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Momento zen de segunda 23_08_2010

João César das Neves (JCN), a versão mais masculina da Aura Miguel, está para o Papa como as beatas para a Senhora de Fátima. A homilia de ontem, com o título – «O que fica» –, é uma hossana em louvor do Papa de turno, que se esforça por devolver a Igreja ao concílio de Trento, com a ajuda do Opus Dei, Legionários de Cristo e da Fraternidade Sacerdotal de S. Pio X, formações que rivalizam no carácter anti-semita e fascizante.

Para JCN, o «professor Joseph Ratzinger» (sic), tão modesto, tinha planeado uma vida pacata de académico e estudioso, projecto que dois papas se encarregaram de lhe frustrar com mitra, báculo, barrete cardinalício e púrpura, até lhe cair sobre as orelhas um obsoleto camauro. Só quem não conheça a personalidade do actual pontífice, a sua ânsia de poder e a forma como conduziu a sucessão do antecessor, poderia acreditar em tão pio desígnio do Espírito Santo a reservar-lhe o sólio pontifício.

JCN apelida Ratzinger de «um dos maiores teólogos da Igreja Católica» não reparando que a teologia é a única ciência sem método nem objecto e que se há um algo em que se possa basear para o avaliar, para além da pertença à juventude hitleriana, é a facilidade com que sente o odor a milagre nos bem-aventurados que interessa à ICAR canonizar.

Para o fervoroso devoto, o Papa, para além de ser o paradigma da virtude, é o mestre da palavra divina. Fica extasiado com estas ideias pueris: O amor, o conhecimento; o gesto capaz de tocar o coração; a palavra que abre a alma à alegria do Senhor. Aquilo que ficou na alma daqueles com quem passámos o nosso tempo, é isso que o tempo não leva. E termina a sua homilia, citando a do líder espiritual nas exéquias fúnebres de João Paulo II, desta forma sedutora:

“Então, vamos e peçamos ao Senhor que nos ajude a levar fruto, um fruto que permaneça. Só assim a terra se transforma de vale de lágrimas em jardim de Deus”. No dia seguinte a pronunciar estas palavras, o seu autor era Papa.

Assim, para gáudio de JCN, mantêm-se a teologia do látex, o encobrimento de crimes graves, a manutenção do Banco do Vaticano (IOR), offshore de todas as lavagens de dinheiro, e as posições mais obscurantistas e reaccionárias contra a pílula, o planeamento familiar e a saúde materna.

Ateo gratias.

44 thoughts on “Momento zen de segunda 23_08_2010”
  • antoniofernando

    De Joseph Ratzinger apenas destaco uma frase:

    “Acima do papa, como expressão da autoridade eclesial, existe ainda a consciência de cada um, à qual é preciso obedecer antes de tudo e, no limite, mesmo contra as pretensões das autoridades da Igreja.” ( Joseph Ratzinger, 1968)

  • Ricardodabo

    Por falar em antisemitismo, quero compartilhar com vocês um episódio que vivi há cerca de um mês. Acho que ele confirma o diagnóstico de que o antisemitismo está de volta ao seio da Igreja.

    Eu estava trabalhando como monitor num conhecido parque da minha cidade. Ficava na areia, cuidando da mesa de tênis, da mesa de pebolim, dos jogos de xadrez, dama, da peteca e outros brinquedos.

    Quase todos os dias, jogava pebolim com o filho de uma dos funcionários do parque, um menino de uns 8, 9 anos. Um dia, enquanto estavamos brincando, ele me perguntou, sei lá por que motivo, se eu era católico. Respondi-lhe que era ateu. Como ele não soubesse o que isso significava, expliquei-lhe que o ateu era uma pessoa que não acreditava na existência de Deus. Em seguida, ele me perguntou se eu era judeu. Fiquei sem entender a pergunta. O que diabos tinha uma coisa a ver com outra? Disse para o meu jovem amigo que os judeus acreditam em Deus. Ele então me fez uma pergunta de arrepiar os cabelos: “Mas não foram os judeus que mataram Cristo?”

    (Pode parecer inverossímil, mas isso realmente aconteceu. Aliás, quando o menino marcou um gol em mim, ele gritou na minha cara: “Isso é pra você. É pelo meu Deus”. Enfim…)

    É claro que o Mateus – era o nome dele – não deve ter aprendido essa maravilhosa lição com os coleguinhas de escolas. Deve ter aprendido isso nas aulas de catequese.

  • antoniofernando

    Há algo Ricardo que também se retira deste lamentável episódio:

    Não confundir a parte com o todo. O sectarismo também existe quando, a partir de um evento particular, se extrapola para a conclusão generalizante de que o mesmo ” confirma o diagnóstico de que o antisemitismo está de volta ao seio da Igreja”.

    É claro que o Mateus deve ter aprendido o ” isso é pra você” algures. Agora ainda bem que provavelmente ele não irá ler este seu comentário. Se não, era mais um elemento adicional para a sua deseducação…

  • Anónimo

    (…) a teologia é a única ciência sem método nem objecto e que se há um algo em que se possa basear para o avaliar (…)

    Apreciei a ironia… 😉

  • rayssa gon

    ateo gratias!

  • Hi5 Ret

    “Mas não foram os judeus que mataram Cristo?”

    E por acaso não foram?

    Então quem foi?

    Alguém me pode explicar quem foi,se não foram os judeus?

  • JoaoC

    “Joseph Ratzinger, 1968” – Ora lá está. Em plena confusão pós – Concílio Vaticano II.

    Essa frase, desenquadrada de todo o contexto em que foi proferida, legitimaria TUDO?

    Qual seria REALMENTE o medo do então teólogo Joseph Ratzinger, hoje o Papa gloriosa e valentemente reinante Bento XVI?

    Que as “autoridades da Igreja” e até o Papa, aproveitando-se da LETRA do Concílio, dogmatizassem este para impor e instituir na Igreja uma “nova Igreja”, modernismos que vão contra a Sagrada Tradição e todo o Magistério de 2.000 anos da Santa Igreja.

    Estaria o futuro Papa a legitimar coisas tão escabrosas como o aborto, a eutanásia, o falso ecumenismo, o emparelhamentos homossexuais, etc, etc, etc…? Qualquer energúmeno, qualquer delinquente pega nessa frase e legitima TUDO o que quiser, porque não vai contra a SUA consciência.

    Obviamente – mas tão obviamente – Joseph Ratzinger fala de uma consciência bem formada, educada na Fé Católica, advertindo os católicos da altura a não obedecerem ás autoridades da Igreja (até possíveis Papas) que foram corrompidos pelos erros do Modernismo e da apostasia que ameaçava a Igreja e que já despontava em 1968.

