Loading
  • 23 de Maio, 2010
  • Por Carlos Esperança
  • AAP

O nazismo nunca foi ateu

No passado dia 20 houve um debate sobre «Religião e Ateísmo», organizado pelos alunos da Faculdade de Medicina do Porto, entre Ludwig Krippahl, da Associação Ateísta Portuguesa e o padre da ICAR, José Nuno, moderado pelo jornalista Carlos Magno.

O referido padre afirmou que «os maiores genocídios do século XX foram perpetrados por ideólogos ateístas: nazis e comunistas.

«Como a memória eclesiástica é selectiva, deixo aqui um trecho da conferência que, no dia seguinte, fiz em Lisboa, no Auditório da Biblioteca-Museu República e Resistência e que refere o nazismo:

A religião alimentou a guerra da ex-Jugoslávia e foi o rastilho de ódios que o mosaico étnico e a conivência externa ajudaram a deflagrar.  No Kosovo esteve em curso um genocídio dos sérvios ortodoxos sobre sérvios e albaneses islamizados a que a ONU teve de pôr cobro.

A Croácia cometeu, uma vez mais, horrores contra os sérvios, católicos contra ortodoxos, esquecida do passado nazi, na década de 40, em que o Estado fantoche de Ante Pavelic, apoiado pelo Vaticano, quis exterminar todos os judeus e levou a cabo uma campanha de conversão forçada dos cristãos ortodoxos. O seu partido Ustashe era tão repugnante que muitos oficiais alemães protestaram, envergonhados por serem obrigados a associar-se a ele.

O nazismo, sendo um fenómeno de natureza secular, não teria levado tão longe a sua loucura genocida se o cristianismo (católicos e protestantes) não tivesse envenenado os crentes com as concepções anti-semitas que os moldaram. Quando o Terceiro Reich iniciou a vasta e metódica aniquilação dos judeus logo surgiram progroms anti-semitas na Polónia, Roménia, Hungria, Áustria, Checoslováquia, Croácia e outros países. Mas já em 1919, por exemplo, tinham sido mortos 60 mil judeus só na Ucrânia e o nazismo estava longe de ser a religião oficial do Terceiro Reich. Isto para não recordar o carácter anti-semita do concílio de Trento e da Inquisição. De algum modo os nazis foram agentes da teologia cristã para a qual os judeus são ainda piores do que simples hereges; são hereges que repudiam explicitamente a divindade de Jesus e foram autores do deicídio. O próprio Hitler, ao usar a expressão «ninho de víboras», para os judeus, tanto a pode ter ido buscar directamente ao Evangelho de Mateus (3:7) ou a Lutero, que decerto a bebeu aí, mas o anti-semitismo não pode ser alheio à educação católica que recebeu.

Perseguições aos judeus em Espanha com os ataques às judiarias (Toledo, 1355, 12 mil mortos; Palma de Maiorca, 1391, 50 mil mortos; Sevilha, 1391, etc.; com a Inquisição (1478) milhares deles procuraram refúgio em Portugal. Outros, por medo, deixaram-se converter ao catolicismo. Uma perseguição tão cruel levou as judiarias espanholas à miséria, até que em 1492 foi declarada a expulsão dos judeus da Espanha.

Em Portugal, o anti-judaísmo provocou a revolta popular contra os cristãos-novos e os judeus ocorrida em Abril de 1506 – o infame Progrom de Lisboa. A superstição agravou o medo da peste que grassava na cidade e as dúvidas de um judeu em relação ao suposto milagre desencadeou uma onda de ódio, estimulada por um frade, que perseguiu, matou espancou e arrastou semi-vivos para as fogueiras que logo se acenderam na Ribeira e no Rossio – um massacre de 4 mil judeus, enquanto dois frades, o português João Mocho e o aragonês Bernardo, um com uma cruz e o outro com um crucifixo erguido, bradavam: Heresia! Heresia!, atiçando o ódio.»

51 thoughts on “O nazismo nunca foi ateu”

    Pingback: Tweets that mention O nazismo nunca foi ateu :: Diário Ateísta -- Topsy.com

  • antoniofernando

    É verdade que Hitler nunca foi ateu. Na sua obra ” Mein Kampf” afirmou:”

    “Se o judeu, com o auxilio do seu credo marxista, conquistar as nações do mundo, a sua coroa de vitórias será a coroa mortuária da raça humana e, então, o planeta vazio de homens, mais uma vez, como há milhões de anos, errará pelo éter. A natureza sempre se vinga inexoravelmente de todas as usurpações contra o seu domínio.

    Por isso, acredito agora que ajo de acordo com as prescrições do Criador Omnipotente. Lutando contra o judaísmo, estou realizando a obra de Deus.”

    Estaline, esse, chegou a entrar para o seminário cristão ortodoxo de Tbilissi. E instituiu o ateísmo marxista-leninista como doutrina oficial da URSS.

    Em 1991, com o colapso da União Soviética, os arquivos do governo soviético finalmente foram revelados. Os relatórios do governo continham os seguintes registos;

    * Número de mortos
    o Executados: 800 mil
    o Fome e privações (gulags): 1,7 milhões
    o Deportações: 389 mil

    Entretanto alguns historiadores sustentam que esses relatórios soviéticos não são confiáveis. E de maneira geral apresentam dados incompletos, visto que algumas categorias de vítimas carecem de registos.

    Outros historiadores afirmam que o número de vítimas da repressão estalinista não ultrapasse os quatro milhões; outros, porém, apontam no sentido de que esse número seja consideravelmente maior. O escritor russo Vadim Erlikman, por exemplo, fez as seguintes estimativas:

    * Número de mortos
    o Executados: 1,5 milhão
    o Fome e privações (gulags): cinco milhões
    o Deportados: 1,7 milhão
    o Prisioneiros civis: um milhão
    Total: aproximadamente nove milhões

    O Estalinismo nunca foi teísta…

  • Carlos Esperança

    António Fernando:

    O meu repúdio pelo nazismo é igual ao do stalinismo e de outros totalitarismos. Não duvide do meu amor à liberdade.

  • antoniofernando

    Carlos Esperança:

    Não duvido de si.Só pretendi completar o teor do seu texto.Aliás,o totalitarismo não deriva da crença ou da descrença. Relembro que o Budismo, embora não seja intrinsecamente ateu, não coloca a questão religiosa no sentido da evolução dos seus adeptos,mas das rectas e correctas intenções. O sentido do Bem e do Mal é imanente a toda a condição humana, independentemente de sermos crentes, agnósticos ou ateus.Em parte também concordo consigo quando refere que o anti-semitismo também emerge de algumas personalidades anteriores a Hitler, como, por exemplo, João Crisóstomo…

  • Carlos Esperança

    Já agora acrescento: A espiritualidade não é monopólio dos crentes.

    Sei que está de acordo mas eu não consigo convencer disso muitos crentes.

  • sempapasnalingua

    antoniofernando
    “Aliás,o totalitarismo não deriva da crença ou da descrença.”
    No teu mundo imaginário talvez seja assim, no mundo real isso é mais que falso.
    A tua precepção da realidade é compreensível e deriva directamente da sensibilidade cristã beata.
    Se há um totalitarismo católico e islâmico, não há totalitarismo cristão.
    O totalitarismo bárbaro islâmico é uma consequência lógica da crença em alá, da confiança cega no exemplo de maomé(rda), e a materialização da ideologia do alcoirão e da suna, como o nazismo o foi do mein kampf e da confiança cega em Hitler.
    Quanto a distinções entre Bem e Mal,deixemo-nos de filosofias a 50 cêntimos. O Bem está mais perto do “amar” os seus inimigos do cristianismo ingénuo do que odiar à morte os cristãos, judeus, apóstatas, ateus, homosexuais, adeptos de qualquer outra religião,mulheres violadas sem as quatros testemunhas,ou infiéis ao marido.
    O Bem é respeitar a integridade física e psicológica das pessoas, o Mal não excisar meninas e casá-las a partir dos 9 anos com quem o pai decide e quem der mais vantagens materiais e não é bater na mulher e repudiá-la como fazem os confrades da religião fascista maometana.
    O Bem é respeitar e ser grato a civilização e cultura que nos faz bem e nos dá tudo, e não a odiar e repudiar como fazem os adeptos do fascismo verde, para quem tudo é devido e obrigado.
    O Bem é partir do princípio democrático do diálogo, do compromisso e do Direito comum e consensual para resolver conflitos, o Mal é partir da relação de forças e da lei do mais forte sem escrúpulos nem moral como é a norma na ideologia islâmica.
    O Mal noutra escala é os cristãos beatos não preverem com realismo e coragem o resultado do contencioso civilizacional com o totalitarismo maometano.
    Por exemplo, o “amar os inimigos” cristão teísta e beato,é tão Bem intencionado como irresponsável. Serias acpaz de chamar as pessoas a amar Hitler e o Nazismo?
    Outramente dito, o Bem cristão beato é receber um estalo na face direita e logo oferecer a face esquerda, o Bem cristão ateu é, depois de levar um bofetão por descuido do agredido, na bochecha esquerda é apresentar a bochecha direita para melhor visar as jóias de família nas entre-pernas do agressor antes de chamar a polícia e apresentar queixa civilizadamente em tribunal.
    Serve assim estes exemplos para esclarecer a diferença entre a teoria abstracta e ingénua e a prática no mundo real?

