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O Espírito Santo

Um tema muito querido aos crentes é o do Espírito Santo.

Em latim “animus” era sinónimo de “spiritus”, e referia-se à respiração. Também correspondia a “animal”, entendido como ser animado, ou seja; que respira. Em sânscrito, os movimentos de respiração, designam-se por “brahman”, sopro ou expiração; e “atman”, inspiração. Em grego, “pnema” e “psyche”, e ambos deram origem ao “spiritus” latino.Resumindo, a alma não é mais do que o acto de respirar.

Não foi por acaso que Deus se limitou a “soprar” o seu alento nas narinas de Adão numa espécie de “animação” boca a boca, para divinamente lhe insuflar a vida.

A propósito de linguística teológica (ou teologia linguística), é interessante notar que a passagem do hebreu “ruach” para o grego “pneuma” e para o latino “spiritus” sofreu uma dupla transformação de género: de feminino a neutro, e depois a masculino. Para os linguistas, o assunto termina aqui. Para os teólogos começa uma das suas habituais diatribes metafísicas sobre o “género” do Espírito Santo”. Os adventistas do sétimo dia acham que deve ser feminino como no original hebreu.

As invenções mitológicas sobre o nascimento de Jesus, confiam ao Espírito Santo a tarefa da concepção virginal de Maria. Segundo Mateus; «Maria engravidou pelo poder do Espírito Santo»; mas em Lucas, é um anjo que diz a Maria: o Espírito Santo virá sobre ti.

A partir de então o dito Espírito Santo é apresentado sob a forma de línguas de fogo de pentecostes, imposição das mãos, ou sob a forma de uma pomba branca, em voo picado, descendo a partir de um céu desgarrado com muitas nuvens, raios e acompanhado de uma frota de anjos, como aparece pintado na nave central da basílica do Vaticano.

Se hoje em dia as expressões literárias acerca do Espírito Santo não nos aquecem nem arrefecem, no passado não sucedeu o mesmo.

O Credo promulgado em 325 pelo primeiro Concílio de Niceia terminava simplesmente assim: «creio no Espírito Santo». Mas no Concílio de Constantinopla, em 381, foi modificado e acrescentado: «procede do pai, e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado». Esta versão ainda é usada hoje em dia, por gregos e russos, e católicos orientais, coptos, maronitas, caldeus, romanos, arménios, ucranianos…

Em 421, o Concílio de Éfeso decidiu que o Credo de Constantinopla era inalterável. Mas em 447 o Sínodo de Toledo por sugestão do Papa Leão I, alterou-o decidindo que: «procede do pai e do Filho». Para eliminar as possíveis conotações de que o filho poderia ser “inferior” ao Pai. Em 809 o Concílio de Aachen e o Papa Leão II, proíbem-no. Isso não impediu que fosse adoptado pelo Papa Benedicto VIII em 1014, para a coroação do imperador Henrique II. Em 1054, o Papa Leão IX e o patriarca Miguel I, devido a este assunto tão grave, excomungaram-se mutuamente dando início ao cisma.

Apesar das tentativas de reconciliação em 1274 e 1439, por altura do segundo Concílio de Lyon e de Basileia, continuam zangados, separados até aos dias de hoje. Ironicamente, cada uma delas apelida-se de «igreja una, santa, católica e apostólica» e acusa a outra de cismática, apesar das respectivas excomunhões terem sido retiradas em 1965 pelo Papa Paulo VI e o patriarca Atenágoras I.

Em 6 de Agosto de 2000 numa tentativa de superar o problema considerado anacrónico inclusivamente pelo Vaticano, a Congregação para a Doutrina da Fé, publicou uma Declaração Oficial firmada pelo então Cardeal Ratzinger, intitulada “Dominus Jesus”, que reproduzia o texto latino do Credo sem a cláusula que os dividia.

– Parafraseando Thomas S. Eliot em The Hollow Men [os homens ocos], assim termina a teologia: – não com um berro mas com um silêncio.

