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A festa de santa Filomena_1 (Crónica)

No início da década de sessenta um brasileiro bem sucedido voltou ao Cume para rever amigos e embasbacar os autóctones com o sucesso. Trouxe presentes, distribuiu pentes e rebuçados, lançados aos garotos à rebatina e, à igreja, ofereceu um guião e dois pendões que mandou vir do Porto, uns paramentos a estrear e dinheiro suficiente para a festa de Santa Filomena.

A bem-aventurada tinha provas dadas na cura de animais, designadamente ovelhas, que a gripe dizimava e estropiava no inverno e, quanto maior a desgraça, mais crescia o pasmo pelas que escapavam e maior era a devoção. Tinha sido o caso, nesse ano, por causa das chuvas e dos sempre insondáveis desígnios divinos. Era a primeira homenagem pública, a augurar o início de uma tradição e de um amparo ainda maior. A festa há muito que a merecia a santa, mas os proventos da arrematação dos pés e orelhas de porco, de duas ou três dúzias de ovos e de alguns enchidos provenientes do pagamento de promessas, mal chegavam para lhe pagar a missa e comprar algum adorno.

Valera a generosidade do brasileiro que pôs os paroquianos em excitação, com recados enviados a parentes e amigos e data da festa anunciada.
Com farinha peneirada, ovos guardados e açúcar comprado, apalavrada a banda da Parada e encomendado o foguetório no Porto da Carne, a uma semana da festa, veio o pároco anunciar, durante a missa, que Sua Santidade tinha declarado falsa a santa, sacrílega a devoção e, assim, era impossível a festa. Manifestou tristeza suficiente, por solidariedade para com os paroquianos, que da decisão papal não cabia recurso. Ainda propôs outro santo, com certificado de garantia, de sexo diferente e idêntica virtude, para a substituir nos festejos. Deixou à reflexão dos paroquianos. E do brasileiro, subentendia-se. Qual quê? Goradas as expectativas, enxovalhada a crença, arruinadas as orações cuja permuta de intenções não admitia retroactividade, só restava um vago ressentimento e uma sensação de injustiça e impotência.

O brasileiro a quem a generosidade assegurara lugar cativo na primeira fila da igreja ficou lívido, primeiro, a vacilar na fé e nas pernas, ressentido depois e a remoer vingança.

Impediu-o o medo do Inferno e a inutilidade de demandar o papa de exigir a devolução do óbolo, ficando-se pela desolação e algumas obscenidades com sotaque, enquanto os paroquianos se dividiram entre o brasileiro e os sacramentos, a devoção e o padre, o papa e a santa, acabando por regressar ao redil e à fé dirigida de Roma. Apenas o brasileiro, por brio, passou a frequentar a missa em Vila Fernando, com outro padre, no tempo em que ainda se demorou. Manteve a devoção mas trocou de corretor.

Ninguém percebeu porque se demitiu do altar uma santa que lograra prestígio igual ao de santa Bárbara a amainar trovoadas e maior que o de S. Sebastião que, para além de mártir, não se lhe conhecia na paróquia outro feito que o recomendasse, não desfazendo, é claro, na seta que o trespassava em perpétuo sofrimento. Era difícil rezar a santos que não faziam milagres quando se apeava quem os fazia.
Creio que ao medo do castigo divino e à falta de alternativas se ficou a dever a persistência na fé, posta em causa de forma demolidora por motivos insuficientemente explicados e com despesas já feitas.

Não estralejaram foguetes, não se ouviram os acordes da banda, não se provaram as guloseimas. A imagem, ferida na estimação e na virtude, foi parar à sacristia, por decreto, condenada à solidão e ao esquecimento, à espera de que algumas gerações de crentes se finassem para reaparecer, quem sabe, com outro nome e renovados poderes. Assim a fé e a sociedade o consintam ainda. Os mordomos ficaram designados para as próximas festividades conservando o prestígio e as prerrogativas.

A santa e o brasileiro nunca foram ressarcidos da desgraça.

37 thoughts on “A festa de santa Filomena_1 (Crónica)”
  • antoniofernando

    Sou incapaz de enaltecer uma conduta ou um texto que não aprecio. Mas também sou incapaz de não louvar um texto bem escrito. Este tem uma cadência harmoniosa, uma suavidade e um ritmo literários de que muito gostei.E aqui já existe erudição.Entendo o sentido subjacente ao mesmo. E, assim como tantas vezes critiquei o Carlos Esperança por textos ligeiros e panfletários, de que nada gostei,agora não posso, em boa consciência, deixar de aplaudir…

  • Anónimo

    O suposto santo Sebastião é por vezes, ainda hoje, em alguns espaços, também associado à protecção de animais, em particular os porcos, todavia esta associação é tardia, certamente distante dos tempos áureos em que preenchia as diversas aspirações para o livramento das pestes ao longo dos séculos XV e XVI, em Portugal e noutros reinos, função que ombreava com Roque de Montpellier, vulgo São Roque.