  • sempapasnalingua

    “Percepção” queria eu dizer, não me ataquem na ortografia como me atacam no meu pseudónimo à falta de argumentos no plano das ideias.
    Era só para prevenir. E quanto aos outros erros e gralhas de teclado, não se excitem, não tenho tempo de rever ou ir ao corrector de texto.

  • antoniofernando

    “SERVE ASSIM ESTES EXEMPLOS PARA ESCLARECER A DIFERENÇA ENTRE A TEORIA ABSTRACTA E INGÉNUA E A PRÁTICA NO MUNDO REAL?”

    Não, não serve. Não te considero capaz de destrinçares o trigo do joio.Todo o teu discurso me parece o de um ressabiado, toldado pelo azedume crónico com que comentas por aqui.Gostas, também tu, de seres censor das consciências daqueles outros companheiros de debate, que livremente exprimem as suas próprias opiniões. E, como estás toldado pela acrimónia da tua dilacerada posição existencial,distorceste, mais uma vez, o que exactamente escrevi e reafirmo:” o totalitarismo não deriva da crença ou da descrença”. Entre o crente S. Francisco de Assis e o inclemente Papa Inocêncio III todo um comportamento ético os separava. O primeiro tratou sempre todos os seres com a maior elevação moral. O segundo ordenou a chacina dos cátaros.Tomás de Aquino propugnava a morte dos supostos hereges. E Santo Ambrósio opôs-se à execução de todos os que divergiam da Igreja Católica. Tem uma obra de doutrina social do mais avançado que se pode encontrar.Também encontras inúmeros papas devassos e corruptos, como Alexandre VI e Bento IX, mas outros que dignificaram o exercício do cargo, como João XXIII e João Paulo I.Por cá tivemos um Cardeal Cerejeira e um António Ferreira Gomes. Houve um Torquemada inquisitorial mas também houve Giordano Bruno e Padre António Vieira, ambos perseguidos pela Inquisição.O Budismo, embora não seja intrinsecamente ateísta, não discute a questão da existência ou não de Deus, por considerá-la irrelevante para o aprimoramento da evolução espiritual.O que significa que pode perfeitamente enquadrar-se numa perspectiva ateísta da vida. Já percebi que tens uma redutora fixação anti-islâmica .Deves, porventura, pensar que os taliban e os tipos da Al Quaeda são os únicos representativos do Islão. Dir-me-ás que o Corão remete para a concepção de um Deus simultâneamente misericordioso e castigador. Mais castigador do que misericordioso certamente. Mas a isso respondo-te que também isso acontece no Deuterónimo e no Levítico e não conheço nenhum católico que sustente o apedrejamento das mulheres, invocando os fundamentos teístas da lei moisaica. Retorquirás que, através do Islão, as práticas de perseguição aos seres humanos são mais acentuadas e intolerantes. E eu concordo.Mas achas que a larga maioria dos muçulmanos são terroristas potenciais ? Eu não. É só a minha opinião, se não te importas. Mas, mesmo que te importes, quero lá saber o que te incomode.Quanto ao ateísmo, vamos retirar a conclusão de que, por ter havido os ateus Estaline, Mao Tse Tung e Pol Pot, ser ateu significa uma ameaça para a Humanidade ? Tu não teces nenhuma linha separadora entre os muçulmanos radicais e a enorme multidão de outros que nunca perseguiram pessoas. Mas isso é só porque, de facto, o teu discurso,repetidamente ressabiado e mesquinho, está eivado de um evidente preconceito xenófobo. Quanto ao teu infeliz nick, também te reafirmo o que já disse: falas muito bem escondido no anonimato. Assim é cómodo ser-se cáustico e atirar pedras indiscriminadamente.Grande ” coragem” a tua ó sempapas…

  • Pedro Costa

    “O referido padre afirmou que «os maiores genocídios do século XX foram perpetrados por ideólogos ateístas: nazis e comunistas.»”

    O padre José Nuno está a chamar ateu ao Papa Pio XII? Devia ser excomungado…

  • Zeca Portuga

    “os maiores genocídios do século XX foram perpetrados por ideólogos ateístas: nazis e comunistas.”

    O Padre perdeu o tempo a falar com apdeutas e aldrabões.
    Se bem que, para mim, um padre perde toda dignidade e valor ou contracenar com a escumalha ateísta, não é por isso que disse alguma asneira.

    Nem necessitava de falar do Nazismo, ou no comunismo em geral, bastava falar apenas do ateísta e comuna Mao, que em nome da ateísmo, matou mais do que toda a II Guerra, mais os crimes que os ateus costumam atribuir à igreja (inquisição, etc.). Aliás, mesmo os que não matou, o ateísta Mao reduziu a dignidade humana e os direitos dos seus concidadãos a um nível muito inferior ao que têm os animais vadios da minha rua.
    Bastava, portanto, esse.

    E, por que não contrapôs os números de mortes da inquisição ao actual aborto. Num só ano, os pró-abortistas ateísta são cúmplices de mais mortes do que séculos de inquisição (embora a inquisição fosse uma arma politica e não da Igreja).

    E por que não disse que os actuais estados laicos que são a “menina dos olhos dos ateístas” (v.g. os membros da Nato), já mataram muito mais em 50 anos do que séculos de estados não laicos ligados ao cristianismo. Sendo que há um clara “islamofobia” por parte da Nato.

    E por que não disse que o Hitler era tão cristão como o 95% dos ateístas aqui resistentes e lá estava presentes, pois foram baptizados, andaram na catequese, fizeram as comunhões, profissão de fé, casaram pela igreja, participaram em festas e procissões, confessaram-se… passam a vida a discutir e falar de Deus… etc.
    Portando, se isso fazia de Hitler um crente cristão, todos os presentes ateístas são crentes e cristãos e agem em nome do cristianismo.

    Por que não dizer que a repulsa dos cristãos pelo judaísmo não era superior ao ódio que os ateístas demonstraram ao perseguir os crentes e os religiosos, por exemplo em Portugal, desde o tempo do Marques Sebastião, passando pelo Aguiar, até os estúpidos, vergonhosos e repugnantes da Republica (onde os ideólogos da republicanos foram os primeiros a propor que se fizesse aos cristãos, sobretudos os religiosos jesuítas, aquilo que Hitler viria a fazer 20 anos mais tarde – antes de Hitler construir campos de concentração e extermínio já os republicanos ateístas – tipo Sampaio Bruno -.propunham a “solução final” para católicos).

    “Hipocritopatia”, ignorância ateísta e desonestidade e tendência para aldrabar, tudo reunido na mais asinina massa, dá um ateísta conferencista.

  • antoniofernando

    sempapas:

    Só mais uma ” coisita”:

    “O BEM É RESPEITAR A INTEGRIDADE FÍSICA E PSICOLÓGICA DAS PESSOAS, O MAL NÃO EXCISAR MENINAS E CASÁ-LAS A PARTIR DOS 9 ANOS COM QUEM O PAI DECIDE E QUEM DER MAIS VANTAGENS MATERIAIS”, dizes tu.

    E tu não és nada “beato”, pois não ? És muito ” corajoso”, não és ? E estás ” muito preocupado” com a excisão das meninas de 9 anos, não estás ?

    Então porque é que, ó suma integridade moral, ó guerreiro do Supremo Bem concreto,não vais efectivamente militar nos países islâmicos contra os caciques locais que praticam essa ignóbil prática excisante ? Poderias assim mostrares o quão beato não és e a tua enorme ” coragem”.
    E terias uma enorme vantagem perante as mulheres que são obrigadas a andar de burka: mostravas-te a ti e ao mundo que a tua suposta indignação não se resume a umas quantas postas de pescada, arrotadas no DA. E que os tens suficientemente no sítio para andares de cara descoberta nos países onde só Homens com H grande são capazes de enfrentar os perigos reais que uma insurgência anti-islâmica suscita ? Serás Homem para isso ou é-te mais fácil seres corajoso no anonimato do D.A. ? A grande diferença entre o ” beato” Jesus Cristo e tu é que Ele era também verdadeiramente Homem. E tinha-os no sítio. Foi Crucificado por causa desse arrojo….

  • Pedro Costa

    O que leva um fanático religioso a digitar “www.ateismo.net” no seu browser?

    Estará numa demanda sagrada em busca da conversão dos impuros ateístas?
    É duvidoso, começando pelo pequeno contratempo de não possuir, claramente, os dotes de oratória do padre António Vieira.
    O domínio do português é fraco, a construção frásica é pobre e os conceitos são usados de forma descontextualizada. E, não raras vezes, abusiva.
    Não, não deverá ser, neste caso, para obter a conversão massiva dos visitantes desta página.

