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  • 25 de Setembro, 2010
  • Por Carlos Esperança
  • Catolicismo

Mitos e realidades

O bispo auxiliar de Lisboa, D. Carlos Azevedo, defende que “a I República deu à Igreja mais liberdade, mesmo cortando algumas liberdades”. Num debate inédito ontem à tarde, em Fátima, onde também participou o historiador Fernando Rosas, Carlos Azevedo recordou os “muitos custos” que os privilégios da Igreja tinham durante a Monarquia constitucional: o governo controlava as dioceses, os dirigentes e os compêndios dos seminários ou os professores, entre outros factores.

11 thoughts on “Mitos e realidades”
  • Lio

    A igreja sempre teve privilégios e sempre terá enquanto ela fizer propaganda ao inferno e ao paraíso, e é por isso que as pessoas fazem doações (não por amarem deus, mas sim por egoísmo próprio e terem medo da eternidade, como se doações fosse descontar para a “segurança social do paraíso” salvaguardando a sua alma) e o clero agradece, pois já houve fome em portugal mas nenhum padre passou por ela….

    Eu respeito a fé das pessoas o que não tolero são as pessoas que exploram essa fé.

  • Andreia_i_s

    “Eu respeito a fé das pessoas o que não tolero são as pessoas que exploram essa fé.”

    aqui está uma grande verdade que as pessoas deveriam fazer, abrir os olhos e despertar as suas consciências.

  • Anónimo

    Carlos Moreira de Azevedo também veio defender recentemente, mais uma vez, o exemplo dos políticos para diminuir os efeitos da crise económica.

    Se este discurso populista almejava o objectivo de reabilitar a imagem da Igreja Católica creio que não o conseguiu atingir.

    Vários foram os comentários nas páginas online de jornais que exortavam uma outra mensagem, destinada às estruturas hierárquicas da dita Igreja.

    Com a exuberância manifestada por alguns membros, e pelas riquezas guardadas no Vaticano que chocam com um discurso antagónico muitas vezes veiculado pelos mesmos, creio que falar em preconceito dos restantes em relação aos homens de religião nestas matérias seja o mesmo que dar um tiro no próprio pé…

  • antoniofernando

    Eu respeito todas as pessoas de boa fé, sejam ou não crentes. Só não tenho é paciência para gente de má fé, independentemente de crenças ou descrenças…

    • Andreia_i_s

      “Só não tenho é paciência para gente de má fé, independentemente de crenças ou descrenças…”

      Portanto diz isto a pensar que eu não respeito ninguém com crenças, se for o caso (e aqui meto o se) engana-se, eu respeito só não suporto é a exploração que fazem para com as pessoas por isso é que meti o comentário sobre o despertar de consciências.

  • antoniofernando

    Caro Jovem 1983:

    Porventura reconhecerá que a Igreja Católica também se empenha em diversas acções de promoção social ou só entesoura as riquezas do Vaticano ?…

    • Anónimo

      Caríssimo antoniofernando:O meu reconhecimento ou de outra pessoa de uma faceta de acção social que se faz em nome da Igreja Católica não invalida a acumulação de verbas de outra parte dessa mesma Igreja…Como sabe existe uma certa indignação face à incongruência dos discursos de abnegação das riquezas terrenas a favor das intenções da Igreja Católica, situação que não é exclusiva a esta Igreja…De um lado um apelo a um modelo de vida exemplar que foca a acção caritativa face a problemas sociais como a pobreza, do outro um património que se calcula valer mais de 50.000.000.000 Euros em riquezas visíveis e “invisíveis” (contas bancárias, fundos de investimento, etc.); esta incongruência/incompatibilidade é tanto detectada por crentes como descrentes…Cumprimentos.

  • Zeca-portuga

    O Bispo tem toda a razão.

    Os bandalhos, ladrões e assassinos que impuseram o rapublicanismo, tentavam limitar mais os crentes (leigos) do que o clero – lá vinha o Bandalho assassino do Costa a dizer que acabava com a religião católica em 2 ou três gerações.

