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  • 26 de Julho, 2010
  • Por Fernandes
  • Ateísmo

Diálogos de um Ateu

Comprei um pequeno livro na livraria Cervantes em Salamanca. Achei-o tão divertido que decidi partilhá-lo.

Um ateu e um crente encontram-se num café. O ateu é um homem educado e com sentido de humor; o crente também mas carece de algum sentido de humor. O ateu, como acontece com a maioria dos ateus, lê bastante; o crente lê menos, mas como costumam dizer, não precisam ler, basta-lhes acreditar. Os diálogos inclinam-se a favor do ateu porque entre os crentes não é fácil encontrar uma pessoa excessivamente culta. Com hábito de leitura, talvez, mas não excessivamente culta. Porque a cultura, a ilustração e o conhecimento, derrubam a fé. Receio que se aplique o aforismo: «Reflictamos, disse o crente, e se fez ateu».

Há dezenas de teólogos, sobre tudo católicos, que gastam as suas vidas buscando provas da existência da Deus. É uma pena porque a sociedade ficaria grata se os seus trabalhos tivessem melhor fim, ou seja, um fim prático. Escritores ateus não abundam porque como se recordarão, o ateísmo nunca se constituiu em escola e muito menos em igreja ou facção. Os ateus andaram ao longo da história de um lado para o outro, sem instituição que os acolhera, quase sem pai nem mãe. De vez em quando escreviam um livro, de vez em quando eram queimados, os livros e os autores. Eram tempos difíceis que ainda se mantêm em certas latitudes.

Os crentes não queimavam só ateus, também se queimavam e matavam entre si. Vamos aos diálogos:

O ateu oferece um livro sobre ateísmo ao crente .

– Consegue demonstrar-me que Deus não existe? – pergunta o crente.

– Não tenho que demonstrar uma inexistência, pelo contrário, o que é preciso é demonstrar a existência.

– Então não acredita em Deus?

– Eu sou ateu! Você não?

– Claro que não, eu acredito em Deus, sou crente.

– Um crente!? Maravilha. É difícil encontrar um crente.

– Há muitos crentes.

– Olhe que não, há muitos que crêem que acreditam, mas não são crentes.

– Pois eu acredito em Deus.

– Então ofereço-lhe este livro, afinal foi escrito a pensar nos crentes.

– Agradeço mas não aceito.

– Não me surpreende, os crentes sempre se negam a ler livros ateus.

– Não me recuso, mas acredite não o necessito. Eu acredito em Deus.

– Atreve-se então a discutir comigo a inexistência de Deus?

– Atrevo-me a discutir sobre a existência de Deus, que não é a mesma coisa.

– Bom, então vamos discutir um livro que demonstre a existência de Deus, não a sua inexistência porque essa salta à vista a partir dos milhares de livros que foram escritos tentando provar a sua existência. Estou a falar-lhe como compreenderá, de séculos e séculos de Teologia.

– Eu não vou aqui defender os santos padres, um crente de hoje não se parece em nada com um crente de antigamente.

– Quer então dizer-me que se acabou com a proclamação de milagres, aparições, profecias e outras coisas parecidas?

– Penso que não devemos abordar factos que de alguma maneira são inexplicáveis.

– Mas se me diz que são inexplicáveis, nunca chegará a explicá-los!

– Explicar um milagre parece um contracenso.

– Não tenha dúvida que assim é. Eu nunca vi um milagre, seguramente você também não, mas mesmo que o visse, ou seja; mesmo que presenciasse um facto que escapasse ao meu raciocínio, nem por isso negaria a racionalidade.

– Negaria então o facto milagroso?

– Os factos meu caro, não podem negar-se, não são discutíveis, discutível é a sua interpretação. E os crentes, explicaram sempre o que não tem explicação, a partir da fé em Deus. Por isso, e perdoe-me que lhe diga, um crente não pode ser razoável.

– Mas eu não nego a razão. Já lhe disse que sou um crente moderno.