  • Joana Lopes

    Esta história recordou-me que havia uma cave semi-clandestina em Lisboa (Campo de Ourique?), com uma imagem de Santa Filomena, visitada por muita gente. Certamente que tinha sido retirada de alguma igreja…

  • Anónimo

    Não estou a entender!
    Parece-me que a Santa Filomena está reconhecida e tem certificado de garantia. Se pesquisar no google, aparecem inúmeras referências á sua Santidade. Até vai ter um hospital em Coimbra.
    http://www.coimbraiparque.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=100:hospital-de-santa-filomena-vai-nascer-no-iparque&Itemid=31&lang=pt

    “SANTA FILOMENA, Virgem e Mártir, Rogai Por Nós”

    http://www.mgrfoundation.org/StaFilomena.html

    Santa Filomena cura doentes, consola os aflitos e alcança favores de todo o género;
    Santa Filomena é auxílio poderoso dos estudantes em seus exames;
    Santa Filomena obtém para as mães grande facilidade no nascimento de seus filhos.

    Auxiladora dos estudantes cábulas!…

  • Carlos Esperança

    1 Atento:

    Quando JP2 II foi criado Papa, pelo Espírito Santo, sob a inquietante vontade divina de chamar a si JP1que queria investigar as contas do IOR, foi-lhe posto o problema de St.ª Filomena que gozava de farta clientela em várias regiões do Mundo. E logo a Santidade polaca resolveu manter a santidade de Filomena. Veio da Índia o pedido. Partiu de Roma o deferimento.

  • José M

    Assim, fico indeciso!
    Peço milagres à “Filó”, ou não vale a pena?

  • antoniofernando

    A verdadeira Santidade não necessita de canonizações. Claro, para quem acredita que há seres humanos que, pelas suas excepcionais qualidades de bondade humana,a manifestam de forma notória.Estou-me nas tintas para as canonizações.Não preciso de mediadores para aferir as raras pessoas que conseguem elevar-se acima da mediocridade e da maldade humanas com tamanha grandeza que não hesito em chamar-lhe santas…

  • Antonioportorosa

    A igreja romana é uma fábrica de santos.
    Mas podem notar que em vida estes “santos” nunca
    curaram ninguém.
    O próprio João Paulo II nunca curou sequer um resfriado
    de algum católico, no entanto, quando estava sendo
    velado em roma foi aclamado como santo.
    Santo, só JESUS.

    • pedro

      -|- -|-
      M MA
      St. Filomena

      Existe relatos de fenomenos envoltos em certas pessoas.

  • José M

    O JP2 nem sequer conseguiu curar a SUA doença de Parkinson; mas, alegadamente, curou alguém, o que lhe valeu um lugar na galeria dos santos.

    Quanto a “Santo só Jesus”… isso é outra conversa. Mas a verdade é que o Benfica ganhou ao Sporting.

  • José M

    Quando eu era menino e moço aí por volta dos meus seis, sete anos, celebrava-se, na capela de Fradelos, no Porto, a festa de St.ª Filomena. Era lindo! Eu, com a opa creme que me cobria as modestas vestes, sentia-me infantilmente feliz, por estar ali, sentado, junto ao altar da “santa”, a dar solenidade ao ambiente, tipo guarda de honra. Era depois de almoço, e as beatas iam-se chegando. Umas punham velas, outras deixavam o óbolo na bandeja prateada, e eu ia suspirando pelo momento da “rendição da guarda”, que aquela coisa de estar ali sentado sem fazer nada, era incompatível com a irreprimível vontade de dar uns pontapés na bola, de trapo que fosse.
    Tive grande desgosto quando soube que Filomena, que tantos milagres tinha obrado, que tantos quilos de vela tinha feito queimar, afinal não era santa. Pensei, com os meus botões, que se fosse viva certamente seria processada por “falsa qualidade” ou, sei lá, usurpação de funções. Mas também é certo que, se fosse viva, não era santa uma vez que, e como é consabido, o único santo com funções respiratórias é o inquilino do Vaticano. Nem sei se é legítimo chamar-lhe “inquilino”. Talvez “senhorio” fosse mais apropriado, mas isso são contas de outro rosário.
    Bom, dizia eu que esta questão da Filó acabou por me provocar uma série de dúvidas, a saber:
    – Os milagres que obrou ficaram sem efeito?
    – O dinheiro gasto em velas e óbolos foi devolvido?
    As restantes dúvidas são irrelevantes.