    Posto isto, com a certeza concluímos ser exclusivamente para aborrecer pessoas.
    Homem, para a próxima não discurse, reze um terço. Aqui. Online.
    Aborrece muito mais, asseguro-lhe.
    O seu discurso não aborrece. A mim diverte-me.

  • Baal

    LIIIIIIIINNDOOOOOOOOOOOO !!!!!!!!

    Mais uma vez, as tuas palavras podiam ser as minhas. Estás a malhar no papaislãmicos EXACTAMENTE como eu tenho feito nos ultimos meses. Exactamente o mesmo tipo argumentação e de denúncia da xenofobia odiosa do bicho que ue tinha quando tu o começaste a apoiar por ele estar a discutir comigo. Afasto-me um bocado e é o suficiente para de repente descobrires que estavas a lamber as botas ao fanático xenófobo mais odioso deste blog. O papaturbantes é a prova viva de que a xenofobia mais odiosa pode ser exibida por um ateu mais ferozmente do que a de qualquer crente que frequente este blog. Como eu dizia e tu descobriste assim que ele deixou de me insultar devido á minha ausência.

    Assim já nem preciso de dizer nada. Apenas “Muito bem!” “Apoiado !” etc.

    Ainda bem que me afastei um bocado disto, senão, na tua febre de me contrariar, continuavas a contrariar-te a ti próprio, só pelo gozo de apoiares alguém que discordasse de mim, mesmo que eu estivesse a defender as tuas ideias.

    Parece que a minha presença tem esse efeito automutilante sobre ti. Nada que um colete de forças não possa controlar.

    Até já pensei que talvez fosse melhor não dizer que concordo quase sempre contigo, porque isso pode ter o efeito perverso de começares a discordar de ti próprio, só para discordar de mim.

    Porém, não querendo eu contrariar um maluco, não posso deixar de dizer que, excepto o facto de seres crente e te teres uma fobia esquizofrénica qualquer contra mim, concordo a 90% com os teus textos.

    Apoiado ! Apoiado !

    PS

    Há um saldo de prozac na farmácia da esquina. 🙂

  • Baal

    Apoiado ! Apoiado !

    Até digo mais, escusavas de te cansar a escrever. Bastava-te pastares os meus textos em que discuto com o papamaomés, onde digo EXACTAMENTE a mesma coisa, apenas com outras palavras e estilo.

    Mas compreendo que na altura a tua esquizofrenia contra mim te impedisse de ver isso e o tenhas apoiado. É natural, afinal estava a discordar de mim…

  • Baal

    “E por que não disse que o Hitler era tão cristão como o 95% dos ateístas aqui resistentes e lá estava presentes, pois foram baptizados, andaram na catequese, fizeram as comunhões, profissão de fé, casaram pela igreja, participaram em festas e procissões, confessaram-se… passam a vida a discutir e falar de Deus… etc.
    Portando, se isso fazia de Hitler um crente cristão, todos os presentes ateístas são crentes e cristãos e agem em nome do cristianismo. “

    Achas mesmo que alguém, depois de se tornar ateu, se confessa e passa a vida em procissões ?

    Até que ponto é que és capaz de levar a tua imbecilidade ?

    E hitler era igualzinho aos ateus deste blog ? Sim, estou mesmo a ver o Esperança a fazer discursos de propaganda cristã como o Hitler estava constantemente a fazer. Qualuqer que lei os discursos dos dois vê logo que fazer a apologia da religião e dizer que ela é indispensável à sociedade ou dizer que a religião é inútil e perniciosa é exactamente a mesma coisa.

    Pelo menos na tua cabecinha de alfinete.

    Devia haver uma licença para navegar na net, tipo carta de condução, que exigisse um QI pelo menos igual ao de uma tartaruga. Claro que ficavas excuído, mas sempre podias continuar a debitar essas barbaridades na tua paróquia.

  • Baal

    Grande texto.

    É tempo de acabar com uma das maiores mentiras da igreja do ultimo século, o suposto ateísmo nazi. Está mais do que provado que a igreja durante dois mil anos pregou o antisemitismo mais feroz e que foi aí que o antisemitismo nazi foi buscar a sua fonte.

    Até o antisemitismo de base racial tem origem na igreja – nas leis de pureza de sangue que exigiam que um “bom” cristão não tivesse sangue semita. Foi directamente a essas leis canónicas e a outras destinadas a segregar a comunidade judaica, que o nazismo foi buscar a sua ideologia e prática. Entre a noite de cristal nazi e os pogroms inspirados por frades a única diferença é a das fardas dos instigadores.

    Entretanto convém não esquecer que também sempre houve cristãos, incluindo líderes da igreja, que defenderam os judeus. Vários pogroms, mesmo na suposta “idade das trevas” medieval, embora praticados e instigados por crentes, foram condenados por outros crentes, nomeadamente hierarcas da igreja.

    Por exemplo, o famoso pogrom de Lisboa, em que frades instigaram o maior massacre da história do nosso país, foi violentamente reprimido pelo cristianíssimo rei de Portugal e condenado pelos dirigentes da igreja do nosso país. Concretamente os frades que o instigaram foram enforcados pelo rei, com o apoio da igreja. Convém não esquecer isto.

  • antoniofernando

    “PORÉM, NÃO QUERENDO EU CONTRARIAR UM MALUCO, NÃO POSSO DEIXAR DE DIZER QUE, EXCEPTO O FACTO DE SERES CRENTE E TE TERES UMA FOBIA ESQUIZOFRÉNICA QUALQUER CONTRA MIM, CONCORDO A 90% COM OS TEUS TEXTOS.”

    Estou-me nas tintas, Baal, que concordes a 90% ou a 100% comigo. Teço livremente as minhas opiniões e não estou preocupado, nem com proselitismos nem com concordâncias recorrentes ou pontuais, vindas de ateus, crentes ou agnósticos. Para mim, interessam-me pessoas de bom carácter, tenham elas ou não as crenças que tiverem. E,sobre ti, não vou mudar de opinião. Tens mau carácter e és mesquinho.Há muito que te topei a pinta. Agora vieste numa de mais ” civilizado”. Mas o verniz estala-te depressa a toda a tua sujeira comportamental não desaparece. Agora mais disfarçada é certo.Mas nem por isso menos suja…

  • Baal

    OOOOOOOOOH…

    Sou portanto porco sujo e mesquinho.

    Tudo isto por concordar quase em 100% contigo.

    O que seria se estivesse em desacordo em alguma coisa…

    Provavelmente incitavas a uma guerra santa. Assim, alguém que concorde em 100% com as tuas ideias é porco sujo e mesquinho. Ou seja TU estás a chamar a ti mesmo porco sujo e mesquinho.

    Decididamente és doido e forrado do mesmo. O que prova que o problema nem são as ideias. É o mundo estar cheio de chanfrados alucinados como tu. quando vos dá o vipe não hà racionalidade que vos páre, embirram e pronto.

    Grosso modo podemos encontrar esse tipo de embirração cretina na génese dos grandes da humanidade. O papamaomés também não consegue explicar racionalmente o seu ódio aos muçulmanos, o zeca tuga o seu ódio aos ateus e homos, os ateus radicais ao

    PS

    “Agora vieste numa de mais ” civilizado”.

    Eu sempre defendi exactamente a mesma coisa, há anos. E nunca me preocupei em me mostrar “civilizado” com bestas como tu. Animais como tu nem sabem o que isso é e seria deitar pérolas a porcos. Não fazes outra coisa senão provocar-me não tendo sequer o alibi de estarmos em choque de ideias porque defendemos exactamente a mesma coisa. Não passas de um porco rancoroso que já nem sabe o que há-de inventar para arranjar conflitos comigo.

    PS

    Continuo à espera, hà meses, que me expliques em que é que constitua uma contradição da minha parte eu afirmar que a maior parte da igreja instituída e dos crentes que a seguem cegamente está a seguir um caminho imoral de hipocrisia mas que, apesar disso, existem milhões de crentes honestos que a tentam reformar num sentido mais ético e que esses crentes têm de ser reconhecidos e apoiados.

    E já agora, em que é que essa afirmação diverge da tua posição, que é exactamente igual.

    De modo que, das duas uma, ou as tuas posições são apenas uma capa e não pensas aquilo que dizes, ou és completamente chanfrado dos cornos por dizer que alguém é um porco sujo apenas por ter as tuas ideias.

  • Zeca Portuga

    Stôr Baal Asno e Silva.

    ”Achas mesmo que alguém, depois de se tornar ateu, se confessa e passa a vida em procissões ?”

    Há quem conheça ateístas deste covil e me tenha dito que participaram em festas religiosas, alguns casaram pela igreja depois de se dizerem ateistas (alguns assumiram isso na Internet, no blog do vosso fuhrer neonazi Krip,).
    Recordo-me do prior e fuhrer Krip ter dito que levou os filhos à primeira comunhão de uns amigos.
    Mas, independentemente disso, também se não consta que Hitler andasse pelas igrejas após o inicio da Guerra, tal como os ateístas da Tasta e ateuólcios das tabernas anexas.