– Não há crentes modernos nem antigos, sempre houve crentes e descrentes, e você é um crente, ou seja; coloca-se fora da razão, e por conseguinte, fora de tempo.

– Está chamar-me atemporal!?

– Claro que sim, tal como as religiões que só subsistem por isso, porque se colocam fora de tempo.

– Bom, gostava de continuar esta conversa mas tenho pressa.

– Pois sim, outro dia será. Gosto de conversar com um crente que tenta ser razoável.

– Sou razoável, não duvide. Até à próxima, adeus.

– Dizer adeus a um ateu, é correcto. O prefixo «a» é negação, logo você vai embora e deixa-me como me encontrou, sem Deus.

*Ignacio Ferreras, Juan. – Diálogos del Ateo.

35 thoughts on “Diálogos de um Ateu”
  • Daniel Beato

    Os pressupostos da conversa são profudamente ridiculos.

    Então de assumir sem provas que um ateu lé mais do que um crente…é de partir a rir…

    • Coutinho66

      crete$ não lê mesmo, só o  livrinho falso, são um bando de cegos pobres mentes iludidas. ainda não voltou um pra conta o que viram la no outro mundo que eles acreditam.

  • Gosto muito da sua fé na superioridade literária dos ateus… Aliás, basta ver por aí que a maioria dos grandes escritores são ateus e tudo…

  • antoniofernando

    F. Fernandes tem um gosto especial por rebaixar o seu nivel intelectual. Já tinha topado a pinta da sua falta de gabarito intelectual quando comparou o facínora Francisco Leitão a Jesus de Nazaré e enfatizou que o milagre das bodas de Canaã era meramente metafórico. Fiquei na dúvida se o ateu F. Fernandes tinha os outros milagres atribuídos a Cristo por metafóricos ou reais, mas F. Fernandes fechou-se em copas e ficou para si com esse segredo muito bem guardado. Palpita-me que ele é mais um daqueles crentes ressabiados com Deus do que um verdadeiro ateu. Vem agora F. Fernandes dizer-nos, por vias travessas, que afinal, nem é um crente ressabiado, nem um ateu consequente, mas um maniqueísta deprimido com a visão triste que tem do mundo: os “bons” ateus de um lado, Os ” maus” crentes do outro. Que tristeza de pequenez intelectual. Aristóteles, Sócrates, Platão, Pitágoras, Pascal,Descartes, Newton, Shakespeare, todos crentes, são afinal gente que ” lê pouco”, todos ” nada instruídos”, na mesquinha visão de F. Fernandes. Mas porque tanto tempo esta iluminária andou escondida e silenciosa,se tanto de divertido ela nos tem para dar aqui no DA ? Vai ser um fartote de rir a bom rir. Venham mais “postas” como esta, ó Fernandes. A gente até paga paga para te ler…

  • Ricardodabo

    Afirmações discutíveis que precedem um diálogo medíocre.

  • Carpinteiro

    Até agora o melhor que conseguiram foi insutar o autor.
    O texto está certo. Crente tem mesmo falta de sentido de humor…

  • Josecamoreira

    A prova está à vista…

  • Carpinteiro

    Daniel, é lógico que o texto é uma brincadeira.

    Concordo consigo quando diz que é de partir a rir, assumir sem provas, que um ateu lê mais que um crente. Acrescento:
    – É de partir a rir assumir SEM PROVAS que deus existe!
    Disso, você e os beatos de serviço ao D.A. não falam.

  • antoniofernando

    Ai agora foi tudo um equívoco. Afinal F. Fernandes não disse o que quis dizer e os apaniguados de serviço como o Carpinteiro saltam logo das trincheiras a tentar salvar mais uma intervenção desastrosa do Fernandes. Pois, pois, não há nada como diálogo democrático da boca para fora, mas quando chega a hora de também levarem com críticas,Fernandes e Carpinteiro ficam logo amuados. Isto de facto está a ficar muito divertido…:-)

  • antoniofernando

    ” SEM PROVAS”, diz o Carpinteiro… Claro, Deus nunca falou com o Carpinteiro ao pequeno almoço…:-)

  • antoniofernando

    Carlos Esperança:

    Quantos ” nicks” é que você tem por aqui ?…:-)

  • Josecamoreira

    Há, por aí, um equívoco qualquer, António Fernando.
    O que só vem dar-me razão: a religião embota o raciocínio.

