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  • 3 de Agosto, 2010
  • Por Carlos Esperança
  • AAP

AAP – Carta ao bispo Carlos Azevedo

Senhor bispo Carlos Azevedo

A sua preocupação com o ateísmo em geral, e com a Associação Ateísta Portuguesa (AAP) em particular, já o levou a proferir afirmações incorrectas a respeito desta Associação, quer no matutino onde regularmente escreve, quer em entrevistas:

1 – «Afirmar que Nuno Álvares Pereira foi canonizado graças a um milagre, que ridicularizam, é desonesto» – disse o Sr. Bispo num artigo, visando claramente um comunicado da AAP.

A AAP compreende o embaraço com o milagre obrado no olho esquerdo de D. Guilhermina, queimado com óleo de fritar peixe, à custa de duas novenas e de um ósculo numa imagem do Condestável, mas é difícil compreender a recusa de publicação da resposta ao referido artigo, como se tivesse sido a Associação Ateísta a inventar o milagre, e não a Igreja católica, e como se o milagre não fosse condição sine qua non para a canonização.

2 – Tendo o presidente da AAP, a título pessoal, considerado “inoportuna” a vinda do Papa Bento XVI a Portugal, no passado mês de Maio, o Sr. bispo Carlos Azevedo declarou à Agência Lusa que “São 70 pessoas. Acho que têm o direito de ter a sua opinião, mas é uma opinião muito reduzida do conjunto da população portuguesa, que está a vibrar e a preparar-se para a visita do Santo Padre “, afirmações reproduzidas pela Rádio Renascença e por alguns canais televisivos. Desta vez, a resposta da AAP informando o Sr. Bispo do erro na estimativa, pois só os sócios fundadores ultrapassaram largamente a centena, mereceu-lhe apenas o silêncio.

3 – Neste último Sábado, a terminar a entrevista concedida à jornalista Patrícia Jesus, no Diário de Notícias, lê-se:

Outro dos seu traços marcantes é a frontalidade. Que às vezes lhe vale a colagem a uma ala mais fundamentalista da Igreja. Recusa o rótulo. “Da primeira vez que a Associação Ateísta se meteu comigo, escrevi-lhes uma carta. Acho que ficaram surpreendidos. Sou frontal mas com uma abertura enorme. Gosto do diálogo, fruto de ter crescido com nove irmãos. E admiro todas as pessoas que são verdadeiras na sua busca.”

A Associação Ateísta Portuguesa (AAP) lamenta nunca ter recebido a referida carta, não considera que se tenha “metido” alguma vez com o Sr. Bispo Carlos Azevedo e, infelizmente, todas as tentativas de responder às suas alegações, ou de corrigir afirmações falsas, esbarraram num silêncio e desinteresse muito diferentes do diálogo do qual o Sr. Bispo diz gostar.

Esperando que o Sr. Bispo tenha realmente a abertura e admiração pela verdade que indica ter, a AAP aguarda os seus esclarecimentos ou as correcções que reconhecer necessárias. E, igualmente apreciadora do diálogo e da frontalidade, a AAP agradece desde já ao Sr. Bispo a sua amável carta, ainda por receber.

Apresentamos-lhe os nossos cumprimentos.

AAP – Associação Ateísta Portuguesa, Odivelas, 02 de Agosto de 2010.

47 thoughts on “AAP – Carta ao bispo Carlos Azevedo”

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  • jovem1983

    Carlos Moreira de Azevedo escreveu sobre a população que esteve a vibrar e a preparar-se para a visita do Santo Padre, mas só não disse em que condições isso se desenvolveu na prática, onde houve pessoas que viram o “amor de e pela Igreja” roçar os piores aspectos do contrato de “Isenção de Horário”, e isto sem ter esse tipo de vínculo contratual…

  • antoniofernando

    Andamos todos muito tensos nos diálogos.Divergir parece um crime…

  • Carpinteiro

    Concordo.

    A explicação que me foi dada é muito plausível, e está bastante perto da Maldição de Tuthankhamon e a de Shakespeare, que toda a gente sabe serem verdadeiras.

    – Da divergência nasce o diálogo.

  • Carlos Esperança

    No caso do bispo posso garantir que mentiu. Nunca enviou qualquer carta à AAP, como facilmente se percebe.

    Também não vai responder a esta que consta do nosso site e lhe foi enviada por e-mail.

  • Carpinteiro

    Nem que seja com o Zé e o Anónimo, a fingirem orgasmos espirituais. e a criarem estrias e olhos azuis, de boga, esbugalhados, defronte de uma posta de salmão fumado selvagem, e uma taça de Moët…

  • antoniofernando

    Deus não é para aqui chamado. Cada um de nós responde pelos seus próprios actos…

  • JoaoC

    Claro. Melhor faz em ignorar as opiniões de meia-dúzia de insignificantes, que gostam de ser alcoviteiros de trazer por casa e meterem-se no que não devem, que não contribuem minimamente para que se lhes sejam dados ouvidos. E mesmo que contribuíssem, o ateísmo é tão anti-natural que, em 3 tempos, deixavam de existir. E, felizmente, ninguém dava pela falta 😉

    Sejam inteligentes e originais. Eu sei que são extremamente limitados e que vos falta capacidades (e não são poucas) normais e humanas para tentarem ser um pouquinho mais ouvidos e respeitados, dentro do que é possível para a vossa raça. Mas também não custa tentar.

  • Pedro

    Mentir como o Bispo fez parece um crime queres tu dizer….
    No entanto,quem persegue as pessoas que divergem sobre a doutrina católica são os falsos cristãos e os cristãos fundamentalistas.

  • Laico

    Alcoviteiros é são os da tua laia. Meia duzia de insignificantes é o número onde estás enquadrado. Nunca inventaste nada pq não tens miolos para raciocinar. Se gostas de inteligentes e originais, junta-te aos que tu dizes detestar e que te deram a possibilidade de teres tudo o que te rodeia. Computador, Internet, vacinas, remédios que não tomas para o cérebro e te fazem tanta falta, e mais quase tudo o que há de bom no mundo.
    Se fossem todos inteligentes como tu, ainda vivíamos na Idade Média com as moléstias que varriam o planeta enviadas pelo teu DEUS que tudo faz para lixar a humanidade.

    A nossa limitação vê mais a Kms de distância que tu a um palmo dos olhos.
    O Bispo fala muito bem e pode mentir à vontade pq é cobarde e não fala lado a lado com os ateus que são mais inteligentes e honestos. Ele é desonesto e mentiroso.

  • Pedro

    JoaoC (ésar das neves) sê um homem de verdade e escreve o teu nome completo.

    “…Melhor faz em ignorar as opiniões de meia-dúzia de insignificantes…”
    Estás a falar dos insignificantes que humilharam a escumalha da tua laia no referendo sobre o aborto?

    Pessoas como tu não passam de covardes que nem sequer conseguem enfrentar a morte, precisam de um deusinho baseado no nada para se sentirem melhor e perseguirem os outros que não engolem as vossas fábulas ridículas e mentirosas.
    cada vez mais a influência da igreja falsa e corrupta se desvanece em sociedades avançadas e é por isso que vocês andam aos saltos como pulgas.
    No dia em que a religião for desinstitucionalizada não vai passar de uma má memória da humanidade.

  • Zeca-Portuga

    Este antro continua!
    Ateístas e paneleirada junta formam um mistura pestilenta.

    Mas será que o “self-made” bispo ateísta, sr. Esperança, estava à espera que o um Bispo sério lhe respondesse?
    Estarmos a falar de um bispo a responder aos insultos de um ridículo e insignificante ateísta – um elefante a falar com um das mais minúsculas formigas!

    Aliás, o sr. Esperança continua ser desonesto, nojento na prosa que debita, espumando ódio a cada palavras – ou talvez não seja só ódio, mas antes demência (um problema neurológico comum a todos os ateístas!) -, tendo como hobby o insulto e como profissão a estupidez. Neste caso, como sempre, entra no campo dúbio da ilegalidade, ao injuriar e difamar o bispo e a Igreja Católica, um senhora que ele não conhece, os crentes em geral e até um conjunto de países do mundo.
    É claro que se deve dar um desconto a um doente mental (a todos os que p+padecem deste mal), mas não deixa se ser caricato vê-lo aqui a publicitar os seus delírios senis.
    É claro que há alguns jornais que podem dar um bocadinho de tempo pra as suas palhaçadas –até eu aqui venho par rir com a luta titânica de um impotente e e minúsculo insecto a tentar rodar a Terra.
    O que se torna caricato é que ele pensa que quem lhe dá um espaço para se rir dele, está a aceitar as suas palermices!