    ”Até que ponto é que és capaz de levar a tua imbecilidade ?”
    Pergunta que cabe em absoluto, em grau, género e número ao Stôr Baal. Onde esteve Hitler a fazer sermões cristãos? Isso só acontece numa história que V. sapiência conhece. Que não falte aqui o brazuca do costume com recortes aldrabados dos anos 20, a dizer que são de Hitler Fuhrer (ou seja, a fazer delas autenticas 10 anos depois – por aí se vê a canalha).
    Do catolicismo praticante dos nazis falou, por exemplo, uma verdadeira heroína católica chamada Irena Sendler.

    Hitler era tão hipócrita como todos os políticos daquele tempo, de hoje e de sempre. Até chegar ao poder, fez aquilo que fazem todos os politicos. Depois faz o contrario daquilo que tinha dito. Quer vossa excelência que lhe faça um desenho com o guru ateísta da seita satânica do PS, Pinto de Sousa (vulgo Sócrates), para não ser um alemão, onde veja o seu discurso antes e depois de ser eleito?
    Acorde Stôr Baal. V. Sapiência ou está a delirar ou a ainda não acordou!

    O Sr. bispo ateísta Esperança diz hoje o contrário daquilo que já disse muitas vezes, faz o contrário daquilo que já fez e mandou fazer. Já rezou nas suas aulas, já andou pela sacristia, já ensinou catequese… salvaguardadas as barreiras e medidas as distâncias… outro Hitler na prática.

    Eu também acho que deveria existir um controlo dos delinquentes que saltam para a Internet. Gente decente levar com crápulas, do mais viscosos, besuntado e ranhoso comportamento de canalha ignorante a armar-se em sabichão, deveria controlado ou até proibido. Quem não tem estrutura mental e saúde psíquica suficiente para andar pelo ciberespaço, deveria ser interdito.
    Mas, desde que começaram a dar portáteis a canalha da escola, é isto!!! E quem dá troco a canalha acaba borrado!

    Sabe Stôr !… não vou prá minha paroquia porque este humilde lavrador tem como paróquia a mundo quase inteiro. Mas, por teimosia, tenho capela privada numa das minhas casas… Veja lá!

  • Zeca Portuga

    Ó Ti Pedro Costa!

    Então, porra! Você percebe o que faz um crente aqui!?

    Então um crente pode ir ó circo, pra se divertir com os palhaços e alguns animais irracionais ateistas!?
    Eu sei que são artistas baratuchos, reles e ordinários… mas o bilhete é gratuito, Ti Pedro!!!!!

  • Zeca Portuga

    Stôr Baal:

    “Sou portanto porco sujo e mesquinho.”

    Mas conseguiu chegar sozinho a essa conlusão ou tiveram que lhe ajudar a chegar lá?

  • Zeca Portuga

    Ti Pedro, Porra!…
    Olhe que o tal papa salvou um ror de judeus. Despois da Guerra, até o rabino lhe fez uma homenagem, cuja lápide é bem clara e visível.

    Você pensa devagarinho… mas há-de lá chegar!!!

  • Joe

    Uma lista de ateus nazistas:

    Jozef Tiso, Ante Pavelic, Alois Hudal, Adolf Hitler, Josef Mengele, Miroslav Filipovic, Krunoslav Draganovic, Eugenio Pacelli, Gregory Rozman e Alois Stepinac…

  • Zeca

    Se tu e todos os steus do mundo inteiro fizessem pelos direitos do Homem, plea justiça e pela defesa dos perseguidos em guerra a milésima parte do qeu fez Eugenio Pacelli, o mundo seria um terno prado florido cheio de alegria e sorrisos!

    Onde estavam os heróis ateistas do outro lado da barricada? Não estariam nas fileiras dos carrascos que executavam pessoas com requintes de crueldade, muito para além do que o chefe mandava?

    Não há registo deles?
    Claro que não. Se fosse hoje em Portugal, no país do terceiro mundo como o Brasil, ou noutro país qualquer, alguém identificaria os que pertencem à seita dos ateus?

    Só um zarolho não vê que os ateistas são membros de uma seita marginal que ninguém identifica. Só um demente não sabe que o numero de ateistas carrascos seria milhares de vezes superior ao dos crentes (ou pseudo-crentes)

  • jovem1983

    Caríssimo Joe:

    Quem escreve que Hitler era ateu certamente o faz por duas razões:

    1) Ignorância; pois não conhece/leu as fontes documentais que confirmam incontornavelmente a orientação de Hitler. Contra isto recomenda-se a leitura do famoso livro que escreveu, ou então a leitura atenta das transcrições dos seus discursos, sobretudo os da década de 1920.

    2) Propositadamente; conhece a história e a orientação religiosa de Hitler, mas procura subverter o conhecimento existente, afastando nesse sentido o ditador da relação que tinha com a religião.

    Está largamente provado que Hitler era Católico Apostólico Romano, e a sua base religiosa serviu e inflamou discursos. Nesta linha, por exemplo, a sua visão particular da personagem Jesus era de um lutador, que se insurgiu contra o povo que não lhe reconheceu a divindade e supostamente exigiu a sua crucificação: os Judeus.

  • Zeca

    A Juventude tem problemas em interpretar os factos e deixa-se levar com muita facilidade nas aldrabices dos charlatães.

    E vossemecê, meu distinto jovem, é um exemplo paradigmático da sapiência colaça com cuspo.

    Quem estudou Hitler e o Nazismo a sério diz o seguinte:

    .(…)O historiador Allan Bullock escreve que desde cedo, Hitler “não tinha tempo algum para os ensinos do Catolicismo, considerando-o como religião adequada somente para os escravos e detestando sua ética”(…)

    A idéia de um Cristo ariano que usa a espada para purgar os Judeus da Terra – o que os historiadores chamam de “Cristianismo Ariano” – era obviamente um afastamento radical do entendimento Cristão tradicional e foi condenado pelo Papa Pio XI no tempo. (…)

    Os Judeus foram atacados não por causa de sua religião – aliás, muitos Judeus alemães eram completamente seculares em seus estilos de vida – mas por causa de sua identidade racial. [Ser judeu] era uma designação étnica e não religiosa. O anti-semitismo de Hitler era secular. (…)

    Ele chamava o Cristianismo de uma das maiores “calamidades” da história, e disse sobre os alemães: “Vamos ser as únicas pessoas imunizadas contra essa doença”. Ele prometeu que “por intermédio dos camponeses seremos capazes de destruir o Cristianismo”. (…)

    Hitler guardava um desdém especial pelos valores Cristãos da igualdade e compaixão, os quais ele identificou com a fraqueza. Os principais conselheiros de Hitler, como Goebbels, Himmler, Heydrich e Bormann eram ateus que odiavam a religião e buscavam erradicar sua influência da Alemanha. (…)
    Em sua História em vários volumes do Terceiro Reich, o historiador Richard Evans escreve que “os nazistas consideravam as igrejas como sendo os reservatórios mais fortes da oposição ideológica aos princípios nos quais eles acreditavam”. (…)

  • Zeca

    Até mesmo os judeus (http://www.beth-shalom.com.br/artigos/recicland…) reconhecem que:

    “Adolf Hitler aspirava criar uma nova religião: a Igreja Germânica, colocar em todos os púlpitos uma nova “bíblia” (o Mein Kampf), varrer os judeus da face da terra, destruir o cristianismo histórico e iniciar um império ariano que duraria mil anos.”

    Tratava-se de uma religião cujo deus fosse ele e culto seriam as suas ideias.

    Ou seja:
    A diferença entre Hitler e a seita da Tasca Ateísta dos suburbanos de Lisboa é muito pouca.

  • jovem1983

    Caríssimo Zeca:

    Já tive oportunidade de deixar aqui no Diário um trecho paradigmático da orientação de Hitler, que retomo novamente.
    Esse discurso em parte aqui transcrito não está digerido por nenhum historiador nem pseudo-historiador, e se ler com atenção certamente a única orientação que terá é a da sua consciência.

    O excerto em questão é do discurso proferido em 1922 (traduzido para inglês):

    “And finally we were also the first to point the people on any large scale to a danger which insinuated itself into our midst – a danger which millions failed to realize and which will nonetheless lead us all into ruin – the Jewish danger. And today people are saying yet again that we were 'agitators.' I would like here to appeal to a greater than I, Count Lerchenfeld. He said in the last session of the Landtag that his feeling 'as a man and a Christian' prevented him from being an anti-Semite. I SAY: MY FEELING AS A CHRISTIAN POINTS ME TO MY LORD AND SAVIOUR AS A FIGHTER. IT POINTS ME TO THE MAN WHO ONCE IN LONELINESS, SURROUNDED ONLY BY A FEW FOLLOWERS, RECOGNIZED THESE JEWS FOR WHAT THEY WERE AND SUMMONED MEN TO THE FIGHT AGAINST THEM AND WHO, GOD'S TRUTH! WAS GREATEST NOT AS SUFFERER BUT AS FIGHTER. In boundless love as a Christian and as a man I read through the passage which tells us how the Lord at last rose in His might and seized the scourge to drive out of the Temple the brood of vipers and of adders. How terrific was His fight for the world against the Jewish poison. Today, after two thousand years, with deepest emotion I recognize more profoundly than ever before – the fact that it was for this that He had to shed His blood upon the Cross. As a Christian I have no duty to allow myself to be cheated, but I have the duty to be a fighter for truth and justice. And as a man I have the duty to see to it that human society does not suffer the same catastrophic collapse as did the civilization of the ancient world some two thousand years ago – a civilization which was driven to its ruin through this same Jewish people.”