  • antoniofernando

    Pois é Josecamoreira, ” a religião embota o raciocínio”: é só contar a quantidade infindável de cientistas e filósofos crentes para se imaginar o que seria se ela não embotasse…:-)

  • Ricciardi

    Bom, os Ateus tem um grande deficite lógico, similar aos crentes… não tem iniciativa de procurar a Verdade. Estão confortavelmente à espera que alguém lhes demonstre uma INTUIÇÃO que debitam vezes sem conta – Deus não existe – . Os crentes intuem que Deus existe e isso basta-lhes; os Ateus intuem que Deus não existe e isso também lhes basta.

    Perguntar a um crente para provar que Deus existe é como perguntar a um Ateu se o universo é infinito. Ambos acreditam mas nenhuem move um dedo para resolver o assunto.

    E bem, não movem um dedo porque nenhum é capaz de provar a existencia de Deus, alías ninguém é capaz de provar a sua existencia ou a sua inexistencia.

    Portanto, sendo impossivel essa prova teremos que nos basear na simplicidade da observação das coisas. Observar sem dogmas de qualquer espécie.

    Observar e articular a informação. E partir de um pressuposto lógico (para a capacidade humana) – o universo caminha para um fim – . Assim o dizem os cienttistas da actualidade. Uns bons milhões de anos e Kaput. Dizem que só há duas possibilidades – o big-crunch ou ou big-freeze, mas parece que o primeiro é o escolhido pela maioria.

    Ora, se o universo tem um fim, é suposto ter tido um inicio. E se há um inicio haverá uma Ignição. Mais longe não somos capazes de ir… Quem terá criado a Ignição? e quem terá criado o Criador da Ignição?

    Não há resposta. Mas de uma coisa a comunidade cientifica tem certeza, é que existe uma Coisa qualquer que apurou as leis do universo de uma tal forma precisa, que não pode ter sido uma casualidade.

    RB

    • Assis Utsch

      Ricciardi,
      Dizer que ‘não é possível provar a inexistência de Deus’ é apenas uma armadilha retórica. Ora, graças aos seus medos, fragilidades, perigos, etc, o homem primitivo foi compelido a buscar um amparo. E o fez acreditando em seus fetiches, totens, xamãs e outros, então levados ao status de divindades, deuses e finalmente transformados no Deus único. Então, se Deus é uma invenção antropológica ou antropomórfica, fica provado que Deus não existe. Já o Big Bang ou o Big Crunch continuam controversos, pois muitos cientistas passaram a desenvolver a Teoria do Universo Eterno (Ver Mário Novello e outros)

  • jovem1983

    Caríssimo Ricciardi:

    Essa é a sua opinião.

    Um apontamento importante sobre o que escreveu relativamente às certezas da comunidade científica – não há certezas como lhe chamou de uma coisa que apurou as leis do Universo – isso é uma interpretação tendenciosa que está a realizar.

    Existem diversas hipóteses avançadas por diferentes cientistas a partir de dados concretos verificados a partir de experiências anteriormente realizadas, onde a casualidade (*) da organização é devidamente considerada, e os diversos dados enformam teorias específicas que não são apregoadas como verdades perenes pois a ciência não se desenvolve segundo esse princípio, mas sim com o desenvolvimento de novas experiências e a obtenção de novos dados, novas hipótese serão necessariamente consideradas e experimentadas.

