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Papa cria organismo de combate à secularização

O papa Bento XVI vai instituir no Vaticano um órgão para combater a secularização e «reevangelizar» países ricos e desenvolvidos do Ocidente, segundo ele ameaçados pelo «eclipse de um sentido de Deus».

Se não recorrerem à violência sectária, é tão legítimo o Papa combater a secularização como todos os livres-pensadores, ateus, cépticos e agnósticos, a evangelização. A luta pelas ideias em que se acredita é uma conquista do Iluminismo, herança da Revolução Francesa, paradigma das democracias.

É igualmente lícito crer, descrer ou ser contra as crenças, desde que sejam respeitadas a legalidade democrática e a dignidade humana. É por isso que o Diário Ateísta combate as crenças, pela desconfiança na sua bondade, mas não deixará de defender o direito a que todos os homens e mulheres as possam praticar e divulgar.

O mundo civilizado sabe no que deu o processo de reevangelização islâmica começada com o Aiatolá Khomeini de quem Bento XVI é um avatar. Os assassínios em nome da fé, seja qual for o objecto da fé, não podem ser tolerados. Ninguém negará a violência que grassa, por todo o mundo, em nome de deuses que nunca fizeram prova de vida.

A demência islâmica, apostada em converter o mundo ao seu deus – o único verdadeiro –, é semelhante ao despotismo sionista e ao furor obscurantista de Bento XVI. Não é por acaso que o jovem das juventudes hitlerianas foi o ideólogo do Vaticano no tempo de JP2, um papa rural e supersticioso, que criou a indústria das canonizações e desatou a reconhecer milagres feitos por cadáveres com séculos de defunção.

Este pontífice, continua o negócio, com obstáculos no caminho, e sem renunciar a fazer da fé um instrumento de proselitismo obscurantista e agressivo. A sua interferência nos assuntos internos dos países onde tem apoios prova a obsessão pelo poder. Que queira salvar a alma, seja isso o que for, é um direito que lhe assiste; insistir em salvar a alma dos que não querem é um abuso a que é preciso pôr cobro.

B16 está disposto a aliar-se ao diabo para conter a liberdade que os países democráticos conquistaram. É preciso estar atento às suas arremetidas contra os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos dos países livres.

Mais uma vez, pergunto: O que terá levado o Vaticano, o arcebispo de Cantuária e o rabino supremo de Israel a tomarem uma posição favorável ao aiatola Khomeini quando, na sua pia demência, condenou à morte Salman Rushdie pelo abominável crime de…ter escrito um livro?

20 thoughts on “Papa cria organismo de combate à secularização”

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  • JoaoC

    Dá-lhes, Santo Padre! Força e coragem para a luta, Santidade! Desde o anúncio da criação do novo Conselho Pontifício que se ouvem as lamúrias e o rugidos de quem vê a propagação da sua doutrina diabólica ameaçada! Força, Santo Padre: Lembra-te: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja. E as portas do Inferno não prevalecerão contra Ela”.

    Pois é, temos pena (ou não), mas é assim 😉

    Infelizmente (ou fezlizmente) a força da anti-Igreja ainda vai aumentar. É preciso que aconteça. No entanto, “Em Portugal, conservar-se-á sempre o dogma da Fé” (Santíssima Virgem, Rainha de Portugal).

    É todo o interesse e todo o direito da Igreja de querer evangelizar e anunciar ao mundo esquecido a Quem deve prestar culto. Claro que cada um tem o direito de rejeitar a palavra de salvação, ninguém a isso é obrigado. Por isso, não sei porque temem este direito da Santa Igreja de voltar a Cristianizar o Ocidente (como ele precisa!). Será falta de convicção naquilo que (não) acreditam?

    VIVA O SANTO PADRE E A SANTA IGREJA CATÓLICA, APOSTÓLICA E ROMANA!

    DEO GRATIAS!

