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Obama intercede pelo Papa

Governo Obama pede imunidade do Papa nos casos de pedofilia nos EUA

Vaticano rejeita qualquer pedido de convocação de Bento XVI ou de seus cardeais para depor nos tribunais americanos.

O governo de Barack Obama pediu à Suprema Corte dos Estados Unidos que conceda imunidade ao Papa e a outros dirigentes da Igreja Católica nos julgamentos de padres acusados de pedofilia nos Estados Unidos.

14 thoughts on “Obama intercede pelo Papa”

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  • Joe

    Obama safado

  • Zeca Portuga

    Só um demente com um cérebro demasiado atrofiado pode imaginar que os USA tem qualquer jurisdição sobre cidadãos de outro país que não cometeram quaisquer actos em território norte-americano.

    Só um cérebro demasiado atrofiado de um demente profundo pode imaginar que um chefe de Estado, ou um membro do estado de um país soberano, iria depor num tribunal dos USA, fosse qual fosse o assunto, sendo que ele não cometeu qualquer crime à luz do direito internacional, nem praticou actos considerados como tal em território norte-americano.

    Só um cérebro demasiado atrofiado de um demente profundo pode imaginar que um Chefe de Estado de um país soberano, ou um membro desse Estado, não está abrangido por imunidade internacional. É que, nesse caso, há a reciprocidade – então o chefe de estado do USA, responsável directo por milhares de assassinatos, tortura, destruição massiva e vários crimes contra povos estrangeiros (quiçá, “contra a humanidade”), também pode perder a imunidade no estrangeiro.

  • Bruno Silva

    Só um demente com um cérebro demasiado atrofiado pode afirmar que o senhor Ratzinger não cometeu qualquer crime à luz do direito internacional, quando, durante anos, colaborou na ocultação de centenas de casos de abuso sexual a menores, em vários países do Mundo, silenciando vítimas e protegendo agressores, escudando-os de responderem perante a lei.

    Só um demente com um cérebro demasiado atrofiado pode exaltar o Vaticano como estado soberano, só porque em 1929 o Mussolini decidiu conceder-lhes 110 acres de território. O estatuto do Vaticano como estado soberano é discutível, e apenas porque, durante anos, se efectuaram “relações diplomáticas” que validaram esse conceito – caso contrário, não estariam satisfeitos os critérios necessários para chamar ao Vaticano “soberano”

    Só um demente com um cérebro demasiado atrofiado pode defender as acções do “Santo Padre” comparando-o com outras acções condenáveis – por essa ordem de ideias, nenhum outro criminoso internacional pode ser jamais julgado a menos que entretanto se julgue o Bush. Por essa ordem de ideias, ninguém em Portugal pode ser condenado até que se condene o Pinto da Costa (que é tão “inocente” como o Papa, seguindo os critérios do caro Zeca).

    Se o Papa vai ser julgado em tribunal internacional? Não, duvido seriamente que tal aconteça. Se o Papa é culpado? Evidente que sim.

  • ricardodabo

    O governo Obama acabou.

    O trabalho de Voltaire e outros expoentes do Iluminismo ficou incompleto. Nós conseguimos separar a Igreja do Estado, mas não conseguimos submeter os representantes da religião às leis do Estado. A bem da verdade, nem era preciso que o Obama pedisse imunidade ao papa Bento XVI. Ele e outros religiosos já gozam desse imunidade há muito tempo.

    Mencken já tinha cantado essa pedra. Quando a religião goza de imunidade contra críticas, isso só serve para duas coisas: a) jogar um véu de santidade sobre crenças que são indignas de um ser humano e b) transformar um ministro da religião num pervertido e depravado. Não é outra a situação hoje.

    Se vocês se lembrarem dos líderes das diversas religiões do globo, verão que muitos estão envolvidos em atividades criminosas. Edir Macedo, dono da Universal, dirige uma instituição que lava dinheiro. O casal Hernandes esteve preso recentemente nos EUA por ter entrado com dinheiro ilegal no país. O rabino Henry Sobel também foi preso nos EUA, mas por roubar gravatas. O Bento XVI dirige uma instituição que criou um esquema de acobertamento de padres pedófilos e de encobrimento da verdade.