    Não se deve esquecer que um cientista trabalha com dados e deixa de lado convicções infundadas. Primeiramente trabalha com determinada hipótese que considera segundo determinados condicionantes, passa a fase de experimentação para confirmar ou infirmar a sua hipótese, e caso essa seja confirmada terá posteriormente de passar pelo crivo da comunidade científica, que avalia o cômputo das experiências e o suposto alcance das conclusões obtidas no trabalho do cientista responsável, muitas vezes por uma vasta equipa , antes de ser confirmada enquanto certeza, isto é perante os condicionantes em que foi testada e comprovada a hipótese, que por sua vez permitirá o surgimento de novas hipóteses (e assim o processo continua…).

    (*) Se quiser um exemplo de casualidade consulte os diversos dados que transformaram a teoria da Evolução das Espécies em facto, concreto, comprovado e observável, contra toda a verdade extra-científica anterior como era contada a origem da vida na Terra, que claramente “ficou por terra”.

    As próprias teorias relacionadas com o desenvolvimento do Universo, das galáxias, do nosso sistema solar, da vida na Terra, etc. assentam em princípios probabilísticos casuísticos.
    Em relação a este último exemplo, saberá certamente que a comunidade científica tem apostado no mapeamento de planetas semelhantes à terra precisamente por essa consideração…

  • Josecamoreira

    “(…) é só contar a quantidade infindável de cientistas e filósofos crentes (…)”
    Não era disso que se falava, caríssimo e preclaríssimo António Fernando; falávamos de “nicks”. Mas gostei da forma esperta (eu ia dizer “inteligente”, mas travei a tempo) como você torneou a questão.
    Já agora: olhe que também houve (e continua a haver) muitos cientistas e filósofos ateus. Ainda não tive tempo de os contar, mas acho que a quantidade é, também, infindável.
    Cumprimentos cordiais.

    • Assis Utsch

      José Moreira,
      Richard Dawkins em seu livro Deus, Um Delírio informa qu 93% dos cientistas da Academia Americana de Ciências são ateus. É claro que os cientistas antigos – Copérnico, Galileu, Descartes, Newton e muitos outros – eram religiosos,ou pareciam religiosos, pois se esboçassem qualquer ateísmo cairiam em desgraça, conforme aconteceu com Galileu, que só não foi queimado porque retirou sua constatação de que a Terra gira em torno do Sol.

  • antoniofernando

    Ricciardi:

    Do meu ponto de vista, o seu comentário foi o melhor que, até hoje,li no DA. Você colocou tudo no ponto certo e subscrevo inteiramente as suas palavras…

  • antoniofernando

    Josecamoreira:

    Não se faça de desentendido ao dizer:

    “(…) é só contar a quantidade infindável de cientistas e filósofos crentes (…)”
    Não era disso que se falava…”

    Ai não era ?

    Então o que é que isto significa?

    “O ateu, como acontece com a maioria dos ateus, lê bastante; o crente lê menos, mas como costumam dizer, não precisam ler, basta-lhes acreditar”

    Mais primário do que este bocado de prosa, pode ser ?…

    Você é que de facto é muito esperto mas esta forma de jigajoga já não surte efeito…

  • cesar

    O teu problema não é ler!

    Tens dois problemas:
    1 – Só lês livros inquinados com merda ateísta.
    2 – Lês mas não és capaz de raciocinar sobe o que lês.

    Para ti, um amontoado de frases bem escritas são um bom livro, mesmo que o conteúdo seja uma imbecilidade de todo o tamanho.
    Ès um excelente consumidor de banha da cobra.
    Tão peco que tu és!

    Ah! Já me esquecia:
    As novelas que costumas ver, não são realidade, acredita!

