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O Vaticano está obsoleto

Juan G. Atienza acusa a Igreja de, com a colaboração do Opus Dei, tentar criar o governo teocrático universal sonhado por Paulo. A sua aberta aliança com a Mafia internacional e a pseudo-maçonaria financeira bem como o abuso indiscriminado do negócio milagreiro (Lourdes, Fátima, La Salette, Chestojowa, o sangue de S. Pantaleão, os milagres do padre Pio, etc., são outras acusações que o mesmo autor lhe faz e de que todas as pessoas se podem dar conta.

Em «Os pecados da Igreja» o Opus Dei aparece como o instrumento do confronto final entre o cristianismo e o islão fundamentalista.

Quem pensa que o estado-maior da ICAR esquece a guerra santa, quem julga que sob as sotainas se escondem apenas desejos reprimidos e votos de castidade, ignora o potencial de violência de que a fé, a repressão sexual e o desejo de martírio são capazes.

Numa carta apostólica sobre o Ano da Eucaristia, João Paulo II concedeu uma indulgência plenária aos católicos que «participaram numa missa, adoração eucarística ou procissão». Enganaram-se os que pensavam que a Igreja tinha mudado. Até na  promoção dos produtos repetiu os bónus que levaram à ruptura com Lutero.

Graças ao fabrico de beatos e santos, em série, JP2 passou a ICAR da época artesanal para a era industrial, com o negócio a ser continuado por B16.

Quem acredita na conversão da ICAR à modernidade?

24 thoughts on “O Vaticano está obsoleto”
  • Anónimo

    Tanto não acredito na conversão da ICAR (e de todas as outras…) à modernidade, como na sua adequação à realidade, contudo esse desenquadramento não impede a continuação de várias tentativas de intrusão na vida dos demais, várias vezes em prejuízo para ambos, quer para os indivíduos, quer para as respectivas igrejas. A “relação” com os métodos contraceptivos é um exemplo…

  • rayssa gon

    detalhe pequeno no titulo do post. o vaticano não está absoleto. ele é.

  • Joe

    Carlos… lembre-se que há menos de 70 anos, a igreja promoveu conversões forçadas, ajudou a contruir campos de extermínio e foi responsável pela morte de 1000000 de “infiéis”… Isso ocorreu na Croácia NDH!!! E ainda por cima beatificou Stepinac…
    Os crimes católicos chegam a superar os islamicos.. nesse ponto….

    http://www.youtube.com/watch?v=pWGyTPu6UDE
    http://www.youtube.com/watch?v=hQqObZm-Y8I
    http://www.youtube.com/watch?v=AtTve5zRcmA
    http://www.youtube.com/watch?v=CWhps86LwRw
    http://www.youtube.com/watch?v=rDITXh9Ef2c
    http://www.youtube.com/watch?v=QSs5tcxvGok
    Most horrifying religious massacre in 20th century: The Vatican’s holocaust in Nazi Croatia that they concealed from you for decades, playing the vital role in the recent developments in the region, along with the ruthless executioneres world has ever known, in the cruelest death camp of all times, condoned by Roman Catholic Church and their proxies in “Independent State of Croatia” – The truth will finally be heard!!!

  • Joe

    Qual diferença de um pe. Jozef Tiso pros extremistas de Alá?
    http://www.youtube.com/watch?v=O1jeqFiWI0M

  • Carpinteiro

    Quem acredita na conversão da ICAR à modernidade?
    – Ninguém.

    «Quem pensa que o estado-maior da ICAR esquece a guerra santa,…»
    Têm todos o mesmo objectivo. Como diz o Carlos, e muito bem; não me incomoda o facto de querem arribar ao paraíso, o problema é que fazem questão de irem acompanhados.

    Na sua visita a Portugal, o ayatollah Ratzinger atacou os homossexuais, a laicidade do Estado, meteu-se em questões políticas, rezou em latim, convidou os fiéis a obedecerem e a deixarem “imolar-se até à morte” (não se sabe bem por que razão), convocou ao proselitismo militante e defendeu recorrentemente e de modo praticamente explícito os princípios fundamentais da Opus Dei com a mesma veemência com que, nos tempos em que trabalhava como inquisidor-mor do Vaticano, atacava a Teologia da Libertação e toda e qualquer ideia minimamente progressista .