    “A AAP compreende o embaraço com o milagre obrado no olho esquerdo de D. Guilhermina (…) como se tivesse sido a Associação Ateísta a inventar o milagre, e não a Igreja católica, e como se o milagre não fosse condição sine qua non para a canonização.”

    Ora, se quiser ser tido como um homem, desafio-o a colocar aqui uma PROVA IRREFUTÁVEL E SÉRIA de que se trata de um invenção da igreja, de uma mentira de uma senhora e de uma aldrabice de todas os milhões de crentes..
    Se o não fizer, está justificado que se trata de um a atitude criminosa de injúria e difamação.
    Nesse caso não aceito que, seja que ateísta for, venha sequer contrariar o facto do sr. Esperança ser o um verme indecente, um monte de estrume humano em decomposição, cuja prática é o crime de difamação e injuria, quer seja por doença mental, quer seja pra tentar dar nas vistas, já que nada de útil obrou até hoje.
    O mesmo se aplica à Tasca Ateísta dos suburbanos e Lisboa e dependências “ateuólicas” anexas, já que todos actuam em conluio. Essa tal ralé forma um gangue criminosamente unido sob o rótulo do ateismo (mais delinquentes e menos ateístas, claro!).

  • Zeca-portuga

    Eu sei que o João Cesar da Neves também vai á retrete, mas são usaria os ateistas como papel higiénico. Usa coisas mais limpas e higiénicas.
    Quanto a visitar aqui o “chiqueiro ateista”, não sonhes tão alto – ele não dá crédio a tão soez e malcheiroso esgoto!

  • jovem1983

    Caríssimo Zeca-Portuga:

    A exposição da sua opinião é lamentável. Atribuí a necessidade de apresentação de factos a quem não faz a alegação da sua veracidade, mas questiona, como todo o direito e propriedade, a legitimação parcial e frágil que prevalecem e justificam os mesmos. A sua posição levada ao extremo coloca o ónus da prova da não existência de um determinado deus nas mãos de quem o questiona, invés de exigir provas consistentes e imparciais de determinado acto supostamente milagreiro, quando ao longo da história os milagres atribuídos à cura de santos são totalmente questionáveis à luz do conhecimento biológico e medicinal actual, afastando totalmente a visão demoníaca que perdurou durante séculos vinculadas à crença e veiculadas pelas religiões.

    O ónus da prova coloca-se sempre em quem lança determinada hipótese, que fica obrigado a provar a validade da sua alegação, sobre pena, caso não consiga provar, permanecer no campo da convicção enquanto alegação, nunca como prova. Os crentes neste aspecto têm um problema em mãos que não há resolução aparente no quadro do conhecimento humano, logo encerra-se plenamente o assunto no campo da especulação: as divindades, a dimensão sobre-humana, uma transmatéria que seja que não encontre claras explicações no campo em que os fenómenos acontecem: a realidade!

    Até prova concreta daquilo que alegam ser um deus, e que outros tantos fazem a mesma coisa mas de outra maneira, o caso da existência de deus como os homens tem colocado durante séculos é totalmente questionável, e dado o impacto dessa discussão quando passa a assimilação concreta com nível de impacto nas vidas dos demais, crentes ou não crentes, todos têm a oportunidade bem como o direito de participar nessa discussão, como em muitas outras, porque o rótulo ateu ou crente não limita a participação real de todos esses indivíduos noutras esferas de discussão/acção concretas. O problema está claramente no fundamento sobre as convicções individuais e grupais, e quando o problema se coloca na dúvida ou na convicção, as provas sobre as hipóteses particulares (e generalizáveis sobre as mesmas condições) têm tido o impacto mais positivo e benéfico que a sociedade conheceu até à data.

    Já que noutro comentário neste post faz referências a “chiqueiros”, dou-lhe o seguinte exemplo em relação ao que sabemos hoje e aquilo que acontecia no tempo em que os os textos dos evangelhos reportam, só para medir o conhecimento, a qualidade de vida e as justificações que advinham para as causas.
    No tempo do dito jesus, mais precisamente em Jerusalém, cidade evoluída em relação aos padrões de vida naquela zona e naquela época, as latrinas (“casas de banho”) existentes eram públicas – utilizadas por ambos os sexos – e as condições de higiene lamentáveis. Os utilizadores limpavam o rabo numa escova comunitária (composta por um pau e tecido), e quando acabavam de utilizar colocavam-na sobre um curso de água que percorria o espaço para o próximo que viesse. Esta era a acção higiénica da época, escusado será dizer que aquilo era o reino das bactérias, onde as doenças propagavam-se facilmente (à excepção da lepra, porque os seus sinais eram evidentes…), e a esperança média de vida não chegava aos 50 anos de idade.
    Agora olhe para o seu redor, veja o que a ciência lhe trouxe neste campo, veja o que o conhecimento e a compreensão da realidade favoreceu a sua vida. Passados séculos, hoje em dia a esperança de média aumentou exponencialmente nas sociedades desenvolvidas, onde quando há uma doença que matava antigamente hoje há cura, e as que ainda não existem estão a ser investigadas por pessoas que prezam a prova, a experiência e os resultados concretos, aqui é realmente o que faz toda a diferença na forma como a nossa vida hoje se justifica em muitos aspectos.

    O que escrevo não é a divinização do conhecimento (engane-se quem pense assim sobre a forma como a ciência é valorizada…), mas sim o seu elogio, o elogio do que nos trouxe de positivo e o potencial que nela reside. Se hoje temos o que temos quotidianamente, e que não nos coibimos tantas vezes de utilizar, não foi um deus que nos trouxe, mas sim o conhecimento acumulado pelo e a vontade de aprender mais, porque supostamente o suposto deus quando supostamente esteve cá não deixou sequer as bases da medicina moderna…

  • jovem1983

    PS> Tenha atenção que pela sua alegação de falta de resposta propositada, que expôs no seu comentário, quem passa claramente por mentiroso é Carlos Moreira de Azevedo…

  • JoaoC

    E desde quando todo esse discurso que escreveu invalida o que o Zeca disse?

    O ateísmo é bem mais danoso para a sociedade que a peste, a falta de higiene de há 2.000 anos ou 4 tsunamis no Atlântico.

    Daí eu não estar minimamente preocupado com a nao-invenção de bases da medicina moderna por parte de Nosso Senhor quando cá esteve. Isso são coisas mundanas, meramente materiais. São para ser desobertas pelo Homem.

    Ele veio deixar-nos coisa muito mais importantes, como a Fé e as maneiras de vos combatermos, pois são pragas muito mais desastrosas para a Humanidade.

    Felizmente, não por muito tempo…

  • JoaoC

    E desde quando todo esse discurso que escreveu invalida o que o Zeca disse?

    O ateísmo é bem mais danoso para a sociedade que a peste, a falta de higiene de há 2.000 anos ou 4 tsunamis no Atlântico.

    Daí eu não estar minimamente preocupado com a nao-invenção de bases da medicina moderna por parte de Nosso Senhor quando cá esteve. Isso são coisas mundanas, meramente materiais. São para ser desobertas pelo Homem.

    Ele veio deixar-nos coisa muito mais importantes, como a Fé e as maneiras de vos combatermos, pois são pragas muito mais desastrosas para a Humanidade.

    Felizmente, não por muito tempo…

  • jovem1983

    Caríssimo JoaoC:

    Isso é a sua opinião.

    Pergunto-lhe quais as bases que apresenta para justificar a relação de divindade de um suposto homem para além do que foi redigido no livro que considera sagrado?