    • Assis Utsch

      César,
      Você mencionou – “livros inquinados com merda ateísta”. Bem, já li mais de uma dezena de livros orientados para o ateísmo, onde há fortes argumentos de que “Deus é apenas um conceito, uma abstração, uma invenção de homens primitivos que foi conservada pelo homem moderno por razões de conveniência”; outros argumentos corroboram a ideia de que “os livros santos de todos os credos são apenas mitologias, lendas e fábulas que vieram sendo recontadas e recriadas ao longo de milênios, primeiro de forma oral, depois escritos em linguagem precária; eram textos sobre pedras, couros, folhas, tábuas, e que obedeciam àquela regra: quem conta um conto lhe acrescenta um ponto.
      Enquanto  as religiões não passam de superstições mais elaboradas, construídas à custa de doutrinas e teologias forjadas, e mantidas por repetição e tradição. Deus, meu caro, é produto de nossass fragilidades, nossos medos, angústias. Foi nossa inconformidade com a finitude da vida que nos levou a buscar um Transcendente que simplesmente não existe.

  • Carpinteiro

    Riccardi, as voltas que você deu para chegar onde queria.
    Respondo-lhe com Carl Sagan:

    “A ideia de que Deus é um gigante barbudo de pele branca sentado no céu é ridícula. Mas se, com esse conceito, você se referir a um conjunto de leis físicas que regem o Universo, então claramente existe um Deus. Só que Ele é emocionalmente frustrante: afinal, não faz muito sentido rezar para a lei da gravidade!”

    • assisutsch

      A visão panteísta de um Deus é tão inconsistente quanto a visão do Deus antropomorfo. Por mais que se tente sofisticar aquele, ele continuará sendo um ser tão impossível quanto o Deus antropomorfo.

  • Carpinteiro

    Ó César, você foi vítima de coito interrompido?
    Você tem mesmo ar arruaceiro homem! Lembra-me aqueles barrigudos com ar de donos de café detentores de armas ilegais que vão às alternas brasileiras, como se Deus tivesse criado a Mulher para as Chuvas Douradas…
    É por isso que eu não sou religioso, porque se fosse crente, ia fazer como o César, ter boca só para dizer asneiras e papar hóstias.
    Benzó-deus…

  • antoniofernando

    Admiro e respeito Carl Sagan. Mas ainda admiro mais a visão pananteísta de Einstein. É claro que não faz sentido rezar para a lei da gravidade, mas só um idiota é que o faria. Deus está acima da lei da gravidade e,quanto ao tempo das rezas e das rezinhas, já muitos crentes não se revêem nesse tipo de pseudo-devoções. E nem por isso deixam de ser crentes.Carl Sagan confundiu a lei da gravidade com Deus…

  • Carpinteiro

    «Carl Sagan confundiu a lei da gravidade com Deus… »

    Eh eh eh…

    Antonio fernando, você é terrivel 🙂

  • simon teles

    Mas como é que há deus, caramba? Quem o criou, se não nós, nas nossas cabeças,cheiinhas de medo, cagufa, ignorância e, enfim, logo se vê? Deus não passa de um conceito, mera ideia, tão precisa que ele não tem culpa, se não existe, coitado, nem para se defender.

  • simon telesDoolite

    E contudo deus é uma treta, sem lógica nem razão que o suporte, visível na acção dos crentes, judeus ou cristãos ou outros. Do que deus não tem culpa, pois que não existe e nem precisa para o mal que já traz a este mundo, se não pelo cristão, pelo judeu ou muçulmano, de uma maneira ou de outra.
    E é a pior invenção, fonte de toda a hipocrisia, sem o que se assentaria na distinção entre o bem e do mal, com carácter e com leis iguais para todos, sem a babilónia de deuses e crenças que se excluem, manhosas.

  • Pauloluizmendonca

    FANATISMO.

