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  • 24 de Setembro, 2010
  • Por Carlos Esperança
  • Catolicismo

ICAR alemã condenada

O Tribunal dos Direitos Humanos europeu deu ontem razão a um alemão, que perdeu o seu emprego como funcionário da Igreja Católica porque se divorciou e criou uma família com outra mulher. Bernhard Schüth, de 53 anos, era organista e chefe do coro numa paróquia de Essen, oeste da Alemanha.

Comentário: Lentamente a bondade dos homens impõe-se à intolerância teocrática.

11 thoughts on “ICAR alemã condenada”
  • Anónimo

    Interessa observar que este caso não foi resolvido favoravelmente na primeira vez que foi julgado. Segundo a notícia divulgada a justiça alemã absolveu a Igreja Católica devido a uma decisão de 1985 do Tribunal Constitucional, a qual conferia à Igreja Católica o direito de resolver os seus assuntos de forma autónoma. Decisões deste tipo só favorecem este tipo de tratamento promovido pela Igreja ou em casos como os de abuso sexual de menores, porque simplesmente se criam brechas legais na organização do Estado para destingir e sobrelevar alguns perante a Lei…Teria de ser o Tribunal dos Direitos Humanos a nivelar os direitos das partes envolvidas, segundo princípios de humanidade que, por essa bitola, não permitem tratamentos diferenciados perante uma concepção de justiça que se quer universal…

  • antoniofernando

    A ” bondade dos homens” tem muito que se lhe diga. Em toda a minha vida encontrei escassas pessoas verdadeiramente bondosas.Por isso são raras e preciosas.Destacam-se da imensa mediocridade que reside na condição humana.Mas a verdade é que, embora o deserto pareça imenso,acaba sempre por haver lugares de oásis ,ainda que, na imensidão desértica, essa possibilidade pareça irreal,imaginária ou impossível…

  • Pedro Mar

    Porreiro. Acho exagerado o despedimento, mas qualquer dia, temos o stalin e imitadores com algunas que andam por aqui, a trabalhar no seio da igreja catolica. Era o que faltava.
    No pcp, no be, etc, despedem pessoas se deixam de ser desses partidos.
    Porque a igreja não pode fazer o mesmo ?
    Espero que funcionários de partidos, deixem de ser desses partidos, passem para outros, e continuem a trabalhar lá dentro.
    Ehee, ahhh, pois. Isso não pode ser.
    Cambada de irracionais, e hipócritas. Irracionais totais
    Culpam outros, mas fazem o mesmo.
    E essa andreia, armanda em esperta, aha. Que raio, deve ser como a mulher do querido lider.

  • Rew

    Já agora, convinha falar da casa pia, e do maior escando de portugal, que foi.
    Ahhh, não convém. A organização era do estado, pois.
    Aqui nunca se fala disso. Mas se houvesse um padrito, era o bom e o bonito
    Conclusão: pode-se molestar crianças, desde que se seja ateu,
    pois tá claro
    Não há interesse nenhum nas crianças, mas sim em criticar a igreja e religiões.
    Palavras ocas. Porque se houvesse interesse nas crianças, falavam da casa pia. E outros casos de instituições do estado, com menor numero de abusados.
    É o que dá não ter moral, nem ética.
    Dá em silenciar, não falar, quando é feito dentro do estado. Ou por privados.
    E os numeros, são muito maiores. Os crimes praticados por padres, são 0.6 dos abusos totais. Mas quem os ouve, parece que nada mais existe.
    Silenciam 99.4 dos abusos. Muitos feitos dentro de organizaçõe do estado.
    Querem lá saber das crianças. Bandidos.
    Por isso, é que acontece o que acontece

  • Antonioportorosa

    Bondade dos Homens? Aonde.
    O mundo está repleto de maldade.
    No caso acima, se a igreja paga salário com carteira
    assinada, nada mais normal que um tribunal trabalhista
    julgue esta causa.(não tribunal de direitos humanos)
    Agora se foi justo ou não…
    “A justiça deste mundo é um trapo de imuncícia.”