    Sabe que as primeiras referências em relatos documentais ocorreram mais de um século após esse período descrito nos ditos evangelhos? E que atendendo à presença de “historiadores” durante o referido período, e na região a que se reporta, nenhum se dignou a escrever sobre os ditos feitos, enquanto não se coibiram de redigir tantos outros assuntos que foram considerados importantes para serem mencionados e que de longe se comparam com os ditos acontecimentos magníficos dos textos também compilados posteriormente na bíblia…

    Note que com isto não estou a dizer que não existiu um pregador chamado Jesus e que tenha vindo de uma terra distante para Jerusalém pregar as suas ideias, como havia outros na altura a fazer precisamente o mesmo, e que tenha sido crucificado e que os seus seguidores não tenham prosseguido a sua orientação, contudo, para o apuramento dos factos e a veracidade das alegações extraordinárias temos, necessariamente, se começar pelo ponto de partida (até à existência de prova credível em contrário, que passados c. 2000 anos nunca chegou…), terá sido apenas um homem que moveu multidões através da apresentação de determinadas convicções.

    Repare que esta constatação é importante, hoje em dia encontramos precisamente homens com tal poder de persuasão, veja por exemplo os políticos que em muitos casos não têm qualquer prova para as suas afirmações, e na sua comunicação constroem determinado caso manipulando e truncando factos a favor de determinada ideia que pretende (re)passar, determinantes para a influência que pretende exercer.
    Isto não quer dizer que todos os políticos sejam mentirosos, repare, existe uma noção que a psiquiatria aplica em determinados casos, que passa pela constatação que determinado indivíduo pode estar a mentir descaradamente sobre uma coisa ou situação, mas para esse indivíduo a sua percepção é verdade, a sua verdade, pois acredita convictamente que tal coisa é ou sucedeu dessa forma quando existe provas em contrário.

    Se a comparação com um político pode ter sido chocante, substitua no que escrevi pela figura de um padre que o resultado é similar.

  • jovem1983

    Caríssimo JoaoC:

    Peço desculpa mas faltou responder à sua pergunta: o discurso de Zeca-Portuga reflecte a sua opinião, não estou claramente a retirar o valor da mesma, procurei chamar apenas a atenção para onde ela deve ser direccionada, para os sujeitos que fazem determinada alegação.
    Ora observe, se eu alegar que fui beneficiário de um suposto milagre (que me curou de uma doença que os médicos não descobriram a causa, não compreendiam os efeitos, e para a qual não tinham desenvolvido uma cura) e com essa percepção me converte-se ao budismo (só para variar…), porque considerei Buda o agente responsável pelo dito milagre, ao olhos dos restantes teria de fazer prova do que aconteceu, isto é, teria de recorrer aos devidos profissionais qualificados, desejavelmente imparciais, para não encontrar uma resposta no espectro do conhecimento acumulado pela humanidade para o sucedido, para que o mesmo possa ser considerado “devidamente” e “comprovadamente” milagre, Milagre!
    Mas há um problema (pois há sempre um problema…), dois dias depois da aclamação de milagre alguém pode descobrir o que tinha, como sendo biológico e o que aconteceu comigo – para eu beneficiar de uma determinada situação em resultado de uma determinada acção – tem explicação natural e concreta, então a questão que nos remete sempre será a seguinte: existem milagres conforme a concepção religiosa? Mas isto levanta outra questão, existem divindades que operem na realidade e determinem aspectos da vida dos homens? Existe uma divindade?

    Infelizmente não há tempo para comprovar essas alegação e passamos para o outro extremo do espectro da discussão: Existe, e é uma verdade indiscutível! Determina o “destino” da humanidade, e se não for um “destino” bom é uma provação momentânea, caso contrário é amor! E o que me aconteceu, como acontece aos outros, e ainda não há explicação, foi, é e sempre será, indiscutivelmente, milagre!

    Não sei se compreende onde não está a racionalidade…

  • JoaoC

    No materialismo dogmático.

  • jovem1983

    Pois caríssimo JoaoC:

    Reveja a história da Varíola para vislumbrar perfeitamente a pertinência das alegações que tenho feito.

  • JoaoC

    A História da Varíola já eu a sei há 4 anos, tive de a saber na faculdade de trás para a frente. Mais uma vez: Puro materialismo, mesmo no caso da Varíola ou de qualquer doença que seja. Percebo, estamos em patamares diferentes de discussão. Você está no mais primário, no puro materialismo.

  • Carlos Esperança

    Eis um caso que justificava a retroactividade do aborto.

    Feito à imagem e semelhança do deus dele.

  • JoaoC

    Finalmente começa a assumir a criatura desumana que realmente é!

  • JoaoC

    O Desesperado claro. O único aqui que, coitado, ladra numa tentativa desenfreada que o levem a sério.

    Um frustrado, um ex-libris da desumanidade.

  • jovem1983

    Caríssimo JoaoC:

    Se conhece tão bem a história da Varíola, das suas considerações, mitos e usos, é admirável como não consiga cruzar esse conhecimento com a metafisica que enforma o seu pensamento, e rever a fragilidade dos argumentos que colocam a acção de determinada deus sobre a acção do homem, bem como o espaço que fica entre a transformação incitada através do conhecimento concreto em oposição ao imobilismo do pensamento religioso, que por si só, só ele basta, só ele justifica. Grandes desconhecimentos que mantiveram erros que alimentaram a ignorância que a crescente procura do homem em superar a ausência de conhecimento concreto para transformar a realidade foi, em boa-hora, paulatinamente superando.

    Na ausência de um enquadramento mental que problematize e relacione as diversas dimensões e problemáticas, o mais primário justifica (isto é, a convicção e a alegação sem fundamento), apesar da História e a complexidade da realidade nos demonstrar algo claramente divergente…

    Se considera o pensamento que enquadra o puro materialismo o grau mais primário, recomendo-lhe então que abnegue de tudo o que atendendo a essa via foi alcançado, por exemplo desligue o computador, não use o telemóvel, não vista qualquer peça de roupa, não se vacine, não tome medicamentos, não utilize qualquer tipo de transporte, não compre comida do supermercado, etc. etc.

  • JoaoC

    Resposta demasiado básica e previsível, o que demonstra mais uma vez o materialismo a que está agarrado.

    Desde quando é Deus tem a alguma coisa a ver com a varíola ou a Igreja com o tratamento das doenças.

    Deus quer saber da alma, que é um nível mais elevado de debate, que acredito que não o consiga atingir.

    Nesse contexto, todo o qualquer argumento puramente natural/material/humano é irrelevante. Daí o ateísmo ser muitíssimo mais grave e prejudicial para a humanidade do que 4 tsunamis juntos, uma Guerra Mundial, a destruição de um país, etc…

    Estes destroem a matéria, que, de uma maneira ou de outra é efémera. Nem é nossa, assim como ninguém e dono da própria vida. Somos apenas administradores, pq um dia nos será tirada. O ateísmo, além de defender crimes e horrores que destroem a matéria (a vida física, com os regismes comunistas ateus e pior ainda, o aborto nos dias de hoje, que mais n é que um resquício comunista que tem de ser combatido e eliminado) e pior que tudo, destroem a alma e a vida espiritual, tendo também de ser combatidos.

    Como devo calcular e como disse antes, são níveis diferentes em que falamos, por isso não admira que não perceba. Eu já passei esse nível elementar há “bué” tempo.

  • jovem1983

    Caríssimo JoaoC:

    Respondo-lhe recorrendo aos seus argumentos.

    Desde quando a Igreja, que se preocupa com os mais altos valores da vida, como a alma e com a morte e o reino que há-de-vir, como é que a Igreja se preocupa com o concreto, com o natural/material/humano sendo este irrelevante?

    Pois, eu sei, a resposta é delicada e faltam-lhe argumentos para resolver esta questão. Pode retorquir e escrever: “aquilo que fazemos em vida dita como vamos “viver” a nossa morte”, mas mesmo assim não resolve as incongruências valorativas e sectárias que a sua declaração envolve, onde de um lado tem os crentes no que você acredita, e do outro todos os restantes (que tal esta visão para revermos o simplismo da sua posição, escrevo isto atendendo ao deslocamento intelectual elevado que se posicionou no comentário anterior), mas, por outro lado, tudo o que é natural/material/humano é irrelevante visto que a alma – que todos supostamente têm, e que o suposto jesus cristo morreu para a limpeza perpetua das almas da humanidade.