    – Adolf Hitler

    Trecho do discurso em Munique, 12 de Abril de 1922
    (Este e outros discursos estão online em: http://www.hitler.org/speeches/)

    Hitler acreditava em Deusl? Sim.
    Os ateus acreditam?
    Não. Contra factos não há argumentos (lógicos). Se Hitler é uma excepção nos Cristãos Católicos Apostólicos Romanos, certamente seria, mas na altura muitos silenciaram-se e concordaram com ele, pois o anti-semitismo era propagado na época pelo sul da Alemanha e Áustria.

  • Zeca

    Juventude:

    Segundo os estudiosas da coisa:
    O próprio Hitler diz em Mein Kampf que seus pronunciamentos públicos deviam ser entendidos como propaganda, sem relação com a verdade, mas planejados para influenciar as massas.

    Na verdade, Hitler fingia acreditar em Deus. Servia-se disso porque lhe dava jeito.
    Os ateístas não são diferente se isso lhes der jeito. O ódio dos ateístas aos crentes pode ser camuflado, só pra parecerem decentes.
    Hitler não foi nenhuma excepção – temos aqui muitos a actuar como ele: bons cristãos de outrora, agora ateistas javardos!

    E mais: segundo me têm dito, há aqui um javardo que, para a família e amigos, diz ser católico não praticante, mas aqui diz-se um ranhoso e despudorado ateista.
    Hitlers é o que mais há pro aí, Juventude!

  • jovem1983

    Caríssimo Zeca:

    Certamente reconhecerá que há muitos estudiosos, e desses muitos que não se escusaram de inflectir nos seus escritos as suas tendências.
    No comentário anterior citou um biógrafo que redigiu o seu primeiro trabalho sobre Hitler no início da década de 1950. Em História, enquanto disciplina cientifica, com a sua metodologia específica, a redacção de temas considerados de “história recente”, como esse o foi na altura, são alvo de sérias críticas sobre a qualidade da análise ao nível da interpretação, porque não guardam o devido distanciamento e assumem diversos “ruídos” que revertem manifestamente o valor da investigação, extremamente susceptível a comprometimentos e longe da desejada e devida isenção.
    No lugar de Allan Bullock poderia ter citado outros biógrafos, mas sobre História deveria estar atento às investigações de História Contemporânea mais recentes, estas com o devido distanciamento e na posse de vários outros conhecimentos que não havia então. Não se esqueça, por exemplo, que há períodos de divulgação dos documentos de arquivo, lembro-lhe que faz poucos anos que em Portugal temos acessos aos arquivos da PIDE.

    Sobre a sua citação neste comentário, que não identificou o autor, mas acreditando que essa ideia está expressa no livro escrito por Hitler (não posso confirmar porque não possuo o livro), não existe aí qualquer indicação que nos permita aferir sobre a crença ou não crença de Hitler. Quando retirei o excerto do discurso que coloquei no comentário foi para que observasse uma das fontes, e no lugar desta poderia ter colocada outras, mas considero esta como uma súmula da orientação de Hitler.

    Partindo do princípio que defende, que Hitler terá utilizado essa orientação exclusivamente nos seus discursos, isso não deixa de ser grave. Nesse momento deixamos de nos referir ao orador para passarmos aos destinatários, onde pudemos aferir que muitos crentes foram sensibilizados pelos seus discursos. Enfim, se seguisse essa linha estaria a negar evidências e entrava no campo da especulação.

    Hitler não foi uma excepção enquanto crente, muitos outros religiosos o seguiram, mas não pudemos resumir todas essas acções e orientações à religião, isso é absurdo porque se reconhece um conjunto de interesses políticos, económicos e estratégicos.
    Se fosse exclusivamente por motivação religiosa generalizada, certamente não teria existido a oposição de outros religiosos como aconteceu.

    Cada um responde por si, segundo a sua experiência, e a título pessoal, exemplo transversal a vários jovens da minha geração, fomos orientados para o cristianismo e catolicismo, contudo tive oportunidade de seguir outro caminho e garanto-lhe que não me revejo nos sentimentos amargos que imprime por convicção à generalidade dos ateus, bem como já assisti a situações promovidas por crentes praticantes que fizeram juízo ao pior nível da sua acusação. Claro que temos de reconhecer excepções, existem como é evidente, e tendo presente esse reconhecimento e honestidade é impossível generalizar.

  • Joe

    Jovem 1983:

    Quem escreve que Hitler era ateu certamente o faz por duas razões:

    “1) Ignorância; pois não conhece/leu as fontes documentais que confirmam incontornavelmente a orientação de Hitler. Contra isto recomenda-se a leitura do famoso livro que escreveu, ou então a leitura atenta das transcrições dos seus discursos, sobretudo os da década de 1920.”

    2) Propositadamente; conhece a história e a orientação religiosa de Hitler, mas procura subverter o conhecimento existente, afastando nesse sentido o ditador da relação que tinha com a religião.

    Está largamente provado que Hitler era Cristão, e professava a religião Católica Apostólica Romana, e essa sua base religiosa serviu e inflamou discursos. Nesta linha, por exemplo, a sua visão particular da personagem Jesus era de um lutador, que se insurgiu contra o povo que não lhe reconheceu a divindade e supostamente exigiu a sua crucificação: os Judeus. “

    Jovem 1983, Só pra lembrar, Hitler nasceu em 1889, no então Império Austro-Hungaro, baluarte do catolicismo na Europa Central.
    Tem mais… Hitler nasceu politicamente em Munique (na católica Bavaria)… cresceu politicamente lá… tentou um golpe de estado lá…. Por coincidência, Eugênio Pacelli foi nuncio em Munique nesta mesma epoca que Hitler se firmava politicamente e tentou o famoso “Putsch”… Ou seja…. Hitler e Pacelli eram vizinhos proximos… na epoca

  • Zeca

    “a título pessoal, exemplo transversal a vários jovens da minha geração, fomos orientados para o cristianismo e catolicismo, contudo tive oportunidade de seguir outro caminho.”

    Quanto tempo levará a que você (e os demais ateistas) entenda que o que se passou com Hitler foi exactamente a mesma coisa?

    Que lhe falta pra perceber que a luta de Hitler tinha os mesmo objectivos do ateismo?

    Consulte alguns historiadores judeus (israelitas e não só) actuais e verá que, em termos religiosos, qase todos afirmam que Hitler também culpava os judeus de serem responsáveis pelo nascimento do cristianismo.

  • Zeca

    Estupidamente, pra Hitler e mais um conjunto de palermas mandantes, os judeus foram considerados “uma raça menor” – um erro crasso… Tratava-se de um dos povos mais inteligentes e bem organizados do globo.

    De onde vêm essas qualidades dos judeus?
    Da sua cultura bem milenar e bem sedimentada em valores que são plenamanete respeitados e por uma cultura plenamente integradora. A base do cristianismo é também essa.
    Isso sim, isso chateia ferozmente os ateistas que não podem fazer nada contra eles (judeus e cristãos).

  • Baal

    zeca tuga,

    “Os Judeus foram atacados não por causa de sua religião – aliás, muitos Judeus alemães eram completamente seculares em seus estilos de vida – mas por causa de sua identidade racial. [Ser judeu] era uma designação étnica e não religiosa. O anti-semitismo de Hitler era secular. (…)”

    Essa é uma das maiores falácias do antisemitismo nazi.

    Sim, isso era o que eles diziam.

    Entretanto quem é o anormal que pode dizer que os judeus são homogéneos racialmente ? Ou mesmo que são uma todos uma misturada de mestiços ?

    Existem judeus de raça ariana se não pura, pelo menos a um nível racial que meteria muitos SS numa tigela, para já não falar dos actuais neo-nazis, especialmente dos países latinos, onde vemos baixotes morenões de cabelo preto, crespo e encaracolado, alguns braquicêfalos, a fazer a saudação nazi, considerando-se arianos”puros” enquanto desprezam como “mestiços” judeus asquenazins, quase todos altos e louros, muito mais arianos do que eles.

    É que uma raça mede-se por critérios físicos e não religiosos. Mas um judeu podia ser dolicocêfalo, louro de olhos azuis e um metro e noventa, mas o facto de pertencer ao povo que ia à sinagoga e não à igreja era suficiente para que fosse malçhar com os ossos a Auchwitz.