  • Cidadao do bem

    Carlos, és mesmo um hipócrita!!! Condenas a Igreja e demais religiões ao mesmo tempo que elogias a revolução francesa!! A revolução francesa foi um mar de sangue!!! Milhares de “reacionários” foram guilhotinados!! A revolução era a “democracia da guilhotina” e serviu de modelo pra democracias estilo URSS e China!! És mesmo um aldrabão!!! Depois os islâmicos que são os dementes!!! Ah.. já que falas tão bem da revolução de Robespierre… Fales bem da revolução de Lenin e Stalin… de Mao… Sejas coerente!!!
    Não vejo diferença do aiatolá Khomeini pra Robespierre. 2 fanáticos… um político e outro religioso!!

  • Cidadaodobem

    O Islão está a ser chamado de demente e perigoso depois que alguns países maometanos contrariaram os interesses dos paises da NATO e de Israel. Por isso, são demonizados!! Irão começou a reevangelização islâmica?? Faz-me rir!!! O Irão virou este diabo depois que feriu interesses dos Grandes!! Agora os “cruzados”… (os médias) estão a fazer uma cruzada midiatica contra o “herege” Irão!!! A “heresia” do Irão: não ser títere da Religião US-Sionista!!!

    Ah.. e quem defende a revolução francesa não tem moral pra chamar outros de dementes!!!

  • Carlos Esperança

    A democracia não nasceu na sacristia.

    O 14 de Julho é celebrado em todo o mundo livre. Não confundir com as teocracias, do Vaticano a Meca.

  • JoaoC

    A Revolução Francesa foi o escancarar da porta para que o veneno entrasse na sociedade e os efeitos ainda se fazem sentir. Continua-se a não entender como alguém defende a Revolução maçónica da “liberdade, igualdade e fraternidade” (termos que foram usurpados do seu verdadeiro sentido e ainda hoje são apresentados ao mundo com um sentido falso, ilusioriamente bom). Esta Revolução maléfica é um mancha na História mundial e o início da cova para o abismo que nos querem meter.

    “As portas do Inferno não prevalecerão!”

  • jovem1983

    Caríssimo JoaoC:

    Preste atenção ao que vou escrever, neste momento sou eu como poderiam ser outros a fazer e exprimir o mesmo; qualquer religião não tem espaço na minha vida, nenhum, não sinto que preciso de algo que me diga que ofereça. Compreendi há muito tempo que o que quero de bem para a minha vida tenho de fazer por isso, e durante essa conquista posso e muitas vezes devo contar com o apoio de outras pessoas como essas pessoas também contam com o meu, mas para objectivos concretos, com efeitos que pudemos todos conhecer, com acções que assumimos a nossa responsabilidade. Tenciono quando tiver e se tiver descendência, como o faço com os sobrinhos que tenho, de lhes ensinar valores concretos assentes na sua responsabilidade, explicando-lhes que para cada acção existem consequências, indicando-lhes caminhos que lhes podem trazer uma vida feliz e se possível partilhada com quem pode corresponder similarmente dentro dos mesmos princípios. Até à data, quer por minha orientação, dos meus pais e irmãos, quer por orientação dos seus país, são jovens perfeitamente integrados, responsáveis, educados, respeitadores das liberdades de outros, reconhecem o que é uma opinião e o que é imposição, etc., etc.. Qualquer igreja não substituirá o trabalho educativo e o exemplo das pessoas que circundam os jovens que crescem nas sociedades ocidentais contemporâneas, sendo o esforço e a dedicação das pessoas envolvidas através de explicações e apelos à participação da sua consciência num quadro de valores comuns que fará a diferença no futuro. As igrejas não farão mais pelos jovens do que aquilo que as famílias podem vir a fazer em prol da educação para a Liberdade e para a Responsabilidade. Assim sendo, quem quiser contar com as igrejas que conte com elas, mas se houver qualquer imposição da sua parte contarão certamente com a minha reprovação, porque as experiências que temos tido, quer pessoalmente, quer pelos restantes membros da minha família, a religião não nos faz falta nenhuma. Lamento, mas essa é a minha verdade.

    Cumprimentos.