    Na sua opinião do ateísmo só posso reforçar o possessivo, é a sua opinião. Não há nenhuma lei que determina que um crente é mais integro do que um descrente, se acredita nisso é ignorância da sua parte, fruto de uma possível e problemática alienação da realidade. Veja assim, aqui o natural/material/humano poderia fazer diferença para temperar a sua visão desenquadrada da realidade. Quer um exemplo muito simples, sou um descrente, defendo a Lei, o direito à Educação, à Saúde, à Liberdade, à Responsabilidade, à Liberdade de Expressão, a Igualdade, à Unidade na Diferença (tolerância na melhor acepção que pudemos empregar ao termo), a Democracia, a Justiça, a busca pela Felicidade, a Liberdade de Crença religiosa e Descrença religiosa, o direito à Autodeterminação Individual e Colectiva, etc., e (espere, preste atenção) não sou comunista! E como eu há muitos mais, mas o preconceito de alguns não permite olhar, como se costuma dizer, “para além do umbigo”. Pessoalmente prefiro o termo autocentrado, algo que reveste parcialmente a atitude do seu último parágrafo, juntamente com a dimensão precária na mera convicção de base tradicional, idealmente incontestável através do “poder” mágico do sentimento de pertença.

    A partir do momento que compreenda que não vive só no mundo, e que o mundo não é um “parque para brincadeiras” só para uns em detrimento de outros – o valor do outro, recomendo-lhe que não leve “bué” tempo a aprender esse valor – aí terá certamente, e concretamente, uma revelação…

  • Zeca-portuga

    Jovem:
    Vejo que participa activamente do clube da javardice e da estupidez, louvando os mestre “fuções” do chiqueiros nauseabundo que dá pelo nome de Tasca Ateísta de suburbanos de Lisboa.

    O problema desse gang de canalhas, não está em serem descrentes (duvido muito que sejam), mas na forma insultuosa, injuriosa e caluniadora, usando de maldade, mentira e vaporizado ódio, com que passam a vida a agredir violenta e gratuitamente todos os crentes.
    Eu sou anti-futebol, mas não passo a vida a denegrir, injuriar, insultar e agredir quem se dedica ao futebol.
    Quem age como os ateístas demonstra demência e inadaptação social. Logo, devem ser combatidos.

    ”Atribuí a necessidade de apresentação de factos a quem não faz a alegação da sua veracidade, mas questiona, com todo o direito e propriedade, a legitimação parcial e frágil que prevalece e justifica os mesmos.” – má-fe da sua parte e falta do mais básicos sentido de responsabilidade no que afirma.

    Não cabe a um inexperiente ignorante, como Sr. Esperança, um reles professor primário do tempo em que tudo era professor, tecer afirmações categóricas que visam certificar a falsidade dos factos.
    O milagre em causa foi analisado por especialistas no assunto e não por aldrabões como os que pastam neste blog.
    Há opiniões técnicas, o aval de quem sabe do assunto (e dos factos), conta afirmações peremptórias e imperativas de um ignorante no assunto, mas que não se coíbe de dizer: esse milagre é falso.
    Portanto, vendo um simplório e senil professor primário (simples fazedor e redacções neste blog) afirmar com propriedade se que se trata de uma fraude, independentemente de tal afirmação ser assunto que pode merecer a atenção da justiça, permite-me perguntar: com que conhecimentos, de facto e técnicos, este senhor faz estas afirmações.
    Tratam-se se afirmações categóricas e não de meras suspeitas.
    Ora, num caso deste, cabe-lhe a ele (o sr. Esperança), fazer prova de factos que contradigam ou desmintam os pareceres de técnicos que acompanharam e se pronunciaram sobre o assunto.

    Se tem a lata de afirma que um assunto que mereceu pareceres técnicos, mais o relato gracioso de várias pessoas, é uma fraude, apresente provas daquilo que diz.
    Ou então não passa de um canalha indecente, com um comportamento de delinquente imbecil a insultar, gratuitamente, pessoas cujas dignidade está anos-luz acima da dele, e todos os vermes ateístas que actuam de conluio com ele (quer dentro quer fora do gang da Tasca).

    Não desvie a conversa para algo que aqui é colateral: a prova da existência de Deus.

    A prova de Deus está na construção de toda a maravilha da Criação.
    Não pode o Homem medir, aferir ou provar a existência de Deus , pois o Homem é um simples “binchinho” da natureza que pouco mais de nada sabe.
    Hoje o homem não sabe nada. A ciência é um minúsculo grão de areia no universo. A ciência não consegue medir forças com um simples vírus da Sida, quando mais provar a existência de Deus.

    Uma cosia é certa: se pretende provar que não existe tem que apresentar provas. E, aquelas que vemos os ateístas apresentar, além das anedóticas, resultam sempre ao contrário ou são completamente infantis e imbecis, como as do L. Kriphall, ao afirmar: “ ciência já percebeu como isto funciona, logo Deus não existe”.
    A Infantilidade e falta de inteligência daquele rapaz, choca mais do que as suas afirmações.

    “quando ao longo da história os milagres atribuídos à cura de santos são totalmente questionáveis à luz do conhecimento biológico e medicinal actual …” – afirmação errada e feita de má-fé.

    Pelo contrário! Há inúmeras provas de verdadeiros milagres. A sobrevivência e cura de pessoas num ambiente completamente hostil, onde a ciência medica /medicamentosa não existe, sem quaisquer intervenção humana (ou com intervenção nefasta) demonstra que só a vontade de Deus poderia ter salvado tantas pessoas.

    E, caro jovem, está a ser desonesto ao tentar dar a ideia de que não existem factos que permitam afirmar com razoável segurança que exista algo fora da realidade material em que fala. E falso, desonesto e demonstra ignorância da sua parte.
    Existem inúmeros trabalhos sérios, alguns ligados a gente insuspeita no mundo da investigação, versando este assunto.

    ”…o caso da existência de deus como os homens tem colocado durante séculos é totalmente questionável…
    Tudo é questionável. Até é questionável se a matemática é uma ciência exacta.
    Se pretende ir por ai, tenho que lhe dizer que está atraso uns milhares de anos. Aquilo que hoje os ateístas reivindicam, é assunto eu já foi questionado , tratado e sobejamente discutido durante milhares de anos, por pessoas com muitos (mesmo muitos) mais conhecimentos do que os ateistas de hoje, com muito maior capacidade intelectual e argumentativa.
    Recordo-lhe a celebre frase, com quase dois mil anos: “se Deus é omnipotente que faça um circunferência quadrada!”

    A “Criação” ou seja a gigantesca máquina da Natureza, é uma prova de existência de Deus. Seria impossível existir ao acaso. Mas, lá vem um a afirmação palerma dos ateístas da geração Kripahll: “nós percebemos como funciona um átomo, logo não foi Deus que o Criou, mas sim o acaso”.
    A ciência , fruto da inteligência humana é uma manifestação da dadiva bondosa de Deus ao género humano.
    Atenção aos relatos históricos que faz. As coisas não são assim lineares. E, sobretudo não veja uma cidade daquele tempo e daquele lugar como uma cidade actual.
    Mas, não vejo onde está a relação disso com Deus.

    O homem sábio está mais próximo de Deus.

  • Zeca-portuga

    “Sabe que as primeiras referências em relatos documentais ocorreram mais de um século após esse período descrito nos ditos evangelhos?”

    Não é verdade.
    As perseguições aos cristãsos que já eram abundantes em Roma, começaram muito poucos anos depois da Morte de Jesus.
    Toda a Roma sabia da veracidade e dos factos operados por Jesus.
    Toa a gente sabe porque razão tais relatos não chegaram até nós – excepto os ateistas.
    por exemplo, a grandiosidade das catacumbas romanas atesta a importancia do cristianismo.
    Que culpa têm os cristãos se os teistas são cegos ou não têm caapcidade intelectual para relacionar e interpretar factos?

  • Zeca-portuga

    Talvez assim fale poque V. Exa. é um aborto, do qual nem tudo se aproveitou, como o tem demonstrado (pelo menos aqui nenste blog).

    O carácter é um atribuito humano que também lhe fugiu no acto abortivo.

  • jovem1983

    Caríssimo Zeca-Portuga:

    Queira por favor substanciar a sua alegação inédita que as perseguições aos cristãos já eram abundantes em Roma e que começaram muito poucos anos depois da suposta morte de Jesus?