  • Carpinteiro

    O Bill diz o mesmo mas acerca de Maomé.
    – São tão divertidos os delírios místicos dos crentes 😉

    • pedro

      -|- -|-
      M MA
      St. Filomena

      Carpinteiro não me parece que seja por acaso que a chamem a Grande Taumaturga.

  • pedro

    -|- -|-
    M MA
    -|- St. Filomena

    A Santa Filomena nunca deixou de ser Santa.

    • Anónimo

      Já vi que não leu os comentários todos. Mas vou-lhe fazer um resumo: A Filozinha deixou de ser santa porque não há provas de que tenha existido. Mas como o dinheiro manda mais, e porque há precedentes – uma papisa e um cão canonizado – nada custa à ICAR santificar quem nunca existiu. O que é preciso é que os ex-votos continuem a cair.

  • pedro

    -|- -|-
    M MA
    -|- St. FIlomena

    Em relação ao texto, uma história criada pelo autor misturando pessoas reais em seu conto da carochinha.
    Em 24 de Maio de 1802 nas Catacumbas de Santa Priscilia encontraram um tumulo que nunca tinha sido aberto e sobre ela passaram-se prodigios mas ninguem sabia nada sobre a mesma e somente posteriormente é que se revelou a 3 pessoas diferentes absolutamente desconhecidas umas das outras e esses são os unicos relatos oficiais da vida da Santa.
    O Santo Cura de Ars foi um dos maiores propagadores de Santa Filomena a quem a ela costumava atribuir a maior parte dos seus feitos.
    A Santa nunca deixou de ser Santa.
    O Santo CUr

    contou sua a história
    e os unicos relatos que existem oficiais

    e ninguem sabia quem ela era nem nada, somente mais tarde é que se revelou a

    , as unicas referencias que se tem da Santa foi ela que apareceu a

    sobre ela passaram-me prodigios envoltos do mesmo e ninguem sabia quem ela era

    e lá encontraram:
    3 placas “LUMENA” “PAX TE” CUM FI”, uma Ancora em forma de cruz, duas setas, uma lança e uma palma, e uma lirio

  • pedro

    -|- -|-
    M MA
    -|- St. Filomena

    Sim podes pedir, acho que ela até iria gostar.

  • pedro

    -|- -|-
    M MA
    -|- St. Filomena

    Peço desculpa pela 2º parte do texto de ter saido um pouco em rascunho.

    • Confrariaalfarroba

      problema nenhum, pedro… (está completamente desculpado)
      você foi uma bênção -|- -|- que aterrou no DA e, acho que todos nós ficámos – bué – esclarecidos…
      gostei mesmo, mas mesmo, da cena das 3 placas… se bem que haja para ali algo de estranho – refiro-me ao conjunto dos objectos (mas é compreensível, foi um rascunho… escrito à pressa).
      pois…

      mas mesmo interessante, é a descoberta do túmulo nas catacumbas.

      e
      oh pá!… fiquei espantado(issimo) com esse santo cura

      mas o melhor, melhor, da sua intervenção foi sem sombra de dúvida o “O Santo CU”.

      pedro, você é um espanto…!?

      e
      olhe…
      e fique-se com esta: (-|- -|- -|- -|- -|- -|-)

  • Carpinteiro

    -/–/-
    M MA:

    «A Santa Filomena nunca deixou de ser Santa» (de pau carunchoso), … e você um anjinho 😉

  • Carpinteiro

    «(…)sou incapaz de não louvar (…) uma cadência harmoniosa, uma suavidade e um ritmo literários de que muito gostei(…)existe erudição(…) agora não posso(…) deixar de aplaudir…»

    – O chocolate era suíço e as orquídeas da Madeira. Nota-se 😉

  • rayssa gon

    sou brasileira, gente. podem mandar o dinheiro pra ca. fiquem a vontade.

    mandem em euro mesmo, vou amar vcs ainda mais.

    beijo 😀

    eu, que creio tanta nessa tal de santa. 😀

    • pedro

      -|- -|-
      M MA
      St. Filomena

      É de lamentar que existam pessoas que se queiram aproveitar de situações talvez não no tão bom sentido mas também talvez existe quem possa tentar usar o mesmo argumento como se fosse justificação alguma para o proprio objectivo em si.