    E como hoje vemos os seus estragos!…

    Felizmente, o Papa que proferiu, sabiamente essa frase, hoje guia-nos corajosamente, valentemente através dos escolhos do mundo que cada vez com mais força tentam, em vão, derrubar e afundar a Barca de Pedro, fora da qual NÃO HÁ NEM PODE HAVER salvação.

    Sua Santidade Bento XVI é tão e somente o Papa que a Igreja precisa. É tão e somente um dos maiores nomes e teólogos da Igreja Católica, a par de São Tomás de Aquino, Santa Catarina, Santo Agostinho, etc.

    É uma honra, para qualquer pessoa com consciência bem formada – ou que pelo menos a tenha – ser contemporâneo desse Sumo Pontífice idoso que sofre, com a Igreja, mas nem assim se cansa de proclamar a VERDADE, sendo respeitado, por muito que impeçam, pelas pessoas ditas normais, ao contrário dos insignificantes e comichosos ateus e falsos cristãos, que além da inveja que têm da sua popularidade, espumam-se de verem o seu veneno ser travado de se destilar pelo mundo, pelo Sucessor de São Pedro.

    Os cãezinhos raivosos ladram e a caravana da Igreja vai passando…triunfante, sem os primeiros lhe chegarem ao calcanhar.

    João César das Neves, mais uma vez na sua lucidez, a incomodar os leprosos ateus e simpatizantes falsos-cristãos.

    VIVA O PAPA!
    AD MULTOS ANNOS, SANTIDADE!

  • Anónimo

    Caríssimo Carlos Esperança:

    Não sei se teve conhecimento da seguinte exposição e a obra polémica que nela se encontra: http://laiguanaebria.blogspot.com/2010/02/en-arco-2010-3-la-columna-de-juan.html.

    Cumprimentos.

  • JoaoC

    E ainda que o teólogo Joseph Ratzinger tivesse proferido essa afirmação com outro sentido, convém não esquecer que ele foi um teólogo do Concílio Vaticano II pertencente à ala (detesto estes rótulos mas cá vai) mais “progressista” ou “liberalista”.

    Felizmente, com a graça de Deus – que tinha (e ainda tem, certamente) grandes desígnios para este homem – ele hoje se tornou Vigário de Jesus, o Doce Cristo na Terra, como diria Santa Catarina de Sena.

    Sua Santidade é a prova VIVA que a Deus nada é impossível. Até transformar um “progressista” num Papa exactamente nos moldes que a Igreja dos dias de hoje precisa.

  • Carlos Esperança

    Jovem 1983:

    Não conhecia os vídeos e fico-lhe grato pela amabilidade da divulgação.

  • antoniofernando

    O Hitler julgou que sim.Também por isso meteu todos quantos pôde no Holocausto.O melhor é olhares para a tua árvore genealógica não vão lá estar também alguns dos teus antepassados judeus que ” mataram” Cristo…

  • antoniofernando

    mais blábláblábláblá…

  • antoniofernando

    bláblábláblá….

  • Carlos Esperança

    «Os cãezinhos raivosos ladram e a caravana da Igreja vai passando…triunfante, sem os primeiros lhe chegarem ao calcanhar.

    João César das Neves, mais uma vez na sua lucidez, a incomodar os leprosos ateus e simpatizantes falsos-cristãos.»

    Os dois parágrafos anteriores pertencem a um cristão ou a um doente mental?

  • antoniofernando

    A um desvairado epifenómeno…

  • Carlos Esperança

    O cristianismo é polissémico.

  • Jairo Entrecosto

    Esperança, pá, se fosse comigo, metia-lhe um processo por difamação. A sua sorte é certamente João César das Neves ter mais que fazer do que se precupar em saber que você existe.

    Acusa o homem de louvar indivíduos relacionados com formações de carácter anti-semita e fascizante e de ter gáudio na manutenção de crimes graves como lavagem de dinheiro. Isso faz-se? Você não tem família, amigos, filhos, esposa, pais? Gostava que usassem o seu nome e imagem para cuspir e difamar?

    E mais um vez, relembro, comete a falácia do verdadeiro escocês. Está bem que é um hábito, mas tenho de lhe relembrar o óbvio.O adjectivo “ateísta”, que qualifica este “diário”, é uma usurpação sempre que o mesmo é usado para o Esperança ou qualquer outro candidato a sacerdotte do ateísmo, expressar as suas opiniões políticas, ou quaisquer outras, que NADA têm a ver com ateísmo.

    Você fala pelos ateus? É preciso considerar Ratzinger isso que referiu, para se ser ateu? Não, claro que não!
    O JoãoC está certo quando refere que as pessoas ditas normais, pelo menos algumas delas, respeitam e admiram esse grande homem, mesmo não sendo católicas e, em muitos casos, sendo até ateus. Conheço alguns.

    Ganhe juízo, Esperança.

  • Jairo Entrecosto

    Jesus era judeu, assim como a sua mãe, discípulos e amigos próximos, e os cristãos não acreditam que Jesus morreu por culpa dos judeus, mas de todos nós. Custava muito ter explicado isso ao miúdo?

    Arrepiam-se-lhe os cabelos sempre que alguém coloca uma dúvida honesta?

    E ainda por cima sofre golos de míudos nos matrecos, e vem para aqui contar o que é o puto lhe disse para o chatear. Eh, eh, ganda puto, certamente percebeu que o seu ateísmo deve ser daqueles que têm alergia à palavra Deus, e para o humilhar completamente dedicou a batata que lhe pregou ao Maior de todos.

  • Anónimo

    Caríssimo Jairo Entrecosto:

    Se a visão religiosa persiste na ideia que essa figura morreu pelos pecados de todos, aqueles que morreram e aqueles que morrerão no Futuro, essa é apenas uma ideia partilhada entre grupos de pessoas que se identificam com essa ideia, porém, qualquer pessoa que não partilhe essa ideia – vou ser frontal, pois é essa a minha opinião – achará ridículo ser culpabilizado por algo que supostamente teria acontecido à cerca de 2000 anos, bem como qualquer outra situação anterior à respectiva existência de cada um, ou seja, antes da sua existência e, se quiser adicionar mais uma ideia do pensamento religioso, sem qualquer hipótese de recurso ao seu livre arbítrio…

  • Anónimo

    Caríssimo Carlos Esperança:

    Como só há pouco tive conhecimento do que esteve nesta exposição, que data ainda de inícios do ano, não saberia a data correcta em que procurar nos anteriores posts do Diário, daí ter colocado a questão e avançado com os respectivos elementos que entretanto fui actualizando.

    Cumprimentos.