    O fanatismo é algo pernicioso, emblemático e muito perigoso. O famigerado tira de nós seres humanos, o direito de sermos nós mesmos. Quando fanatizamos perdemos nossa identidade, e deixamos de usar nossa inteligência. Existem vários tipos de fanatismo, tem por jogos, por sexo, por políticas e muitos outros tipos de fanatismo, mas ha um tipo que a meu ver é o mais perigoso de todos, é o fanatismo religioso. Este, sem sombra de duvida é o mais nefasto, ataca nossas mentes nos transformando em robôs. O fanatismo religioso deturpa nossas mentes levando-nos a estagnação e ao conformismo. Com isso passamos a pensar que tudo está maravilhosamente bem, mas na verdade é só enganação, Os problemas continuam da mesma maneira. O fanático por religião, digo não em todas religiões, mas na maioria delas as pessoas envolvidas deixam de lado todo seu sonho de progresso e esperança de uma vida melhor, se bitolam nas ordens dadas pelos teocratas, teocratas estes, os quais manipulam as mentes dos fanatizados a seu bel prazer transformando-os em marionetes.
    Alguns exemplos do porque cheguei a esta conclusão. Uns parentes meus se dedicaram ao catolicismo até os quarenta anos mais ou menos, após todos estes anos receberam a visita de Testemunha de Jeová uma religião onde o fanatismo é ainda mais nefasto e digo por quê. Estes meus parentes aderiram a esta seita, mas um dos filhos não aderiu, se manteve inflexível, ai começaram os problemas, o rapaz o qual eu acho que tinha a cabeça mais no lugar, passou a sofrer uma terrível discriminação da sua mãe, do seu pai e também dos seus irmãos. O rapaz a partir disso, entrou em parafuso. Como podia aquilo estar acontecendo, sua mãe, que o criara com tanto carinho, com tanto amor, agora estava discriminando e o descartando, passando a dar mais importância a uma doutrina que discrimina os não adeptos. Esta situação o levou ao desespero, o pobre rapaz não suportando aquilo se suicidou, jogando-se no rio pardo. Eu pergunto isso é cristianismo, como pode esta doutrina ter coragem de falar em nome de Jesus Cristo.
    Havia dois amigos que se conheciam a sessenta anos, um deles passou a ser adventista, uma religião até certo ponto bem coerente, não muito radical, mas este amigo evangélico passou a discriminar o outro, o qual era uma pessoa considerada boa gente, sem vícios, cumpridor dos seus deveres, enfim uma pessoa normal, o único defeito, se é que pode se chamar de defeito não gostava de participar de nenhum movimento religioso. Talvez por vergonha de quebrar uma amizade de sessenta anos, fazia uma discriminação velada sem dar muito na cara. O amigo comunicava de vez em quando por telefone, mas não recebia retorno, o visitava de vez em quando, sua visita também não era retribuída.
    O desfecho final foi uma separação total, pergunto este é um ato cristão? Penso que não, mas continuam a usar o nome de Cristo que disse “amar o próximo como a ti mesmo” estas religiões apóiam as palavras de Cristo quando lhes convêm. Quando não são interessantes para eles as frases de Cristo cai no esquecimento. Por estes motivos digo com muito orgulho, prefiro não ser nada a ser falso cristão.
    Encontrei outro caso na internet. Um cidadão dizer que Edir Macedo é Cristo retornando a terra. Diz este cidadão que Edir Macedo é um homem bom, ama a Deus e sua Família e não pede nada em troca. Como alguém que não pede nada em troca pode montar um império de poder da magnitude do seu. Será que Deus o está favorecendo e o enriquecendo? Que Deus é este que deixa milhões de pessoas morrendo de fome no mundo todo e se preocupa em ajudar Edir Macedo a montar um império de poder? Outra coisa, Edir Macedo não tem nada a ver com Cristo. Edir Macedo é um empresário, um comerciante bem sucedido, Cristo era um homem simples, não tinha nenhuma ambição terrena tinha em seu comportamento a pura humildade.
    O que leva as pessoas ter estes pensamentos bobos em afirmar que Edir Macedo é Cristo retornado a terra, são pessoas cujo cérebro sofreu uma lavagem completa, não pensa mais por si próprio. Esta bobagem dita por este cidadão é tão boba que digo com toda certeza, nem mesmo o próprio Edir Macedo acredita nesta bobagem.

