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  • 21 de Outubro, 2010
  • Por Carlos Esperança
  • Imprensa

Tribunal sem medo do Inferno

Tribunal confirma apreensão de 23 milhões de euros de conta do Vaticano

Um tribunal de Roma decidiu confirmar a apreensão de 23 milhões de euros de uma conta bancária do Vaticano, o que motivou uma reacção de surpresa da Santa Sé.

13 thoughts on “Tribunal sem medo do Inferno”
  • antoniofernando

    À partida, é suposto que não haja fumo sem fogo.Mas o Direito tem essa ” coisa” terrivelmente “chata” e civilizacional que são os recursos e as decisões judiciais transitadas em julgado. Que porra não se poder fazer julgamentos definitivos com as provas de ” primeira aparência”.Seja como for, 23 milhões de euros é muita massa. Dava para distribuir por um multidão de sem-abrigo…

    • Carlos Esperança

      António Fernando:

      O banco Ambrosiano ficou mais caro ao Vaticano mas João Paulo II não permitiu a extradição do arcebispo Marcinkus para não se descobrir a verdade.

      • antoniofernando

        A ser verdade, lamento muito essa atitude João Paulo II.Contudo, convém também recordar que o Supremo Tribunal de Itália defendeu a impossibilidade de processar o arcebispo com base no Tratado de Latrão.Seja como for,a memória de João Paulo I, que sempre quis averiguar toda a trama financeira do escândalo ambrosiano,antes de morrer, mereceria ter sido adequadamente respeitada…

        • Carlos Esperança

          JP2 invocou a imunidade do Vaticano para não entregar Marcinkus à Justiça italiana.

        • libre

          Tratado de Latrão, “reichskonkordat” e muitas outras concordatas…
          Que raio ainda estão a fazer no activo, ou se não estão é apenas por terem sido substituídas por outras. Tudo acordos assinados com regimes da família fascista e a democratização desses estados não inviabilizou nenhum deles? Serão essas democracias realmente democráticas? Ou as minhas suspeitas de jogo viciado pelos grupos de interesse, sendo a religião um deles, é válida?

  • antoniofernando

    Ando a ler encantado ” Na Cova dos Leões “de Tomás da Fonseca, depois de te conseguido adquirir essa obra imperdível da literatura nacional. E a ideia que firmo desse autor é a de um homem anti religioso, mas de grande seriedade intelectual, culto e erudito. Alguém que, esporadicamente também descaía para abordagens mais panfletárias, mas que, no contexto global, prima pela argúcia, contundência e sentido de justiça. Um autor que vivamente recomendo.Companheiro e amigo desse outro grande vulto que foi Guerra Junqueiro, cuja ” Velhice do Padre Eterno” também li com muito agrado. A propósito dos escândalos financeiros do Vaticano, cito a referência que Tomás da Fonseca fez a esse grande homem universal que foi Santo Ambrósio, um dos maiores que a Cristandade produziu:

    ” Santo Ambrósio, tão grande no saber e na virtude como a famosa catedral que os vindouros lhe ergueram em memória das lutas que travara em defesa do rebanho que Deus lhe havia confiado”.( Ob. cit,, pp 45- 46)

    Quando alguém consegue passar, desta forma, incólume, pelo crivo avaliador,severo mas justo, de Tomás de Fonseca, tem mesmo que ser eticamente grande e irrepreensível e mereceria que o Banco Ambrosiano estivesse ligado à causa dos pobres e não à causa dos vendilhões do templo…

    • Carlos Esperança

      A troca de cartas com o cardeal Cerejeira é de antologia.

      Coube-me apresentar o livro na FNAC do Chiado, a convite do editor, e guardo a imagem de uma bisneta de cerca de 10 anitos orgulhosa do avô que teve. Resta dizer-lhe que Tomás da Fonseca foi seminarista e terminou o seminário.

  • No-god
  • Anónimo

    23 MILHÕES SÃO SEMPRE 23 MILHÕES.
    OS MEUS PARABÉNS AOS JUIZES DESSE TRIBUNAL E DESSA DECISÃO.
    MAS, MUITOS MAIS MILHÕES LIGADOS AO VATICANO HÁ PARA APREENDER… SE A JUSTIÇA QUISER…

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