora considere que há seres de elevada estatura ética e humana que podem actuar na realidade humana, em termos que escapam ao estrito âmbito científico. Porém, não aceito a noção de intervenção directa e discriminada de Deus, nem reconheço qualquer validade a essa figura teologal mesquinha da intercessão dos santos.A santidade, para mim, significa o expoente máximo da bondade. É muito rara, mas não depende de alguém ser crente ou ateu, mas de ser intrinsecamente bondoso e actuar em conformidade consequente com essa dimensão superior. Respeito a crença ou descrença de cada um. A questão que suscitei parece-me contudo pertinente. Mas não divido o mundo em bons e maus,consoante sejam ou não crentes, estejam ou não próximos do meu posicionamento filosófico ou político, sejam brancos, negros ou de qualquer outra raça, hetero ou homossexuais…

        • antoniofernando

          Em complemento:

          Quando referi que ” não iria pedir a nenhum ateu qualquer intervenção” quis apenas significar que não iria apelar a um ateu que interviesse numa forma em que essa pessoa não acredita. Apenas nesse sentido e pelo respeito que é devido a quem possui a sua própria visão da vida.Mas confesso que, em situações de apuro pessoal, já apelei ao meu querido e falecido pai que me ajudasse na força de que necessito para enfrentar os meus próprios problemas. Sei que não seria necessário fazê-lo,mas sou tão humano como os demais e também mergulham em mim zonas de motivação inconsciente que escapam à minha frágil condição existencial…

        • carpinteiro

          «…há seres de elevada estatura ética e humana que podem actuar na realidade humana, em termos que escapam ao estrito âmbito científico.»Sem dúvida. Ainda aqui atrás falámos num: – Agostinho da Silva. Comia na cantina com os alunos a quem dava aulas na universidade, e dividia com os mais carenciados o dinheiro do seu ordenado de professor universitário. Dormia nas camaratas dos estudantes e durante a noite dava-lhes explicações sem cobrar absolutamente nada aos que não tinham posses. Este homem, grande, com o seu exemplo e forma de estar na vida, é sem dúvida um ser superior. Pese embora, quando certa jornalista lhe perguntou se acreditava em Deus, ele respondeu: – Tem que me dizer primeiro o que é Deus, e depois poderei responder-lhe se acredito ou não.

    • JoaoC

      Pergunta ridícula que só mostra o nulo conhecimento que tens da Doutrina e da Igreja. Nem mesmo para a corromperes com o teu veneno a conheces.

      Óbvio que é.

      Fora da Igreja não há salvação. Nem santidade. Por muito “bonzinho” que sejas (coisa que não és, nem de perto nem de longe. Até o Esperança é melhor – ao menos é coerente no erro e maldade que o caracteriza, ó língua bífida).

  • rayssa gon

    eu to aqui no ex-reino unido e nem faço ideia do milagre da santa, viu??

    nem a mais remota.

  • Andreia_i_s

    Mais uma cosia me que vão explorar para depois depositarem nas menets dos outros que os seguem.

  • Antonioporto

    Se o papa lesse a bíblia, ia saber que os apóstolos realizavam
    milagres enquanto ainda eram vivos.
    Depois de mortos, babau.
    Tem um ditado que diz: conto o milagre e não conto o santo.
    Neste caso contaram o milagre, o santo e esconderam a agraciada com o milagre.
    O vaticano tem que ser rápido, pois a fila é grande, e anda.

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