    Paulo Luiz Mendonça, autor do livro, Crônicas Indagações e Teorias. Editora Scortecci.
    http://pauloluizmendonca.judblog.com

  • Pauloluizmendonca

    Deus, o mistério.

    Existe em um lugar qualquer do nosso planeta, uma caixa hermeticamente fechada. Esta caixa esta imóvel não tem nenhum odor, não há nada que a identifique. Muitos humanos passaram a observar, andaram a sua volta, a examinaram, chegando até tocar com as mãos, mas nada puderam perceber, era impossível saber seu conteúdo era e é um grande mistério, mas algum esperto teve uma idéia maravilhosa e disse; Deus o nosso criador esta nesta caixa, após dizer isso passou a descrever como seria este Deus, ele é onipotente, bondoso e justo, nós somos a sua imagem, ele foi o criador do universo. Foi assim que começou a primeira religião monoteísta.
    Como o negocio foi ficando muito lucrativo, apareceram outros adotando a mesma idéia e assim foi proliferando todo tipo de crença. A caixa continua lá no mesmo lugar e muito bem fechada como sempre esteve. Aquele pseudo conhecimento de Deus foi se alastrando por todo planeta, cada um dando sua versão de acordo com seus interesses, mas até o dia de hoje a caixa não foi aberta tudo que se fala, sem nenhuma duvida são suposições, pois o mistério continua, ninguém pode dizer que já o desvendaram, acredito que nunca será desvendado, passam gerações e gerações, e o mistério continua a desafiar nossa imaginação Tudo que é pregado pelas religiões são somente suposições nada pode ser provado até hoje.
    Não pensem que sou ateu, nada disso apenas tenho um cérebro para pensar, para raciocinar. E qualquer explicação que não tenha coerência, não posso aceitar como verdade. Penso que deve haver um criador de todo este misterioso universo, mas este misterioso criador não precisa ser necessariamente divino pode ser um criador sem dotes celestiais, isso não lhe tiraria os méritos diante de tamanha construção.
    Sei muito bem que minhas palavras não irão mudar nada na humanidade, pois isso já esta enraizado na mente humana não há como mudar. Gostaria que pelo menos as pessoas usassem mais o potencial maravilhoso dos seus cérebros, refletissem com mais clareza, deixando com isso de ajudar muitos espertos a montarem verdadeiros impérios de poder em nome deste Deus que continua fechado na caixa misteriosa.

    Paulo Luiz Mendonça. Autor do livro Crônicas indagações e teorias. Editora Scortecci.

  • Pauloluizmendonca

    JUSTIÇA A TODOS.
    Esta crônica não está de maneira nenhuma se relacionando pejorativamente a nenhuma entidade religiosa
    Ela somente terá a incumbência de abrir nossos olhos para as injustiças cometidas por nós seres humanos, principalmente nós cristãos.
    Em primeiro lugar, falamos de Jesus Cristo, um homem sábio, muito evoluído e audacioso para sua época. Seus feitos foram extraordinários, seus ensinamentos foram sem duvida muito significativo. Suas parábolas trouxeram mudanças profundas na nossa maneira de viver. Segundo relatos, foram feitos por ele centenas de milagres, isso ninguém discute são fatos reais os quais são relatados no novo testamento. Agora vamos fazer um paralelo, uma comparação entre Jesus e outros homens de grande talento que surgiram na terra. Por exemplo, enquanto Jesus fez centenas de milagres salvando pessoas as beiras da morte ou com grandes dificuldades. Alexandre Fleming salvou milhares, e milhares de seres humanos da morte certa com a descoberta da penicilina. Pessoas com infecções sem esperança de cura passaram a serem salvas, e a penicilina abriu caminho para outros antibióticos os quais continuam salvando seres por todo planeta terra. Podemos falar também de Luiz Pasteur, que através de suas pesquisas descobriu a vacina anti-rábica. Através desta descoberta, milhares e milhares de seres foram salvos da morte certa e muito dolorosa. Enquanto Jesus salvou centenas de paralíticos, Sabin descobriu a vacina contra a paralisia infantil, com isso salvou milhares e milhares de crianças a se tornarem paralíticas. Alem destes há também Osvaldo cruz, Vital Brasil, Robert Koch descobridor do bacilo da tuberculose e muitos outros médicos e cientistas pesquisadores os quais dedicaram suas vidas na luta contra as varias doenças que assolavam nosso planeta.
    Há também filósofos, educadores e muitos outros nomes importantes no desenvolvimento intelectual da espécie humana.
    Vamos agora, ao porque de toda essa explanação. Está no fato de o nome de Jesus ser amplamente divulgado, não só divulgado, mas vergonhosamente explorado, e estes outros grandes homens também super importantes, seus nomes caíram completamente no esquecimento.
    É fácil de entender a mídia não se preocupa em divulgar os nomes destes homens, porque esta divulgação não gera lucros e o capitalismo vive de lucros quanto mais lucro melhor.
    Paulo Luiz Mendonça. Autor do livro, Crônicas, indagações e teorias. Editora Scortecci.