  • Anónimo

    Caríssimo Jairo Entrecosto:

    Você é o único que frequentemente prescreve neste espaço uma receita para ser ateu, conduta que ainda não observei nos colaboradores ou nos outros comentadores do Diário.

    O modelo de ateísmo como você pretende construir, quando sugere que um ateu “faz isto” e “não faz aquilo”, carece da atenção de um princípio basilar, você esquece-se que o ateísmo não estabelece qualquer tipo de doutrina ou dite atitudes e condutas.
    A única coisa que os ateus partilham em comum é a descrença em relação a qualquer forma de Teísmo, tudo o resto cada um escreve por si, expressando opiniões individuais pelas quais se responsabiliza a título individual, e que podem ser partilhadas ou elemento de discordância entre os demais, quer em relação aos crentes e quer em relação aos outros descrentes.

    O Jairo Entrecosto demonstrou precisamente esta ideia, você escreveu que tem amigos ateus que respeitam e admiram Ratzinger, e há quem – crentes e descrentes – não o respeite e admire porque considera que o próprio muitas vezes faltou ao respeito, logo não o considere sujeito digno de admiração…

  • Anónimo

    MEU CARO PRIOR JOÃO C. (DE CATÓLICO, CLARO…)

    SABES QUE, APARECE POR AQUI MUITO PRIOR A COMENTAR TUDO E MAIS ALGUMA COISA…
    ÀS VEZES ATÉ QUEREM EXPRIMIR IDEIAS E PENSAMENTOS MAIS OU MENOS RACIONAIS, MAS DEPOIS MERGULHAM NA FÉ E PERDEM-SE ATRAVÉS DA FICÇÃO, ATÉ SE FICAREM POR UMAS IDEIAS SEM QUALQUER NEXO… NEM SEXO.
    OUTROS HÁ QUE GOSTAM DE VIR AQUI, PARA ATRAVÉS DA ESCRITA COMBATER OS FAMIGERADOS ATEUS, INSULTANDO-OS E AMEAÇANDO-OS COM A DIVINA JUSTIÇA, COMO SE JÁ NÃO FOSSE SUFICIENTE ATURAR ESTA RELIGIÃO CATÓLICA E MAIS AS OUTRAS TODAS, JUNTO COM OS HABITUAIS «VALHA-ME DEUS» MAIS DO QUE INCULCADOS NESTA SOCIEDADE DE MEDROSOS QUE EM VEZ DE SE REVOLTAREM CONTRA OS QUE TODOS OS DIAS OS EXPLORAM, ACABRUNHAM-SE PERANTE UNS SALAFRÁRIOS QUE SE INTITULAM REPRESENTANTES ACTUAIS DOS DEUSES DO MOMENTO.

    AGORA TU JOÃO C.(DE CATÓLICO, É CLARO…)

    O MELHOR QUE CONSEGUES FAZER É VIR AQUI FAZER A APOLOGIA DE UM DITO Ratzinger (DE RATAZANA, É CLARO…) CUJAS LIGAÇÕES À JUVENTUDE HITLERIANA, AO ESCÂNDALO SEXUAL DE PEDOFILIA DENTRO DA ICAR E À FALÊNCIA FRAUDULENTA DO BANCO AMBROSIANO SÃO MAIS DO QUE EVIDENTES, PARA CITAR SÓ 3 DOS MUITOS ESCÂNDALOS HISTÓRICOS MAIS RECENTES DE TODO O TIPO E QUE A ICAR TODOS OS DIAS PROMOVE…
    É DE FACTO POUCO…PARA UM PALAVROSO DO LATIN APREENDIDO POR OSMOSE EM QUALQUER UM DOS BAFIENTOS SEMINÁRIOS QUE PROLIFERAM POR ESTE PAÍS E ONDE CONCERTEZA COM MUITAS REZINHAS SE VÃO ABAFANDO OS GRITOS DE CRIANÇAS QUE SÓ MAIS TARDE RESOLVEM DENUNCIAR ALGUNS CURAS E PRIORES QUE RESOLVERAM EXTERIORIZAR NELES OS SEUS APETITES SEXUAIS DURANTE TANTOS ANOS REPRIMIDOS POR IMPOSIÇÃO DIVINA…
    DIZ-ME COM QUEM ANDAS… E DIR-TE-EI QUEM ÉS…

  • Anónimo

    OH JAIRO ENTRECOSTO ( NO CHURRASCO)

    PARA TE LEVAR A BRINCAR, DIGO-TE PARA IRES BRINCAR PARA O PARQUE INFANTIL QUE É O TEU LUGAR…
    PARA TE LEVAR A SÉRIO, SÓ TE DIGO…VAI-TE LAMBERRRRRRRRRRRRRRRRRRR

  • Pedro

    Este João César das Neves é mesmo um fanático ridículo,eu adoro ler as crónicas fantasiosas dele.Esse gajo é mesmo patético!Precisa de tratamento urgente para proferir afirmações tão grotescas e de uma desonestidade intelectual asquerosa e repugnante.Quanto à foto dele está espectacular e toda a gente sabe que João César das Neves foi um grande entusiasta do Salazarismo religioso fundamentalista.Enfim,João César das Neves é o verdadeiro Diácono Remédios do Herman enciclopédia.A personagem João César das Neves é tão alucinada que afirmou que antigamente as pessoas acreditavam no inferno e não cometiam ilegalidades.Ele disse isso na RTP2 e todos se riram às gargalhadas,na sua alucinação crónica nem percebeu que todos se riram da afirmação estapafúrdia que ele acabara de fazer.
    É verdade o homem não tem consciência do ridículo.LMFAO!
    Se o ridículo matasse este personagem já estava morto à muito tempo.
    O revisionismo histórico que ele practica é tão grotesco que afirma que os cristãos nunca perseguiram ninguém,pelo contrário foram sempre perseguidos.Como é que alguém pode fazer afirmações tão imbecis?
    Eu nunca conheci ninguém que não fosse um fundamentalista cristão que admirasse o Ratozinger.Nunca!Devem admirar a protecção que ele e o seu amigo polaco deram aos padres pedófilos ou pela destruição das culturas de outros continentes que eles promovem através da evangelização que corresponde a um genocídio cultural assassino das outras culturas e religiões.
    Parece que no médio oriente e na China as coisas estão a correr um bocado mal.lol

  • Pedro

    João César das Neves já tomaste o remédio para a raiva?auf auf ahahah.

  • MO

    Caro JoaoC:

    Estará a defender que faria algo contra a sua consciência (cristã, claro) se o Papa lhe pedisse? Estará a dizer que deve obedecer ao Papa acima de tudo?

