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Carta de Mário de Carvalho – Caros senhores párocos

Mário de Carvalho

Caros senhores párocos,

Antes de falarmos de vossas paternidades, permitam-me uma fugaz divagação sobre taxistas. Ainda não há muito, a propósito duns atropelos algo indecorosos que ocorriam no aeroporto de Lisboa, não poucos cidadãos manifestaram nos jornais uma forte desconfiança na classe. De imediato um jovem veio responder com indignação que era filho de taxista e que o pai, numa vida inteira de trabalho, sempre procedera como homem íntegro e impoluto. O jovem tinha razão ao não querer um homem de bem misturado com a mexerufada mais ou menos carroceira que indispunha os colaboradores e leitores dos jornais.

Eu penso que, ao dirigir-me a vossas senhorias, não corro o risco de que venha um filho desagravar o pai, e, se vier, pois tudo é possível nestas desajustadas eras, sempre protestarei que não me refiro aos párocos honrados, cumpridores do seu mester, respeitadores da constituição e da lei, repesos das malfeitorias contra Hipácia e Galileu, leitores de romances, informados do mundo, preocupados com as suas ovelhas, horrorizados com as memórias do Santo Ofício, para resgate do qual pedem perdão à divindade todas as noites, chorando.

É, na verdade, muito difícil conversar e sustentar um determinado ponto sem recorrer às generalizações, porque os contínuos ‘distinguo’ acabam
por entrevar o discurso. Seja a conversa sobre taxistas, jornalistas, toureiros, advogados ou calceteiros, compreenderão que ela resulta enfraquecida se a cada passo tivermos de acrescentar: «Claro que não são todos assim, eu até conheço uns torcionários de bom coração e altíssima cultura.»

Falo, senhores curas, com tristeza e com repulsa dos párocos do século XIX que por qualquer equívoco da Biologia continuam a negrejar e a bramir em igrejas que há por aí. Cabe aos cientistas averiguar como é que organismos com 200 anos tomam conta de um espaço público que a liberdade de culto consente ao seu múnus, para o desvirtuar em exercícios de solta demagogia e propaganda política. Talvez a água benta conserve, o incenso enrije e o ar dos templos, preservado das correntes deletérias do exterior, mantenha os corpos e as almas de outrora tal como elas eram. Já não se exibem, porventura, cartas remetidas do céu, como nos bons tempos de Baltasar Gracián e, até, de Júlio Diniz, mas há que reconhecer que a decadência e a má qualidade dos correios vêm sendo notórias desde há uns anos a esta parte.

Senhores priores, eu sei como vossas mercês, com o venerando Bispo de Roma à cabeça, trovejaram tão ferinamente contra o sufrágio universal, contra a liberdade de expressão, contra a liberdade de imprensa, contra a liberdade de ensino, contra a liberdade de manifestação, contra a igualdade perante a lei, contra a liberdade de culto, contra a República, contra o 25 de Abril, contra o divórcio, contra a pílula, contra o preservativo. Trovejar até seria o menos, porque lamentavelmente chego a pressentir em alguns dos vossos colegas um ressentimentozinho por já não ser permitido queimar gente ou denunciar gente para ser queimada.

Se a divindade que vossas senhorias reverenciam existisse, existência que nunca foi provada e de que eu me permito, discreta mas firmemente, duvidar, decerto que o perfil da personagem, como vem às vezes relatada, não se compaginaria com certos comportamentos e certas vozearias dos seus subordinados.

Isto, senhores padres, vem a propósito de rumores que considero fundados acerca do teor das algumas homilias em matéria de referendo, utilizando os altares para violentar a boa fé dos crentes e a liberdade das consciências. A ser verdade, e por o Ministério Público andar tão ocupado com outro tipo de manipulações, que não teve decerto tempo para, neste campo, defender os interesses da República, eu julgo-me no direito de vos relembrar os vossos deveres e as condições legais em que a prática do vosso culto é aceite.

Há, senhores curas, entre os crentes, gente absolutamente admirável, a muitos títulos, que soube merecer o respeito e a admiração dos outros cidadãos: queiram inspirar-se nela. Há quem pratique, desinteressadamente, boas obras: tenham a bondade de testemunhar, apontar e seguir esses magníficos exemplos.

E, já agora, de uma vez por todas, de preferência dando mostras de arrependimento, convertam-se finalmente à democracia.

13 thoughts on “Carta de Mário de Carvalho – Caros senhores párocos”

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  • Carlos Esperança

    A excelência da forma e da substância desta carta levaram-me a publicá-la na íntegra.

    Não é hábito publicar artigos alheios mas, não tendo encontrado link, aqui fica como homenagem ao autor, à inteligência e ao decoro.

