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  • 29 de Julho, 2010
  • Por Carlos Esperança
  • Vaticano

A ICAR e a política

A lei sobre o aborto introduzida há pouco na Espanha é tão “insensata” quanto o primeiro-ministro do país, José Luis Rodríguez Zapatero, afirmou o presidente da Academia Pontifícia para a Vida, Ignacio Carrasco de Paula.

Comentário: O Vaticano é tão insensato como o Papa. Zapatero foi eleito pelo povo espanhol e não representa uma ditadura como o Sr. Ignacio de Paula. Todos sabemos que o sufrágio universal não é uma criação da única teocracia europeia, é um direito dos povos, que devem exigir respeito aos primatas tonsurados.

19 thoughts on “A ICAR e a política”

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  • rayssa gon

    O Vaticano é tão insensato como o Papa

  • antoniofernando

    Pois…mas o aborto continua a ser considerado crime em Portugal e punível nas condições dos artigos 140º e 141º do Código Penal, exceptuando o caso específico da ” interrupção da gravidez não punível” prevista no artigo 142º. Se for realizada por opção da mulher, após as 10 semanas de gravidez ,passa a ser punível.Será que esta lei nacional também é insensata ?…

    • Lucabi

      Na realidade a influencia teológica existe e se faz evidente em se tratando de leis! Até quando?
      lucabi brasil

  • JoaoC

    Qualquer lei que legalize um crime é insensata, indecente, nojenta e imbecil, além de má. Ainda por cima quando é legalizado um crime contra os seres humanos mais indefesos!

    Como imbecis, maus, nojentos e desumanos são os que as defendem.

    A ter de existir pena de morte, que seja para os culpados, não para as crianças inocentes e indefesas!

    E dizem-se, senil e ilusoriamente, civilizados.

    Não será, felizmentem por muito tempo. O sangue dos inocentes, assim como a outra lei suja (a sodomita), clamam aos Céus por vingança. Que só ainda não veio graças à mediação da nossa Mãe e Rainha.

    Continuem então a defender a causa assassina. Finalmente mostram a ralé a que pertencem, escumalha, ao apresentar “post's” destes, em defesa de uma legalização ou opção que NINGUÉM PODE TER: a de MATAR.

  • João Carlos

    Por que não te calas ??

  • Joey

    Se a Espanha é uma democracia plena, a Arábia é laica

  • JoaoC

    Porque não suporto imbecilidades e desumanidades.

  • anonimo

    “Zapatero foi eleito pelo povo espanhol” – Hitler também foi eleito pelo povo alemão, Salazar pelo povo português, Franco, pelo povo espanhol.
    Portanto, se isso basta para desculpar todos os crimes dos governantes, também desculpas estes.

    És completamente imbecil.

    A nova lei espanhola vai permitir abortar até às 14 semanas sem limites, e na prática é às vinte e tal.

    Quer isso dizer que o feto tem amadurecimento suficiente para sentir dor, sofrer, etc.

    Ora, só tenho que agradecer a quem se opõe a isto.
    Bem-haja o Vaticano! Bem-haja o Papa e todos os que com ele se sabem pela defesa da vida e da espécie humana.

    Por mim, seriam desterrados para uma ilha deserta todos os políticos que tomam estas medicas de genocídio (neste caso é democídio), acompanhados por todos os que defendem, praticam ou se regozijam com estas políticas.

  • José Moreira

    Oh JotaCê, pobre de espírito militante: você não sabe que um facto só é crime se for considerado como tal? Por exemplo, e vamos a ver se você consegue compreender, do que duvido: houve um período em que o adultério era crime. E quem o cometesse era punido. Hoje, não é crime. Ponto final. Deixou de ser crime, ponto final outra vez. A lei que declarou como não-crime, não legalizou um crime: aboliu-o, pura e simplesmente.
    Já agora, e a título de curiosidade histórica: sabe o que acontecia se o marido, encontrando a mulher em flagrante delito de adultério, a matasse, ou ao amante, ou a ambos? Era degredado “para fora da comarca” durante três meses. O Código Penal de 1886, que vigorava ao tempo de Marcelo Caetano, era omisso quanto à morte do marido que fosse apanhado em flagrante delito. Ou seja, era considerado homicídio.
    Aprenda, homem! Olhe que eu não duro sempre. Há mais mundo, para além da bíblia.
    Já agora: sabia que a Apostasia chegou a ser considerada crime, no ordenamento jurídico português? Pronto, já pode chorar um bocadinho…

  • anonimo

    SIM!
    Muito insensata. Estúpida, até.

    Uma aberração jurídica que o mais ignorante perceberá.

    No fundo, a estupidez reside nisto:

    Uma coisa é sempre crime. No entanto, se for realizada de livre vontade, não é punível!

    Convém esclarecer que, se for por vontade da mulher, mas feito fora de um estabelecimento pago pelos nossos impostos, continua a ser crime e punível nos termos do articulado supra.

    Insensata, absurda e estúpida… a lei, quem a pratica e quem a defende.

  • JoaoC

    Viva na ilusão do mundo-encantado-dos-brinquedos, se quiser.

    Como para as pessoas sérias e honestas, que merecem ser chamadas de pessoas, uma criança não é um brinquedo para se deitar ao lixo quando é inconveniente, o aborto é e será um crime.