  • Moapfeffer

    gostaria de dizer que sou também um ateu convicto. Mas, mais do que discutir e ficar procurando respostas para saber quem somos e de onde viemos, deveríamos nos ater em procurar onde queremos chegar, como deveríamos agir, como queremos deixar o mundo para nossos filhos. Pois o passado é, pois PASSADO. Não chegaremos nunca à um denominador comum em questão de religião, pois cada cabeça tem uma. Acho particularmente, embora, com certeza terão os contras, que deus foi um ser necessariamente criado, pelo homem em algum dado momento. Momento este, com certeza muito necessário à humanidade. Embora, para mim não é necessário ir à cultos nem rezas para saber o que é correto ou errado nas nossas vidas, pois meu pai sempre me disse que o que a gente não gostaria que fizesse conosco,que não se faça para o próximo, penso que se outras pessoas necessitam de irem às suas rezas e orações que assim o façam, pois com toda a certeza, enquanto isso o fazem, de modo algum mal estarão fazendo. Por outro lado, demorei muito em admitir esse meu ateísmo, e o faço por ter já lido e analisado muitas idéias de pensadores e pesquisadores cientificos. Não interessa à humanidade ficar trocando farpas sobre crença ou descrença. o que interessa é pensar em algo para melhorar o mundo em que vivemos. Ética, moral, honestidade, sinceridade, lealdade,caridade e respeito à todas as formas de pensamentos é o que deveria prevalecer.

  • Assis Utsch

    Embora a grande massa de crentes seja de pessoas simples, iletradas, ignorantes das grandes questões do mundo, muitos pensadores religiosos entretanto são grandes intelectuais. Na verdade a crença não decorre necessariamente da ignorãncia. As pessoas são crentes graças as suas compulsões, suas idiossincrasias, seu autoengano; graças à educação recebida, aos costumes, às tradições, etc. Já o ateu tem outras compreensões sobre as questões religiosas. Paras um ateu, Deus é uma invenção de homens primitivos conservada pelo homem moderno por razões de conveniência; os livros santos são mitologias, lendas e fábulas milenares que vieram sendo recontadas, recriadas, expurgadas, reinterpretadas; as religiões são superstições mais elaboradas; e a ideia do Trasnscendente vem de nossa inconformidade com a finitude da vida. (Assis Utsch, autor de O Garoto Que Queria Ser Deus)

  • Paulo Luiz Mendonça.

    Quem acredita na Bíblia.
     
             Quem acredita na Bíblia Sagrada tem a convicção total de que este livro é uma lição de vida, acreditam eles que o mesmo contem tudo que é precisa para levar uma vida plena, acreditam ainda  que há neste livro uma fonte inesgotável de sabedoria.
            Por outro lado, os que não acreditam têm a seguinte convicção, se a humanidade toda se bitolasse neste livro, nós todos estaríamos até hoje mergulhados na escuridão da idade media.
     
    Paulo Luiz

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