  • Carpinteiro

    E não me passam despercebidos os politiqueiros acéfalocândidos agitadores de bandeirinhas, que idolatram ao extremo do ridículo um papa reaccionário, (o ex-prefeito da ex-inquisição). O mesmo ar beato e apalermado com que representam Portugal nas cerimónias oficiais, nas entrevistas em que, com o mesmíssimo ar beato e apalermado, dão conta da sua rendição aos encantos de tão excelsa figura. Seria apenas cómico, se não estivessem a representar o país.

    Resta-me a esperança de que nem todos sucumbem à pandemia de prostração perante Ratzinguer, nem todos chegaram ao extremo de o chamar de santo padre, como fizeram alguns jornalistas mais devotos.

  • Carlos Esperança

    Tem razão.

  • Zeca-portuga

    Juan G. Atienza acusa a Igreja de, com a colaboração do Opus Dei, tentar criar o governo teocrático universal sonhado por Paulo.

    Um ignorante tão profundo como este não merece sequer um comentário.
    O pobre ignorante não sabe que o Opus Dei também é Igreja.
    Igreja (com “i”maiúsculo) é o conjunto de todos os crentes, onde se engloba o Opus Dei, como muitas outras organizações de crentes.

    Depois, vem a questão do “governo teocrático universal”. A infantilidade desta afirmação chega para justificar a debilidade menta do autor – nunca seria possível criar um governo (politico, civil) universal. Mas, a Igreja Católica já é universal. Como religião, visa ser universal, e é-o de facto.
    A confusão que isto faz a um demente ignorante!
    A sua aberta aliança com a Mafia internacional e a pseudo-maçonaria financeira
    A aliança da Igreja com a estas “entidades” é tão possível como a alianças do ateísmo com os franciscanos e os jesuítas.
    A Maçonaria que pariu os ateísmos actuais, é completamente incompatível com a Igreja católica desde o sec. XVIII

    Obsoleta!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Se estivesse obsoleta não tirava o sono aos ateistas que, assim, não dormem e vivem desesperados e atormentados.
    E bem podem desesperar, porque todos juntos a tentar derribar a Igreja, e tão ridículo como um cachorro a mijar contra uma igreja – é um acto aporcalhado, mas para além, da falta de higiene nada mais provoca.
    Esta azia contra o Opus Dei é real, pois o Opus pode esmagar o ateísmo a qualquer momento. Só que isso não interessa à Igreja. A forma de manter a Igreja na ordem do dia é deixar ao ateístas a espernear,

  • Anónimo

    Caríssimo Zeca-portuga:

    Tenha atenção, Opus Dei é uma prelatura pessoal da Igreja Católica, isto é, pelas palavras escritas dos próprios, “O Opus Dei é uma instituição da Igreja Católica, fundada por São Josemaria Escrivá de Balaguer.” (fonte: http://www.opusdei.pt/sec.php?s=155), (…) “As prelaturas pessoais fazem parte da estrutura hierárquica da Igreja. São compostas por leigos e sacerdotes que, sob a autoridade de um prelado, cooperam organicamente para levar a cabo a missão própria da prelatura” (fonte: http://www.opusdei.pt/art.php?p=2178.).

  • antoniofernando

    Eu acredito. Tudo depende do sentido de decisão do conclave que vier a eleger o sucessor de Bento XVI.Para mim, João Paulo I merece um seguidor à altura da sua dimensão ética. Morreu cedo de mais, após escassos 33 dias de pontificado. Mas deixou gratas e saudosas recordações. Foi o primeiro papa a recusar a entronização formal, a discursar com simplicidade e a averiguar os meandros do caso do Banco Ambrosiano.

  • Carpinteiro

    «João Paulo I merece um seguidor à altura da sua dimensão ética».
    – Concordo.

    Permita-me a brincadeira:

    «João Paulo I (…) Foi o primeiro papa a recusar a entronização formal, a discursar com simplicidade e a averiguar os meandros do caso do Banco Ambrosiano.» por isso «Morreu cedo»

  • Zeca Portuga

    Isso foi o que eu disse.

    Um rapazola ignorante que diz: “a Igreja, com a colaboração do Opus Dei”, é um labrego ignorante, porque a Igreja é o conjunto de todos os crentes de que a Opus Dei também faz parte – ora, como pode alguém alegar a colaboração de si próprio com uma a “ligação” externa.

    Opus Dei é o nome de uma estrutura da Igreja que os ateistas mais temem.