    Não falando do roubo de estado, praticado pelos protonazis republicanos contra a propriedade da Igreja, mas da relação institucional entre o Clero e o Estado, a separação beneficiou mais o o Clero do que o Estado.
    Sabendo isso, esses bandidos assassinos da primeira república, mantiveram nas colónias o estatuto da Igreja quase inalterado – parasitando a Igreja.

    Evidentemente que o protonazismo do Costa, do Bruno, e doutros vermes, fez com que eles cometessem e mandassem praticar, impunemente, crimes iguais aos de Hitler, mas hoje são considerados heróis…

    A noção de liberdade desses vermes que hoje se alcunham de heróis, por exemplo: negando liberdade às mulheres porque “eram espíritos frágeis e facilmente influenciáveis pela religião”, demonstra da seita ateísta/maçónica e carbonária.
    Convém dizer que os ditos heróis determinaram, incentivaram (se não obrigaram) e foram responsáveis pela prática de linchamentos na via pública, pilhagens, fogo posto e roubo, defendendo-os como desejáveis e patrióticos.
    Depois veio o roubo de propriedade, os desterros, as torturas, etc, etc.

    Pondo de parte isso (já que isso é o “Bê-á-bá” da filosofia ateístas e a base dos seus valores, desde sempre!), a Igreja ganhou autonomia suficiente pra crescer e se tornar a mais importante instituição da sociedade portuguesa. Coisa que doutra forma nunca conseguiria.

  • antoniofernando

    Caro Jovem 1983:

    Partilho da sua análise e da sua indignação,embora eu não possua elementos documentais para saber se o património da ICAR ascende ou não ao montante que afirma.Como é que se calcula esse valor não sei, mas admito que possa haver fontes fidedignas que lhe permitam, a si,produzir essa afirmação. Seja como for, no essencial, subscrevo o que sustenta. Só pretendia saber se o Jovem 1983 reconhecia ou não que a Igreja Católica também se empenha em acções de promoção social, embora anote que, nesta matéria, nada de elementos concretos quantificou, presumo que por não ter tido acesso a esses dados da mesma forma que teve acesso aos outros…

    • Anónimo

      Caríssimo antoniofernando:Como pôde verificar, o valor que identifiquei é apenas um referencial não um valor definitivo, resulta de uma projecção a partir do património identificado, bens móveis e imóveis, e alguns activos conhecidos. O valor real não se conhece.Não avencei com qualquer reconhecimento explícito (se reparar está implícito um reconhecimento no meu comentário anterior…) pela simples razão que o mesmo não interfere com a crítica que estava a fazer, análise que o próprio antoniofernando escreveu reconhecer e partilhar. Mesmo que fizesse um reconhecimento geral explícito da acção da Igreja Católica no campo social, necessariamente teria de fazer outras considerações. Quanto aos elementos relativos às acções de pendor social promovidas pela Igreja Católica, ou realizadas em seu nome, é necessário primeiramente estabelecer um enquadramento específico. Por exemplo, serão as acções realizadas em Portugal isoladamente ou cumulativamente com outro(s) espaço(s) geográfico(s)? Mesmo que seja só em Portugal seria necessário atender aos diferentes tipos de apoio pois temos acções que são realizadas com a colaboração de outras entidades que não só determinada Diocese, como também temos algumas IPSS com pendor religioso e apoio de dinheiros públicos por via de contratualizações tendo em vista a prestação de serviços caritativos. Ao nível da promoção, consideramos apenas as acções que têm como promotor as entidades eclesiásticas, os movimentos de leigos identificados com determinada ordem, paróquia ou diocese? Seria comum a todas iniciativas o proponente Igreja Católica ou por exemplo outra entidade que contava com o apoio da dita Igreja? Estas e outras questões teriam de ser atendidas e consideradas para traçarmos o real papel da Igreja Católica no que toca à sua participação num campo alargado de participação social.Cumprimentos.

  • Antonioportorosa

    As pessoas é que tem que ter liberdade e não as instituiçoes.
    No Brasil ainda na tacharam as igrejas evangélicas por causa
    do poder da igreja católica.
    Acho que quem mexe com dinheiro tem que ser vigiado e
    pagar o devido imposto.
    Além do mais ladrão tem em qualquer lugar.

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