    Na prática não era a raça que definia o ariano, mas a religião dos seus antepassados.

    O papel da IBM no holocausto é esclarecedor. Os computadores não foram usados para definir características raciais, para identificar os judeus só havia uma maneira – fazer a triagem dos registos de nascimento.

    Ora para que tanto trabalho se, se tratasse apenas d euma questão racial eles podiam ser facilmente identificados simplesmente olhando para eles ?

    É que, precisamente, fisicamente (RACIALMENTE) não havia grande diferença entre eles e as populações hospedeiras. A diferença era a que vinha nas certidões de nascimento, concretamente na alínea que especificava a RELIGIÃO dos pais.

  • Baal

    Vejamos um exemplo de uma judia de origem askenazin.

    http://www.yeeta.com/newrandom.php

    Esta míuda iria direitinha para um campo de concentração por não ser de raça ariana.

    Mas estão a gozar com quem ?

    Ela é mais ariana do muitos dirigentes nazis, como o morenão Goebbels.

    Se falarmos dos nossos nazis tugas então está a um nível racial “superior” a uns 99% deles. Mas não é “oficialmente” ariana ! Mas um morenão baixote que vá à igreja já é “ariano”.

    Questão racial ?

    TRETAS !

  • Baal

    Não estou a conseguir fixar os links, vou tentar outra vez,

    http://i.ytimg.com/vi/w5dCKtPDBFo/0.jpg

    http://image2.linkinn.com/userfile/pictures_080

  • Baal

    Mesmo a nível cultural o antisemitismo nazi é uma falácia.

    A designação “Askenazin” dos judeus centro-europeus significa “alemão” e o ídich, língua deles, é em vocabulário e gramaticalmente cerca de 90% de alemão.

    Grande parte dos judeus estavam integrados culturalmente, muitos simpatizavam com o fascismo e muitos foram condecorados com a cruz de ferro na I Guerra mundial. Ainda hoje vemos como israel é unanimemente considerado como um enclave do ocidente no médio oriente porque a sua sociedade é mais europeia do que oriental. Mais uma vez, a única grande diferença era a religião dos antepassados.

  • Zeca

    Mestre Dr, Baal:

    Vosselência, ultimamente, não diz coisa com coisa. Aconselho-o a trocar de fornecedor, pois o “intruja” esta a vender-lhe produto de outra origem.

    “Antão” Vosselência comete (CUmete, no seu caso) o erro primário de chamar à colação a definição de raça, enunciando-a de forma diversa daquilo que os nazis entendiam. A confusão instala-se entre raça e etnia.
    Ora, as raças, são: branca, negra, etc.
    As etnias existem como subconjuntos do universo de uma raça. As características das etnias não são apenas somáticas, mas sim, em boa parte, socioculturias. Uma dessas características é a aceitação plena da praxis e dos valores culturais e civilizacionais com uma integração exclusivista; outra é um índice de endogamia muito elevado. ..
    Hitler usava a máxima de que “não basta parecer, é necessário ser”.

  • Baal

    Caro zeca,

    “Mestre Dr. Baal”

    Sim, nisto podes-me chamar de mestre, com justa causa.

    Acontece que já fui um dos dirigentes neonazis em portugal.

    Enquanto tu andavas a papar óstias eu estudava a história do III Reich, o Mein Kampf, os discursos do Fuherer, fazia medições craneanas e meditava nos pensadores clássicos que definiam os conceitos nazis de raça e etnia, como Alfred Rosenberg, Walter Darré, Dr Hans Gunther, Gobineau, H. S. Chamberlain etc.

    E sabes porque é que me afastei ? Devido a contradições desse tipo. Porque embora concorde com o fascismo, uma análise minimamente aprofundada encontra os seus conceitos raciais completamente contaminados por preconceitos religiosos de origem cristã.

    O antisemitismo nazi não passou de uma exploração de preconceitos de origem religiosa. A etnia judaica na Europa é simplesmente mais uma etnia europeia, quer a nível racial quer cultural. Já te disse que o ídiche é em 90% alemão e que a maior parte dos judeus estavam perfeitamente integrados. Basta ver o israel de hoje em dia. Está mais próximo racialmente, culturalmente e organizacionalmente da suiça do que dos seus vizinhos palestinianos.

    A única grande questão do antisemitismo nazi são preconceitos de origem religiosa que serviram para mobilizar as massas pela negativa, infelizmente contra uma das etnias de raça branca mais brilhantes e proveitosas para o desenvolvimento do ocidente – a etnia judaica.

    PS

    E não, o nazismo nunca valorizou apenas o conceito de etnia em relação ao de raça. Antes pelo contrário, para um verdadeiro nazi as etnias são apenas criações da raça, que constitui o elemento base da sua cosmovisão. As diferentes etnias são espelhos da raça que as criou.

    Claro que na prática acabava por sobrevalorizar questões como o nacionalismo. Mas acabei precisamente de dizer que me afastei por causa de contradições demasiado gritantes.

  • Baal

    PS

    Curiosamente, quando me acusam de ser anti-cristão, o irónico é que, como dirigente skinhead, já fiz segurança e de elemento de ligação à sociedade S. Pio X, a saber, os integristas de monsenhor Lefévre, no âmbito da cooperação de facto que existiu entre a sociedade e uma organização fascista portuguesa. Não deixa de ser irónico. Se algum ateu tentasse agredir um dos padres a minha função seria meter-me à frente e proteger o padre com a minha vida, se necessário fosse. E, claro, se necessário fosse, não hesitaria em usar a violência necessária para proteger os padres da associação. Ao mesmo tempo ajudei na sua instalação logística em Portugal.

    Desse tempo, embora seja agnóstico e discorde em absoluto em relação ao modelo de sociedade, ficou-me um profundo respeito pelos integralistas cristãos. Mas hà parvalhões que nunca arriscaram um cabelo pela sua igreja que me vêm acusar de “perseguidor” dos cristãos. Escumalha…

    PS

    Com isto estou também a dizer que conheço perfeitamente as ligações de parte da igreja aos nazismo. Afinal o nazismo (eu) estava lá…

  • jovem1983

    Caríssimo Joe:

    Essas ressalvas que fez são de suma importância. Existiu um substrato religioso que teve clara influência no contexto político-social da época. Várias das personalidades que referiu no seu comentário anterior reflectiram isso mesmo, com reacções bastante particulares aos desenvolvimentos do novo regime que se formava, nomeadamente perante as suas acções persecutórias.

    Continuam a existir círculos de pensamento que ainda persistem em ideias relativas ao posicionamento de Hitler perante a religião, influenciando claramente terceiros, alimentando a ignorância de quem está afastado do estudo destas problemáticas. Isso não só reduz as problemáticas relacionadas com os diversos acontecimentos da Época, bastante mais complexas, numa propositada tentativa de desvincular as acções perpetradas por indivíduos com crenças específicas (sem menosprezar a discussão legitima que se promove ao nível das orientações religiosas desviantes em relação a outras correntes de pensamento religioso). Para quem se pretende manter à margem da discussão séria, a figura e posicionamento religioso do ditador continua a ser um alvo preferencialmente operado, de forma a atenuar a presença das crenças individuais nos espíritos da época então envolvidos, bem como mitigar ou mesmo anular qualquer tónica religiosa nas suas motivações e, consequentemente, naqueles que o seguiram.

  • jovem1983

    Caríssimo Zeca:

    Atendendo aos argumentos apresentados nos seus comentários neste post, creio ter identificado a “fonte” onde se inspirou:

    “Era Hitler Cristão?”, de Dinesh d’Souza (tradução e adaptação de Maxiliano Mendes) in http://cristianismohj.blogspot.com/2009/01/hitl….

    Primeiramente, se queremos falar sobre História, temos sempre de realizar a devida crítica das fontes, onde se deve garantir, entre outros aspectos, se o que está escrito está sustentado por base documental legítima; qual o posicionamento do redactor dos documentos; e se existe a devida imparcialidade do historiador na interpretação dos documentos, na prossecução da sua investigação e na redacção no seu estudo.

    Para bem da honestidade, imparcialidade e esclarecimento, não é com base em artigos de opinião comprometida de pseudo- politólogos conservadores norte americanos que promovemos uma discussão séria com base factual.

  • jovem1983

    Segue neste comentário um link com citações de escritos e discursos de Hitler (aí devidamente referenciadas para futuras e devidas confirmações), para quem ainda insiste em criar uma relação errónea entre o ditador e o ateísmo possa assim rever a validade das suas afirmações e a falácia da sustentação dos seus argumentos.

    http://www.stephenjaygould.org/ctrl/quotes_hitl

    Deixo aqui uma dessas citações, relativas à posição de Hitler perante ateístas (mais citações estão disponíveis no link mencionado):

    “We were convinced that the people needs and requires this faith. We have therefore undertaken the fight against the atheistic movement, and that not merely with a few theoretical declarations: we have stamped it out.”