Não deixa de ser divertido, o Vaticano atribuir ao divino Espírito Santo, a responsabilidade de eleições “demasiado” humanas, para “validar” as sua mais diversas decisões, como a eleição do Papa ou os pronunciamentos doutrinários. Espírito Santo esse, que não é mais do que a “espiritualidade dos cães” de que fala Charles Darwin” na, Origem do Homem.

No entanto, o espírito Santo passou a escrever-se com maiúsculas, e foi promovido a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Para os mais ignorantes a Igreja esclarece que o espírito santo: «edifica, anima e santifica a Igreja».

28 thoughts on “O Espírito Santo”
  • Anónimo

    Ah, o objecto do pecado imperdoável!

    Ainda não encontrei qualquer informação relativamente à época em que teriam sido integradas nos textos tidos como sagrados as passagens que classificam a blasfémia contra o suposto espírito santo como um “pecado imperdoável” (Mc 3: 28-29; Lc 12:10). Se alguém tiver tido a oportunidade de se cruzar com algum estudo que foque esta questão agradecia que partilhassem a referência.

    Cumprimentos.

  • Yuri

    Puxa, tantos artigos assim sobre o cristianismo reunidos num só lugar.
    Pensei que visitava o tal do monfort.

  • antoniofernando

    “Darwin, que descobriu a forma da evolução das espécies, nunca compreendeu a evolução do homem e das sociedades humanas. E, contudo, estas conquistas, no domínio da geologia, da biologia e da sociologia, não são de forma alguma divergentes. Mas Lyell só cerca dos 70 anos e contra os seus próprios sentimentos e crenças se rendeu à evidência dos factos e aceitou o transformismo. E Darwin não pôde sair de um grande número de limitações que lhe tolhiam a investigação acerca do homem, não na sua estrutura física (em que foi mestre), mas na sua vida social e na sua actividade intelectual. Respondendo a um autor que lhe oferecera uma obra fundamental de economia política, Darwin escrevia ser apenas um naturalista e nada perceber dessas questões. A resposta não foi sincera, pois Darwin bebera em Malthus a sua Struggle for life e a sua «selecção natural». Mas essa resposta explica a sua impossibilidade de ver além do acanhado horizonte do seu extracto. Daí ter considerado a evolução do homem no ponto de vista exclusivamente biológico como se nela não interviesse fundamentalmente a vida social. Daí ter considerado as super-estruturas ideológicas como de natureza puramente animal (e não de origem social) e ter não só aproximado (como seria legítimo), mas identificado as emoções e os sentimentos humanos como os das outras espécies animais. Daí ter aceitado a existência de conceitos universais e imperecíveis como do belo, do justo e do bom. Daí a sua aproximação de certas raças humanas com os animais inferiores não compreendendo as razões do seu atraso e as possibilidades actuais de o superar. Daí a sua incapacidade para compreender que as transformações quantitativas se convertem em qualitativas e a consequente evolução por saltos bruscos, tanto no campo biológico como no social. Daí o seu desprezo pelos «selvagens», o seu racismo, o seu antifeminismo, o seu espírito marcadamente britânico e whig. Só ideólogos de um novo e ascendente extracto poderiam e puderam romper essas limitações, vencer essas dificuldades e resolver o problema da evolução do homem como evolução distinta (a partir do momento em que criou e empregou instrumentos de trabalho) da evolução das outras espécies vivas. Darwin não pode alcançar que, desde esse momento, o homem, com um propósito consciente, passou a agir sobre a natureza e a transformá-la.”

    6/10/1951

    Álvaro Cunhal

  • antoniofernando

    “Um homem da ciência não deve ter desejos, nem afeições, somente um mero coração de pedra.”

    “Se a miséria dos nossos pobres não fosse causada pelas leis da natureza, mas pelas nossas instituições, grande seria no nosso pecado.”

    “Na sobrevivência dos indivíduos e raças favorecidas, durante a luta constante e recorrente pela existência, vemos uma forma poderosa e incessante de selecção.”

    Charles Darwin

  • antoniofernando

    “Não consigo convencer-me que um Deus caridoso e omnipotente teria propositadamente criado vespas parasitas com a intenção expressa de alimentá-las dentro de corpos vivos de lagartas.”