  • jovem1983

    Para quem não compreende o que é História deve fazer um esforço nesse sentido…

    A revolução francesa como outros acontecimentos não devem ser analisados se foram bons ou maus, quem viveu nas respectivas épocas fez a sua análise por direito e com maior propriedade, visto que muitos viveram esses acontecimentos, o que cabe a qualquer historiador profissional é analisar os acontecimentos e o quadro mental da época em que se sucederam, bem como avaliar os seus efeitos nesse mesmo quadro e noutros espaços onde os mesmos se tenham sentido.

    Hoje temos o que temos, como anteriormente, por exemplo, houve outros tipos de lutas religiosas fratricidas que desembocaram em diferentes religiões que hoje existem, etc. etc.
    Se a democracia foi um caminho sangrento porque houve quem lutasse contra e a favor dos seus princípios, igual caminho também foi percorrido pelas religiões, não nos esqueçamos que das lutas religiosas derivou um conceito bastante dúbio: “a guerra justa”.
    O que então deveríamos escrever convictamente se tecêssemos o mesmo tipo de comentários valorativos tendenciosos, anacrónicos, descontextualizados, por parte de alguém que nem sequer viveu durante esses períodos…o que aconteceu, aconteceu. Não vivemos esses acontecimentos, mas os seus resultados, preocupemos-nos com o presente que esse sim diz-nos respeito a todos!

    Se os efeitos das guerras de religião foi a propagação das diferentes crenças, os efeitos práticos da revolução francesa foi a recuperação de uma ordem democrática, mais justa e tendencialmente mais igualitária do qualquer ordem social ou política anterior nas sociedades ditas ocidentais.

  • Ah Ah Ah

    «é tão legítimo o Papa combater a secularização como todos os livres-pensadores, ateus, cépticos e agnósticos, a evangelização.» – Carlos Esperança.

    Ou seja:
    Segundo o autor, é tão legitimo a um Estado justo e legalmente instituído combater a delinquência, a ladroagem, os bandidagem, os insurrectos, os terroristas e trapaceiros, como os delinquentes, os trapaceiros, os ladrões, os assassinos e os bandidos combaterem os estados que os não aceitam.

    «… herança da Revolução Francesa, paradigma das democracias» – Carlos Esperança.

    E que democracia!
    Uma democracia imposta pela força da guilhotina, onde todos os contrários (ou suspeitos de o serem) perderam a cabeça, ante ao gáudio dos democratas libertadores.
    Essas tais democracias republicanas deram passaporte aos mais horrendos ditadores, e foram a forja onde se temperaram as duas guerras mundiais.
    Essa rebelião francesa mais não foi do que o triunfo dos assassinos, dos ladrões, dos violadores e dos esclavagistas nas cadeia do poder. Em poucas épocas da História foi possível ter ouvir chamar heróis a patifes tão vis, tão cruéis, imbecis e injustos.

    «Diário Ateísta combate as crenças, pela desconfiança na sua bondade, mas não deixará de defender o direito a que todos os homens e mulheres as possam praticar e divulgar.» – Carlos Esperança.
    Onde chega a demência e imbecilidade!
    “nós queremos que vocês existam para vos poder combater”. Onde chega a doentia tara os ateus!… Isto faz lembrar os coutos de caça, onde se criam espécies “selvagens” para servir como objecto pelo prazer de as matar. Assim fazia Nero, Stalin, Mao e outros execráveis ateus.
    «Ninguém negará a violência que grassa, por todo o mundo, em nome de deuses » – Carlos Esperança.
    Ou será antes a violência que grassa, motivada pelos que se dizem no direito se ser anti-crentes e anti-religiões, e que acabam por dar azo e justificar essa violência.
    Como podem os ateus agredir selvaticamente os crentes e esperar que eles se comportem como vitimais submissas e conformadas?
    «Não é por acaso que o jovem das juventudes hitlerianas foi o ideólogo do Vaticano » – Carlos Esperança.
    Ou outros «jovens das juventudes hitlerianas» foram (e são) os ideólogos das políticas europeias, da União Europeia, do laicismo europeu e do ateísmo que tenta coarctar as liberdades e aprisionar a cultura, escravizando ou aniquilando quem não se submete à demência das taras ateias (ex: as mulheres islâmicas).
    … etc!
    A estupidez tem limites!!!