  • pedro

    -|- -|-
    M MA
    -|- St. Filomena

    antoniofernando a Santa Filomena é até chamada pela Grande Taumaturga do Século XIX.

  • pedro

    -|- -|-
    M MA
    -|- St. Filomena

    Carpinteiro não é de de pau carunchoso é mesmo até inclusive considerada a Grande Taumaturga do Século XIX.

  • Confrariaalfarroba

    eh pá!… essa história dos santos deve, então, ser um pouco como as prateleiras do hiper mercado… os mais visíveis são os que oferecem maior margem de lucro…(?)

  • pedro

    -|- -|-
    M MA
    St. Filomena

    JoseMoreira:
    Seria bom talvez informares-te um pouco antes de mandares comentários desnecessarios.
    A Santa Filomena existe realmente, foi descoberta a 24 de Maio de 1802 nas Catacumbas de Santa Priscilia e encontra-se no seu Santuario em Mugnano.
    Em relação ao comentário da Santa que deixou de ser Santa passo aqui um texto:

    Algumas pessoas não se sentem seguras a respeito da devoção a Santa Filomena, chegando às vezes a combater esse culto que dá tantos frutos espirituais e glória à Santa Igreja. Aqui apresentamos uma resposta a essas dúvidas e receios:

    No ano de 1961 a Congregação do Culto em Roma publicou um decreto que dizia: “A festa de Santa Filomena, Virgem e Mártir (11 de agosto), seja eliminada de todos os calendários litúrgicos”.

    Como se há-de interpretar esta decisão?

    A 11 de agosto de 1974 escreveu o Padre Luís Espósito, antigo reitor do santuário de Santa Filomena em Mugnano, Itália:

    “Em 1964, com aprovação do Bispo Diocesano, apresentei um pedido de interpretação autêntica desta disposição, perguntando se aquela determinação proibia todo o culto à referida Santa. Recebi esta resposta: ‘Foi tirado o culto litúrgico, mas mantém-se, sem alteração, o culto popular. A Santa pode ser venerada e pode ser honrada também com festa externa, com a missa do Comum das Virgens Mártires’.”

    O actual Reitor do Santuário, Padre João Brachi, mandou esta resposta a pedido da (revista) Cruzada:

    “Pode celebrar-se com tranquilidade de consciência a missa em honra de Santa Filomena, do Comum das Virgens Mártires, e pode expor-se, sem hesitação, nos altares, a sua imagem. A disposição da Santa Sé, de 14 de Fevereiro de 1961, nunca teve a intenção de prejudicar ou eliminar o culto ou devoção popular a Santa Filomena.”

    O Bispo de Mysore, na Índia, perguntou ao Santo Padre João Paulo II o que havia a este respeito. Recebeu esta resposta:

    “Pode continuar o culto popular a Santa Filomena.”

    Daqui se depreende:

    1. Estão proibidos o Ofício Litúrgico (cheio de fantasias) e a missa própria de Santa Filomena, como antigamente se usavam;

    2. Pode celebrar-se a Missa em honra de Santa Filomena, usando o formulário da Missa do Comum das Virgens Mártires;

    3. Não está proibido expor ao culto a imagem desta Santa.

    Fonte: http://rosariopermanente.leiame.net/devocoes/stafilomena.html

    • Anónimo

      Como sou um bocado preguiçoso, vou fazer copy/paste:

      No dia 24 de maio de 1802, os ossos de uma mulher entre treze e quinze anos foi descoberto no cemitério de Santa Priscila, nas escavações das catacumbas em Roma por um pedreiro. Avisou-se Monsenhor Ponzetti, então o Guarda das Santas Relíquias, que ordenou que se parasse de quebrar o que quer que fosse. No dia seguinte, 25 de maio de 1802, acompanhados pelo padre Filipo Ludovici, desceram às catacumbas para assistir À abertura total da sepultura. Lá foram encontrados uma ânfora com uma substância, notoriamente “sangue seco” e uma palma, símbolos do martírio. A sepultura estava lacrada por três placas com a seguinte inscrição:
      LUMENA (primeira placa) PAXTE (segunda placa) CUMFI (terceira placa)
      A sepultura foi documentada por Monsenhor Ponzetti, Guarda das Santas Relíquias, como FILOMENA, uma interpretação errada do epitáfio de acordo com o antigo costume de se começar as inscrições pela segunda placa e também pela lógica do contexto etimológico. O epitáfio inteiro lê-se, segundo sua interpretação pois
      PAX TECUM FILUMENA
      O nome de Filomena foi oficialmente atribuído pela Igreja Católica aos restos examinados em 25 de maio de 1802 e inscritos no documentos publicado por Monsenhor Ponzetti, que enviou os despojos dessa mártir cristã à Diocese de Nola (Itália) aos 8 de junho de 1805.