  • antoniofernando

    Esta carta é, em minha opinião, um péssimo exercício de retórica.Se eu quisesse seguir o princípio de generalização que acabou por ser feito por Mário de Carvalho,ao longo de todo o seu deplorávell text,o poderia adiantar:” claro que nem todos os mários de carvalhos são assim, por acaso nem conheço nenhum que seja intelectualmente honesto, mas deve haver”. Quanto a Jesus Cristo,cada qual acredita ou não nos factos e nas provas da sua existência histórica, tal como o seu livre alvedrio entender…

  • sempapasnalingua

    Afinal à parte a tua descrença em Fátima, o que é que te distingue dum abstruso crente?
    Estás sempre a defender o indefensável e a cobrir os aspectos mais obscurantistas da igreja. Quanto à ICAR já disseste que gostas e a defends,por espírito de seita, não vais muito é à bola do bento XVI, mas é apenas por questões de detalhe, de fotogenia.
    E o bacano do Jota C? o que é que fazes desse homem idealista e ingénuo?
    Tu até acreditas que o tipo é um híbrido da mulher do carpinteiro cornudo e
    da pomba maluca.
    Filho de deus feito homem para nos resgatar dos pecados do mundo, mas quando se viu em apuros na cruzeta onde os romanos o dependuraram, o “pai” besta quadrada ou inexistente, não veio em seu socorro. Perdeu momentâneamente o seu poder de obiquidade e omnipotência milagreira.
    Quer dizer, o deus quu quer salvar toda a humanidade, nem sequer enxergou salvar um dos seus filhos, mesmo o preferido, carne da sua carne e sangue do seu sangue
    já que a pomba deveria ser uma incarnação volátil do tipo das barbas brancas.
    Pois tá bem não me venhas, se vieres, outra vez com a história do deus antropomórfico.
    Depois de ler muito do que escreves, não vejo diferenças entre ti e os comuns e acéfalos crentes apesar de te teres transformado em placa giratória dos comentadores.Para quê?
    Se fosses mais longe como certos cristãos que pelo menos, não aceitam a divindade do Jota C, e pusesses os pés na realidade terrena e na dos homens, o teu tempo não seria preenchido com tantas nulidades retóricas.
    Mas tá bem, diverte-te como eu faço, aliás, mas de maneira ainda assim diferente e quiçá mais útil.
    Beijinhos e abraços da Eurábia com amor.

  • antoniofernando

    sempapasnalíngua:

    Agora também tu começaste agora a ajavardar é ? Não sabes contrapor argumentos ? Também gostas de chafurdar na lama é ?…

  • merda

    que merda de texto

  • antoniofernando

    Senhor Mário de Carvalho:

    Sabe quem foi, por certo, Álvaro Cunhal. Ele sempre se referiu à figura de Cristo de forma elogiosa. Quando esteve preso, pediu que o deixassem ler a Bíblia, o que lhe foi negado. Em 1997 foi convidado para proferir uma palestra na Universidade Católica e terá então afirmado: “os comunistas estão mais próximos de Cristo, do cristianismo primitivo, do que aqueles que usam o poder para oprimir e explorar”.A mesma apreciação elogiosa a Cristo foi por ele feita em ” Cinco Conversas com Álvaro Cunhal”, entrevistado por Catarina Pires, referindo-se a alguns sectores da Igreja Católica que, segundo afirmou, ” retomam as melhores ideias e comportamentos atribuídos a Cristo”. O Cristianismo não é monopólio de ninguém e Cristo une transversalmente todas as tendências políticas da sociedade, sem excepção. Manuel Carvalho da Silva, actual dirigente da GCTP, foi militante da Juventude Operária Católica. Padre Abel Varzim foi perseguido por Salazar, talvez por assumir frontalmente este discurso ideológico:”não gostei da procissão! A Procissão dos Passos é de todos os dias mas não tem andores, nem música, nem anjinhos. Tem dores, angústias, desesperos, lágrimas, lamentos, e chagas. São os ódios de raças, as lutas fratricidas, os colonialismos, os campos de concentração, a opressão das consciências, as limitações da personalidade e da liberdade humanas, a fome, o desemprego, os bairros de lata, os acidentes de trabalho e de estrada, as prepotências e desmandos do capital, a exploração de menores, a escravatura da mulher, os compadrios, as injustiças, os egoísmos. Tudo isto flagela, dilacera, crucifica o Corpo de Cristo, como nunca talvez na História da Humanidade”. Padre António Vieira foi um dos perseguidos pela Satânica Inquisição. O frade Giordano Bruno foi um dos muitos queimados nas suas ignominiosas fogueiras. O católico Agostinho da Silva também foi excomungado pela ICAR por se ter insurgido contra as práticas eclesiásticas preponderantemente litúrgicas. Relembro-lhe uma das extraordinárias frases desse Mestre: “:”são meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem “. Guerra Junqueiro produziu a notável obra ” A Velhice do Padre Eterno”. Ao contrário do que muitos supõem, era crente, não ateu. Foi um dos muitos que se insurgiu contra o farisaísmo de alguma corrente clerical mais interessada no seu poder mundano do que na devoção espiritual. Quando estava para morrer, pediu a comparência do Padre Cruz, dizendo que gostaria de falecer na presença de um santo. O católico Aristides Sousa Mendes salvou milhares de judeus da sanha persecutória nazi, contra as ordens de Salazar. E, por essa ousadia, pagou alto preço. Morreu pobre e foi enterrado com o hábito de franciscano. O bispo do Porto, António Ferreira Gomes também enfrentou o ditador, certamente sob a conivência cúmplice e silenciosa do Cardeal Cerejeira. E o resultado dessa intrepidez foi, como sabe, o exílio. Em todos os momentos históricos, incluindo no século XIX, houve curas que honraram Deus e a Doutrina de Cristo. Outros certamente que a subverteram. Mas foi em nome dos consequentes seguidores de Cristo, sempre os mais perseguidos, que o Cristianismo resistiu e vai continuar a resistir às investidas daqueles, mesquinhos e ressabiados, que não são capazes de reconhecerem a sua grandeza ética. O Cristianismo não se implantou sob uma história ficcionada, não. Parafraseando o livro de Ernest Hemingway,” Por Quem os Sinos Dobram”, direi que eles também dobram por todos aqueles cristãos que derramaram o seu sangue em prol de um mundo mais fraterno…