    Vejamos quanto tempo mais vamos viver numa sociedade em que esses marginais gozarão desses privilégios.

  • antoniofernando

    À face do Direito Internacional, O Papa Bento XVI poderá ter imunidade diplomática. E quem a avaliar, terá que aplicar as regras do Direito,não as vontades do Richard Dawkins ou do Obama. Na ética, o critério é o do próprio juízo ético.E, se nesta matéria, Bento XVI as tiver, não há imunidade diplomática que lhe valha.Do ponto de vista institucional, tem-na por certo, mesmo que não tivesse incorrido em responsabilidade directa culposa sobre a matéria dos escândalos. Qualquer líder responde institucionalmente pelos desvarios praticados no âmbito das respectivas instituições.Coisa diferente é a responsabilidade directa, culposa, em que Bento XVI possa ter incorrido, enquanto Prefeito para a Congregação da Doutrina da Fé e enquanto papa. Se, sabendo dos acontecimentos, silenciou, pactuou, ou não se insurgiu contra as directivas dos documentos oficiais, sobre o modo de tratamento dos abusos sexuais, como foi o caso da ” Crimen Solicittationis”, terá culpa conivente sem dúvida. Mormente se, por via da aplicação do ” pacto de silêncio”, sucessivos abusos tiverem sido cometidos pelos clérigos abusadores.Os elementos disponíveis na comunicação social apontam indiciariamente para essa responsabilidade e os dados trazidos a público por Kans Kung reforçam-na. Esta seria uma óptima altura para Bento XVI demonstrar a humildade que tanto apregoa aos outros, a menos que todos as notícias da comunicação social tivessem sido forjadas. Mas para isso seria preciso que os respectivos jornalistas tivessem todos endoidecido…

  • centauro

    Como é que é possível que teomanos irrecuperáveis, dementes com cérebro demasiado atrofiado, provavelmente, digo eu, devido à grande quantidade de hóstias ingeridas já fora do prazo de validade, gentinha sempre, mas sempre, de joelhos e mãos postas, tenham o atrevimento continuado, repito, continuado, de entrarem em blogues ateus com a única finalidade de provocarem e ofenderem os descrentes?
    Ficamos a saber que esta gentinha religiosa é do piorio e, convenhamos, não podemos permitir que estes aleijados mentecaptos nos continuem a provocar. Por mim, já decidi: responderei às provocações dos teomanos com provocação identica… por exemplo, agora mesmo, vou entrar num site católico e revelar que, no outro dia, a senhora de Fátima entrou no meu quarto, se despiu e se masturbou à minha frente, enquanto gania de prazer. Era a senhora de Fátima, que eu bem vi e confirmei porque, quando me apareceu, disse: “Sou a nossa senhora de Fátima” e depois, contou-me alguns segredos que revelarei (porque não papo segredinhos) já de seguida, tais como gostar de praticar sexo anal, achar o Marcelo Rebelo de Sousa um homem muito bonito e gostar imenso de ouvir o Toni Carrera cantar. A seguir, mesmo sendo de noite, fez o Sol rodopiar e andar às cambalhotas no céu que eu até fiquei agoniado. Outra coisa: isto não é nenhuma provocação, aconteceu mesmo, Zeca Portuga. Juro, pela tua saúde!

  • Zeca

    Tenha a bondade de transcrever a norma de direito internacional que foi violada.

    Em grande parte dos países do mundo, incluindo em Portugal, ninguém é obrigado a denunciar crimes. Por outro lado, nenhum membro do estado do Vaticano tem poder ou competência para coagir ou condicionar a liberdade de denuncia das vítimas ou obstruir a justiça em algum país do mundo.
    Admitindo que estes casos tenham acontecido, existiu alguma intervenção directa (in loco) do Vaticano (foi lá – aos USA – um cardeal violar alguém, ou ameaçar alguém, ou colocar lá alguém a policiar as eventuais vítimas)?
    Acresce que nenhum país tem autoridade notificar a depor em processo desta natureza, nenhum cidadão de outro estado, só porque um tribunal desse país entende que um cidadão estrangeiro, residente noutro país não denunciou uma conduta que pode ser tida como criminosa (nos USA), cometida em território sob a jurisdição do tribunal (USA).
    Dito de outra maneira: se o Bruno, residente em Portugal, souber de um crime abuso de menores cometido nos USA por um amigo hipotético, e disser: “isto não é nada comigo, mas tem cuidado se não ainda vais ser preso”, e não denunciar o eventual criminoso, pode ser chamado depor e/ou ser condenado nos EUA?