    Confirmo-lhe que isso configura um contributo decisivo para a descoberta do momento mais recuado em que o cristianismo passou a ser assumido e substanciado na sua forma primitiva, pois anteriormente a esta sua alegação, isto é, conforme o “estado da arte” até hoje, não existia uma data precisa para a redacção dos evangelhos tidos posteriormente como canónicos (só balizas cronológicas que se calculavam, e que a própria ICAR assume que distam décadas dos acontecimentos a que se reportam), e nem os seus autores estão identificados (isto não é o mesmo que atribuídos, porque esses sabemos a quem foram atribuídos…)

    Um apontamento, não conteste a veracidade do que escrevi de forma leviana e sem apresentar provas do que diz, porque a “história” como era entendida na época passava pela redacção de momentos, acontecimentos e indivíduos tidos como memoráveis, e durante a época a que se reportam os acontecimentos nenhum “historiador” redigiu nenhuma linha sobre os “magníficos acontecimentos” a que os evangelhos se reportam (e sabemos que haviam “historiadores” dessa época na região), só posteriormente, com a assimilação dos evangelhos e o desenvolvimento da corrente cristã, é que encontramos progressivas menções a uma figura chamada jesus, que paulatinamente se vai transmutando de texto em texto para o Jesus que os evangelhos e a igreja vieram a defender.

    Compreenderá o que tudo isto aponta, o fenómeno que podemos identificar no processo de afirmação do Cristianismo e o problema da construção da figura de Jesus Cristo, figura central que polariza a nova seita (palavra que tem toda a propriedade quando aplicada a essa corrente nos primeiros séculos que nos reportamos). e o seu progressivo desenvolvimento, prefiguram características próprias de legitimação de poder, em que o crescente poder religioso se alia com o poder político (basta lembrar-se das consequências da famosa conversão de Constantino no Século IV da Era Comum – como deve saber há uma alternativa -, que não passaram de um “consórcio” entre dois agentes que simbolizavam dois poderes distintos, sendo que um legitimaria o outro, dinâmica que assim se manteria ao longo dos séculos (e ainda se mantém).

  • pedro

    -|- -|-
    M MA
    St. Filomena

    1 – «Afirmar que Nuno Álvares Pereira foi canonizado graças a um milagre, que ridicularizam, é desonesto» – disse o Sr. Bispo num artigo, visando claramente um comunicado da AAP.

    Lá por dizeres não crente não te podes afirmar a não crenças dai não ser ridiculo.

  • jovem1983

    Caríssimo Zeca Portuga:

    Não considero que tenha que dar algum tipo de justificação para a minha participação, mas pelo reconhecimento que me merece este espaço, participo no mesmo porque aqui não há filtros, há pluralidade, há liberdade de expressão, não há censura, levanta questões que não devem ser inquestionadas porque são tidas normalmente por inquestionáveis, enfim, poucos espaços de debate e discussão deste tipo estão presentes na Internet que reúnam cumulativamente as características que atrás mencionei.
    Claro que temos de ter presente que, como qualquer espaço há sempre uma selecção dos textos e notícias a apresentar (como é evidente não encontrará um espaço na Internet onde se publique tudo, mas também as pessoas que aqui decidem passar compreendem perfeitamente isso), e sabem que o Diário Ateísta é um espaço entre outros espaços na Internet, e que não se assumiu com qualquer veleidade como O Espaço, e quem aqui passa passa voluntariamente. Eu e você somos apenas dois exemplos disso mesmo, e também de dois espectros divergentes em relação a muitas destas questões que colocam de um lado a crença e do outro a descrença e que muitas vezes surgem neste espaço, pois é essa a selecção de matérias que é assumida.

    Em relação ao milagre em causa, tive oportunidade de ler os posts e recortes de notícias que Carlos Esperança publicou neste espaço, ele apresentou com legitimidade e levantou a suspeita da validação enviesada do milagre com propriedade. Claro está que é uma leitura, como você também fez a sua, as pessoas que validaram o dito milagre também fizeram a sua, contudo há elementos que demonstram parcialidade na perícia, testemunhos contraditórios que foram levantados e não foram devidamente considerados, e outras questões. Não coloque nas perícias, nos funcionamento institucional e “quem [supostamente] sabe do assunto” ]em pedestais ideais, pois no concreto as coisas não correm muitas vezes como se pensa (basta estar atento às notícias e ver os problemas que muitas questões profissionais, que muitas vezes roçam outras dimensões – muitas vezes a incompetência, a parcialidade, a desadequação dos meios para determinado fim, etc. – levantam).

    Carlos Esperança poderá se for essa a sua vontade dirigir-lhe um comentário, mas eu não me abstenho de fazer uma crítica ao seu juízo, pois não deve deixar de ter em conta que a vida, competência e aptidão das pessoas não se resumem única e simplesmente a uma carreira profissional. Qualquer indivíduo pode e tem a capacidade de desenvolver outros conhecimentos, e a validade das questões que levanta devem ser analisadas pelo conteúdo, não pela forma ou pelo preconceito monolítico dos indivíduos. Claro está, na presença de alguém com experiência no campo, o desafio será a resposta nivelada com a questão apresentada. Reparará certamente que muitos comentários que são redigidos neste espaço são de pessoas que têm um determinado percurso profissional, mas que não se coíbem de discutir as mais variadíssimas matérias. O que distingue então o nível dos comentadores se não sabe qual é a respectiva profissão senão o fundamento dos conteúdos apresentados no comentário, a exposição do raciocínio e a sua crítica. No caso de Carlos Esperança creio que você age e tece essas considerações por preconceito, sabendo um pouco mais dele devido à sua exposição e utilizando isso contra o mesmo.

    Agora sobre o que escrevi. A prova de existência de um ou mais deuses conforme as concepções criadas ao longo dos tempos pela humanidade é questão fulcral no espectro do debate. De um lado temos esta, e no decurso temos a questão dos milagres, que atribuem linha directa à existência do primeiro.
    Escreve que “a prova da criação de Deus está na maravilha da Criação”, e que o homem não tem como desmentir porque não tem capacidade de medir, aferir ou provar a existência de um deus. Com o que escreve podemos claramente chegar a uma conclusão, se assim é como é que o homem teve capacidade de afirmar a existência de um deus? O contra-argumento é simples: deus terá feito prova da sua existência. Mas como você ou alguém pode considerar que isso tem alguma validade. Sabe o que é certamente a técnica de introspecção, e conhecerá os seus limites. Há tempos troquei comentários com outro comentador frequente neste espaço, o antoniofernando, sobre as experiências de quase morte, e os relatos das pessoas que passaram por essa “experiência” é concernente com a crença respectiva. Se vêem um túnel brilhante e pessoas ao fundo é o paraíso dos católicos, ou o paraíso dos islâmicos, etc. etc.
    A ciência veio colmatar este estado de sítio, em que a validade da alegação individual era obtida pelo testemunho dos demais, e enquadrado na esfera institucional, que a validava ou invalidava consoante o seu “melhor interesse”, simplesmente era enviesado. Com a ciência a hipótese lançada, testada, confirmada ou infirmada, as conclusões obtidas para a experiência em determinados condicionantes são posteriormente avaliadas pelos pares, que frequentemente reproduzem as experiências, confirmando os achados, aceitando as provas que constituirão fundamento para futuros desenvolvimentos. Tanto mais que a ciência trouxe a cura e protecção para doenças que mataram milhares de milhões de pessoas ao longo dos séculos, doenças que hoje estão dadas como erradicadas, e em relação ao vírus da SIDA desenvolveu medicamentos que melhoram e prolongam a vida dos pacientes. A ciência é o principal instrumento que muda as nossas vidas, sem os seus desenvolvimentos não estaria sentado na sua secretaria a utilizar o seu computador e a comunicar em rede comigo e com outros. Estes são meros exemplos generalizados, de entre milhares de milhões, das transformações que a ciência ao longo do tempo possibilitou e continuará a possibilitar no futuro e a resposta reside no método científico. Não divinizo a ciência, também ela não surgiu para tomar esse lugar, mas transformo a sua comparação a ciência não é um grão de areia, nem muito menos uma pepita, é um filão!

