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  • 20 de Setembro, 2010
  • Por Carlos Esperança
  • Catolicismo

Gostar de ver o Papa sem o levar a sério

Católicos britânicos apoiam pílula e aborto

Na maior sondagem até hoje sobre o assunto, 90% dos inquiridos dizem-se favoráveis à contracepção e à interrupção da gravidez.

12 thoughts on “Gostar de ver o Papa sem o levar a sério”
  • antoniofernando

    Eu também acho que existe vida após a concepção e não sou católico. Também penso que não é eticamente legítimo pôr fim a um feto humano, embora reconheça que a maior parte das situações que envolvem aborto voluntariamente praticado residem em questões muitas vezes de elevada intensidade dramática para as mulheres que cometem aborto.Quando, porém, existe conflitualidade ética de valores,a defesa da parte mais fraca impõe-se. É certamente por isso que,em Portugal, na legislação criminal,o aborto continua a ser crime. Poderá é, em certas situações tipificadas, conduzir à não aplicação de qualquer pena, mormente no aborto feito até às 10 semanas. A partir desse limite temporal, já não há lugar a qualquer despenalização.
    O Carlos Esperança não despega da análise superficial dos assuntos. Deve achar que assim os seus objectivos panfletários são mais facilmente alcançados. Como hei-de qualificar o teor de um título em que o articulista refere: ” católicos britânicos apoiam pílula e aborto “. Ou seja:batem palmas ao aborto é ? Seja como for, se 90% dos inquiridos britânicos acharem que, por exemplo, as crianças que nasçam defeituosas devem ser, à nascença, exterminadas, como já há quem defenda isso na Holanda, estou-me completamente a borrifar para os que os outros pensam, se a minha consciência me determinar que eu esteja no grupo dos 10%. Desde quando é que alguém deve alterar o que a pensa só porque a maioria pensa assim ou assado ?
    Por esse critério obtuso, ainda estávamos no tempo em que o Coliseu de Roma se enchia de largas dezenas de milhares de pessoas, regozijando-se com o espectáculo tenebroso da morte dos cristãos lançados às feras…

    • Carlos Esperança

      Já falámos sobre este assunto. Não preciso de repetir que não é o ateísmo ou a crença que faz as pessoas boas ou más.

      O que está no post é que os católicos ligam tanto ao Papa como eu à lady Gágá.

      • antoniofernando

        E eu ligo tanto ao que dizem os britânicos como à lady Gágá.Tempos houve em que nos fizeram um ultimatum e Portugal vergou a cerviz. Já é tempo de pensarmos pelas nossas cabeças…

  • antoniofernando

    Além do mais, o que os britânicos dizem não se escreve. Se assim fosse, nesta altura o D. Duarte seria rei de Portugal e chefe de uma eventual Igreja Lusitana. Quando os britânicos se libertarem da bizarria eclesial do doido varrido do Henrique VIII, não forem os campeões do hooliganismo e decidirem por referendo constitucional se querem manter-se súbditos ou cidadãos republicanos, pode ser que me apeteça dedicar-lhes mais atenção. Eles mandam muito bem na casa dos outros. Os iraquianos que o digam…

  • Of1967

    Não será com certeza difícil de perceber que o favoritismo é da despenalização da IVG. Qualquer outra ideia que se pretenda transmitir será, com certeza, intelectualmente desonesta. Desonestidade usada pela fação católica conservadora durante a discussão do tema em Portugal. E onde foi afirmado que 90% dos britânicos estão a favor que as crianças defeituosas – seja lá o que isso for – devam ser mortas à nascença? Será uma comparação desonesta?

  • Anónimo

    + contracepção = – abortos

    “Elementar meu caro Watson…”

  • JoaoC

    Eu também sou contra a criminalização das mulheres que abortam, excepto dos que o fazem por “desporto” (a troco de um curso, de uma viagem, etc…).

    Aliás, a maior parte das mulheres que abortam são também vítimas, a par do filho, pois a verdadeira ajuda não pode passar pela facilitação da pena de morte para os bebés inocentes.

    É de facto uma questão complexa em que a mulher, longe de ser protegida com esse “direito”, acaba por ser mais facilmente “desculpada” pelas circunstâncias que há quando pondera o aborto.

    Oponho-me mais – e com grande firmeza! – aos facilitadores desse duplo crime: a matança dos bebés e o trauma causada às mulheres pela ideia que se passa de que o aborto é uma forma legítima – e agora legal – de solucionar o seu problema…

  • Molochbaal

    De facto é giro. Quase todos os católicos que conheço são mesmo assim.

    Eu tive na minha família uma velhina que em nova fez varios abortos e sempre manteve tê-los feito porque não tinha outro remédio e que, embora lhe custasse muito, nas mesmas condições voltaria a fazê-los.

    Mas quando foram os plebiscitos acerca do aborto votou contra, porque o senhor cardeal patriarca mandava votar contra.

    As pessoas são engraçadíssimas.

  • Joao carlos

    isto é evolução! daqui a pouco vemos um massive multiplayer online game sobre a biblia! ou espera.. http://www.bibleonlinegame.com/

  • Antonioportorosa

    Por quê será que quando se fala em aborto não se
    diz nada dos homens?
    Ou será que a mulher engrvida sozinha?
    Acho que quem não quer ter mais filhos tem que usar
    camisinha, pílula ou qualquer outro anticoncepcional.
    A mulherada que é a favor do aborto deveria retirar o
    útero fora, assim nunca mais ter um feto dentro dela.
    Exceto em casos excepcionais (estupro, incesto, gravidez de risco, )
    sou contra o aborto.
    Mas também sei que proibí-lo não resolve a questão.
    Quanto ao título do texto, está certo: os católicos gostam de
    ver e ouvir o papa, mas não fazem a menor questão de
    levá-lo a sério.
    Ainda bem.

  • Luis Almeida

    É bom lembrar que a ICAR já foi contra TODAS ( ! ) as formas de contracepção, incluindo o pessário ( a camisinha desse tempo ), a pílula, a espuma e os cones vaginais contraceptivos.
    A sodomia e o sexo oral, então, eram consideradas coisas do demónio !
    Só não era pecado ter relações com o fim de procriar ( bom, esta era, pelo menos a posição oficial…) . A aceitação pela ICAR destes contraceptivos já representa, pois, algum “aggiornamento” ( forçado ), embora, católico que se preze continue a ter família numerosa. Mesmo que não possa sustentá-la…

  • Luis Almeida

    Carlos,
    É normal ter-se diferenças de opinião quando se discutem opiniões, mas como é possível diferir do simples enunciado de FACTOS.
    E, não há mínima dúvida que Você, Carlos, ao dizer que “Católicos Britânicos apoiam pílula e aborto” estava apenas a relatar ( e até em estilo de cabeçalho de jornal, ou seja, nada panfletário ) o FACTO de que a imprensa britânica ( e a nossa por tabela ) publicou, durante a visita de B16, o resultado de um inquérito ( apenas aos CATÓLICOS britânicos, note-se, e não a toda população, porque nesses caso o apoio à pílula e ao aborto teriam sido muito maiores )!
    Mata-se o mensageiro quando a mensagem nos desagrada, é ? Ou então põe-se outras mensagens na boca do mensageiro que não têm na a ver com a que ele se limitou a transmitir ?…

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