    Charles Darwin

    Eu também não me convenço que Deus seja um constante interventor no destino da Vida.Há uma obra para concluir e esta será o resultado de toda a Evolução. José Saramago, antes de morrer, questionou-se: ” para quê tudo isto ?”.

    Boa pergunta: porquê ?

    Quando era criança o meu filho costumava dizer-me: ” para tudo há uma explicação. Só que, às vezes, é difícil encontrá-la…”

    Pois é. Mas isso não significa que não exista um sentido transcendental para toda a Evolução.

    Quanto à ” espiritualidade dos cães”, de que ironicamente falava Darwin, esses, pelo menos, têm uma enorme vantagem sobre inúmeros humanos:

    Não têm corações de pedra…

  • Zeca-Portuga

    Aqui temos uma manifestação de demência irreversível do Sr Esperança em versão ffernandes.

    Ao texto, sendo absurdo, horrendo e blasfemo, nem me vou referir, mas fico-me pelo início que, basta, para demonstrar a imbecilidade e a ignorância do autor.
    Estamos a ver um sujeito que quer falar daquilo que não entende (de que não sabe nada), lê ou outro pasquim e reproduz a miscelânea.

    Em latim “animus” era sinónimo de “spiritus”, e referia-se à respiração.
    Também correspondia a “animal”, entendido como ser animado, ou seja; que respira.

    ERRADO – Tudo o que está aqui é asneira, e não vá alguém cair na tentação de o usar.

    Em latim, como em português, o significado concreto de uma palavra depende do contesto. Ao contrário de algumas línguas mais funcionais e rígidas, como o árabe.

    “Animus” nada tem a ver com “animal” (animal, bestia…).

    “Animus” – alma, vida, inteligência, carácter, espírito (no sentido de alma)

    “Anima” – sopro, vida, respiração… daí que animar seja, ainda hoje, “dar vida”
    “spiritus e spĩrǐtũs” – é muito mais complicado, porque em sentido objectivo representava, sentimento, paixão, espírito, inspiração (qualidades da “alma humana” – inclusive, “spĩritâlis era – imaterial, espiritual); mas também vento, sopro, respiração (lufada de ar), em sentido mais lato e/ou figurado.

    Pior ainda: Animal é em latim “animal” e não tem nada a ver com “animus”.

    Sâncrito e grego não domino, mas as asneiras devem ser de igual quilate.

    Pela estupidez do inicio se vê o resto.

    Talvez este latinista afamado tenha estofo para ser o autor de frases eloquentes (mas pouco correctas), do tipo:

    “Adeamus ad montem fodere putas cum porribis nostrus”

    Hoc putas!?

  • MO

    Caro FF:

    Estude um pouco antes de escrever. O Espírito Santo não foi promovido, faz parte da Santíssima Trindade. Sem conseguir discutir a relação entre o Pai, o Filho, e o Espírito Santo em Deus, nunca poderá entender o que designa este último. Bem sei que os ateus não gostam de teologia, mas sem perceberem o que estão a negar (e a ridicularizar) fazem apenas má figura.

    Pax et bonum.

  • Carpinteiro

    Zé o autor escreveu bem, tu é que interpretas mal:

    Escreves: «“Anima” – sopro, vida, respiração… daí que animar seja, ainda hoje, “dar vida”»

    O autor escreve: Não foi por acaso que Deus se limitou a “soprar” o seu alento nas narinas de Adão (…), para divinamente lhe “insuflar a vida”.

    – Onde é que está o erro; onde está a diferença?
    – Onde é que o autor afirma que Anima, corresponde a animal no sentido de “besta”?

    – Porque usas trocadilhos para colocar o autor do texto a afirmar o que não escreveu?
    (muitos anos de seminário deram-te traquejo no jogo da bisca, esqueceram-se de te ensinar o que é ser honesto).

  • Anónimo

    A palavra “promovido” não passa de uma figura de estilo, a par da “teologia”.