    Pense bem antes de responder. E embora dê a entender que esta frase foi um momento infeliz de um grande teólogo, digo-lhe que hoje ele escreveria a mesmíssima coisa. Tal como Cardeal Newman também o fez, entre outras grandes figuras da Igreja.

    Pax et bonum.

  • Jairo Entrecosto

    Jovem tautológico:

    “Se a visão religiosa persiste na ideia que essa figura morreu pelos pecados de todos, aqueles que morreram e aqueles que morrerão no Futuro, essa é apenas uma ideia partilhada entre grupos de pessoas que se identificam com essa ideia”

    Obviamente, e se a criança era cristã, o tipo podia ter-lhe dito que é nisso que os cristãos acreditam. Eu escrevi “os cristãos NÃO ACREDITAM que Jesus morreu por culpa dos judeus, mas de todos nós”, os cristãos, percebe? Ou quer um desenho?

    É um facto ou não que os cristãos não acreditam nisso? Então, essa informação poderia ter sido dada à criança. Quanto ao resto do seu comentário, o que é que eu tenho a ver com a sua opinião “frontal” sobre o que acha ridículo?

  • MO

    Uma adenda: os textos de Ratzinger são de uma grande consistência, mas é preciso ler. Leia-os. Não parece tê-lo feito.

    Pax et bonum.

  • Pedro

    Deixo-vos aqui uns artigos que provam até que ponto João César das Neves se comporta como um fanático ridículo.

    Acha realmente que os videogames, os desenhos animados e as canções que consome a juventude hoje são o puro diabo (ou, como escreveu, “a bestialidade, o grotesco, a malícia e a superstição”)?

    O «puro diabo» é muito pior do que os videogames, os desenhos animados e as canções. Mas não há dúvida que algumas dessas coisas promovem vários vícios. Aliás nem se dão ao trabalho de o esconder.

    Vi muitos blogs que falam de forma acesa contra si, mas curiosamente nenhum que o defenda. Por que é assim?

    Se fizer a mesma busca relativamente ao Papa encontrará igual situação o que, salvas as devidas distâncias, me dá muito conforto.

    Não teme ser tenebroso?

    Existe uma personagem tenebrosa chamada «César das Neves» que povoa muitos blogs e conversas por aí. Eu conheço-a muito mal porque não frequento esses meios. Mas quando ouço falar dela (como, por exemplo, através destas suas perguntas), fico sempre surpreendido com os disparates que diz. Nunca concordo com ela.

    Reduz realmente o corpo da mulher “às duas razões mais próprias da glória feminina: o encanto da virgindade e a grandeza da maternidade”?

    Acha realmente que Elvis estava a pensar em Deus (como sugeriu no DN de 27.3.06) quando escreveu “You’re always on my mind”?

    Não foi o Elvis que escreveu esse artigo. Fui eu.

    looooooooool

  • Jairo Entrecosto

    Jovem,

    “Você é o único que frequentemente prescreve neste espaço uma receita para ser ateu, conduta que ainda não observei nos colaboradores ou nos outros comentadores do Diário.”

    Não, o Diário é que se chama “Ateísta” e passa o tempo todo a expor opiniões sobre religião que nada têm a ver com ateísmo. A existência de associações e diários ateístas, é que é uma receita de conduta, e auto-ajuda, para ateus, o que é uma usurpação de conceitos e desonestidade incrível.

    “O modelo de ateísmo como você pretende construir, quando sugere que um ateu “faz isto” e “não faz aquilo”, carece da atenção de um princípio basilar, você esquece-se que o ateísmo não estabelece qualquer tipo de doutrina ou dite atitudes e condutas.”

    Você é que se esqueceu que eu aponto isso ao Carlos Esperança: Ser ateu não obriga a que se considere Ratzinger ou César das Neves isto ou aquilo.
    Claro que um ateu pode fazer o que quiser, já disse aqui muitas vezes isso, e continua ateu, enquanto não acreditar na existência de Deus. Pode ser amigo de César das Neves, gostar do pensamento de Ratzinger, odiar comunistas, etc, etc, etc, e vice-versa, e continua ateu desde que não acredite na existência de Deus, pois é isso que significa ser ateu.

    “A única coisa que os ateus partilham em comum é a descrença em relação a qualquer forma de Teísmo, tudo o resto cada um escreve por si, expressando opiniões individuais pelas quais se responsabiliza a título individual, e que podem ser partilhadas ou elemento de discordância entre os demais, quer em relação aos crentes e quer em relação aos outros descrentes.”

    Concordo com aquilo que disse ser o comum aos ateus, e POR ISSO MESMO, criticarei sempre o Carlos Esperança quando ele classificar as suas opiniões como “ateístas”, ou seja, sempre que escrever no Diário denominado “Ateísta”, coisas que nada têm a ver com ateísmo.

    “O Jairo Entrecosto demonstrou precisamente esta ideia, você escreveu que tem amigos ateus que respeitam e admiram Ratzinger, e há quem – crentes e descrentes – não o respeite e admire porque considera que o próprio muitas vezes faltou ao respeito, logo não o considere sujeito digno de admiração…”

    Parabéns pela sua inteligência, é óbvio que eu demonstrei essa ideia com esse exemplo, pois era essa ideia que eu queria demonstrar com esse exemplo. Odiar ou gostar de Ratzinger, não é condição de ateísmo ou teísmo.

    Então, qual a razão para o Carlos Esperança e amiguinhos escreveram no Diário Ateísta, coisas que nada têm a ver com ateísmo? O Diário não é “Ateísta”?

    O que significa “Ateísta”? Vá Jovem, pense na resposta e está perto de perceber o meu comentário. Isso vai lentamente, mas pode ser que vá…

    “Portanto creio que devia escrever apenas por si, a sua opinião, as suas ideias, etc. , tal como outros honestamente o fazem, para bem da seriedade do diálogo que se pode estabelecer neste espaço aberto à participação de crentes e descrentes”

    Eu escrevi apenas por mim. Viu-me classificar as minhas opiniões com algum adjectivo, como “ateísta”?

  • Jairo Entrecosto

    ajpb, estás a gritar porquê? Isso é raiva dos dentes ou birra de sono?

    Vai-te foder e não me chateies!

  • Anónimo

    Caríssimo Jairo Entrecosto:

    A situação ocorreu com Ricardodabo, mas a frontalidade que mencionei reflectiria a minha justificação nesse preciso momento se a situação tivesse ocorrido comigo, pois, por achar que tal ideia é ridícula, o que faria seria direccionar a criança para o devido esclarecimento junto dos pais ou para o encarregado de educação da criança, visto que são esses os responsáveis pela educação da criança.