    Uma cosia é certa: se pretende provar que não existe tem que apresentar provas“, escreveu, contudo há aí um grande problema, o ónus da prova não pode ser colocado na negação, essa ideia é das mais absurdas que se lança, não se pode justificar o que não existe, o que tem de se justificar é o que existe. E quem terá maior responsabilidade nesse campo senão o sujeito ou os sujeitos que fazem essas alegações. Consegue provar que um deus conforme a concepção que dele faz existe? A existir, consegue provar que terá sido essa identidade que identificou o responsável pela existência do Universo? Essas são apenas duas perguntas que lhe deixo.

    A ausência do devido conhecimento sobre determinado fenómeno pode não ter sido alcançado num dado momento, mas como a ciência demonstrou, está em contínua inovação e em tantos casos onde a religião preenchia com orações fúteis e ignorância, a ciência trouxe a solução concreta para o problema. As afirmações que eu faço não foram de má fé como me acusou, e não estão erradas porque estou apenas a debitar o que encontra em várias publicações da História da Medicina, etc. etc.

    Se há provas de milagres, porque levantam tantas questões os métodos e fundamentos que supostamente os justificam? Saberá certamente que no edifício de qualquer investigação estão sempre as fundações, e o problema das investigações de milagres é que na base as fundações são areias movediças, e o peso de um pilar que nunca conseguiram justificar enterra a casa pela fundação, invalidando os restantes pilares que já provaram a sua estabilidade.

    Peço-lhe por favor, mesmo temendo que a sua existência faça mudar completamente o meu modo de pensar e viver, uma prova da existência de um sobrenatural.

    A minha concepção de homem sábio é que este não toma alegações como verdadeiras baseadas em convicção e, caso não exista de momento uma resposta, não tenha problemas em permanecer e aceitar a dúvida, bem como tem o discernimento, paciência e aceitação para compreender que a resposta pode não surgir no tempo da sua vida. Mas enquanto vive procura e valoriza o conhecimento acumulado pelo homem, e não toma uma atitude condescendente perante os demais, pois compreende a complexidade e dinâmicas culturais e civilizacionais, e por isso conclui que mais vale a pena viver a vida pela vida, do que viver a vida a pensar na morte.

  • jovem1983

    Caríssimo Zeca Portuga:

    Não considero que tenha que dar algum tipo de justificação para a minha participação, mas pelo reconhecimento que me merece este espaço, participo no mesmo porque aqui não há filtros, há pluralidade, há liberdade de expressão, não há censura, levanta questões que não devem ser inquestionadas porque são tidas normalmente por inquestionáveis, enfim, poucos espaços de debate e discussão deste tipo estão presentes na Internet que reúnam cumulativamente as características que atrás mencionei.
    Claro que temos de ter presente que, como qualquer espaço há sempre uma selecção dos textos e notícias a apresentar (como é evidente não encontrará um espaço na Internet onde se publique tudo, mas também as pessoas que aqui decidem passar compreendem perfeitamente isso), e sabem que o Diário Ateísta é um espaço entre outros espaços na Internet, e que não se assumiu com qualquer veleidade como O Espaço, e quem aqui passa passa voluntariamente. Eu e você somos apenas dois exemplos disso mesmo, e também de dois espectros divergentes em relação a muitas destas questões que colocam de um lado a crença e do outro a descrença e que muitas vezes surgem neste espaço, pois é essa a selecção de matérias que é assumida.

    Em relação ao milagre em causa, tive oportunidade de ler os posts e recortes de notícias que Carlos Esperança publicou neste espaço, ele apresentou com legitimidade e levantou a suspeita da validação enviesada do milagre com propriedade. Claro está que é uma leitura, como você também fez a sua, as pessoas que validaram o dito milagre também fizeram a sua, contudo há elementos que demonstram parcialidade na perícia, testemunhos contraditórios que foram levantados e não foram devidamente considerados, e outras questões. Não coloque nas perícias, nos funcionamento institucional e “quem [supostamente] sabe do assunto” ]em pedestais ideais, pois no concreto as coisas não correm muitas vezes como se pensa (basta estar atento às notícias e ver os problemas que muitas questões profissionais, que muitas vezes roçam outras dimensões – muitas vezes a incompetência, a parcialidade, a desadequação dos meios para determinado fim, etc. – levantam).

    Carlos Esperança poderá se for essa a sua vontade dirigir-lhe um comentário, mas eu não me abstenho de fazer uma crítica ao seu juízo, pois não deve deixar de ter em conta que a vida, competência e aptidão das pessoas não se resumem única e simplesmente a uma carreira profissional. Qualquer indivíduo pode e tem a capacidade de desenvolver outros conhecimentos, e a validade das questões que levanta devem ser analisadas pelo conteúdo, não pela forma ou pelo preconceito monolítico dos indivíduos. Claro está, na presença de alguém com experiência no campo, o desafio será a resposta nivelada com a questão apresentada. Reparará certamente que muitos comentários que são redigidos neste espaço são de pessoas que têm um determinado percurso profissional, mas que não se coíbem de discutir as mais variadíssimas matérias. O que distingue então o nível dos comentadores se não sabe qual é a respectiva profissão senão o fundamento dos conteúdos apresentados no comentário, a exposição do raciocínio e a sua crítica. No caso de Carlos Esperança creio que você age e tece essas considerações por preconceito, sabendo um pouco mais dele devido à sua exposição e utilizando isso contra o mesmo.

    Agora sobre o que escrevi. A prova de existência de um ou mais deuses conforme as concepções criadas ao longo dos tempos pela humanidade é questão fulcral no espectro do debate. De um lado temos esta, e no decurso temos a questão dos milagres, que atribuem linha directa à existência do primeiro.
    Escreve que “a prova da criação de Deus está na maravilha da Criação”, e que o homem não tem como desmentir porque não tem capacidade de medir, aferir ou provar a existência de um deus. Com o que escreve podemos claramente chegar a uma conclusão, se assim é como é que o homem teve capacidade de afirmar a existência de um deus? O contra-argumento é simples: deus terá feito prova da sua existência. Mas como você ou alguém pode considerar que isso tem alguma validade. Sabe o que é certamente a técnica de introspecção, e conhecerá os seus limites. Há tempos troquei comentários com outro comentador frequente neste espaço, o antoniofernando, sobre as experiências de quase morte, e os relatos das pessoas que passaram por essa “experiência” é concernente com a crença respectiva. Se vêem um túnel brilhante e pessoas ao fundo é o paraíso dos católicos, ou o paraíso dos islâmicos, etc. etc.
    A ciência veio colmatar este estado de sítio, em que a validade da alegação individual era obtida pelo testemunho dos demais, e enquadrado na esfera institucional, que a validava ou invalidava consoante o seu “melhor interesse”, simplesmente era enviesado. Com a ciência a hipótese lançada, testada, confirmada ou infirmada, as conclusões obtidas para a experiência em determinados condicionantes são posteriormente avaliadas pelos pares, que frequentemente reproduzem as experiências, confirmando os achados, aceitando as provas que constituirão fundamento para futuros desenvolvimentos. Tanto mais que a ciência trouxe a cura e protecção para doenças que mataram milhares de milhões de pessoas ao longo dos séculos, doenças que hoje estão dadas como erradicadas, e em relação ao vírus da SIDA desenvolveu medicamentos que melhoram e prolongam a vida dos pacientes. A ciência é o principal instrumento que muda as nossas vidas, sem os seus desenvolvimentos não estaria sentado na sua secretaria a utilizar o seu computador e a comunicar em rede comigo e com outros. Estes são meros exemplos generalizados, de entre milhares de milhões, das transformações que a ciência ao longo do tempo possibilitou e continuará a possibilitar no futuro e a resposta reside no método científico. Não divinizo a ciência, também ela não surgiu para tomar esse lugar, mas transformo a sua comparação a ciência não é um grão de areia, nem muito menos uma pepita, é um filão!

    Uma cosia é certa: se pretende provar que não existe tem que apresentar provas“, escreveu, contudo há aí um grande problema, o ónus da prova não pode ser colocado na negação, essa ideia é das mais absurdas que se lança, não se pode justificar o que não existe, o que tem de se justificar é o que existe. E quem terá maior responsabilidade nesse campo senão o sujeito ou os sujeitos que fazem essas alegações. Consegue provar que um deus conforme a concepção que dele faz existe? A existir, consegue provar que terá sido essa identidade que identificou o responsável pela existência do Universo? Essas são apenas duas perguntas que lhe deixo.