    Só um cérebro muito raquítico e carcomido pela demência pode aceitar tal situação, não acha?

    Mussolini não decidiu dar uns terrenos ao Vaticano. Mussolini resolveu definitivamente um problema com um Estado muito anterior à Itália unificada e à maioria dos países da Europa. O estatuto se soberania do Vaticano é discutível como o de Portugal em relação à Espanha, e da maior parte dos territórios dos países da Europa Central e de Leste: não são as relações diplomáticas que validam o conceito de Estado, muito menos a soberania.

    O “Santo Padre” não cometeu nenhum crime que caiba na jurisdição dos tribunais internacionais. Porém, a grande parte dos chefes de Estado dos países da Nato (e não só) tomaram decisões que conscientemente sabiam resultar na morte deliberada de milhares (se não milhões ) de inocentes, de pessoas indefesas, de pessoas que estão sequer dentro da esfera de acção da justiça desse países.
    O que são meia dúzia de “auto proclamadas” vítimas de abuso sexual (que nunca se queixaram e agora resolveram aparecer) contra os muitos milhares de mortos, torturados, estropiados, desalojados, famintos e doentes que esses chefes de Estado provocaram?

    A questão da “pseudopedofilia” na Igreja são um minúsculo cálice de água, comparada com um Oceano pacífico desses crimes de estado (esses sim, do âmbito do direito internacional).

    Só um perfeito imbecil, um crápula asqueroso a pingar ranho e podridão é que não entende o que está em causa – um ataque à Igreja Católica por parte das associações de dementes ateístas, e não um problema de justiça criminal. Muito menos uma questão responsabilização de um cidadão ou de um Estado.

    O curioso da história é que os padres não são funcionários do Vaticano, já que não existe nenhum vinculo laboral ente eles e o Vaticano.

    Suponhamos que, em vez de se tratar de católicos apostólicos romanos se tratava de anglicanos Ingleses, nas mesmas circunstâncias. Chamava-se a depor a Rainha de Inglaterra?
    Suponhamos que se tratava de jogadores de futebol, nas mesmas circunstancias. Quem era chamado a depor como responsável (aqui já nem está em causa a imunidade)?

    Ou então, numa caso ainda mais absurdo:
    Suponhamos que um empresa portuguesa tinha trabalhadores nos USA. Sabendo empresa que um dos seus trabalhadores tiveram comportamentos destes, logicamente não os poderia denunciar por uma questão económica, como se precederia?

    Independentemente de tudo isto, não é matéria que possa ser do âmbito do TPI. Seguramente!!!

  • Zeca

    Também há casos destes:

    http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=

    Há gente que sabe e não denuncia. Vamos supor que daqui a 20 anos esta fulana resolve proecessar toda essa gente… quem irá preso?

  • antoniofernando

    Completando o meu anterior comentário:

    “Ainda em Maio de 2001, Ratzinger enviou uma carta solene acerca dos delitos graves („Epistula de delictis gravioribus“) a todos os bispos. Nesse documento os casos de abuso eram colocados sob „Secretum Pontificium“, cuja violação pode implicar severas penas canónicas. É, pois, com justiça que muitos exigem do então prefeito e agora papa um „Mea culpa“ pessoal. Contudo, infelizmente este deixou passar a oportunidade de o fazer na Semana Santa. Em vez disso, fez atestar „urbi et orbi“ a sua inocência através do cardeal decano, no Domingo de Páscoa.”