    Certamente reconhecerá que se a criança reflectisse sobre essa sua proposta de justificação, poderia facilmente retorquir com afirmações/questões do tipo “eu não fiz nada!” ou “estás a dizer que Jesus morreu por minha culpa?” e, como facilmente poderá compreender, a partir daí qualquer resposta continuaria no campo do ridículo, e desenvolveria-se facilmente quase por si só…

    Neste sentido, qualquer educação religiosa terá de ser empregue por quem a pretende aplicar, creio que isso é óbvio, ou será preciso um desenho…

  • Pedro

    Mais uma que encontrei na web-lol

    João César dos Néscios

    Publicado por Mário

    João César das Neves, o conhecido fundamentalista religioso que escreve no Diário de Notícias, voltou a fazer das suas. Desta vez, ressabiado como nunca por causa da aprovação das uniões entre pessoas do mesmo sexo, produziu uma croniqueta a que chamou “Apoteose do narcisismo”.

    Todo o texto é escrito no estilo apocalíptico-pimba característico do comentador, mas o parágrafo que está a causar sensação, é este:

    «Esta lei não surgiu do nada. Ela constitui apenas o mais recente passo de uma vasta campanha de promoção do erotismo, promiscuidade e depravação a que se tem assistido nos últimos anos. Por detrás de leis como o aborto, divórcio, procriação artificial, educação sexual e outras está o totalitarismo do orgasmo. Parece que o deboche agora se chama “modernidade”. Mas se um dia, em vez de uma maioria porcalhona, tivermos um parlamento nihilista, espírita, xenófobo ou iberista, o que salva a identidade nacional?»[/b]

    O que levará o inefável João César a misturar Iberismo, Niilismo e Xenofobia, com Espiritismo? O João César não sabe, porque o João César não sabe sequer o que é o Espiritismo. Nem está interessado em saber, porque se rege pelo fanatismo dos que se crêem detentores totais, absolutos e exclusivos da verdade. É por isso que o João César não hesita em apelidar de “porcalhões” os deputados que aprovaram esta Lei, como não hesitou, em crónica anterior, em chamar ao Espiritismo “impostura anti-cristã”.

    Pessoalmente, não me incomodam as considerações do João César. Considero-o, tal como milhões de portugueses o consideram, apenas um néscio e um exaltado. O que me preocuparia seria a perspectiva de termos alguma vez um destes Torquemadas pós modernaços no Poder. Seria de temer a reactivação da Santa Inquisição, a instauração da Religião Única, e tudo o mais que passasse pela cabecita de burro tonta de um João César. A começar pela revisão da Constituição, que estabelece a liberdade de culto e proíbe a perseguição religiosa.

  • Anónimo

    Caríssimo Jairo Entrecosto:

    Qualquer pessoa já é crescidinha para perceber que o Diário Ateísta é um espaço de discussão de questões que escapam à esfera da doutrinação religiosa, a identificação dos responsáveis pelos posts e comentários acompanha a expressão da sua opinião, e que não há intenção na parte de algum direccionar o pensamento dos demais.

    Você persiste na identificação dos objectivos e dinâmica deste espaço no foco do título do Diário e a sua relação com a Associação Ateísta Portuguesa, mas esquece-se que a discussão cerca várias questões que num espaço de inspiração religiosa normalmente não seriam levantadas…

    Claro está, você pensa que a minha avaliação sobre as suas tentativas de prescrever um comportamento/atitudes/condutas ideais para os ateus se resume a este comentário, mas está enganado, não é a primeira vez que acentuo essa ideia. É tão fácil reparar que quando escreve o que um ateu “não deve fazer” está a atribuir um sentido para a posição que um ateu idealmente deve ter e aquilo que “deve fazer”, esquecendo (nunca é escusado relembrar, e creio que já começa a compreender), que cada um responde por si e consequentemente pela sua opinião, e Carlos Esperança não é nenhuma excepção…

  • Zeca-portuga

    Caríssimo amigo João C.

    ”… que ameaçava a Igreja e que já despontava em 1968.”

    E nada conseguiram. A Igreja segue ilesa e mais segura do que nunca!

    Mas, nesta altura os ditos movimentos foram, efectivamente, muito mais ferozes e bem formados do que os actuais. Desde logo, porque se tratava de gente com conhecimentos e formação, coisa que não existe nos rapazolas ateístas de hoje, ignorantes em toda a linha, néscios aparvalhados, catraios irresponsáveis e sem o mínimo de noção do ridículo da sua figura.
    Isso não acontecia em 68, nem em 70, nem sequer em 75.

    Porém, digo-lhe que a rebeldia dessa geração era tão mais civilizada que a de hoje, que grande maioria desses supostos ateístas de 68 é hoje crente.
    Pessoalmente conheço alguns.

    Na generalidade dos jovens não existia este ódio e a delinquência criminosa que hoje vemos neste blog.

    Existia a rebeldia da juventude – a parvalheira da juventude -, mas com a vontade de ser mais moderno e dialogante.

    Daí, de entre os pretensos ateístas, saiu um grupo com quem alinhei uns tempos, numa juventude dedicada ao estudo e ao debate, entre o místico/esotérico e ciência/religião de forma inteligente, fundamentada, estudada e séria.
    Como muitos (que conheci pelo mundo) tornei-me “rosacruciano”, alternando o conhecimento da religião (alicerçado na Bíblia) com o Conceito Rosacruz do Cosmos de Max Heindel.
    Discutíamos, em longas palestras, quase com a mesma pujança, os Evangelhos, os sermões do padres António Vieira ou as dissertações de Huberto Rohden ou de Allan Kardec, “sentando “ à mesma mesa o Movimento Hare Krishna, religião católica e até os não crentes.

    Também eu fui um crente revolucionário.

    Recordo-me de um amigo, chamado Gunter, ter feito uma dissertação sobre o “Corpo e Sangue de Cristo e os Vegetarianos”
    Gunter não era um crente. Mais tarde tornou-se hippie.
    O importante é que a dissertação era feita com tal sentido de responsabilidade e de educação, que relacionava o trigo e o vinho (origem vegetal) com o Corpo de Deus, demonstrando que um vegetariano pode sentir-se realizado com a liturgia católica (mesmo não sendo ele católico).

    Que diferença entre os ateístas desse tempo e os palermas de hoje, Meu caro João C.!

  • Zeca-portuga

    Jovem:

    A questão posta pelo miúdo na história que o comentador brasileiro inventou , não é aquela a que você responde.

    Não se trata de saber “porquê foi morto”; “em nome de quê ou de quem foi morto”; por que razão mataram” Jesus.

    A pergunta é muito concreta, objectiva e definida.