    – Adolf Hitler. Discurso proferido em Berlim a 24 de Outubro de 1933.

  • jovem1983

    Caríssimo Zeca:

    Segue neste comentário um link com citações de escritos e discursos de Hitler (aí devidamente referenciadas para futuras e devidas confirmações), para quem ainda insiste em criar uma relação errónea entre o ditador e o ateísmo possa assim rever a validade das suas afirmações e a falácia da sustentação dos seus argumentos.

    http://www.stephenjaygould.org/ctrl/quotes_hitl

    Deixo aqui uma dessas citações, relativas à posição de Hitler perante ateístas (mais citações estão disponíveis no link mencionado):

    “We were convinced that the people needs and requires this faith. We have therefore undertaken the fight against the atheistic movement, and that not merely with a few theoretical declarations: we have stamped it out.”

    – Adolf Hitler.
    (Discurso proferido em Berlim a 24 de Outubro de 1933)

  • Zeca Portuga

    Pobre Baal!

    Vossemecê já mente há muito ou é um desporto recente?

    Apareceu aqui como um mentiroso compulsivo, mas muito primário.
    Desta história toda acredito apenas que vossemecê seja um fundamentalista, um delinquente, um criminoso, um crápula fedelho neonazi e ateísta.
    Mas, o comportamento que aqui tem apresentado é a melhor prova de como os nazis sempre foram excelentes cristãos (e bons católicos). Vem apenas certificar aquilo que eu disse: os nazis nuca foram católicos, serviram-se da uma falsa crença católica em seu proveito, ludibriando o povo (e alguns sabichões de hoje). Porém um dia demonstraram aquilo que eram –o Baal acaba de provar isso.
    Vossemecê e tão agnóstico como eu sou astronauta… exactamente a mesma coisa.

    Acabou de escrever um rol de mentiras tão profusamente ilustrado que apenas pode ser suplantado pelo Sr. Esperança ou outro prelado da Tasca Ateísta dos Suburbanos de Lisboa (a tabernas dependentes, v.g. na região centro).

    Comecemos pelos computadores:
    – Durante a II Guerra os computadores alemães tinhas menos capacidade operativa do que uma das maquinas de calcular que hoje a Coca Cola oferece.
    – A IBM (americana) não forneceu computadores à Alemanha nazi.
    – Na Alemanha estava, efectivamente, a desenvolver-se computadores. Mas o único que poderia ter alguma aplicabilidade prática – o Z4, nunca chegou a ficar verdadeiramente operacional.

    Portanto, é tudo mentira que vossemecê inventou.

    Por outro lado, é visível a ignorância que aqui demonstra , pois nem sabe que os Alemães Nazis (uns crápulas ignorantes) confundiam etnia com raça – dai falarem em “raça ariana”.

    Outras calinadas pueris:

    “Entretanto quem é o anormal que pode dizer que os judeus são homogéneos racialmente?…
    Existem judeus de raça ariana…
    É que uma raça mede-se por critérios físicos e não religiosos.

    Tanta parvalheira junta! Tanta ignorância concentrada! Tanta estupidez reunida!

    “homogéneos racialmente”… Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
    Não existem judeu de raça ariana porque a raça ariana não existe, nem nunca existiu. Os judeus eram “racialmente” pessoas iguais às demais, pois não existia um estado judeu (que, para castigar os nazis como o Baal, nasceu da Guerra em que os queriam exterminar)

    Não perder tempo a explicar porque razão se abandonou a noção de raça com base em caracterizas somáticas (taxonomia antropométrica – utilizada fundamentalistas, como base pra sustentar as suas tendências criminosas, por exemplo, pelos republicanos da primeira republica ou pelos nazis, e que era uma aberração cientifica – é muito deferente da Taxinomia cientifica, plenamente aceite ainda hoje).

    Quando me referi a raça, estava a falar de conceitos da época a que reportam os factos históricos. A perseguição nazi foi direccionada pra as etnias e não para as crenças, e não visou apenas os judeus (mas sim, principalmente os judeus), como também os ciganos, os paneleiros, etc Etc.

    Já agora, aqui fica a minha teoria pessoal sobre o desfecho da estupidez nazi:
    Se Hitler, em vez de eleger os judeus como o seu alvo preferido, se tem aliado a eles e tem direccionado a sua raiva com os comunistas, teria ganhado a II Guerra e teria feito da Alemanha o maior país do mundo.
    Assim, os alemães para dominar a Europa tiveram que recuar e construir a actual União Europeia que corresponde ao sonho de Hitler, mas é imposta com uma forma de violência muito mais subtil… a coação psicológica
    (agora também sob a forma de sacrifícios colectivos pra não macular e salvar a “União”).

    Nota:
    Espero que este seja o meu último comentário dirigido ao Baal, pois recuso-me, terminantemente, a falar com nazis ateístas, por não os considerar dignos de ingressar numa conversa de seres humanos normais.
    Aos tais, teria muito gosto em partir o focinho e faze-los cuspir uns dentes, para saberem quanto pesa a mão de um Homem com uma estrutura física bem cuidada e moldada por mais de 45 anos de treino.

  • Zeca Portuga

    Jovem:

    Não se esforce!
    “(…) para quem ainda insiste em criar uma relação errónea entre o ditador e o ateísmo possa assim rever a validade das suas afirmações… “

    Não precisa de perder tempo a buscar coisas que não tem nexo. Se quer saber quão católicos eram os nazis, leia apenas o comentário o Baal que aqui assume publicamente ser nazi.
    Assume também que se disse católico, nas na verdade era tudo treta.
    Hitler, apesar de ser uma das maiores aberrações humanas da Europa, era um politico brilhante, um orador exímio e um líder nato. Pelos padrões de hoje seria, sem duvida, um excelente dirigente para a UE.
    Hitler falava o que o povo (quem ele considerava povo) queria ouvir. A prática era muito diferente.
    Só quem o conhecia de perto, e com ele privava, pode fazer luz sobre o assunto.
    Discursos de políticos são os mais falaciosos documentos históricos.

    Todo o comportamento de Hitler é de um ateísta aproveitador e sem escrúpulos. Veja como o Baal actuou. Veja como os ateístas aqui presentes actuaram. Veja como os nosso políticos actuam e como contrariam o seus discursos.

    Jovem: Você é mesmo jovem e, felizmente, muito crédulo no Homem e na palavra dos lideres políticos.

    Eu, com mais uns Invernos nas costas, não acredito no Homem e tenho por ofensa e mentira todas as palavras dos políticos (das todas as partes do mundo por onde ando, andei e andarei). Para mim o Homem é predador dos mais terríveis da natureza: excelente caçador e um sanguinário devorador da própria raça!
    Hitler, nisso, era igual aos outros. A diferença é que os demais estão muito controlados e não têm o poder que o ídolo do Baal tinha.

  • jovem1983

    Caríssimo Zeca Portuga:

    Tem a sua opinião e não se escusa de a manifestar, está em pleno uso do seu direito de expressão bem como o Diário Ateísta, ao contrário de outros espaços, permite a manifestação dessa pluralidade.

    Nos comentários que fiz neste espaço, como certamente reparou, não constituem qualquer apologia ao nazismo. Apenas procurei trazer para aqui, como faria noutros pretextos, algumas linhas de pensamento que importa esclarecer. Posso ser mais jovem que o senhor, mas cada um tem a sua experiência e formação, e com essa base, para bem de uma discussão, só posso exigir rigor, sobretudo quando se trata de análises históricas.

    Nesse quadro é impossível concordar consigo, mesmo ao nível das convicções, quando estabelece comparações entre o que se sucedeu na primeira metade do século XX com o que acontece hoje, a todos os níveis. A forma como devem ser analisados os discursos de Hitler é no contexto da época, e não devem ser retiradas quaisquer propriedades de validade dos mesmos.

    As convicções intimistas de Hitler podem levantar diversas dúvidas, mas o papel da religiosidade e o seu contributo para o que se sucedeu é inquestionável, pois os seus discursos com teor religioso moveram terceiros. Ainda não foi apresentada qualquer prova que confirmasse que Hitler tivesse sido ateu, antes pelo contrário, em contrapartida, o seu dirigismo político está impregnado de valores veiculados por correntes de pensamento religioso, isso está provado e os seus discursos, bem como os textos que redigiu, assumem essas orientações.

    De tudo isto não retiro juízos de valor, pois reconheço o vasto e complexo contexto económico, político e social da Época, e que existiram crentes que se silenciaram, outros que apoiaram e outros que se opuseram e agiram em conformidade; é impossível generalizar e dizer que a religião católica foi a base de todas as perseguições, mas houve princípios que sustentaram e deram o mote para as perseguições na altura.

    Num juízo na linha do que teceu, em relação à degenerescência dos ateístas face ao substrato cultural em que nasceram e foram educados, poderíamos pensar noutra conclusão, que Hitler e outros degeneraram de outra linha de pensamento e intervenção da Igreja e que, ao mesmo tempo, não abandonaram a crença para se tornarem ateus, mantendo assim, tal como noutros momentos aconteceu, e ainda hoje acontece, diversidades interpretativas em relação às escrituras consideradas sagradas.