  • Carpinteiro

    Sabendo o MO os empurrões que o “Espírito Santo” levou, até conseguir sentar-se à esquerda do Pai (à direita está o filho), e sendo que pai, filho e espírito santo são a mesma pessoa, explique-me o MO, como é possível alguém sentar-se à direita de si mesmo.
    Houdini morreu de inveja. Dizem…

  • Carpinteiro

    Jovem, não é fácil saber a época.

    Segundo estes teólogos chamados “doutores” da Igreja:

    Irineu – (130-202) – escrevia sobre o assunto afirmando que a blasfêmia contra o Espírito Santo era, nem mais nem menos, que – “a rejeição do evangelho”.

    Mas para Atanásio – era a negação da divindade de Cristo.

    Orígenes – era toda a quebra da lei após o baptismo.

    Agostinho – era a dureza do coração humano rejeitando a obra de Cristo.

    Burge – era atribuir as coisas boas de Deus a um acto de Satanás;

    Davis – atribuir os milagres de Cristo à influência de Satanás.

    Enfim… nada como a Teologia e os teólogos para nos elucidarem.

  • Anónimo

    VAMOS LÁ DESCER À TERRA…
    ESSA COISA DO PAI , FILHO E ESPÍRITO SANTO É LENGA LENGA PARA BOI DORMIR…E SE POSSIVEL ADORMECER OS CRENTES E INCAUTOS.
    SÃO OS ZEQUITAS E TODOS OS OUTROS SENHORES PRIORES OS QUE GOSTAM DE SE MASTURBAR COM TODA A FICÇÃO DE QUE SÃO EMBUIDAS AS HISTÓRIAS DO NAZARENO QUE SE DEIXOU MATAR PARA SALVAR A HUMANIDADE,OU A DO DEUS PAI QUE CRIOU O UNIVERSO E O ESPÍRITO SANTO QUE DEVE VIVER NALGUM ANEXO DA MANSÃO DE LUXO DO SENHOR PAI TODO PODEROSO…
    VAMOS LÁ DESCER À TERRA…
    SÃO ESSAS HISTÓRIAS INCOMPREENSÍVEIS QUE SÃO UTILIZADAS PARA CONFUNDIR OS HOMEMS, DE FORMA A QUE ATRAVÉS DO ININTELIGIVEL (PORQUE NÃO TEM PÉS NEM CABEÇA), SURJA EM SEGUIDA O MEDO PELO DESCONHECIDO.
    É ESSE MEDO QUE É APROVEITADO PELOS SENHORES PRIORES E COMPANHEIROS DE PERCURSO, QUE DESTA FORMA OCUPAM POSIÇÕES PRIVILEGIADAS PARA MANTER OS MAIS INCAUTOS NA DÚVIDA E NO TEMOR PELA TAL DE JUSTIÇA SUPREMA. ENTRETANTO VÃO ARRECADANDO PRIVILÉGIOS E MUITOS BILIÕES COM A AJUDA E O INTERESSE DOS MAIS PODEROSOS, CUJA SIMBIOSE ENTRE ELES FUNCIONA, SEMPRE QUE É PRECISO PROMOVER OU DEFENDER OS SEUS INTERESSES.
    A HISTÓRIA MUNDIAL ESTÁ CHEIA DE EXEMPLOS DELES.
    O RESTO?
    O RESTO É CONVERSA PARA BOI E OS CRENTES DORMIREM…

  • MO

    Caro Carpinteiro:

    “como é possível alguém…”

    Lamento, mas a questão de Deus não pode ser reduzida a este arrumo de coisas. Tratam-se de imagens (!) que apontam para algo: Deus (Pai) conhece-se a si e às suas criaturas (Filho) e algo resulta dessa relação (Espírito Santo). Esta é uma relação de amor e é o fundamento do Cristianismo (e acreditamos, do mundo!). Aquilo que Jesus veio anunciar foi uma nova forma de compreender Deus, um Deus que ama (Espírito Santo), que nos ama.