    QUEM matou Jesus Cristo?”

    E não: o porquê, o motivo, a razão, a justificação, a acusação ou as consequências.
    Percebeu?

    Então, pergunto eu:

    “Quem matou Jesus?”

    (Pelos vistos não foi Pontio Pilatu

    .

  • Anónimo

    Caríssimo Zeca-portuga:

    Eu li qual foi a questão colocada pelo miúdo ao comentador Ricardodabo, conforme o testemunho do próprio, mas tenha atenção que a ideia que comentei está no comentário que Jairo Entrecosto fez posteriormente.

    Quando este escreve uma proposta de resposta que o comentador Ricardodabo poderia ter dito ao miúdo, sendo essa a seguinte, passo a citar, “Jesus era judeu, assim como a sua mãe, discípulos e amigos próximos, e os cristãos não acreditam que Jesus morreu por culpa dos judeus, mas de todos nós“, seguidamente rematada pela questão direccionada a Ricardodabo, “Custava muito ter explicado isso ao miúdo?

    Tendo feito este reparo, recomendo-lhe que confira devidamente os meus comentários subsequentes, para que não mantenha erradamente uma interpretação que não corresponde ao objecto e finalidade do meu comentário. Neste sentido, abstenho-me de responder à sua pergunta, visto que a mesma surge descontextualizada em relação ao ponto de vista que pretendi defender.

    Caso confira e corrija a sua interpretação em relação ao meu comentário, se quiser, esteja à vontade para levar qualquer questão pertinente para o esclarecimento dos mesmos.

    Cumprimentos.

  • Anónimo

    Caríssimo Zeca-portuga:

    Eu li qual foi a questão colocada pelo miúdo ao comentador Ricardodabo, conforme o testemunho do próprio, mas tenha atenção que a ideia que comentei está no comentário que Jairo Entrecosto fez posteriormente.

    Quando este escreve uma proposta de resposta que o comentador Ricardodabo poderia ter dito ao miúdo, sendo essa a seguinte, passo a citar, “Jesus era judeu, assim como a sua mãe, discípulos e amigos próximos, e os cristãos não acreditam que Jesus morreu por culpa dos judeus, mas de todos nós“, seguidamente rematada pela questão direccionada a Ricardodabo, “Custava muito ter explicado isso ao miúdo?

    Tendo feito este reparo, recomendo-lhe que confira devidamente os meus comentários subsequentes, para que não mantenha erradamente uma interpretação que não corresponde ao objecto e finalidade do meu comentário. Neste sentido, abstenho-me de responder à sua pergunta, visto que a mesma surge descontextualizada em relação ao ponto de vista que pretendi defender.

    Caso confira e corrija a sua interpretação em relação ao meu comentário, se quiser, esteja à vontade para levar qualquer questão pertinente para o esclarecimento dos mesmos.

    Cumprimentos.

  • Jairo Entrecosto

    Jovem,

    -O Diário chama-se “Ateísta”.
    -É um projecto relacionado com a Associação Ateísta Portuguesa.
    -Uma associação de ateístas, por definição, sempre que defende algo que não seja “Deus não existe”, comete a falácia do verdadeiro escocês: uma desonestidade vergonhosa que pretende comprometer intelectualmente todos os que sejam ateus.
    -Sempre que alguém escrever no Diário Ateísta, da Associação Ateísta Portuguesa, coisas que nada têm a ver com “ateísta”, tenho toda a razão em chamar desonesto aos autores dos artigos.
    -Nunca defendi que um ateu não pode falar de outras coisas sem ser de ateísmo; não me faça perder tempo a esclarecer o óbvio: Não vim definir aquilo que um ateu está obrigado ou não a dizer; informei que ateísmo é “Deus não existe”, e não “Não gosto de César das Neves”.
    -O que defendo é que, num espaço chamado “ateísta”, de militância declarada como ateísta, em prole dos interesses dos ateus e em defesa do ateísmo como filosofia de vida, (seja lá o que isso signifique); é desonestidade, para não dizer burrice, escrever uma linha que seja fora do tema “Deus não existe”, pois, surpreenda-se o Jovem, é isso que significa ateísmo! Como vê não prescrevo comportamento algum, adjectivo de burrice, vergonha e mentira ter tal comportamento. Se tem azia, vá à farmácia.

    Quando os senhores que aqui escrevem, colam o adjectivo ateísta, através do nome do espaço onde escrevem, aos seus textos; assumem arbitrária e imediatamente as suas posições que nada têm a ver com ateísmo, como se tivessem. Ou seja, passam um atestado de estupidez aos outros ateus, como se o verdadeiro ateu tivesse de pensar como eles, em matérias que nada têm a ver com ateísmo.

    “Você persiste na identificação dos objectivos e dinâmica deste espaço no foco do título do Diário e a sua relação com a Associação Ateísta Portuguesa”

    E ainda nos objectivos e dinâmica que os próprios senhores responsáveis pelo site e associação declararam de livre vontade: promover o ateísmo. Considere-me um simples mortal que se considera burlado por publicidade enganosa. Ouvi propaganda que me levou a pensar que aqui poderia aprender que o ateísmo é a cosmovisão verdadeira sobre a realidade, e só tenho encontrado coisas que nada têm a ver com “Deus não existe”, muito menos argumentos lógicos que defendam essa crença.

    ,”mas esquece-se que a discussão cerca várias questões, pensamentos e ideias que num espaço de inspiração religiosa normalmente não seriam levantadas/proferidas, precisamente pelo “factor C”…”

    Lamento, falhou a tentativa de baralhar, Jovem. O Diário chama-se “Ateísta”, e foi criado para promover e defender o ateísmo. Não se chama “Diário Religioso, dos poucos onde se pode falar de religião livremente, porque nos espaços de inspiração religiosa há temas difíceis de serem levantados”.

    “Claro está, você pensa que a minha avaliação sobre as suas tentativas de prescrever um comportamento/atitudes/condutas ideais para os ateus”

    Já lhe disse lá para cima. NÃO FIZ TENTATIVA DE PRESCREVER COMPORTAMENTOS PARA ATEUS, PORRA NENHUMA! O ateu Esperança e amiguinhos façam e digam o que quiserem, desde que não acreditem em Deus, continuarão sempre ateus. Não podem é considerar,honestamente,que ateísmo é algo mais do que acreditar em “Deus não Existe” Se começam a escrever coisas que nada têm a ver com isto, num projecto e espaço que é publicitado como “ateu”; sou eu quem os acuso, com toda a razão, de estarem a prescrever as suas opiniões, irrelevantes para o ateísmo de alguém, para todos os ateus.