    Quem o diz é Hans Kung, na carta aberta que dirigiu aos bispos no passado mês de Abril. A acusação é grave. Se for verdadeira ,a responsabilidade de Joseph Ratzinger será um facto se da „Epistula de delictis gravioribus decorrer uma orientação expressa de encobrimento de padres abusadores. Mais grave ainda será se aí estiver prevista a mera rotatividade desses padres por outras paróquias.Essa epístola, contudo, é um bocado difícil de perceber. Vejam porquê:

    http://www.vatican.va/roman_curia/congregations

  • antoniofernando

    link para a „Epistula de delictis gravioribus:

    http://www.vatican.va/roman_curia/congregations

  • antoniofernando

    Não sei porque carga de água não aparece inserido a totalidade do link para o importante documento „”Epistula de delictis gravioribus“, que já tentei por várias vezes inserir. Quem o desejar consultar, sugiro que veja através do google, inserindo essa expressão. Mas vai ter dificuldade em perceber o seu conteúdo pois está redigido em latim…

  • pedro

    -|- -|-
    M MA

    Não se trata de imunidade diplomatica mas sim o facto de que o actual papa quando era cardeal continuou e mandou continuar a investigação sobre o assunto e continuou a tomar medidas preventivas pelo sim e pelo não mas as mesmas autoridades que o acusam agora na altura é que fecharam o caso e não ele ou seja daqui conclue-se que na realiadde quem ficou-se com o caso abafado e fechado foram as proprias autoridades na altura, coisas de eles…

  • Bruno Silva

    Não sou entendido em Direito, mas creio que o Direito Internacional contempla o abuso sexual de menores a larga escala como um crime contra a Humanidade. E o Sr. Ratzinger não peca apenas pela não denúncia – peca pelo encobrimento activo de actos criminosos, silenciando vítimas e instruindo padres e outros membros da Igreja, sob a sua tutela hierárquica, a ocultarem-se da justiça. A comparação que sugere, de eu saber de um crime cometido no estrangeiro e não o denunciar, é falaciosa – o “Santo Padre” não só sabia, como utilizou a sua posição hierárquica e influência para activamente escudar esses crimes. Se eu for presidente de uma multinacional e um funcionário meu, numa agência da minha empresa noutro país, cometer um crime e eu silenciar testemunhas e encobrir os seus actos, sim, sou criminoso!

    Rogo-lhe também que se abstenha de “desculpar” a responsabilidade do Sr. Ratzinger recorrendo a comparações com outros crimes que passaram impunes – tal história deve servir como incentivo para sermos menos permissivos e passivos no futuro, não como desculpa para “fechar os olhos” a crimes futuros.

    E por favor, peço-lhe que não utilize o argumento senil do “ataque à Igreja” por parte dos ateus malvados, de tão ridículo que é. O ataque não é à Igreja, é a um conjunto de indivíduos que cometeram actos hediondos contra crianças. É natural que sejam os ateus os primeiros a encabeçar esta opinião, dado que estão livres da influência religiosa e de mente aberta para a realidade. Este “ataque” é contra situações concretas, ocorridas na vida real, não contra crenças e fantasias sobre divindades e outras mistificações tais.

    Quanto à soberania do Vaticano – mais uma vez, não sou entendido, mas sei que há vários critérios para o reconhecimento de soberania de um estado e que o reconhecimento por outros estados é importante (senão obrigatório na teoria constitutiva). Pela teoria declarativa, temos que é necessário: população permanente (cerca de 900 pessoas habitam permanentemente no Vaticano, todas com passaportes de outros países – uma população constituída exclusivamente por diplomatas?); governo (a Santa Sé) e capacidade de se relacionar com outros estados (situação que eu mencionei – muitos países validaram o Vaticano aceitando relações diplomáticas com este). Quanto a economia interna (venda de selos, livros e lembranças) e externa (basicamente investimento no estrangeiro), é risível.

    Enfim, pormenores técnicos que não nos devem distrair do que realmente importa: a responsabilidade do Papa é evidente, vergonhosa e não deve passar impune. Infelizmente, irá de facto passar impune, como acontece com muitos outros crimes. Mas que a impassibilidade do Mundo não sirva de certificado de inocência.

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