  • Anónimo

    Caríssimo Zeca-portuga:

    O que consta no post é a Igreja em colaboração com o Opus Dei, entenda-se aqui Igreja enquanto o remate de uma estrutura hierárquica com várias dependências, prelaturas territoriais, pessoais, etc.. Não está incorrecto mencionar a colaboração activa de uma estrutura que integra a organização com o topo dessa mesma organização, ficando de parte ou com actuação distinta as restantes instituições integradas na estrutura da dita Igreja.

    A sua abordagem à leitura da Igreja como um todo, que engloba quer as instituições da Igreja Católica quer todos os crentes, necessita de uma leitura complementar, isto é, está a utilizar o conceito de Igreja para abarcar todas as relações com razão de dependência e articulação, semelhante à afirmação “o Estado somos todos nós”; contudo essa ideia carece de preciosismo conceptual, visto que a menção à organização das estruturas como um todo, sendo esta a organização da Igreja Católica ou de determinado Estado, não engloba a totalidade dos indivíduos mas aqueles que participam formalmente na sua organização.

    Em suma, essa interpretação depende do que estamos a entender por Igreja.

    Cumprimentos.

  • Confrariaalfarroba

    estás a ver zeca… estás cansado, precisas mesmo de férias. vê o que escreveste: – “A infantilidade desta afirmação chega para justificar a debilidade menta do autor”…
    e tu querias dizer “debilidade mental” – tens mesmo de ir de férias e atinar. depois escreveste: – “todos juntos a tentar derribar a Igreja” e era “derrubar” que querias dizer. é o que te disse – precisas de descansar para ganhares forças para (então sim) derrubar os ateus.
    agora me lembro, para lá do tinto tenho uma aguardentezita de medronho fabulosa. vamos nessa?
    uma semana de férias vai fazer-te bem. garanto-te…
    depois é só atacar esses tipos da “aliança com a Mafia internacional e a pseudo-maçonaria financeira” como dizes.
    vá.
    vai com deus e os anjos

  • Confrariaalfarroba

    não. não disseste zeca. tás a ver:… “Um rapazola ignorante” a corrigir-te?…
    vai, não te queremos perder. já fazes parte da família.
    ganhaste um lugar de destaque neste blogue.
    sem ti o “ateísmo.net” não é nada.
    tu fazes-nos falta.
    vai descansar.
    vai…

  • Confrariaalfarroba

    é bem de crer, sim. nestas coisas (às vezes) que sabe demais…

  • Zeca-portuga

    Ou seja, mantendo o seu raciocínio é correcto dizer-se:

    “O governo, com a colaboração do ministério da agricultura…”

    A questão está no facto do ministério ser governo – logo, estupidez do macaco!

    A sua confusão nasce precisamente do facto de confundir uma família com a sociedade.
    No caso de “”o Estado somos todos nós”, mesmo os que não aceitam o governo estão lhe subjugados pela vontade da maiorias, e é essa maioria que legitima o governo – somos sós todos, pois a maioria é anónima.
    No caso das religiões, formam uma estrutura cuja união é do tipo familiar e a autoridade é facultativa. Só pertence à religião quem quer. O pressuposto da validade da mensagem evangélica é esse – todos somos Igreja.
    Portanto a comparação com “a igreja é o conjunto de todos os crentes”, seria: “Portugal é o conjunto de todos os portugueses” ( e não o governo de Portugal ou o presidente da republica, ou a sua diplomacia… etc.

    A adesão e a obediência à Igreja é voluntária, mas quem não obedecer não é Igreja.
    O Vaticano não é “A Igreja” (mas sim uma “uma parte da Igreja”), excepto na cabeça de um mentecapto ridículo e infantil – foi isso que eu disse e mantenho.

  • Zeca-portuga

    Sr. consumidor de alfarroba (alimento dos asininos):

    Eu não estou aqui o dia todo, nem vivo obcecado com isto como vossemecê.
    Passo por aqui, escrevo e nem corrijo – assim, as gralhas são naturais e genuínas, pois nascem ao correr da pena.
    Ao contrário, vossemecê e mais uma chusma que por aí abundam passam a vida consumidos e inquietos, sem descanso, a contorcer-se para combater os crentes.
    Eu venho aqui quando me apetece, digo o que me ocorre na hora – enquanto os ateístas não filtrarem quem lhes agrada – e vou-me embora.

