Loading
  • 1 de Maio, 2010
  • Por Carlos Esperança
  • Vaticano

Visita prejudicial e inoportuna

A visita do papa é inoportuna:

1 – Os factos, pouco abonatórios para a reputação do pontífice, desaconselhariam a vinda, até cabal esclarecimento do seu comprometimento, para não constranger as entidades que o protocolo obriga a recebê-lo.

2 – Dadas as dificuldades financeiras por que o País passa devia também este facto merecer do Vaticano ponderação suficiente para não as agravar.

3 – É ainda inoportuna no centenário da República contra a qual a ICAR sempre conspirou e pelo apoio que deu á ditadura salazarista.

4 – Vem, mais uma vez, rubricar o chamado milagre de Fátima, inventado para combater a República e aproveitado na luta contra o comunismo.

O episcopado procura que os banhos de multidão sirvam de benzina para as nódoas que têm caído sobre a Igreja católica.

PREJUDICIAL – Pára o país num período de grave crise económica, social e política, perturba o processo eleitoral presidencial e fecha as escolas.

As tolerâncias de ponto comprometem a decência de um Estado que a Constituição obriga a ser laico e coloca os seus altos dignitários como acólitos do Papa católico e Portugal como protectorado do Vaticano.

São, no mínimo, infelizes as declarações da CEP que considera as insólitas tolerâncias de ponto como um serviço ao povo português e não como uma cedência às pressões da Igreja católica.

16 thoughts on “Visita prejudicial e inoportuna”
  • Baal

    Também não será assim uma desgraça tão grande.

    Mesmo no caso da duvidosa respeitabilidade deste papa (só deste ?) a coisa também tem que se lhe diga. Porque, se o país só receber visitas de estadistas comprovadamente impolutos acabam-se as visitas de estado. E depois os outros países podem começar a fazer a mesma exigência e ficávamos nós sem ninguém para enviar…

  • 1atento

    Para já, há dois peregrinos que não vão ver o papa.
    A “Nossa Senhora” chamou-os para junto dela?
    Dois peregrinos morreram atropelados

    Quanto à visita: O papa precisa de se limpar e não tem culpa da atitude dos governantes Portugueses. Estes sim deveriam ter bom senso e vergonha.
    Se o pagode tivesse juízo o papa rezava as missas só para os seus suborninados, para o casal presidencial e para as moscas.

  • Carpinteiro

    Igreja católica perdeu quase metade dos padres em 40 anos.

    http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/10956673.html

    Mas já está encontrada a culpa:

    Escola e raparigas dificultam vocação sacerdotal de quem quer um “coração de pastor” (…) experiências de encanto e atração pelas raparigas são fatores “perturbadores”.

    http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/10818756.html

    – Sempre as mulheres essas preversas!

  • Carpinteiro

    A máquina está bem montada e oleada.
    As televisões ocupam-se das mais perfeitas banalidades acerca da igreja.
    Os jornais fazem sair opiniões do clero a toda a hora.
    Agora até nos querem fazer crer que 88,11% dos portugueses são efectivamente católicos. Querem justificar a conta da comitiva papal e a imposição de paralizar o país durante um dia e duas manhãs, para alguns, com as mais espalhafatosas notícias.

    Valham-nos ao menos os presépios que o nosso pio presidente e sua digníssima esposa têm acarinhado para ajudar o país a sair da crise e o projectar lá fora como o “País dos Presépios”.

  • antoniofernando

    Podemos gostar ou não de Bento XVI.O meu papa preferido foi João Paulo I. Bento XVI não me diz nada. Mas,bem ou mal,representa institucionalmente a ICAR e o Estado do Vaticano.E, ex-católico me confesso, reconheço aos católicos o pleníssimo direito de gostarem de ir a Fátima e de apreciarem a visita do Papa.A verdade Carlos,e tu sabes disso, é que o novo ateísmo visa erradicar todas as manifestações públicas de fé. E também sabes que há ateus que não se revêem nessa posição mais extremada e até proselitista.Continuas a insistir na tecla da laicidade do Estado Português para justificares a tua argumentação e a questão da tolerância de ponto. Mas é manifesta a tua falta de razão. A laicidade do Estado em nada colide com a não laicidade da sociedade na sua enorme maioria de católicos. Ateus serão 5%. Desde quando é que no Portugal de Abril 5% de cidadãos hão-de impor a sua vontade à generalidade dos 85% de católicos ? Se bem te lembras, houve uma Revolução há uma trintena de anos para impedir que as minorias ditatoriais se impusessem à vontade da maioria.Tem paciência,mas não vamos voltar nem aos tempos do Cardeal Cerejeira nem dos Afonso Costa.A laicidade do Estado veio para ficar. A não laicidade da sociedade também. Há que aguentar..-:)