  • Baal

    antoniofernando/sempapas

    CALMA ! Du calme !

    Eu já sabia que logo que me afastasse iam saltar à garganta um do outro.

    Aliás, era impossível que assim não fosse, porque o amigo sempapas é um refinado xenofófobo fundamentalista e o amigo antoniomordeobaal um moderado consciente das nuances da realidade – excepto no seu ódio visceral por mim, que radica mais de profundos problemas psico-neurológicos perfeitamente tratáveis com choques eléctricos, caixotes de prozac e banhos de mangueira de alta pressão com água fria.

    O choque era inevitável a partir do momento que lhes faltasse o único interesse comum que os entusiasma – insultar o Baal.

    Bom, visto que estão quase a arrancar os ohlos um ao outro, o meu bom coração, o meu espirito altruísta, e o meu amor à humanidade levou-me a intervir, comparecendo à chamada, oferecendo-me em holocausto pelo bem comum.

    Aqui estou eu, insultem-me, vociferem, cuspam-se, voltem a dar-se as mãos com camaradagem e a encarar com esperança o futuro, os blogs não são só trocas enfadonhas de argumentos mas também a assunção dos instintos predadores animais. Morder o baal é dos desportos radicais mais entusiasmentes dos blogs.

    PS

    Com isto tudo, em relação ao texto, concordo que é impossível um discurso referir constantemente as suas próprias excepções. Não se pode acabar todas as frases com uma referência ás excepções.

    Entretanto o antoniomordeobaal tem razão numa coisa.

    No caso da crença os casos contrários são muito mais do que excepções. Embora o mário tenha razão em que grande parte dos representantes dos poderes instituídos na igreja estejam altamente comprometidos com os crimes da mesma e não estejam nada interessados em a mudar, deixa imediatamente de ter razão se não reconhecer que existem milhões de outros que lutam por essa mudança.

    Os exemplos dados pelo antoniomordeobaal são apenas uma pequena amostra de figuras progressistas da igreja e se é impossível referir isso em todas as frases de critíca à politica da igreja, o que tornaria qualquer discurso impossível, é bom que os textos não esqueçam e não minimizem esse facto. Milhões de católicos, milhares de padres, defendem tudo aquilo que o Mário defende, desdenhá-los seria não só injusto como irracional.

  • antoniofernando

    Baal ? Quem é este gajo ?…Deve julgar-se muito importante para pensar que lhe vou passar cartão. Foi para a choldra, veio de choldra e ainda vem todo emporcalhado. Vai tomar banho que é o que tu precisas, para além de não chutares tanto para a veia. Tu e o sempapas fazim um lindo par de jarras…

  • sempapasnalingua

    Decidam-se lá por favor em que lado me querem botar: do lado da estupidez NIMISTA ou do lado da tolice cristã teista?
    Saibam todavia que nunca foi meu hábito escolher entre a peste e a cólera, ou há moralidade ou comem todos,certo? sempre sempapas na língua e sempalas nos olhos.
    Beijinhos e abraços do “xenófobo refinado” algures na Eurábia.

    Oréssa home?!!!…e eu que já lhe tinha perdoado,pobre(de espírito) e mal agradecido.