    Dizemos Pai porque herdámos essa palavra de Jesus (que a usou como imagem compreensível na altura), mas Deus não tem género. Adianta pouco questionar-me sobre o que eu não sei (enfim, talvez ache que eu afirmo saber). Os mistérios associados a Deus não são enigmas a resolver. As imagens que usamos em palavras e gestos não são importantes em si, mas na medida em que apontam para algo que só parcialmente podemos entender. Podemos sempre articular as coisas de outra forma, mas estas imagens servem para não nos deixar cair em erro, para preservar o que nos foi confiado por Jesus. Quem tem Fé, vê através destas imagens até ao âmago.

    Pax et bonum.

  • Carpinteiro

    Caro MO.

    Quero desde já manifestar-lhe o meu apreço pela maneira civilizada como expõe os seus argumentos.
    Deve ter reparado, não é hábito (exceptuando o António Fernando); os crentes responderem de forma educada nos comentários.

    Diz e muito bem: – Quem tem fé vê através destas imagens.
    Mas para tal, é preciso um “espírito” de imaginação que o ateu não possui, e porquê? porque não foi sujeito à “doutrinação” do crente. Ou, na melhor das hipoteses, conseguiu “desenvencilhar-se” dela, que é o meu caso.
    Quando miúdo, respondiam-me que o Espírito Santo era a “força activa de Deus”. Seja o que isso for, nunca o percebi.
    Quanto ao facto de quem tiver fé, conseguir ver até ao “âmago”, eu entendo, mas sabe, isso dá direito a muita interpretação. Os suicídas palestinianos são apenas um exemplo.

  • MO

    Caro Carpinteiro:

    Obrigado pelas palavras gentis. Tem também o meu apreço.

    Aquilo a que chama “doutrinação”, a tentativa de explicar da forma mais simples a crença e a Fé cristãs, é aquilo de que cristãos mais dedicados, como eu, se desprendem, de alguma forma. Nela estão formas comunitárias, formas que emergiram de uma comunidade religiosa ao longo dos séculos, que apontam para certos conteúdos. Esses conteúdos é que são o centro da vida cristã, não as formas. É possível que alguém vá à missa por obrigação ou hábito, mas ninguém deve amar por obrigação ou hábito – o amor a Deus que demonstramos na missa e nos nossas orações e feitos (da vida devemos fazer uma oração) deve ser profundo e é um amor por todos e todas as coisas do mundo, o que é obviamente difícil, mas é isso a caridade. Vou à missa porque me sinto em casa, porque ouço palavras onde passa um sopro divino, porque ouço as palavras de Jesus, e porque isso me faz pensar e repensar em comunidade.

    O Espírito Santo pode ser descrito como a “força activa de Deus”. É a relação de Deus consigo mesmo que transborda para nós – como se as minhas ideias e o meu amor transbordassem para si, vamos supor. É Deus no nosso íntimo mais íntimo, mas é sobretudo nós no íntimo de Deus. Por exemplo, quem age com o Espírito Santo, age em comunhão com Deus, tenta seguir-lhe os passos. Quando agimos (força activa) fazêmo-lo com um espírito qualquer: o espírito de vingança, o espírito de arrogância, etc. Agir com o Espírito Santo dá por isso frutos muito diferentes da retaliação/retribuição (espírito de vingança) ou vaidade (espírito de arrogância), o pior dos pecados, aquele que nos torna superiores aos outros (e logo a Deus) aos nossos olhos. Os frutos da acção com o Espírito Santo são, por exemplo, o amor, a alegria, a paz, a paciência, e a modéstia.

    Pax et bonum.

  • Anónimo

    Caríssimo Carpinteiro:

    Agradeço a atenção que teve em apontar essas diferentes interpretações.

    Procurei obter elementos que permitissem chegar à confirmação de uma hipótese relativamente à inserção posterior das passagens anteriormente mencionadas, mas sem sucesso.

    A atribuição cronológica para a redacção destes evangelhos atribuídos a Marcos e Lucas situa-se respectivamente entre os anos 70/80 – ou 108-118 na Era de César, segundo a leitura da época…;) -, contudo tenho dúvidas se estas passagens em específico (Mc 3: 28-29; Lc 12:10) teriam sido integradas nos primeiros textos ou se foram apenas adições posteriores, isto precisamente pelas discussões na época de Irineu relativamente a esta questão, daí lançar a hipótese que estas passagens podem ter resultado das discussões desse período, contudo ainda não consegui obter os elementos necessários para confirmar esta hipótese.