  • Carpinteiro

    « reconheço aos católicos o pleníssimo direito de gostarem de ir a Fátima e de apreciarem a visita do Papa»

    Eu também. Só que não elejo Sidónio Pais patrono de Portugal como uma boneca de porcelana em Fátima é “Altar do Mundo”, nao encho bairros com nichos de Marx como vejo da “Sagrada Família”, não penduro bustos ou fotos de Fernando Pessoa pelas salas de aulas e edifícios públicos como vejo crucifixos, não coloco casotas ou estátuas do pinóquio no alto dos montes e serras, como vejo do cristo de braços abertos.
    Não ando a chular o estado para fazer proselitismo disfarçado de caridadezinha com o dinheiro dos contribuintes.
    E por último, se a religião é uma questão pessoal, deve ficar por aí mesmo, no foro pessoal, não devem os senhores bispos querer impôr os seus ditames a toda a sociedade, tornando-se gerador de conflitos sociais sem respeito por quem tem opções próprias e diferentes.
    Por a questão nesses termos é colocar o problema precisamente ao contrário.

  • Carlos Esperança

    António Fernando:

    O povo pode não ser laico e é um direito respeitável. Só tem que meter um dia de férias para ir ver o Papa. Não é ao Estado laico que cabe dar tolerância de ponto, isto é, feriado.

  • antoniofernando

    Carlos Esperança: vamos falar verdade. Ao movimento novo ateísta o que interessa é esvaziar o mais possível as manifestações públicas de fé religiosa, não é ? Ora diz lá que não é.Então,a questão contra a” tolerância de ponto” assenta nesse propósito,ou não é ? Acho muitíssimo bem que o estado laico português reconheça o carácter fortemente não laico da sociedade portuguesa e conceda a referida tolerância de ponto. O contrário é que seria incompreensível e censurável. Ou também achas que o pessoal tem que meter férias, por exemplo, para festejar o Carnaval ? Se não queres ir a Fátima e se contestas a tolerância de ponto do dia 13, tens solução fácil: vais trabalhar…:-)

  • antoniofernando

    Fazes muito bem, Carpinteiro. Cada qual carpinta como lhe aprouver. A isto chama-se Democracia. Há quem não goste e prefira os monolitismos totalitários…

  • D R L

    Mas toda a historia da Igreja católica foi e é tanto prejudicial como inoportuna… XD

    É a imagem de marca…. 😛

  • JoseMoreira

    Tens razão, Baal. Mas vamos, então. começar a dar pontes a tudo quanto é chefe de estado em visita a Portugal. Ou há moralidade, ou comem todos.

  • Mike

    A visita do papa é inoportuna?

    1 – Não há nenhum facto, mas sim boatos. Mas, independentemente disso, nenhum desses boatos atinge a política externa portuguesa, as relações entre Portugal e o Vaticano, muito menos as relações entre a comunidade católica portuguesa e o Papa. Portugal, para o mal ou para ao bem, tem uma sociedade cristã católica.

    2 – A vinda do Papa a Portugal é muito benéfica para a nossa economia, para a credibilidade do país e a sua visibilidade internacional, sendo uma importante ajuda na superação da “crise”.

    3 – Efectivamente, a república (embora eu seja republicano tenho que reconhecer que não é um regime que tenha sido legitimado pela vontade do povo), nos primeiros tempos, fartou-se conspirar e roubar a Igreja. Talvez perturbe os saudosistas da bandalheira que foram esses tempos conturbados (felizmente é uma minoria insignificante de saudosistas), pois era seu dever pedir desculpa à Igreja pelas atrocidades cometidas, assumindo uma postura de seriedade e dignidade que o Papa já tem tido, em igual circunstancias.