    A ausência do devido conhecimento sobre determinado fenómeno pode não ter sido alcançado num dado momento, mas como a ciência demonstrou, está em contínua inovação e em tantos casos onde a religião preenchia com orações fúteis e ignorância, a ciência trouxe a solução concreta para o problema. As afirmações que eu faço não foram de má fé como me acusou, e não estão erradas porque estou apenas a debitar o que encontra em várias publicações da História da Medicina, etc. etc.

    Se há provas de milagres, porque levantam tantas questões os métodos e fundamentos que supostamente os justificam? Saberá certamente que no edifício de qualquer investigação estão sempre as fundações, e o problema das investigações de milagres é que na base as fundações são areias movediças, e o peso de um pilar que nunca conseguiram justificar enterra a casa pela fundação, invalidando os restantes pilares que já provaram a sua estabilidade.

    Peço-lhe por favor, mesmo temendo que a sua existência faça mudar completamente o meu modo de pensar e viver, uma prova da existência de um sobrenatural.

    A minha concepção de homem sábio é que este não toma alegações como verdadeiras baseadas em convicção e, caso não exista de momento uma resposta, não tenha problemas em permanecer e aceitar a dúvida, bem como tem o discernimento, paciência e aceitação para compreender que a resposta pode não surgir no tempo da sua vida. Mas enquanto vive procura e valoriza o conhecimento acumulado pelo homem, e não toma uma atitude condescendente perante os demais, pois compreende a complexidade e dinâmicas culturais e civilizacionais, e por isso conclui que mais vale a pena viver a vida pela vida, do que viver a vida a pensar na morte.

  • Jairo Entrecosto

    Bem, por aqui ainda se repete a MENTIRA de que a Idade Média foi a “Idade das Trevas” e que o progresso científico e obra de uma cultura de ateus iluminados. Resta perguntar
    onde:, na China, União Soviética, Cuba, Coreia do Norte ou Vietnam? É que mesmo aí, a cultura era e é ateísta, mas por decreto, catanas, AK-47, gulags e outras coisas giras…

    É claro que o maior progresso que já houve ( registado) na História da Humanidade dá-se com o advento do cristianismo na Europa, a Idade Média é na realidade um período dourado e luminoso como nunca houvera antes na História, e a humanidade muito deve ( e deverá sempre) à Igreja Católica de Roma. Isto não merece discussão ( muito menos com neo-
    ateus analfabetos, que teriam de aprender o bê-à-bá antes de palpiterem sobre coisas que nunca estudaram. ( dou o benefício da dúvida, porque se estudaram, são então descarados aldrabões) Tão pouco interessa para o caso se acreditamos em Deus ou não, sequer se somos ou gostamos do catolicismo, porque perante factos não há gostos e crenças que valham.

    Dito isto, o Esperança falou aí no conceito de aborto retroactivo. Informo que o termo já tinha sido inventado por Olavo de Carvalho e dedico um texto do filósofo a todos os defensores do direito a matar vida humana no ventre materno:

    “Tenho sugerido, para eliminar a polêmica em torno do aborto e satisfazer os instintos humanitários dos adeptos dessa prática, uma solução fácil e rápida que denomino Auto-Aborto Voluntário Retroativo (A. A. V. R.). Inspira-se no exemplo de um francês, deficiente físico, que processou seus pais por não o haverem abortado. Processou e ganhou. Ora, se um erro pode ser punido, com muito mais razão deve poder ser corrigido. Cada amante do aborto, portanto, pode alcançar a plena satisfação de suas reivindicações esmagando o próprio crânio a fórceps ou por meio de qualquer outro instrumento obstétrico apropriado e solicitando, antes ou depois desse ato cirúrgico, a anulação do seu registro civil de nascimento. Consumada a sua total erradicação do mundo físico e histórico, o distinto ainda teria a satisfação de poder ingressar na esfera do além portando um curriculum mortis idêntico àquele de milhões de bebês que, antes dele, exerceram o direito inalienável de ser abortados.

    Observo, de passagem, que, se a apologia do abortismo é feita em nome da liberdade da mulher dispor do seu próprio corpo, a sentença acima referida mostrou que para os próprios abortistas essa liberdade não existe de maneira alguma, já que negam a cada mãe o direito dar prosseguimento a uma gravidez que seu filhinho, no futuro, possa vir a julgar indesejável. O A. A. V. R. protegerá os abortistas contra esse tipo de encrencas lógicas modelo exterminador-do-futuro, retirando-os deste baixo mundo antes que alguém se dê conta de que são completamente loucos.”

    Da ironia, passando pelo convite implícito aos abortistas para se imaginarem no lugar do bebé, e acabando na conclusão óbvia de que todo o abortista é louco; penso que o filósofo brasileiro deu um grande contributo para o debate desta questão.

  • Molochbaal

    “Mas será que o “self-made” bispo ateísta, sr. Esperança, estava à espera que o um Bispo sério lhe respondesse?
    Estarmos a falar de um bispo a responder aos insultos de um ridículo e insignificante ateísta – um elefante a falar com um das mais minúsculas formigas!”

    És mesmo uma besta quadrada, um verdadeiro palhaço de merda.

    Não sabes ler meu animal ?

    O teu bispo é que disse que escreveu à associação teísta. E são os teus papa-meninos-às-escondidas que estão sempre a dizer que o ateísmo é o maior dos males, pelo que os ateus não serão tão insignifantes, não é meu cabrão chupa-padres ?

    Cá para mim o Sr. Abade foi-te ao cú tantas vezes que te fez saltar os miolos.

  • jovem1983

    Caríssimo Jairo Entrecosto:

    Não será o seu direccionismo que determina a leitura das posições dos restantes. Por exemplo, ao apontar uma ideia que nem sequer foi mencionada – “a idade média” como “idade das trevas” – e colocar essa questão como mentira é um acrescento argumentativo no seu discurso que não corresponde ao que tem sido escrito nos comentários neste post,

    Esclareço para que não haja confusão: os desenvolvimentos mecânicos/tecnológicos que a humanidade alcançou ao longo dos tempos, aqui ainda não escrevo sobre a ciência conforme a conhecemos actualmente, foram criados pela humanidade para transformar a realidade, isto não impede que tenham utilizado essas inovações para construir algo com o objectivo de agradar determinado deus (e houve tantos e tantos ao longo da história como tantas e tantas inovações…).

    Lamento escrever-lhe que a sua opinião não corresponde à verdade dos elementos recolhidos pela história (recomendo que reveja os vários compêndios de História), claro que isso dependerá do que estamos a mencionar. É verdade que o período de maior desenvolvimento e propagação para o Cristianismo foi a Idade Média, sim é verdade. Agora é verdade que foi o período onde se deram significativos desenvolvimentos no campo da liberdade de pensamento, também houve, mas teria de esperar pelo período Moderno para que, com a recuperação de parte do património cultural da Antiguidade Clássica, o pensamento se desenvolvesse exponencialmente. Nunca se esqueça que na época que mencionou, e os agentes que destacou, censuraram o pensamento divergente e destruíram vários textos do pensamento da Antiguidade (veja que alguns chegaram ao Ocidente, onde foram inicialmente desenvolvidos, porque houve islâmicos na época que tiveram maior sensibilidade para manter um conhecimento produzido por outros com crenças diferentes mas que com a sua sabedoria quiseram aprender).

    Agora a Ciência propriamente dita. Se quiser comparar os desenvolvimentos a nível da saúde, equipamentos, tecnologias, filosofia, biologia, física, astronomia, etc., em suma um vasto espectro de conhecimento do homem sobre o concreto, que lhe confere capacidade de analisar e compreender a realidade conforme esta se articula, para assim poder transformar-la de forma consciente e esclarecida, o período Moderno e Contemporâneo, sobretudo este último, foram os que permitiram os maiores desenvolvimentos (nem sempre benéficos para parte da humanidade, é certo, mas até certos níveis não é a Ciência que faz o Homem mas sim o Homem que faz e usa a Ciência).