    Quando alguém causa grande embaraço a gente de vil intentos, aos mais execráveis e repugnantes delinquentes, é porque é alguém notável e excepcionalmente bom. Este Papa parece que tem esse dom.

  • Cidadaodobem

    “A democracia não nasceu na sacristia.”
    tampouco na guilhotina!!!

  • JoaoC

    Subscrevo integralmente.

    Enfim, a demência e a imbecilidade tem destas coisas!

    Cá estaremos para combater sempre o erro e toda a maldade humana derivante do ateísmo, a maior praga da humanidade. Sim, combater. Católico=soldado de Cristo e não pacifista. Combatemos orgulhosamente com a Cruz, a arma do nosso exército e com a protecção da Soberana Rainha de Portugal.

    Se andam mal habituados com os “católicos”(pseudo) que andam por aí, mornos e pacifistas, zombies e amorfos, a tentar fazer uma aliança impossível entre as Trevas e Luz, problema deles! 🙂

    Que o Santo Padre continue a incomodar os parasitas insignificantes que nos proporcionam bons momentos de humor quando tentam defender o indefensável.

  • jovem1983

    Caríssimo João C.:

    A posição que acaba de demarcar revela fundamentalismo religioso, espaço mental onde claramente termina a noção dos valores per si, no sentido de uma dimensão vincadamente e assumidamente reaccionária, de contorno evidentemente impositivo.

    No apelo ao combate, à envergadura de armas e à constituição de uma milícia investida pela cruz, o que acha que é indefensável?

    Pela falta de lucidez expressa no seu comentário, e pela gravidade da sua declaração, nem sequer tive vontade de esboçar um sorriso. Fique certo que das minhas palavras, quer escritas, quer proferidas, não encontrará alguma vez dirigido a qualquer pessoa que pense diferente de mim o sentido de sublevação que exprimiu.

  • JoaoC

    Ora,uff! ainda bem, Jovem 🙂 assustar-me-ia se o fizesse sorrir, pois era sinal que não tinha sido suficientemente claro! Não me espanta que me chame fundamentalista, já ouvi pior 😉

    O que acho indefensável? Espero que não esteja a falar a sério…

    Um apelo, agora mais soft: Continuem a divertir-nos 🙂

  • jovem1983

    Caríssimo João C.:

    Não o chamei de fundamentalista, mencionei exclusivamente e claramente a posição expressa no seu anterior comentário.

    Não o conheço, nem muito menos tenho garantias que o que escreve neste espaço seja realmente a sua conduta ou, primariamente, mero sensacionalismo.

    Acha indefensável apelar a conflitos armados contra outras pessoas que pensam de forma diferente? Tem noção que se esse caminho começasse a ser trilhado nunca mais iria acabar…

    Cada um diverte-se com aquilo que acha divertido. Se você diverte-se num espaço frequentado por crentes e descrentes, com os posts e comentários aí exibidos, está no pleno uso do seu direito individual e num espaço em que se pode exprimir à vontade, como há quem se divirta com todo o ritual da celebração eucarística mas exprime de outra forma…enfim…

  • JoaoC

    Oh JOvem, descanse que eu não fiz apologia a nenhuma “Guerra Santa”. Poucas houver que justificaram esse nome. Se ler bem, falo no combate (combate que começou com a queda de Lúcifer, que dura até aos dias de hoje) cuja a arma é a Cruz e, porque não, a arma mais eficaz contra o mal a seguir à Cruz – o Rosário.

    É com eles que combatemos.

    E não, não é sensacionalismo. Nunca fui dessas coisas. Escrevo e defendo “online” o que realmente defendo todos os dias “ao vivo”. E, como disse, com a vida se necessário for.