    4 – Fátima é um dos mais importantes “embaixadores” de Portugal no mundo. Basta ver a quantidade de representações de países que aqui acorrem. Independentemente da forma como possamos ver o que aconteceu em Fátima em 1917, só alguém completamente cego ou estúpido é capaz de defender a ideia de que nada se passou. Para além da importância religiosa (com uma importância inter religiosa a nível mundial), Fátima tem sido fenómeno de pacificação, estabilidade social e desenvolvimento.

    BENÉFICA E DESEJÁVEL – Em termos económicos será excelente para animar uma economia que precisa de estimular as trocas, o consumo interno, com incontáveis ganhos ao nível do sector terciário e da visibilidade internacional.

    As tolerâncias de ponto demonstram a indiferença, o desinteresse e a insignificância ridícula (talvez patética e risível) que as oposições das ateus representam para as instituições portuguesas. Por ouro lado evidenciam a forma como a sociedade portuguesa rejeita, ignora, condena e reprova as frustradas e incoerentes infantilidades dos ateus.
    Fica demonstrado que não tem qualquer razão as suas observações patéticas e ridículas. Serve como lição, demonstrando que há um diferença substancial entre um estado laico e um estado ateu. O estado laico tem obrigações para com a sociedade que não é laica, e neste caso soube assumi-las.

    P.S.: A expressão “Papa católico”, é de uma ignorância indescritível, ou de uma ridícula mediocridade, já que apenas existe um Papa, e não existe um “Papa Católico” e outros Papas.

  • HEHEHE

    Gostaria só de fazer o seguinte reparo: Qualquer pessoa que acha que o aborto é pior que a pedofilia tem a sua credebilidade bastante debilitada. Não devia sequer ser tomada sob consideração! SIm, este é um ataque ad hominem 😛 Mas tambem não há facto nenhum que prove o contrario… LOOOL

  • jovem1983

    A visita do papa a Portugal tem ganhos em determinados sectores mas não são certamente generalizados a todas as empresas, todavia existem também vários prejuízos que continuam a ser subestimados.

    Se o terciário pode reter algumas receitas, quer de crentes que se deslocam para os locais onde o papa estará, quer de outros que aproveitam para passear pelo país (crentes e não crentes), outros sectores não terão qualquer tipo de produção durante esses dias, e outros tantos terão as suas produções bastante reduzidas.
    Como exemplo, o sector público, primeiramente através da concessão de tolerância de ponto pelas câmaras municipais envolvidas, e posteriormente acompanhadas pelo tolerância generalizada para o sector no dia 13 de Maio, propagará a sua paralisação para várias empresas privadas. Estas terão toda a legitimidade para decidir de sua justiça, e os trabalhadores, que não obtêm a mesma tolerância, toda a razão para admitir diferenças de tratamento e desigualdade em relação aos trabalhadores do aparelho do Estado.

    Por exemplo, com o encerramento das escolas são suspensos os serviços de cafetarias e cantinas junto de privados, e se não quisermos pensar em interrupção dos serviços pudemos pensar em atrasos, sendo esta tolerância um contributo para o atraso dos processos nos tribunais.

    Actualmente, os resultados negativos desta visita para a economia são inoportunos. Não digo que é esse o propósito da visita, mas existem repercussões. No plano internacional, para quem está atento ao mercado de valores, é possível reparar que a mínima perturbação no tecido nacional é captada e serve para especular os valores dos juros da dívida nacional, com reflexos imediatos nas operações das empresas e dos cidadãos. Entre os elementos que servem as ponderações dos especuladores estão os resultados das actividades empresariais, e qualquer paralisia a este nível é prejudicial.

  • Mike

    Caro HEHEHE:

    Mas tambem não há facto nenhum que prove o contrario… – pois não, salvo se…

    Atendermos ao seguinte:

    1 – qual achas mais grave: que alguém pratique sexo com o teu filho menor ou que o assassine?
    2 – qual entendes ser mais grave: que alguém fizesse abortar a tua mulher ou que uma adulto praticasse sexo com ele, quando ele tivesse uns 14 ou 15 anos?

    Lembro ainda que uma criança molestada pode queixar-se, exigir a punição do autor, tratar eventuais traumas; mas vida abortada é definitivamente irrecuperável.

    Tu lá sabes o que escolhes, a minha opinião já a conheces uma.

  • pedro

    -|- -|-
    M MA

    Olha-me estes ainda se queixam… pois pois pois 🙂

You must be logged in to post a comment.