  • Anónimo

    Caríssimo Pedro Mar:

    Achei uma piada a comparação política, sobretudo a tendencialmente concentrada na dita Esquerda política. Recorda-se, por exemplo, do Sr. do “Queijo Limiano”? Sabe de que partido era e o que lhe aconteceu?

    Enquanto continuarem a avaliar as pessoas por tendências partidárias e religiosas, e não pelas suas competências para determinado cargo e as acções realizadas em prol dos objectivos definidos que lhe são exigidos, teremos sempre estas descriminações a partir de todos os quadrantes da vida social, quer sejam de crentes e descrentes, para crentes e descrentes…

  • Anónimo

    Caríssimo Rew:

    O facto de não se mencionar regularmente os casos de pedofilia noutras instituições não quer dizer que se concordem com os mesmos…

    Se reparar, de modo a que possa ser honesto na sua avaliação, geralmente quando se crítica a posição da Igreja Católica perante os casos de abuso sexual de menores já comprovados e nos quais se optou pelo encobrimento e mobilidade inter-paroquial/diocesana dos padres, critica-se a posição supra-legal que a Igreja Católica se colocou, faltando pois à justiça que se exige para outros indivíduos e instituições.

    Assim:
    I) É evidente que o que se critica é o escape à Lei que nos organiza a todos, as Leis do Estado, relativamente a crimes de pedofilia, abuso sexual de menores e encobrimento de crimes, leis que se consideram necessariamente aplicáveis a todos os indivíduos e instituições na sociedade, sem excepção;
    II) É obviamente o pretensiosismo de um carácter excepcional por parte da Igreja Católica (situação comum a outras igrejas e sobre outras matérias…) o principal alvo de crítica por parte dos descrentes…

    Não consegue rever o moral e ética nestas posições? Creio que são evidentes, todos devem ser tratados por igual perante a Lei, sem excepção…

  • Anónimo

    Bem visto!!!!
    A igreja é comparável a um partido politico. Nem mais. Um grande e velho partido, bafiento e corrupto. Deve ser por isso que eu nunca voto neles 😉
    O problema é que esse partido não é democrata, e por isso continua no poder… Até um dia….

    E já agora, só por curiosidade, com tanta gente ateia a comentar por aqui, porque raio é a Andreia que o incomoda? Será por ser mulher? Sinto um aroma misógino no ar…. Aliás, típico…

  • Anónimo

    Caríssimo Antonioportorosa:

    A questão resume-se essencialmente à descriminação que este indivíduo foi alvo. Segundo a notícia o organicista enquanto esteve casado não tinha problemas, depois do divórcio foi afastado porque a Igreja Católica Alemã não queria um organicista divorciado a prestar os serviços litúrgicos.

    Perante a linha na Lei alemã definida em 1985 foi aberta uma brecha legal, passando a dita igreja a poder organizar-se à sua vontade sem atender, por exemplo, ao Código de Trabalho, à Constituição Alemã, à Carta dos Direitos Humanos. Estes documentos salvaguardam a vida privada e a descriminação através de motivos religiosos, ideológicos, étnicos, raciais, etc..

    A disposição de 1985 permitiu que a Igreja Católica Alemã agisse sem atender às disposições legais que salvaguardam os cidadãos alemães, por esse mesmo motivo o Tribunal dos Direitos do Homem se pronunciou favoravelmente, dando razão ao organicista.

    Para entender a injustiça da medida imposta pela dita igreja, imagine que a sua entidade empregadora era coordenada maioritariamente por indivíduos com uma outra determinada ideologia religiosa e estes decidissem despedir-lo, independentemente da qualidade do trabalho por si realizado, unicamente e simplesmente porque o Antonioportorosa, na sua esfera privada, passou a estar numa situação com que eles não concordavam…

  • Rew

    Disparates irracionais. Ateistas a falar da igreja, e não falam de organizações não crentes ou ateias.
    Chama isso de tratamento igual , rehe.

  • Anónimo

    Caríssimo Rew:

    A Lei de Talião há muito que está associada ao Teísmo…

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