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  • 25 de Maio, 2010
  • Por Carlos Esperança
  • AAP

Um vídeo interessante

Conversa com Deus

5 thoughts on “Um vídeo interessante”
  • antoniofernando

    O vídeo é bem interessante, pedagógico, inteligente e eu também o recomendaria a todos os crentes que procurem uma concepção menos desviante e mais próxima de Deus. Também sugeriria uma particular atenção pela visão pananteísta de Einstein, que acreditava em Deus como Inteligência Suprema e Origem do Universo, mas não na concepção de Deus interventor na realidade humana.Essa visão de Einstein tem uma qualidade inestimável: não dá azo a absurdas interpretações antropomorfizadas de Deus.Mas você, Carlos, quer ser verdadeiramente polémico ? Então ponha aqui a debate o Evangelho de Maria Madalena, descoberto, em 1945, em Nag Hammadi. Quer algo mais controverso do que Maria Madalena como companheira amorosa de Jesus de Nazaré ?…

  • Carlos Esperança

    António Fernando:

    Não procuro a polémica mas é esta que costuma vir ter comigo.

    Limito-me a animar um espaço que faz falta ao pluralismo nacional, às vezes com grande sacrifício e falta de tempo.

    Há que goste de impedir os outros de pensarem diferente. Não é o caso de nenhum de nós.

  • jovem1983

    O locutor desta animação (desconheço se terá sido o único autor) tem outros vídeos carregados no seu canal no youtube (http://www.youtube.com/profile?user=EdwardCurre…), e que seguem a mesma linha de sátira religiosa com recurso ao humor e à ironia. Segundo o responsável, o seu objectivo é suscitar o questionamento e o debate de convicções. Alguns comentários que são deixados em alguns vídeos são de pessoas que os interpretaram sem atender a essas características determinantes.

  • antoniofernando

    Carlos Esperança:

    Em Portugal, tantos anos depois do 25 de Abril, ainda temos todos muito que aprender em termos de debate democrático.As ideias divergentes são óptimas para testarmos as nossas convicções.Os crentes têm muito que aprender com as críticas justas dos ateus e creio que a inversa também é verdadeira. Por mim,ser cristão pressupõe exigência na abordagem do tema religioso e subscrevo inteiramente o que, a este propósito, defendia Descartes:” não se deve aceitar qualquer ideia que nos vem dos livros, da tradição, da autoridade da igreja, nenhuma deve ser aceite, a não ser que resista a um exame rigoroso”.

    P.S. Quanto à questão do Evangelho de Maria Madalena, o assunto é apaixonante, porque remete para uma hipotética relação amorosa com Jesus de Nazaré. Mas reconheço que não é matéria que se trate num Diário Ateísta…:-)

  • 1atento

    Talvez fosse interessante debater, o conteúdo, como e porquê foram retirados da bíblia esse e outros textos considerados “apócrifos”, cujos manuscritos, papiros, foram encontrados em Nag Hammadi em 1945 e em 1947, nas cavernas de Qumran próximo ao Mar Morto.

    Segundo pesquisas que fiz, foi uma resolução do Concílio de Nicéia ocorrido em 325 d.C, que mandou retirar, e destruir, esses textos, supostamente fantasiosos, porque contrariavam as bases da doutrina Católica que se estabelecia nessa época.
    Os Monges, encarregados de cumprir essa resolução, terão optado por não os destruir e os, guardaram dentro de urnas de argila onde permaneceram esquecidos e protegidos por mais de 1500 anos.

    Colo aqui um pouco, copiado, do evangelho A INFÂNCIA DE CRISTO SEGUNDO TOMÉ que talvez dê uma ideia dos motivos dessa resolução:

    I
    Eu, Tomé Israelita, julguei necessário levar ao conhecimento de todos os irmãos descendentes dos gentios, a Infância de Nosso Senhor Jesus Cristo e tantas quantas maravilhas ele realizou, depois de nascer em nossa terra. O princípio é como segue.
    II
    Esse Menino Jesus, que na época tinha cinco anos, encontrava-se um dia brincando no leito de um riacho, depois de haver chovido. Represando o correnteza em pequenas poças, tornava-as instantaneamente cristalinas, dominando-as somente com sua a palavra.
    Fez depois uma massa mole com barro e com ela formou uma dúzia de passarinhos. Era um Sabbath e havia outros meninos brincando com ele. Um certo homem judeu, vendo o que Jesus acabara de fazer num dia de festa, foi correndo até seu pai, José, e contou-lhe tudo:
    — Olha, teu filho está no riacho e juntando um pouco de barro fez uma dúzia de passarinhos, profanando com isso o dia do Sabbath.
    José foi ter ao local e, ao vê-lo, ralhou com ele dizendo:
    — Por que fazes no Sabbath o que não é permitido?
    Jesus, batendo palmas, dirigiu-se às figurinhas, ordenando-lhes:
    — Voai!
    Os passarinhos foram todos embora, gorjeando. Os judeus, ao verem isso, encheram-se de admiração e foram contar aos seus superiores o que haviam visto Jesus fazer.

    III
    Encontrava-se ali presente o filho de Anás, o escriba, e teve a idéia de fazer escoar as águas represadas por Jesus, usando uma planta de vime.
    Ante essa atitude, Jesus indignou-se e disse:
    — Malvado, ímpio e insensato. Será que as poças e as águas te estorvavam? Ficarás agora seco como uma árvore, sem que possas dar folhas, nem raiz nem frutos.
    Imediatamente o rapaz tornou-se completamente seco. Os pais pegaram o infeliz, chorando a sua tenra idade, e o levaram ante José, maldizendo-o por ter um filho que fazia tais coisas.

    IV
    De outra feita, Ele andava em meio ao povo e um rapaz que vinha correndo esbarrou em suas costas. Irritado, Jesus disse-lhe:
    — Não prosseguirás teu caminho.
    Imediatamente o rapaz caiu morto. Algumas pessoas que viram o que se passara, disseram:
    — De onde terá vindo esse rapaz, pois todas as suas palavras tornam-se fatos consumados?
    Os pais do defunto, chegando a José, interpelaram-no, dizendo:
    — Com um filho como esse, de duas uma: ou não podes viver com o povo ou tens de acostumá-lo a abençoar e não a amaldiçoar, pois causa a morte aos nossos filhos.

    V
    José chamou Jesus à parte e admoestou-o da seguinte maneira:
    — Por que fazes tais coisas, se elas se tornam a causa de nos odiarem e perseguirem?
    Jesus replicou:
    — Bem sei que essas palavras não vêm de ti, mas calarei por respeito a tua pessoa. Esses outros, ao contrário, receberão seu castigo.
    No mesmo instante, aqueles que havia falado mal dele ficaram cegos.
    As testemunhas dessa cena encheram-se de pavor e ficaram perplexas, confessando que qualquer palavra de sua boca, fosse boa ou má, tornava-se um fato e convertia-se numa maravilha. Quando José percebeu o que Jesus havia feito, agarrou sua orelha e puxou-a fortemente.
    O rapaz indignou-se e disse-lhe:
    — A ti é suficiente que me vejas sem me tocares. Tu nem sabes quem sou, pois se soubesses não me magoarias. Ainda que neste instante eu esteja contigo, fui criado antes de ti.

    Ver mais em: APÓCRIFOS E RELIGIÃO
    Cumprimentos

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