  • zeca

    Jovem:
    Eu nunca disse que você estava a defender ou fazer a apologia do nazismo e de Hitler.
    Uma coisa e concordar e elogiar o nazismo (ou dizer-se nazi), outra e reconhecer que Hitler tenha uma capacidade fora do comum pra congregar e unir pessoa, levando-as a segui-lo.
    Acho que uma pergunta que salta a todas as pessoas é:
    “os alemães eram todos estúpidos pra concordar com Hitler ou eram tão estúpidos como ele?”
    A questão baseia-se no facto simples de que Hitler dizia exactamente aquilo que as pessoa queriam ouvir.
    Todos os políticos fazem o mesmo. Todos os políticos mentem deliberadamente. Todos os políticos estudam milimetricamente aquilo que dizem, os seus discursos, as sua imagem publica e a forma como chegam ao povo.
    A verdade da sua conduta vê-se na prática, nos seus actos reais.
    Isso nem se quer é coisa inédita. Foi assim em Roma, na Grecia… etc… até na Palestina no tempo de Jesus.
    Os preceitos obrigatórios da Igreja (para a época) nunca foram cumpridos por Hitler: não participava na missa dominical, não se confessava, etc. etc. e vilipendiava mesmo estes preceitos. Em muitos casos opôs-se ou gozou com eles, tomando um atitude ateísta exactamente igual aquela que aqui vemos.

    Não duvide que, se hoje viesse um Hitler com um discurso mais moderno e bem pensado, obtinha os mesmos resultados.

    Estes dias, um distinto académico da nossa praça dizia-me que a atitude quase imbecil (adjectivo meu) de dar computadores a miúdos e jovens é um exemplo de uma medida para condicionar a liberdade de escolha dos cidadãos (ou seja um acto de propaganda, de markting politico) que Socrates usou habilmente (alguém lhe disse para o o fazer, porque ele não tinha capacidade pra tanto).
    Socrates sabe como condicionar um povo que é escravizado na escolhe o pior dos lideres. A pergunta mantêm-se:
    O povo português que vê Sócrates mentir e escravizar o país, destruir tudo e todos , é imbecil ou concorda com ele?

    Hitler não seguia uma religião. Quis criar uma religião de sabe ateísta – o nazismo.

  • jovem1983

    Caríssimo Zeca:

    Quando escrevi que não pretendia defender ou fazer a apologia de Hitler ou do Nazismo não foi para responder a algo que tenha escrito. A capacidade política de Hitler é geralmente reconhecida, como escreveu, foi um destacado orador, e os seus discursos serviram a sua estratégia. Por isso mesmo não pudemos desvalorizar o que proferiu, porque reflecte a interpretação, a orientação e a solução que quis imprimir para os seus congéneres alemães na Época. Se em cada uma destas dimensões é legítimo questionar o valor do conteúdo no íntimo do orador, é impossível descredibilizar os efeitos mobilizadores dos mesmos perante terceiros.

    Aqui a interpretação volta-se para a sua pergunta, complexificando-a. Como em outros espaços, o contexto económico e social alemão na época era grave e essa situação impulsionou muitos acontecimentos na Época, e por isso não pudemos excluir essa dimensão reacção das pessoas que o apoiaram ou simplesmente não se opuseram, atitude condenável para tantos outros na própria Época.

    Dos princípios que sustentaram e deram o mote às perseguições que então ocorreram há ligação com correntes de pensamento religioso que já na altura não era consensual, como o definido Cristianismo Positivo, que motivou comportamentos anti-semitas. É impossível concordar consigo à luz deste quadro que a atitude de Hitler é a atitude de um ateu quando a sua orientação anti-semita e pendor tradicionalista é apanágio de correntes de pensamento religioso.

    Se Hitler foi um ateu, como ainda há quem costuma pensar, as próprias posições das suas palavras, as proferidas e as escritas, não confirmam essa orientação, antes pelo contrário, como por exemplo já vinha firmado no Programa do Partido Nacional Socialista Alemão dos Trabalhadores na década de 1920, no vigésimo quarto ponto, onde o partido assumia o modelo do Cristianismo Positivo, e onde encaixava a orientação política dos discursos de Hitler na altura. Se ele era ou não era realmente um cristão convicto na sua interpretação ou simplesmente teísta na intimidade, não há qualquer elemento de prova que corrobore definitivamente essa ideia. À parte da produção escrita e as transcrições dos discursos, não pudemos afirmar com toda a certeza que Hitler adoptaria uma posição política religiosa correspondente com a sua posição na intimidade, e certamente reconhecerá que isto tem o mesmo valor para a ideia de ateísmo que ainda insiste imprimir.

    Por tudo isto, e não excluindo a vasta problemática do Nazismo, não pudemos de modo algum avançar que o Nazismo foi um movimento ateísta (eles próprios perseguidos pelo regime) tal como é impossível dizer que o Nazismo foi cristão.

  • Baal

    Nota:
    “Espero que este seja o meu último comentário dirigido ao Baal, pois recuso-me, terminantemente, a falar com nazis ateístas, por não os considerar dignos de ingressar numa conversa de seres humanos normais.
    Aos tais, teria muito gosto em partir o focinho e faze-los cuspir uns dentes, para saberem quanto pesa a mão de um Homem com uma estrutura física bem cuidada e moldada por mais de 45 anos de treino.”

    Sim reparo que os teus argumentos estão cada vez mais inteligentes.

    Antes de mais nada, quanto ás tuas constantes ameaças de agressão digo-te que podes ir ameaçar a puta da tua família porque estou-me a cagar para ti.

    Quanto ao resto, portanto, eu disse-te que estive na cúpula do neonazismo em Portugal, mas tu queres ensinar-me o que eu andava lá a fazer, como o fazia, com que meios, com que objectivos e intenções, a que horas, etc etc.

    Já agora diz também a cor das minhas meias e o número do totoloto se faz favor.

    Quanto à participação da IBM no holocausto ela está bem comprovada, embora um ignorante como tu naturalmente nunca tenha ouvido falar do assunto. por computadores, com certeza que estou a falar dos antepassados dos computadores actuais, as máquinas de cartões perfurados. Foram elas que na época permitiram o início de grandes trabalhos estatísticos e o tratamento de dados em larga escala.

    As máquinas de cartões perfurados Hollerith da IBM (do nome do alemão fundador da IBM) foram usadas em larga escala através da empresa subsidiária da IBM na alemanha para recenciar os judeus europeus. Foram elas que tornaram possível a eficiência que vemos no holocausto.

    Sabes como ? Atravês da RELIGIÃO declarada dos pais nos acentos de nascimento.

    Sabes porquê ? Porque essa era a ÙNICA maneira de distinguir os judeus que de outro modo em nada se distinguiriam das populações onde viviam.

    Podes ameaçar porrada as vezes que quiseres. Entretanto, nos intervalos podias ir lendo qualquer coisa para não fazeres a habitual figura de idiota da aldeia.

    “Desta história toda acredito apenas que vossemecê seja um fundamentalista, um delinquente, um criminoso, um crápula fedelho neonazi e ateísta.”

    Ateísta já te disse que não sou meu filho da puta.

    Quanto ao resto é possível.

    Mas sabes uma coisa ?

    Na altura servi muito bem aos interesses da associação S. Pio X. Será que á igreja dá jeito ter uns delinquentes criminosos para dar uma mãozinha ?

    O que se passou comigo foi a história tradicional da tradicional comunhão de interesses da igreja tradicional com as ditaduras.

    Entretanto eu disse-te que uma das razões que me levou a afastar do nazismo foi a execessiva contaminação de preconceitos religiosos cristãos que invade toda a sua ideologia.

    Por exemplo, sabes qual foi o primeiro contacto que tive com uma organização neonazi tuga ? Foi com um panfelo de propaganda intitulado “Carta ao papa” de leon Degrelle, o general SS que era ao mesmo tempo um dirigente católico. Nela elogiava até à nausea João Paulo II e justificava o nazismo à luz dos valores cristãos.

    Sabes qual foi a primeira ação de propaganda de rua em que participei ? Uma campanha contra o aborto.

    Sabes qual foi a primeira organização internacional com que cooperei ? A associação integralista católica S. Pio X. Etc etc etc.

    Foi em parte por isso que me afastei do nazismo, pelexcesso de preconceitos de origem religiosa que o marca.

    Podes ameaçar à vontade. não é por isso que as ligações do nazismo a certa igreja estão á vista.

    Calculo que devas ter saudade dos tempos em que a igreja podia fazer desaparecer as testemunhas incómodas…

    “estrutura física bem cuidada e moldada por mais de 45 anos de treino.”

    Calculo que passes horas a ver-te ao espelho. Decididamente devias candidatar-te para vocalista dos village people.

You must be logged in to post a comment.