    Cumprimentos.

  • Zeca Portuga

    É LENGA LENGA PARA BOI DORMIR” – Lá porque vossemecê só acordou agora, isso não significa que os humanos civilizados tenham os seus costumes.

    Ante estes insultos pessoais, queria o Carpinteiro que eu ficasse muito quietinho e calado.

    Bestas, nabos, animais de toda a sorte e algumas aberrações são os meus jogos preferidos.

    Mas…
    Omnia bestia sunt athei . athei sumus bestia quod nullus anima est . unicus humanus emus anima .

  • MO

    Caro Zeca:

    Olho por olho, acabamos por ficar cegos.

    Pax et bonum.

  • Carpinteiro

    Caro MO.

    Recebo frequentemente críticas de crentes, ofendidos acusando-me ser um “materialistas”, ou de ser incapaz de aceitar as maravilhas em que eles escolheram acreditar porque estou fechado dentro de um mundo que aceita apenas uma versão científica das coisas.

    O que nos divide afinal?
    – É que o meu amigo refugi-se na fé, eu recorro à ciência e à razão. Você acredita porque a sua fé lhe diz que está certo, em contrapartida, eu aceito a refutação e coloco a dúvida acima da certeza das coisas.
    Foram as histórias incríveis que me foram contadas em criança,que me fizeram cair na descrença em adulto.
    A decisão de ser um materialista tomei-a após ler Bertrand Russel e outros.
    A ciência está em contraste com os axiomas religiosos que orgulhosamente ostentam as suas inflexíveis “verdades”.
    A Terra ainda é redonda. E isso devemo-lo não à fé mas à razão.

    Cumprimentos.

  • Carpinteiro

    Parabéns pela resposta.
    Eu não diria melhor;-)

  • MO

    Caro Carpinteiro:

    É que o meu amigo refugi-se na fé, eu recorro à ciência e à razão. Você acredita porque a sua fé lhe diz que está certo, em contrapartida, eu aceito a refutação e coloco a dúvida acima da certeza das coisas.
    Foram as histórias incríveis que me foram contadas em criança,que me fizeram cair na descrença em adulto.
    A decisão de ser um materialista tomei-a após ler Bertrand Russel e outros.
    A ciência está em contraste com os axiomas religiosos que orgulhosamente ostentam as suas inflexíveis “verdades”.
    A Terra ainda é redonda. E isso devemo-lo não à fé mas à razão.

    Nada disse contra a ciência, muito menos contra a razão (que guia o que escrevi). Não sei que histórias lhe contaram quando era criança. Digo-lhe apenas que se são histórias que não acentuam o conteúdo espiritual e em vez disso fazem declarações sobre o modo como o universo funciona, então são histórias mal contadas, digamos assim. Um universo com Deus ou sem Deus seria completamente igual, porque tem as suas leis e a sua liberdade, e portanto o seu desenvolvimento causal e material próprio. Não encontra Deus se olhar por um microscópio ou por um telescópio, nem se viajar até aos limites expansivos do cosmos. Pense no que não pode ver dessa forma e sabe que existe e que tem consequências no mundo. Não é preciso Deus para explicar seja o que for. Deus é de alguma forma supérfulo em relação ao mundo e é aí que começa o seu amor por nós. A questão de Deus não é a de como que a matéria evoluiu ou como é que funciona (como alguns cristãos que lêem ciência na Bíblia defendem), esse é o domínio da ciência – é a de existe alguma coisa em vez de nada. Esta criação a partir de uma ausência (que não é transformação, como logicamente não pode ser) quebra a cadeia causal. Deus é um outro que pode ser intuído através do sentido das coisas. Não compreenderá nunca o que é o amor se me disser que o que sabe é apenas que tal zona do cérebro é usada quando a pessoa está enamorada.