    ” É tão fácil reparar que quando escreve o que um ateu “não deve fazer” está a atribuir um sentido para a posição que um ateu idealmente deve ter e aquilo que “deve fazer”,”

    Cite-me aí quando é que escrevi aquilo que um ateu “Não deve fazer” ou “deve fazer”, já que até utilizou aspas.
    O que é ser ateu? Não significa acreditar que “Deus não existe”?
    Onde é que definir um conceito é obrigar a quem o assuma como verdadeiro a fazer alguma coisa, grande otário!

    “esquecendo (nunca é escusado relembrar, e creio que já começa a compreender/interiorizar…) que cada um responde por si e, consequentemente, pela sua opinião, e Carlos Esperança não é nenhuma excepção… ”

    Então não respondas pelo homem. PERGUNTEI-TE ALGUMA COISA?

    Sim, o que se faz aqui é desonestidade, comprometer e classificar como “ateísmo”, aquilo que nada tem a ver com ateísmo. E se não gostas que se digam as verdades, prepara-te porque vou apontar esta mentira vergonhosa sempre que ela se verificar e me apetecer fazê-lo!

  • Jairo Entrecosto

    Amigo Zeca, também desconfiei logo que a história era inventada e servia apenas para repetir de forma manhosa um velho mito ateu:

    -Os cristãos são sempre anti-semitas, porque foram os Judeus quem mataram o seu Deus.

    Como se fosse um facto que cristãos e judeus estão sempre, quer queiram quer não, em oposição insuperável.
    Daí, eu passei logo à frente. Em vez de responder ao senhor quem é que realmente ordenou e pregou Jesus numa cruz; destrui a ideia implícita, recordando que Jesus, família e amigos, eram judeus.

    Como o Jovem1983 não percebeu a razão de eu ter levado a questão para aí, incluindo perguntar ao indivíduo o porquê, se a história se passou realmente, dele não ter respondido de forma a retirar qualquer dúvida anti-semita da criança cristã, explicando o básico do cristianismo; que a ser levado a sério por ela já é suficente para criança não ser anti-semita, o Jovem´83 chegou ao ao ridículo de até me começar a explicar que não acredita na ressurreição, quando eu não lhe perguntei nada.

    Podem acusar-me mim de ter levado a conversa para “o porquê de ter sido morto”, mas não o fiz. Apenas relembrei uma verdade, para afastar de vez a ridícula acusação de anti- semitismo, que a pergunta “não foram os judeus que matarm Jesus”, como sinal de anti-semitismo insuperável no cristianismo, pode ser refutada de vez relembrando que o cristianismo nunca fez questão em achar e responsabilizar culpados materiais ou morais pela a morte de Jesus, não acreditassem os cristãos que ela foi vencida.

    No fundo, a histórinha servia para acusar o cristianismo de anti-semitismo genético ( o que é um absurdo pois Jesus era judeu de religião e nascimento, e o cristianismo sempre defendeu que o povo judeu foi escolhido por Deus para portador da lei mosaica, teleologicamente fundamental). Tentei cortar o mal pela raíz, e o Jovem 1983 é que achou que eu estava aqui para lhe explicar teologica e aprofundadamente a paixão de nosso senhor Jesus Cristo. Nunca estive, apenas esclareci aquilo em que acreditam os cristãos e que no cristianismo, portanto, não há fundamento para anti-semitismo; que foi a acusação e tema principal da histórinha dos matraquilhos.

  • Anónimo

    Caríssimo Jairo Entrecosto:

    Você deve prestar a devida atenção à apresentação do Diário Ateísta, que aparece no canto superior direito (na sua perspectiva) na homepage do mesmo, que tem escrito explicitamente:
    O Diário Ateísta
    Fundado no ano 2000, o ateismo.net foi o sítio web criado para juntar uma comunidade de ateus e ateias portugueses para a formação do que veio a ser a Associação Ateísta Portuguesa. O ateismo.net deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogs portugueses, hoje um espaço privado de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos aqui publicados são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da AAP“. Tenho escrito…

    Tenha atenção aos conceitos, para não baralhar… se, como sabe, o Teísmo é a doutrina filosófica-religiosa que se apoia na crença em um deus ou deuses, o Ateísmo, como devia saber, é uma doutrina que não se apoia na existência de deus, o que não quer dizer necessariamente que imponha categoricamente a ideia que “deus não exista”, e claro que não expressa que deus exista, porque essa é a ideia dos teístas. Queira simplesmente comparar, por exemplo, com os conceitos de moral/amoral/imoral para verificar o erro geralmente atribuído ao conceito Ateísmo, e que você também insiste em aplicar…

    A única coisa que os ateus necessariamente partilham é a descrença na ideia de deus/deuses defendida pelo teísmo, e são essas ideias, e dos efeitos das mesmas, que qualquer ateu é livre para falar sem prescrever uma posição para os demais, e nestes aspectos, e tudo o resto, cada um responderá por si e creio que todos certamente têm essa consciência. Reveja novamente o que está na primeira página do Diário Ateísta para retirar novamente esse dado precioso que lhe permitirá corrigir a sua interpretação errónea sobre a ideia de âmbito e objectivos direccionistas que você observa nos textos expostos neste espaço, mas que pelos moldes como as coisas são devidamente apresentadas e colocadas pelos responsáveis, você está a ter uma interpretação errónea sobre este assunto e, entretanto, continua a prescrever comportamentos para os ateus que assinam os posts, mas que outros ateus sabem que é a opinião dos mesmos, portanto não caem nessa falácia que você constantemente apregoa sozinho.

    Aqui segue um exemplo de uma prescrição que fez (onde se esquece que cada um responde por si…): “Um ateu, se for sério, terá de concordar que, na sua cosmovisão, Bem, Verdade e Beleza são meras convenções sociais.
    – Jairo Entrecosto, comentário ao post «Carta ao DN sobre as afirmações de um bispo…», in Diário ateísta, publicado a 8 de Agosto de 2010.