      MAS…..

      Já em 1904, uma publicação feita pelo arqueólogo Oracio Marucchi (Osservazioni archeologiche sulla Iscrizione di S. Filomena dans Miscellanea di Storia Ecclesiastica, Vol. 2, 1904, pp. 365–386) colocou em dúvida a existência histórica de Santa Filomena. Ele defendia fundamentalmente quatro postulados:
      1. As placas deveriam estar em ordem direta e não indireta (como estavam) o que constituía um indício de que haviam sido reutilizadas, podendo pertencer, portanto, a qualquer outra pessoa ali enterradas;
      2. O que havia na ânfora não era sangue, mas perfume ressecado, o que invalidaria a teoria do martírio;
      3. Nem mesmo as placas e o sangue juntos são provas de que os restos que ali jaziam eram de uma mártir;
      4. O único relato disponível sobre a vida de Santa Filomena eram as revelações de Maria Luisa de Jesus, fantásticos por natureza, sem caráter histórico nem científico.
      Todos esses argumentos foram refutados na mesma ocasião (1906) pelo professor católico da Pontifícia Universidade Gregoriana Giuseppe Bonavenia, jesuíta, e pelo arqueólogo católico J. B. Rossi, especialista em paleoarqueologia cristã no livro “Controversia sul celeberrimo epitaffio di Santa Filomena, V. e M.”. No entanto, a semente da dúvida já estava lançada. A questão tomou mais corpo ainda quando, em 14 de fevereiro de 1961, a Congregação dos Ritos publicou um ato no qual excluía a celebração litúrgica de Santa Filomena, o que levou muitas pessoas, desde então, a afirmar que “Filomena não é mais santa”.

  • Confrariaalfarroba

    oh pedro…!?
    tu és a palavra!
    tu acabas (qual cavaleiro medieval) de salvar a honra da santa!…

    toma lá que as mereces: -|- -|- -|- -|- -|- -|- -|- -|- -|- -|- -|- -|-

  • Anónimo

    estão a ver?…
    o pedro sabe: “Grande Taumaturga”…

    nada de confundir com dramaturgo… isso é outra coisa.

    gand’a pedro!… toma lá mais 5 -|- -|- -|- -|- -|-

  • Anónimo

    Caríssimo pedro:

    Tivemos oportunidade de noutros comentários tocar nesta questão. Como lhe escrevi na altura, citando as fontes oficiais da Igreja Católica (pode rever esses comentários a partir do historial dos registos de comentários…), Filomena não é oficialmente reconhecida enquanto santa. Não tem os benefícios canónicos que pressupõe esse reconhecimento por parte da sua Igreja.

    Na altura sugeri ao pedro que procurasse junto do responsável da sua comunidade religiosa informações/direcções para obter o devido esclarecimento em relação a esta matéria. Insisto que concentre os seus esforços para obter o devido esclarecimento.

    O pedro pode inserir nos seus comentários trechos de blogs ou páginas de movimentos religiosos, mas a questão fulcral que aqui se tem apontado/discutido em relação a este post é a divergência da posição oficial da Igreja Católica em relação as aspirações de muitos dos seus fiéis, quer os actuais, quer aqueles do Passado, que segundo o que se depreende da posição da Igreja, que adoraram algo que afinal não terá existido…

    Cumprimentos.

  • Anónimo

    só mando dinheiro para a santa!… para quem crê nela… nem pensar.

  • Anónimo

    olha… o pedro está aqui em baixo a dizer que há gente oportunista nestas coisas da fé…
    ele já denunciou o negócio.

    pronto!… para o brasil não mando euros. agora só, mesmo, para o vaticano.
    lá (vaticano) é tudo gente séria…
    bancos acima de qualquer suspeita…

    o pedro é o maior, não lhe dou euros mas mais 5 -|- -|- -|- -|- -|-

    • rayssa gon

      não manda euros pro brasil, jsousa????

      má q horror!!! nós, irmãos de ultramar!!!

      dá ajuda aê!! eu vou fazer um altar pra santa. serio.

    • rayssa gon

      não manda euros pro brasil, jsousa????

      má q horror!!! nós, irmãos de ultramar!!!

      dá ajuda aê!! eu vou fazer um altar pra santa. serio.

  • Anónimo

    pronto…
    a conversa estava boa, até falaste no jp2.
    mas… estragaste tudo no fim.
    não levas cruzes. o pedro é bem melhor que tu.

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