    Certamente é capaz de estabelecer várias analogias, escrevo apenas três: na época que defendeu de maior progresso da humanidade a Terra era considerada plana, que o sol girava em torno da mesma, bem como se pensava que a sua criação tinha ocorrido conforme o livro do Génesis. Torno a escrever, tem razão, a Idade Média foi a época de ouro da História da Humanidade, mas para o desenvolvimento e propagação da doutrina de fé da Igreja, porque tudo o resto, os desenvolvimentos de vários campos do conhecimento que transformam a realidade através do esclarecimento como se observa/compreende/transforma a realidade, depois da Idade Média é que deve situar os desenvolvimentos mais significativos, sobretudo no campo científico que se constitui sobre um método específico que diverge do primário modelo cristão: é preciso ter fé no que deus supostamente fez, acreditar, rezar, e as coisas acontecem.

  • Zeca-portuga

    E alguem acredite numa pessoa que emnte, insulta, injuria, ofende, maltrata… todos os dias e a todas as horas?

    Quem acreita que V. exa está a falar verdade?

  • Zeca-portuga

    Queira por favor substanciar a sua alegação inédita que as perseguições aos cristãos já eram abundantes em Roma e que começaram muito poucos anos depois da suposta morte de Jesus?

    V. EXA. SÓ PODE ESTAR A BRINCAR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    ACHO QUE NO 7º ANO JÁ SE ESTUDA ISSO!!!!!!!!

  • jovem1983

    Caríssimo Zeca Portuga:

    Os primeiros relatos que mencionam a perseguição aos cristãos datam cerca de um século após a data da alegada morte de Jesus.

    Se conseguir substanciar a alegação inédita que fez anteriormente, que as perseguições aos cristãos eram abundantes em Roma e que começaram muitos poucos anos apôs a suposta morte de Jesus, não só contribuirá para a alteração de manuais escolares, mas também do conhecimento actual à disposição da comunidade cientifica.

    Como pode observar não estou a brincar.

    Se não possui os elementos que fundamentam a sua alegação, queira estudar sobre o assunto de modo a ser sério em relação às alegações que profere.

  • Jairo Entrecosto

    Jovem, depois deste pequeno exemplo:

    “Certamente é capaz de estabelecer várias analogias, escrevo apenas três: na época que defendeu de maior progresso da humanidade a Terra era considerada plana, que o sol girava em torno da mesma, bem como se pensava que a sua criação tinha ocorrido conforme o descrito no livro do Génesis (má hora em que se faz as primeiras viagens de circunavegação, se desenvolve a astronomia, a Biologia, a Paleontologia, etc.).”

    Não há nada a debater consigo. VÁ ESTUDAR em vez de dar palpites. Se levar a mal o conselho e os termos em que é feito, saiba que é para o seu bem e que seria falta de caridade da minha parte dar-lhe palmadinhas nas costas perante tão grave demonstração de ignorância pura e dura! O jovem não tem nada para ensinar ou debater quanto a esta matéria, apenas tem muito para aprender.
    1. A Terra não era considerada plana na Idade Média. A bíblia diz que a terra é um globo, gravuras medievais estão cheias de representação da Terra como um globo. Claro que poderiam haver ignorantes que consideravam a Terra Plana. Como há hoje quem acredite em muitos disparates. Achar que os filósofos, teólogos e demais pessoas instruídas, ou a população em peso, achava que a Terra era plana; ou que isso era um dogma católico, é tão disparatado que nem merece comentário.
    2.Havia boas razões científicas para acreditar que o Sol girava em volta da Terra, embora isso fosse um erro. O Geocentrismo está errado, o Heliocentrismo também. ( vá estudar os conceitos). De qualquer forma, com os meios que tinham, os astrónomos medievais tinham mais conhecimentos dos astros do que o senhor alguma vez sonhará. Aconselho-o a ler algo sobre o processo de Galileu. Nenhuma questão teológica cristã ou dogma católico estava ferido de morte com as várias possibilidades e hipóteses científicas em discussão. Se problemas houve para alguém com as descobertas científicas na astronomia, foi para os panteístas, quando se descobriu que os astros não eram perfeitos. No cristianismo, a criação de Deus é definida como contingente, finita e sujeita à imperfeita resultante do pecado original. Só fortalaceu a cosmovisão cristã!
    3.Já os grandes doutores da Igreja Católica, durante a Idade Média, não faziam questão que o livro de Génesis fosse literal. A verdade, segundo esses grandes filósofos, só pode ser UMA. Defendiam que a interpretação das escrituras poderia ser revista conforme a descoberta de verdades que demonstrassem uma interpretação como impossível. De qualquer modo, a noção de que Deus criou o universo, é filosófica e nunca foi refutada por qualquer descoberta científica. Antes reforçada com qualquer uma, que só demonstra haver Ordem no Cosmos, logo, enfraquece a tese de casualidade não propositada e acidental.

  • jovem1983

    Caríssimo Jairo Entrecosto:

    Achei uma piada quando me mandou estudar, mas deixei o benefício da dúvida caso tivesse algum apontamento preciso que realmente tivesse sido uma falta grave da minha parte, mas quando acabei de ler o seu comentário conclui que “passa cheques que o seu intelecto não consegue pagar”.

    Primeiro devo esclarecer, e pedir-lhe que reveja o que escrevi, que tinha sido na Bíblia que haviam retirado a concepção da Terra plana. Eu escrevi sobre o conhecimento geral da humanidade, e todos sabem que o conhecimento da humanidade, quer na Alta quer na Baixa Idade-Média, não se resumia à Teologia e aos resultados da Exegese bíblica, apesar destes terem determinado vectores de outros domínios do conhecimento. Mais não escrevo, recomendo-lhe apenas que leia sobre os primórdios da Cartografia, sim porque era a esse desconhecimento que era o conhecimento na Idade Média, que você considera a época áurea, que eu estava a aludir…

    Em segundo lugar, ninguém desvalorizou a astronomia primitiva, ainda para mais quando tivemos portugueses que contribuíram para o conhecimento desse campo, conhece o nome Pedro Nunes? Pois, há aqui um aspecto a ter em conta, tal como Pedro Nunes (Século XVI), Galileu (Século XVI-XVII) e antes destes Copérnico (Século XV-XVI), entre outros que viriam seguidamente, viveram depois da dita Idade Média que parece ter acima de qualquer concepção de desenvolvimento. Antes de avançar, você conhece o processo de Galileu? Peço desculpa mas pelo que escreveu creio que não sabe do que esta a escrever. Continuando, um aspecto importante (e grave), o Geocentrismo e o Heliocentrismo são conceitos objectivos, claramente definidos, a sua formulação está correcta, a sua aplicação à realidade é uma coisa distinta, mas também, de qualquer modo, esses desenvolvimentos que constituem a base actual da astronomia contemporânea foram desenvolvidos na época Moderna e Contemporânea, não na Idade Média. Certamente conhece Newton, mas sabe em que época viveu? Século XVII-XVIII, pois, sabe onde isso não calha não sabe?…

    Para terminar, os doutores da Igreja Católica não fizeram questão de abordar a lateralidade ou não lateralidade do livro do Génesis porque essa questão não se colocava na altura. A noção de um deus como criador do universo é Teológica (mas tem razão, a Teologia é uma espécie de parente degenerado da Filosofia), e nunca foi refutada por qualquer descoberta científica, como escreveu, mas também não foi provada por nenhuma descoberta científica…e a ciência proporcionou-nos mais tempo de vida (e condições de saúde para a viver) do que alguma vez qualquer crença religiosa num deus milagreiro que emana o seu poder misterioso pelo poder misterioso da oração. Espere, só se interpretarmos o Génesis literalmente, para assim validarmos um quadro melhor, onde Noé viveu até aos 950 anos de idade e concebeu descendência com (apenas) 500 anos…

  • Pedro

    Exacto o João César da Neves usa os dedos quando vai à retrete e depois lambe-os dizendo que é excremento divino já que ele é um homem de muita fé.Uma coisa eu sei,imprimo sempre o meu papel higiénico com as figuras mitológicas religiosas e se quer saber até fiz negócio e corre às mil maravilhas.

  • Pedro

    Eu acredito que o pai natal existe e é um brasileiro que dança samba com uma tanga de leopardo,agora prova que isto é mentira,porque acredito mesmo nisto.Eu vi!Se não provares é porque existe.E esta hein?

  • Pedro

    cala a boca joão mongo.lol Só escreves merda.

  • Pedro

    Não uses contas duplas para te sentires melhor chiquinho.Os teus argumentos são mais furados do que o buraco do ozono.

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