    Eu não respondi por Carlos Esperança, eu escrevo e respondo a título individual, como qualquer outro comentador ou colaborador no Diário Ateísta, e daí a ressalva, Carlos Esperança não é nenhuma excepção…

    Escreva o que quiser, você escreve a título individual logo é responsável pelo que você escreve, tal como os outros também o são, e Carlos Esperança não é nenhuma excepção…

  • Anónimo

    MEU CARO PRESIDENTE, CARLOS ESPERANÇA

    DUVIDEI EM AVANÇAR COM ESTE 41º COMENTÁRIO, NA MEDIDA EM QUE PODERÃO APELIDAR-ME DE QUEICHINHAS E JULGO EU QUE 40 JÁ É UM BOM NÚMERO DE COMENTÁRIOS PARA UM ARTIGO, SOBRE UM QUALQUER JCN. MAS É COM A MELHOR DAS INTENÇÕES QUE O FAÇO, NÃO SÓ EM ABONO DA VERDADE MAS TAMBÉM DA AJUDA NECESSÁRIA PARA MELHORAR A SAÚDE FÍSICA E MENTAL DO SR. PRIOR JAIRO ENTRECOSTO (NO CHURRASCO).
    A IDADE PERMITE-ME DIZER QUE JÁ NADA ME ESPANTA NESTA VIDA, MAS ASSISTIR EM DIRECTO A UM ACTO PECAMINOSO POR PARTE DE UM REPRESENTANTE DA SANTA MADRE IGREJA E DO DEUS NA TERRA, É PRIVILÉGIO QUE NUNCA ESPEREI PODER VIR A TER. JULGO QUE NÃO TERÁ SIDO UM ACTO CONSCIENTE, POIS ASSIM SENDO SEMPRE PODERÁ SUAVIZAR-SE O PECADO, DE FORMA A QUE AQUANDO DA SUA CONFISSÃO (DELE, É CLARO) AS AVÉ MARIAS E OS PAI NOSSOS SE LHE TORNEM MAIS LEVES, DADO A GRAVIDADE DA BLASFÉMIA PROFERIDA…

    ajpb, estás a gritar porquê? Isso é raiva dos dentes ou birra de sono?

    Vai-te foder e não me chateies!

    FOI ASSIM MESMO E DESTA FORMA, QUE ELE ME BRINDOU COM UMA BLASFÉMIA DESTAS A UMA PROPOSTA MINHA DE LAZER NUM PARQUE INFANTIL…

    CARO PRESIDENTE
    NÃO DIGA NADA A NINGUÉM, MAS O PRIOR JAIRO (NO CHURRASCO) PASSOU-SE..POIS EU NUNCA TAL LHE OUVIRA…!
    NÃO SEI SE ANDA A INJECTAR ALGUMA COISA, A FUMAR ALGO QUE NÃO DEVE, OU SE FOI COISA QUE LHE METERAM…MAS, ISTO DAS REZAS, DOS ESPÍRITOS E DA ESCRITA DE FICÇÃO ÀS VEZES DESESPERA…COMO SE PODE VER.
    LÁ NO FUNDINHO NEM SEI SE ELE SABERÁ O QUE UMA BLASFÉMIA DESSAS QUERERÁ DIZER E MUITO MENOS AS CONSEQUÊNCIAS DESSE ACTO VINDO DA BOCA E DO PENSAMENTO DE UM SR. PRIOR.
    ASSIM, TOMEI A LIBERDADE DE LHE ESCREVER PORQUE SEI QUE É SEU COSTUME CHAMAR A ATENÇÃO DOS ENERGÚMENOS QUE NÃO RESISTEM E ESCREVEM ESTAS BLASFÉMEAS, MAS É COM A MESMA LIBERDADE QUE LHE PEÇO ENCARECIDAMENTE QUE NÃO O FAÇA, POIS ELE CONCERTEZA PASSOU-SE COM QUALQUER COISA QUE LHE METERAM E QUANDO ASSIM É, JULGO QUE DEVE MERECER A NOSSA PENA, AS NOSSAS CONDOLÊNCIAS E ATÉ AS NOSSAS MELHORES PRECES, DAQUELAS QUE MESMO OS ATEUS ÀS VEZES FAZEM. POR OUTRO LADO NÓS GOSTARIAMOS DE O TER POR CÁ AINDA DURANTE MUITO TEMPO, POIS ELE É MUITO ENGRAÇADO E TENHO A CERTEZA QUE NÃO VOLTA A REPETIR A BRINCADEIRA, POIS DA PRÓXIMA VEZ E ANTES DE LHE APETECER FAZER ASNEIRAS VAI BRINCAR PARA O PARQUE…
    DESTE MODO E PORQUE EU SEI QUE NUMA QUALQUER REUNIÃO DE HIERARQUIAS ISTO SE TORNA SEMPRE MAIS FÁCIL, GOSTARIA NO ENTANTO DE NÃO PERDER A OCASIÃO E APROVEITAR PARA LHE METER UMA CUNHA EM FAVOR DO PADRE JAIRO (NO CHURRASCO), PARA QUE PERANTE O SUPREMO DEUS NAS ALTURAS INTERCEDA PARA QUE NÃO SEJAM MUITO DUROS COM O PADRE JAIRO (NO CHURRSCO).
    E POR FAVOR DIGA-LHE DA MINHA PARTE (AO DEUS NAS ALTURAS, É CLARO), QUE SEMPRE QUE EU PUDER TRATAREI DELE (DO JAIRITO, É CLARO) O MELHOR POSSIVEL, POIS APESAR DE TUDO ELE MERECE…

  • Anónimo

    Caríssimo Jairo Entrecosto:

    Não veja o que vou escrever como uma intromissão, mas sim o devido esclarecimento, visto que enuncia a minha identificação várias vezes…

    Eu percebi a sua questão, tanto mais que decidi reter a sua proposta de resposta e do seu desafio ao comentador ateu Ricardodabo para a partir daí expressar a minha opinião. Caso essa situação tivesse acontecido comigo, e para responder porque custava muito responder isso ao miúdo se fosse comigo, escrevi que por achar tal ideia ridícula encaminhava o miúdo para obter a resposta nos agentes responsáveis pela educação do mesmo, pois sou honesto, integro e não sou hipócrita ou “pombo-correio” para pactuar com um tipo de endoutrinação que não concordo, e neste aspecto em particular, como disse frontalmente, acho ridículo…

    Precisamente por não acreditar na ressurreição/justificações, associadas à ideia que Cristo morreu por culpa de todos nós, não poderia participar no esclarecimento da criança porque a sua educação é da responsabilidade dos pais, e se é esse o modelo que pretendem para o seu filho, terão que ser os mesmos a educá-lo nesse âmbito, que eu discordo totalmente.

    O Jairo não achará que esta minha resposta/atitude, longe de qualquer explicação teológica ou aprofundamento da paixão do vosso senhor Jesus Cristo, mas sim cercando matéria de educação cristã que não compactuou, por isso não quero participar, e por isso remeteria a criança para os seus responsáveis, não corresponde ao seu “desafio”: “Custava muito ter explicado isso ao miúdo?“…

  • Zeca-portuga

    Ha verdades que têm a força de uma bomba atómica, não é sr. Esperança!

    Veja a sua reacção contra os crentes… não é exactamente igual aquilo que condena nos crentes?

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