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  • 24 de Outubro, 2010
  • Por Carlos Esperança
  • Laicidade

Estado laico, uma exigência ética

Uma centena de organizações, convocadas pela Europa Laica e o Observatório da Laicidade, apelaram ontem, em Madrid, à mobilização “por um Estado laico, já”. Fizeram-no sob este lema no Parque da Cornisa, na zona onde o cardeal Antonio María Rouco quer construir uma monumental Cidade da Igreja com o generoso beneplácito da autarquia local.

5 thoughts on “Estado laico, uma exigência ética”

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  • antoniofernando

    Concordo com os princípios fundamentais do estado laico.E, enquanto crente e cristão, considero abusivo que nas escolas e locais públicos seja inserido qualquer símbolo religioso.Isso traduz, de forma equânime, o respeito que também é devido a quem não professa crença religiosa. Do mesmo modo, nenhum estado laico deve apregoar qualquer dogmatismo, seja a favor seja contra a religião. Deve manter-se neutral.As sociedades são compostas por crentes, agnósticos e ateus.E ninguém deve ser impedido de manifestar a sua própria mundividência.E, consequentemente, cada um já se deve poder apresentar nos locais públicos como entender. Usando ou não a cruz de Cristo ou qualquer outro símbolo de outra religião, muçulmana, judaica, hindu ou qualquer que ela seja.Por mim,pode exibir à vontade camisolas representativas de Cristo ou Che Guevara, trajar à betinho ou usar cabelos à punk ou à rastafari. Proclamar vivas ao sexo livre ou à castidade.Usar ou não capa e batina, jeans rotos ou tangas à vista. Cabelos soltos ou véu a cobri-los. E, claro, se assim entender, estampar na camisola a sua orientação sexual ou o seu posicionamento ateísta. A única exigência é: respeito pela atitude de cada um. A harmonia humana é difícil mas possível. E a distância entre a agressividade e a fraternidade depende apenas de consonância de gestos universais de boa vontade…

    • JoaoC

      Claro que concordas, de contrário, sentir-te-ias ameaçado demais para propagar a tu seita hippie demonstrada no comentário meio “peace and love” meio comunista escrito acima, e a doutrina desviante, bem como o descaramento com que te apoderas do Santo Nome de Jesus Cristo para “legitimar” a seita que propagas por estes lados.

      A mentira mais divertida do dia:

      “Enquanto crente e cristão”. Crente e cristão? Desejavas tu poder usar esse digníssimo nome legitimamente e não roubado! 🙂

      Acho que nem tu acreditas no que dizes…e se acreditas, pergunta-se: Quem te enganou tão bem enganadinho?

      • antoniofernando

        ” Caro amigo: sei de padres que chegaram ainda a revoltar-se contra a superstição, dizendo em plena igreja que a mãe de Deus era uma só, e essa tinham-na ali os crentes, pronta a receber as súplicas de todos, dando em troca, além da divina graça, o necessário amparo a cada um, nas suas dores e trabalhos. Esses, porém, foram obrigados não só a pôr termo a semelhantes prédicas, como ainda a enfileirar, com os paroquianos, nas peregrinações que mensalmente se dirigiam à referida Cova, que muita gente afirma já que há-de servir de túmulo ao culto de Maria em Portugal.
        Mais obscuros, mas não menos corajosos, há todavia sacerdotes que preferem ser atingidos pela censura do prelado, do que ensinar ao Povo o contrário daquilo que estejam convencidos. Tal como aquele personagem de que fala Renan: ” Que Deus me condene,se quiser, mas nunca obterá que eu cometa voluntariamente uma falta de crítica nem afirme ser verdade o que haja reconhecido falso.”

        ( Tomás da Fonseca, ” Na Cova dos Leões” )

        João C :

        Ainda cheguei a admitir que fosses capaz de reflectir e ponderar. De equacionar e rever. De revisitar a teologia e os dogmas de fé. Mas hoje convenço-me que não. Que és um caso perdido. No fundo, perdeste-te a ti próprio. Deves viver, cinzentão e amargo no Inferno que a ti próprio criaste.E só ficarás satisfeito no dia em que conseguires arrastar para a tua infernal loucura outros loucos como tu. Por isso destilas tanta verborreia biliosa, tanta acrimónia, tanta boçalidade inane e insana.De Deus e do Cristianismo não conheces nada. Só sabes debitar frases ocas de pretensa dogmática católica. Mas tão intelectualmente pobre que os cultos católicos devem ficar horrorizados só de te ouvirem falar. Ainda não te apercebeste do papel caricato que por aqui andas a fazer ? Não te apercebeste da gozação que, sobre ti, deve recair no próprio meio ultramontano em que te movimentas ? Não te podem respeitar e muito menos estimar. Quando muito, podem servir-se de ti como mero peão de brega de inconfessadas estratégias teológico-comicieiras, que alguns espertalhaços das coisas vãs do profano escondem atrás da instrumentalização do Sagrado.

        Tempos houve em que os Soldados da Acção Católica debitavam um conjunto de disparates.Aqueles que tiverem decência de si próprios esconderiam hoje a cara de vergonha, se pudessem rever as catilinárias incultas e imberbes a que já se exercitaram.
        Mas tu não. Vais adorar, estou certo, ler esta ” pérola” de oco conteúdo. Presta atenção:

        ” Queremos, ó excelsa Mãe de Deus,levantar bem alto o nosso sentido e veemente protesto contra essas ímpias negações sacrílegas e infames perseguições. Somos a voz dos pacíficos Soldados da Acção Católica. Vimos junto de vós, Senhora, a saudar- vos e a desagravar-vos, magoados sim, mas não abatidos, porque pensamos na glória que vos tributa a Santíssima Trindade. Nós vos prometemos, Senhora e Mãe, que sairemos de junto de vós decididos a defender o vosso nome, a zelar pela vossa honra”.

        Tudo isto porquê ? Porque Tomás de Fonseca contestou que Maria de Nazaré tivesse aparecido na Cova da Iria.

        E até onde vai a hipocrisia desses fariseus, travestidos de Soldados de Maria, queres saber ?

        Ignorariam eles que as supostas aparições marianas nunca foram dogma de fé da Igreja Católica ? E que seria tão canonicamente legítimo aceitar ou não a alegada veracidade da Senhora da Cova da Iria ? Não ignoravam por certo, mas fizeram-se desentendidos para poderem dar-se a ares de soldadesca militância.

        Presumo que não vá adiantar nada à tua obstinada cegueira intelectual. Mas Agostinho da Silva chega e sobra para tipos como tu:

        “Você vai precisar de todo o seu tempo, de toda a sua energia, de pensar de manhã até à noite nos problemas filosóficos; você tem de adquirir erudição filosófica e o treino de pensar; a vida, para a vida, é sempre longa; mas para a arte é sempre breve; só quando se não faz nada há sempre tempo”

        (Agostinho da Silva, “Sete Cartas a um Jovem Filósofo – Seguidas de Outros Documentos para o Estudo de José Kertchy Navarro”, I, IV, edição da Ulmeiro, 1990)

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