    A Terra ainda é e sempre foi redonda, quer alguns líderes religiosos dissessem o contrário ou não. Alguns acreditaram que era plana numa certa altura, mas isso não vai ao fundamento da Fé Cristã. A Igreja não faz declarações científicas, mas proposições espirituais – os casos de escaramuças devem-se ao infeliz poder que a Igreja teve, que por vezes corrompeu a sua verdadeira missão. É necessário prosseguir.

    Diz-me que duvida. Também eu. A Fé é uma luta, não é uma certeza. Lutamos para confiar em Deus, confiar no seu amor – e essa confiança é a Fé. Quem aceita lidar com esta luta está sempre à beira da descrença, como muitos místicos, e faz uma escolha, com o compromisso que ela envolve, pesando razões e emoções (o intelecto e a emoção são ambas casas do pensamento). Diria o mesmo? Que duvida e por isso vai ao limite e está sempre à beira da crença?

    Pax et bonum.

  • Anónimo

    MEU CARO PRIOR ZECA

    FICO CONTENTE, PORQUE AGORA DEFENITIVAMENTE PODEREI CHAMAR-LHE PRIOR COM A CERTEZA DE QUE NÃO ME ENGANO, APÓS A SUA ASSUMPÇÃO DE QUE O MEU COMENTÁRIO AO ARTIGO EM CAUSA, ERA UM ATAQUE À SUA PESSOA E DADO QUE EU APENAS REFERI ESSES PROFISSIONAIS DA DESGRAÇA ALHEIA, DEDUZO QUE ME NÃO ENGANO.
    POR OUTRO LADO, GOSTO MUITO MAIS DE CHAMAR OS BURROS PELOS NOMES.

  • rayssa gon

    excomungaram-se mutuamente

    adoro a historia da igreja católica. é quase tão boa quanto stephen king. mas com sangue de verdade!

  • MO

    Fico sempre espantado com este contraste entre a ciência e a fé que o ateísmo contemporâneo alega – como se houvesse uma incompatibilidade entre as duas. Algo que o facto de existirem bons cientistas como Kenneth R. Miller (entre outros…) que têm uma fé sincera deita logo por terra.

    Dawkins diz que o estudo a evolução das espécies o levou ao ateísmo. Do deus dele também eu sou ateu. Um deus que é evocado para explicar seja o que for é sempre um deus inventado à medida das nossas questões.

    Pax et bonum.

  • Jcduarte

    A prova evidente da existência do espirito e sem dúvida santo mas mesmo muito santo é a magnifica inspiração que deu aos engenheiros da Toyota para criar um novo motor hibrido que ajuda no respeito da natureza.
    E além disso ainda me inspirou a gastar uma fortuna para o comprar para que possa proteger aquilo que deus criou e os homens teimam em destruir.
    E sem dúvida que foi o inspirador da lei que permitiu a expulsão de cidadãos da união capitalista europeia só pelo facto de serem ciganos e isso mesmo, ilegais dentro da europa sem fronteiras.

    Obrigado espírito mais que santo por nos iluminares nas horas de aflição porque nas outras não fazes falta nenhuma.

  • Confrariaalfarroba

    “Mas para tal, é preciso um “espírito” de imaginação que o ateu não possui, e porquê? porque não foi sujeito à “doutrinação” do crente. Ou, na melhor das hipoteses, conseguiu “desenvencilhar-se” dela, que é o meu caso.”

    caro carpinteiro
    não percebo esta afirmação… (sua).
    se um ateu tem “falta de imaginação” como se justifica que (para não me exceder em exemplos) os movimentos DADA e SURREALISTA tenham, não só marcado a história das artes, como “impuseram” (de facto) uma reviravolta no pensamento estético ocidental?
    eram por acaso, estes criativos, inspirados por esse sr. espírito santo? ou todos eles ateus?

    nota: não me refiro – claro – ao velho Dali, esse é um caso à parte.

  • Confrariaalfarroba

    de facto… (não se se é do calor que se faz sentir) hoje o diário ateísta está com um cheiro a incenso…
    é.
    vou até à praia.
    e
    que o santo triângulo espiritual vos acompanhe

  • Yuri S. C.

    E sabe o que é mais interessante moça?
    Que os ateus mataram muito mais que os cristãos!

    E com sangue de verdade!

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