    O adultério? Por deixar de ser crime no Código Penal, por acaso é uma coisa boa? Um bom exemplo? O mesmo se passa com outros tantos “ex-crimes”.

    Do adultério pode morrer o casamento.

    No aborto mata-se uma pessoa.

    Qual é a parte do crime que isso implica que não percebeu?! Tão e somente o mais pérfido e nojento crime que qualquer ser humano deveria repudiar com todas as forças…

    Infelizmente, há animais selvagens com aparência de gente…

    Pena de morte, que seja para os culpados! Nunca para os inocentes.

    Gosto de vos ouvir defender o indefensável. Só prova a corja maldita que são, ao serviço da morte e das trevas e que, infelizmente temos de gramar, neste campo de joio e trigo…

    Nojo de gentalha como esta, cúmplices do maior genocídio alguma vez visto.

    Venham cá ser hipócritas (que é o que sabem fazer melhor) e lamentar-se da existência do Hitler. São simplesmente iguais ou PIORES que ele, escumalha.

    O sangue derramado dos inocentes falará por eles, contra os assassinos que defendem a praga do aborto.

    Como vocês, bandalhos.

  • antoniofernando

    Anonimo:

    Penso que não entendeu o sentido do meu comentário.O aborto é considerado crime no Código Penal Português. Sugiro que leia os artigos 140º e 141º desse código. No 142º estão previstas várias situações que não são criminalmente puníveis, quando o aborto for praticado nas situações aí previstas.Quando questionei a temática da insensatez da nossa lei foi no sentido de interpelar se faz sentido uma mulher não ser criminalmente penalizada até às 10 semanas e já o ser se for, por exemplo, às 11 semanas. Quer isto dizer que uma mulher que pratique livremente um aborto às 11 semanas pode estar sujeita a pena de prisão. E, a partir das 10 semanas, o problema do aborto clandestino mantém-se, pois,de outra forma, as mulheres não podem livremente abortar. Que têm a dizer sobre estas questões os apologistas do SIM ? Por outro lado, porque é que o Carlos Esperança não enunciou as razões concretas que suscitaram a possível insensatez da lei do aborto espanhola ? Porque é que é insensata ou sensata ? Porque é que o Carlos Esperança não sustenta as suas razões, a favor ou contra a lei ? Não sabemos. É mais um segredo que ficou muito bem guardado. Assim, o DA não se dignifica. Cai na vulgaridade e nos slogans de circunstância….

  • Anonimo

    Eu conheço demasiado bem a lei. Infelizmente!

    Percebo que és do Não.

    Não tinha percebido. Por norma os ateus são do Sim.

  • Anonimo

    Falou bem meu amigo.

    Estou contigo.

    Posso saber o que fazes na vida?

  • Carlos Esperança

    Alguns conhecimentos são úteis:

    Salazar nunca se submeteu a eleições.

    Franco também não.

    Quanto à imbecilidade e à restante linguagem cristã estão à altura dos talibãs.

  • antoniofernando

    Anonimo:

    Não sejas tão apressado nas tuas conclusões. Sou crente e não ateu. E não sou fundamentalista do NÃO,embora tenha votado nessa posição. Reconheço no voto SIM pertinentes objecções à despenalização, porque o que está em causa nessa não punibilidade não é a sustentação ética do aborto mas a defesa do ponto de vista de que a prática deve ,em certas circunstâncias, ser despenalizada. Se conheces bem a lei, então sabes que a lei penal prevê várias circunstâncias de exclusão da ilicitude ou da culpa, nas mais diversas tipologias de crimes.Já para não falar nas situações atenuadas de privilegiamento de crimes ou de crimes continuados. A questão que coloquei sobre esta matéria, visa essencialmente equacionar o seguinte:

    1- As mulheres que abortem intencionalmente a partir das 11 semanas devem continuar a ser penalizadas e eventualmente presas ?

    2- Como resolver a problemática do aborto clandestino para as mulheres que abortem fora das condições taxativas da ” interrrupção de gravidez não punível” e que recorram a métodos ilegais abortivos ?

    3- Essa temática já deixa de ser relevante para quem pugnou pela erradicação do aborto clandestino ?

    4- Até quando é que deverá ser permitida, para os apologistas do SIM, a despenalização do aborto ? Até às 10 semanas ? 11 ? 12 ? 16 ? Até quando ?…

  • Joey

    As eleições dos EUA são tão legítimas quanto as de Portugal na era salazarista!

  • Lucabi

    A razão fala por si, mas a razão dos ateus é diversa porque não se apresenta de forma parcial , portanto o humanismo sociológico naceu de vertente ateista, querem que seja academica e nisto falham pois a ciencia sociológica só é compreensivel para quem tem mente livre e descontaminada e nisto se enquadram os ateus legítimos e não os sem religião conciderados ateus! . Antes deve-se compreender o real significado de ateu!
    Basta que se compare aos olhos da razão , AQUILO QUE ENTENDEMOS POR BEM E MAL E EM QUE SITUAÇÕES REAIS SE MANIFESTAM!
    Antes de defender uma posição o ateu utiliza seu raciocinio lógico, neutro e imparcial algo impossivel para o teista que já age com parcialidade devido a sua convicção religiosa seja ela qual for e é por isto que dizemos um juiz ateu sim faz justiça ao dar sua sentença!
    LUCABI BRASIL
    lucabi@bol.com.br

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