  • antoniofernando

    DECIDAM-SE LÁ POR FAVOR EM QUE LADO ME QUEREM BOTAR: DO LADO DA ESTUPIDEZ NIMISTA OU DO LADO DA TOLICE CRISTÃ TEISTA?
    SAIBAM TODAVIA QUE NUNCA FOI MEU HÁBITO ESCOLHER ENTRE A PESTE E A CÓLERA, OU HÁ MORALIDADE OU COMEM TODOS,CERTO? SEMPRE SEMPAPAS NA LÍNGUA E SEMPALAS NOS OLHOS.
    BEIJINHOS E ABRAÇOS DO “XENÓFOBO REFINADO” ALGURES NA EURÁBIA.

    ORÉSSA HOME?!!!…E EU QUE JÁ LHE TINHA PERDOADO,POBRE(DE ESPÍRITO) E MAL AGRADECIDO.

    sempapas:

    Deves ter-te em tão pouca conta que nem nome próprio tens. Refugias-te num nick anónimo certamente por te envergonhares da tua constante boçalidade.Palpita-me que és uma espécie de alter ego do Baal. Num dia acordas pretensamente ” progressista”.É ele a fingir que é fixe. No outro viras ” xenófobo”.És tu em arroz integral. Acho que deves seguir o teu caminho, ó sempapas.Estou-me perfeitamente nas tintas para qual seja.Vai lá comendo as tuas papinhas qu,e sem papas na língua,todos temos quando é preciso. Isto de haver alguns que se julgam os monopolizadores das figuras de estilo sarcásticas já foi chão que deu uva. Gostas de uva mijona ? Estás no teu direito, ó sem papas.Preferes caminhar sem palas nos olhos ? Mas então tira também as ferraduras dos pés. Assim elevas-te mais depressa nos céus da tua querida eurábia…

  • Baal

    Vês ? Se me insultares muito pode ser que o antoniorosnaaobaal te dê beijinhos outra vez. O ódio dele à minha pessoa é tão grande que foi preciso eu andar afastado para ele descobrir que és um xenófobo raivoso, coisa difícílima de descobrir da parte de um energúmeno como tu que até te vieste aqui gabar de teres mandado vir com mulheres muçulmanas no meio da rua apenas por usarem véu. Isso e os teus discursos alucinados de que todos os muçulmanos conspiram para conquistar o mundo tornam de facto muito difícil descobrir tal coisa – pelo menos da parte de alguém que, para me atacar dá razão a toda a gente com que eu entre em litígio, mesmo que eu esteja a defender os seus valores e essa gente, como tu, os ataquem com ferocidade.

    Mas que o outro é maluco já eu sabia. Não me espanta que se diga espantado pela grande descoberta da tua xenofobia, quando tu afinal, se há coisa de que não te podem acusar é de seres contraditório, porque sempre foste o mesmo e sempre defendeste claramente a tua posição xenófoba. Não te preocupes, o outro é que é doido, tu és só xenófobo.

  • Baal

    Olá antónioneuroses,

    Gostava, por favor, que não fizesses figura de mais estúpido do que o habitual. Em defesa do papamaomés, digo que o seu comportamento xenófobo sempre saltou á vista de toda a gente. Há anos que o tipo faz discursos a apelar ao ódio contra TODOS os muçulmanos.

    Aliás, eu entrei em discussão com ele precisamente por causa disso. Mas tu, como o que te intererssa é provocar-me, apoias toda a gente, desde que me estejam a contradizer.

    Se estavas demasiado ocupado a procurar pretextos para me provocar ao ponto de lamber as botas a qualquer xenófobo com quem eu discuta, só para me contrariar, não tenho culpa. Não tenho culpa que faças figura de idiota só para satisfazer os teus baixos instintos de embirração contra mim.

    Afinal, até já estavas a começar a fazer o mesmo ao zeca tuga, que até vem para aqui defender a inquisição, o espancamento dos homos assumidos, dos comunistas e dos ateus militantes, o alistamento dos católicos belgas nas SS etc. Exactamente o contrário do que tu defendes. Mas como entrei em discussão com o zeca tuga a tua vontade de me provocares é tal que até dás razão a pessoas que te mandariam para o hospital só por pretendenderes reformar a igreja. Só para me provocar. És mesmo inteligente.

    Entretanto continuo à espera que demonstres em que é que eu dizer que a generalidade da igreja está comprometida com uma direção ultrapassada e moralmente corrompida mas que mesmo assim existem milhões de católicos que defendem a sua reforma e moralização e que esses têm de ser reconhecidos e apoiados constitua uma contradição da minha parte.

    Como ainda por cima tu defendes a mesma coisa do que eu, compreendo que seja difícil contradizeres-te a ti próprio. Em resumo, não passas de um doido provocador que tem vipes e amókes e que resolveu embirrar comigo criando uma guerrinha pessoal que nem é baseada em antagonismo de ideias. Simplesmente embirraste como uma menina histérica.

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