  • jovem1983

    Caríssimo João C.:

    Quando juntou “(…) soldado de Cristo e não pacifista” não deixou muito espaço para outra interpretação, compreenderá certamente que esta forma de comunicação tem alguns limites que o diálogo entre as pessoas ao vivo não apresenta. Salvo essa menção no texto que redigiu, o seu comentário realmente não se afasta da metáfora bélica que agora esclareceu.

  • JoaoC

    Jovem, pacifista no sentido de viver num clima de “paz e amor universal”, onde tudo vale e todas as crenças/não crença são tidas como boas. Não faz parte da minha natureza acomodar-me e não me chatear quando está em jogo uma coisa que vale mais que tudo no mundo. Se achar que me tenho de chatear, falar, estrebuchar, até com consequências maiores, faço-o em nome do que acredito. Obviamente que não vou partir para a cacetada contra quem não pensa igual. Mas combaterei – nem que seja apenas com a oração – as ideias que me parecem abomináveis e maléficas e que estão a entrar pela sociedade dentro.

    Ao contrário de católicos “adormecidos”, para quem tanto faz e não estão para se chatear. Não, não me acho melhor que outros católicos, muito pelo contrário. Apenas, na minha consciência, tento fazer o que achar melhor para defender a Fé e a Igreja. Mesmo que tenha de arranjar chatices. É esse o meu combater. Espero ter esclarecido.

  • Carlos_rm

    A democracia não nasceu na sacristia.

    Nem nasceu ou se fortaleceu mais com a Revolução Francesa.

  • Carlos_rm

    Eu acho que a Igreja deve saber lutar com as armas que respondam a qualquer ataque.
    Eu sou crente e se tiver que lutar fisicamente estou preparado.
    Os insultos que os ateus fazem aos crentes, virá um dia em que esgotarão a paciência dos crentes e darão mau resultado.

    Tal como não aceito um insulto pessoal à minha familia, à minha honra ou à minha dignidade, não aceito um insulto à minha cultura e personaldade de que a reliião faz parte. Portanto, sinto-me no direito de usar a força contra um ateu e sem formação social que resolva atacar a minha pessoa por via da minha religião.

    A forma como a religião é aqui insultada justifica todos os insultos dos crentes.

  • jovem1983

    Carlos_rm:

    A sua abertura à violência física é perturbante, o mesmo pensaria de qualquer indivíduo crente ou descrente.

    Tenha atenção que a sua cultura e personalidade não são únicas, existem várias culturas e personalidades distintas que também tem de respeitar.
    Quem não acredita ou se revê na sua cultura tem todo o direito de o fazer, e também tem o direito de comentar sobre essa situação visto que vivemos todos no mesmo espaço, e reconhecerá que é raro quem se coíbe de comentar as escolhas dos outros. Nesse sentido observe precisamente que as religiões e consequentemente os religiosos têm um termo e uma modalidade para quem as não reconhece ou as abnega, respectivamente, ateus e apóstatas.

    Pessoalmente prefiro descrente naquilo que outra pessoa ou grupos de pessoas acreditam como verdade insofismável, uma mundividência e cosmovidência que não partilho e que nada me impele a acreditar, e mesmo que não concorde, estamos todos no nosso pleno direito de autodeterminação, no uso da nossa liberdade e, se porventura dissermos algo que toque a religião, também será a nossa liberdade de expressão que prevalece nesse quadro, isto não quer dizer que não devemos todos cuidar de outros valores importantes como o respeito e a urbanidade pelo trato em relação a outros indivíduos, de um lado e do outro, aqueles que não partilham os mesmos sistemas de crenças ou aqueles que descrêem naquilo que outros acreditam piamente.

    Às palavras deve-se responder com palavras, aos argumentos deve-se responder com argumentos, à violência verbal cada um responderá como quiser, pessoalmente prefiro ignorar, e quem queira responder com ofensas está no seu direito como quem se defende da mesma forma também, mas ambos devem reconhecer que há outras opções que certamente não passam por aí, muito menos pela violência física.

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