O espectro ideológico direccionado tendencialmente para um modelo de casamento ideal – necessariamente único e para toda a vida – não facilita a persecução da felicidade individual conforme ocorreu neste caso, onde o viúvo voltou a casar, e essa acção suscitou comportamentos críticos de oposição por parte do filho, que no extremo terá cometido estes homicídios em investigação.
Não escrevo que a defesa do “casamento ideal” gera inevitavelmente este desenlace, mas neste caso em particular, juntamente com outros aspectos que ainda não se conhecem, essa noção parece ter contribuído decisivamente para o enquadramento mental deste indivíduo e, aparentemente, impulsionado este desenlace.
Dizem, por aí, e está escrito, que a Lei é igual para todos. E que todos somos iguais, perante essa mesma Lei. No entanto, é, precisamente essa lei que define que uns são mais responsáveis do que outros, perante determinado facto. Por causa, ou das suas funções, ou da sua posição – familiar, social, etc. Um furto cometido por um polícia é mais grave que o mesmo furto cometido por um… “cidadão comum”, chamemos-lhe assim. Do mesmo modo, e seguindo com os exemplos, é grave matar uma criança; mas é muito mais grave se for a própria mãe – ou o pai – quem causa a morte do infante. Et coetera. Estes exemplos servem, perfeitamente, para os casos de “pedofilia religiosa”, chamemos-lhe assim, também. O catequista tinha, por maioria de razão, obrigação de preservar a vida da madrasta e a vida do pai. Se outras razões não houvesse – que as há – bastaria esta: o Artº 5º da Lei de Moisés. Não é correcto andar, na catequese, a berrar “NÃO MATARÁS” e, em seguida, matar o pai e a madrasta. Aliás, o catequista infringiu, em concurso real (ou será ideal?) de infracções, o Artº 5º e o Artº. 4º – “Honrar Pai e Mãe” mas, neste caso, só leva com metade da pena, uma vez que só não honrou o Pai. Adiante. Da leitura da notícia resulta, entre outras coisas, que o Paulo sofria de problemas nervosos o que, de certo modo, poderá diminuir a sua responsabilidade, face ao quadro legal português. Admitamos que sim. Mas a verdade é que o homem é um espalhador da palavra do “senhor”. E o que fez o “senhor” perante o quadro familiar do Paulo, que nunca se terá conformado com o segundo casamento do pai? Nada! Assobiou para o lado, como se não fosse nada com ele. Como de costume, aliás. De qualquer modo, e vendo bem, o Paulo acabou por seguir o exemplo de Jeová, o que só abona em seu favor, significa que leu bem a Bíblia. Proclamou “Não Matarás”, mas acabou por matar. Jeová fez o mesmo…
Enfim, cego e como tal limitado de compreensão e pensamento, o catequista nem lembrou que até a nossa sinhora traiu o marido com um estranho, feito pomba, um patife e grande tratante, e, ciumento, cego, catequista, não poupou à mãe ou ao pai a atracção por novo parceiro/ e matou-o, matou-os. É bem feito, ouso dizer, para não terem cultivado em própria casa um tal atraso de vida, fanático, beato e curto de vistas, esse autêntico estupor.
Devemos manter presente que o indivíduo também tem parte activa no seu crescimento, e nesse processo também contribuem outras partes que foram mencionadas e outras que não foram mencionadas no artigo em questão.
Independentemente das responsabilidades paternais na educação deste indivíduo, e atendendo à ressalva anterior, não acho justo personalizar a culpa nos moldes que expressou nas últimas duas linhas do seu comentário.
Outros antigos catequistas das aldeias beirãs fundaram uma associação de criminosos (fazer publicidade ou apologia do crime, difamar ou injuriar alguém, em razão da sua crença ou religião é crime) chamada Associação Ateísta Portuguesa.
Caro Ah Ah Ah Devo dizer-lhe, antes de mais, que detesto falar com pessoas que se escondem, cobardemente, atrás de pseudónimos – o seu, nem isso chega a ser. Mas vou abrir uma excepção, porque você, além de cobarde é ignorante. Pode ser que eu consiga fazer alguma luz no seu espírito, do que duvido. Mas não custa nada tentar. Vou começar pela sua última frase: “Que tal pensar antes de falar!”. Exactamente. Era o que você devia ter feito. Se o fizesse, chegaria rapidamente à conclusão de que os disparates devem ser evitados. Cuidadosamente evitados. Mas, claro, não posso esquecer-me de que estou a falar com um piedoso crente. Na verdade, só a falácia e a má-fé é que o podem levar a escrever DUAS enormidades: 1ª que os fetos são crianças; 2ª que os ateus concordam com a interrupção voluntária da gravidez. Falácia, má-fé, estupidez e ignorância voluntária. A interrupção voluntária da gravidez ocorre quando o ser AINDA é feto. Nunca ninguém abortou uma criança. E se não sabe – é natural que não saiba, a bíblia não explica tudo – a própria ICAR sabe estabelecer a diferença entre um feto e uma criança. Mas prove-me que estou errado; aponte-me UM ÚNICO caso em que a ICAR tenha baptizado um bebé ainda dentro da barriga materna. Claro que não. Para a ICAR, “aquilo” ainda não é gente, mesmo que seja em vésperas de nascer. Por isso, meu caro “risota”, não seja mais papista que o Papa. Já agora, aproveite e remeta-se à sua insignificância. Olhe que a estupidez é um direito inalienável, mas não deve ser exercido despudoradamente, como você faz. Um pouco de modéstia não lhe ficava nada mal…
“detesto falar com pessoas que se escondem, cobardemente, atrás de pseudónimos”
Óptimo. Nesse caso, começas por ti. Ninguém, neste país, se pode chamar Josecamoreira (noutros não sei!). Estupidez, meu caro! Lembro-te que o pseudónimo foi usado por grandes vultos da humanidade e tal não diminuiu o respeito que se lhes deve ou o seu valor.
Ora, daqui não fala um crente, mas um ser humano. Já desse lado está um crente no absurdo e que de humano tem muito pouco.
Como vejo a tua parda ignorância no assunto, esclareçamos uma coisa: O desenvolvimento da vida de um ser pessoa por períodos que se dividem em fases e por estádios de maturidade.
Ora, o aborto ocorre na fase embrionária ou fetal do período de gestação de uma criança (ou de um bebé, como também se lhe chama).
Daí a expressão (correcta): “uma mulher que andava de bebé”. Portanto, o aborto recai sempre sobre uma criança, no seu período de gestação.
A tua observação “Nunca ninguém abortou uma criança”, é de uma ignorância cruel e completamente indesculpável. Se mais não fosse (e é), o aborto por “nascimento parcial”, praticado, por exemplo na China (e legal no nosso país em dados casos) pode ser praticado até ao momento do parto natural. É feito após a colocação do bebé no “canal” de nascimento, sendo-lhe sugado o cérebro antes da expulsão do corpo.
Deixa-te de estupidez! Tens direito a ela e usas-a todos os dias, mas nem todos são como tu.
As falácias as hóstias dos ateus. São o entretenimento dos ignorantes e palermas. Tudo o que tu disseres pode ser uma falácia.
O Diário de uns ateus é o blogue de uma comunidade de ateus e ateias portugueses fundadores da Associação Ateísta Portuguesa. O primeiro domínio foi o ateismo.net, que deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogues portugueses. Hoje, este é um espaço de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos publicados neste espaço são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da Associação Ateísta Portuguesa.
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11 thoughts on “A fé não evita o crime”