    Mas…
    “Derribar”, quer acredite quer não, foi intencional e está correcto

  • Anónimo

    Caríssimo Zeca Portuga:

    Se quiser atender correctamente ao que escrevi, utilizando o exemplo do Estado nesta questão, e tendo em consideração as diversas figuras jurídicas que integram a organização do mesmo, seria correcto escrever o seguinte (isto recorrendo aos exemplos que melhor conheço): “O Ministério da Cultura [não esquecendo que os ministérios integram a estrutura do governo], em comparação com o Observatório das Actividades Culturais [neste caso é uma organização criada por diversas entidades, não estatais e estatais, entre elas o próprio Ministério da Cultura; este organismo integra e articula-se com o próprio ministério]…”.

    Esta leitura pretende salientar uma razão de funcionamento e articulação de organizações com dependência entre si, mas com autonomia administrativa e de actuação. O que acontece no caso da Opus Dei com o topo da hierarquia da Igreja é semelhante, tal como acontece com as Dioceses, as prelaturas territoriais, e as prelaturas pessoais, neste caso a Opus Dei.

    O Estado não somos todos nós, isso é uma leitura comum e incorrecta que se costuma fazer, para simplificar, e recorrendo aos exemplos que apontou, nós somos cidadãos de um determinado país, que por sua vez é organizado por um aparelho de Estado.

    Quanto à utilização abrangente do conceito de Igreja teremos que pensar as coisas sobre outros moldes, visto que a sua utilização corrente assim o permite, pois ao contrário do Estado que tem uma definição bastante circunscrita, na Igreja prevalecem diferentes definições para a mesma palavra, entre elas a definição alargada que apresentou; todavia, é também possível analisar a Igreja Católica na perspectiva apresentada no post, para isso é necessário atender o conceito de Igreja de forma similar ao conceito de Estado.

    Cumprimentos.

  • Anónimo

    zequita…
    não seria melhor abrandares no teu desporto favorito e desapertares um pouco o silício?
    começas a ficar com as ideias baralhadas… a não ser que sempre as tenhas tido…
    nesse caso tira mesmo o aparelho, porque é um sinal de que já te apanhou as partes baixas e como nunca lhes dás uso nem te apercebes-te…

  • Confrariaalfarroba

    “alfarroba (alimento dos asininos)” (?)
    oh zeca
    estás mesmo a enloucar… fundamenta!… – bem te dizia o ajpb: “seria melhor abrandares no teu desporto favorito e desapertares um pouco o silício (…) é um sinal de que já te apanhou as partes baixas”
    vá…
    vai lá se férias.

    e se estou por aqui… estou onde devo! tu se por aqui andas… “és um triste pecador” – não devias, zeca
    vai
    desaperta lá um pouco o silício

  • Carpinteiro

    «Eu venho aqui quando me apetece» . – Faz você muito bem.
    « digo o que me ocorre na hora » – Já deu pra notar.
    «enquanto os ateístas não filtrarem quem lhes agrada»- Este é um dos lugares mais livres e democráticos da net. Pena que você abuse dessa liberdade.
    «e vou-me embora» – Mas regressa sempre!

  • Zeca-portuga

    Este é um dos lugares mais livres e democráticos da net. Pena que você abuse dessa liberdade

    Olhe que a julgar por um comentario que vi noutro blog, acho que está muito enganado.
    Estou a tentar contactar um comentador que foi expulso e a quem, alegadamente, foram filtrados muitos comentários.

    Logo que consiga contactá-lo desminto-o!

  • joaosilva

    “Se estivesse obsoleta não tirava o sono aos ateistas que, assim, não dormem e vivem desesperados e atormentados.
    E bem podem desesperar, porque todos juntos a tentar derribar a Igreja, e tão ridículo como um cachorro a mijar contra uma igreja – é um acto aporcalhado, mas para além, da falta de higiene nada mais provoca.
    Esta azia contra o Opus Dei é real, pois o Opus pode esmagar o ateísmo a qualquer momento. Só que isso não interessa à Igreja. A forma de manter a Igreja na ordem do dia é deixar ao ateístas a espernear, ”

    Reparem como o senhor zeca, o crente que vem a um blog ateísta, ler os posts, passar horas por dia a fazer SPAM (e, admita-se, a entreter a malta, que também precisamos da ocasional gargalhada), e a exaltar-se com toda e cada uma resposta que lhe deixam, ao ponto de ter o cuidado de responder a todas, tem toda a razão.

    Nós, de facto, somos os inseguros.

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