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O niqab, a burqa e a sociedade laica

A defesa da liberdade e da democracia, tal como as entendemos na Europa, torna difícil contrariar o uso da burqa ou do niqab , enredando-nos no aparente paradoxo de proibir a liberdade.

É possível invocar razões de segurança para impedir a ocultação do rosto mas afigura-se difícil interferir nos costumes sem roçarmos a xenofobia e a arrogância civilizacional.

O Estado tem de usar a mesma bitola para os hábitos de freiras e frades católicos e para os adereços femininos islâmicos que são o símbolo de subordinação ao homem como os primeiros o são da entrega a deus.

Os Estados, que deviam ser cada vez mais laicos, vão cedendo no multiculturalismo que não passa de uma provocação religiosa orquestrada no seio das famílias, instigada por mulás e teleguiada das madraças e mesquitas de todo o mundo.

O controlo psicológico da sensibilidade no seio da família e nos guetos tribais de pendor patriarcal exercem uma intolerável coacção psicológica sobre mulheres a quem o Corão, a família e a tradição negam a modernidade e o acesso à autodeterminação.

Não espanta que as jovens que são pela primeira vez alvo de atenção, que deixam de ser por momentos mero objecto, afirmem sentir-se bem com as peças que são o símbolo da opressão feminina, sem pensarem que o mal não está no uso mas na obrigatoriedade de milhões de mulheres condenadas a fazê-lo, com risco de serem açoitadas e humilhadas.

Tal como não aceitamos discutir hábitos de higiene, vacinas ou obrigatoriedade escolar, não devíamos discutir símbolos que remetem para a humilhação e a discriminação de género. É de uma sociedade inclusiva e de cidadãos que precisamos não de provocações tribais onde a mulher é um objecto e a liberdade uma heresia.

A Europa não pode ser o alfobre de novas aventuras totalitárias de cariz religioso depois de liberta graças à repressão política exercida sobre o clero que a envolvia em guerras cruéis e intermináveis.

Enquanto a fé não for um direito inalienável, mas remetido para a esfera privada, não vão terminar as provocações do fascismo islâmico cujo proselitismo tem de ser parado como aconteceu ao nazismo, ao estalinismo e a outras derivas totalitárias.

24 thoughts on “O niqab, a burqa e a sociedade laica”
  • antoniofernando

    E que propões em concreto ,Carlos, quanto ao uso da burqa ou do niqab, dos hábitos das freiras ou frades ? Que o Estado imponha a proibição do seu uso ?

  • Willy

    e o fascismo judeu-sionista?? Quando será combatido também??? Até quando esses fascistas do Torah ditarão normas pra nossa Europa ??? Basta da Europa ser refém do coitadismo deles…

  • Carlos Esperança

    António Fernando:

    É difícil de defender para um democrata tolerante mas não vejo outra forma de evitar, no futuro, confrontações nos locais públicos.

  • Baal

    Até compreendo, mas tudo isto é muito complicado para uma opinião simplista.

    Para já dizes que o proselitismo islâmico tem de ser parado como se fez ao estalinismo.

    Mas acontece que o proselitismo estalinista NUNCA foi parado.

    Aqui mesmo em Portugal temos partidos estalinistas que concorrem a eleições e fazem propaganda abertamente sem problema nenhum. Por exemplo, o MRPP até apresenta orgulhosamente a figura do tio estaline ao lado da de Mao nas suas brochuras de propaganda.

    Ora, havendo proselitismo estalinista não existe razão moral para se proibir o fascista e de facto, este também existe sendo tolerado se não se assumir como tal – é o caso do PNR.

    Por outro lado, o proselitismo cristão pode ser tão perogoso como o islâmico. Aqui mesmo neste blog temos bons cristãos a choramingar pelos bons tempos da inquisição, em que podia torturar a assassinar publicamente gente como nós, o que era uma grande alegria.

    Assim sendo, na prática, acabamos por tolerar todos os proselitismos totalitários. Todos ? Todos – menos o islâmico. O que fica um bocado esquisito…

    Se defendemos o direito de os cristãos radicais, como os de Monsenhor Lefévre e as ex TFP do Dr. Plínio Correia de Oliveira, se organizarem livremente e defenderem publicamente as suas ideias – o que concordo absolutamente – como podemos depois proibir os islâmicos dizendo que são “radicais” ?

    PS

    Com isto ressalvo os que apelem directamente ao terrorismo, caso em que devia ser aplicada a pena de morte em larga escala.

    Mas todos os que não o façam, têm tanto direito à existência como quaisquer radicais cristãos ou ateus.

  • antoniofernando

    Carlos: confrontações nos locais públicos ? Sim.Concordo contigo. No dia em que algum grupo organizado se atrevesse,em Portugal, a tentar impedir os frades e freiras de usarem publicamente os seus hábitos,era o começo de uma guerra civil.Convém não nos esquecermos da lição da Guerra Civil de Espanha.Mas há gente para tudo.Um pouco de bom senso não ficaria mal ao novo ateísmo. Mas se quiserem ir por aí, depois não se queixem da intempérie…

  • Baal

    Willy,

    Já aqui concordei contigo que é um escândalo a perseguição que se faz aos autores revisionistas do holocausto. Também concordo que os judeus não são os coitadinhos universais e que por vezes antes pelo contrário, já fizeram muita merda na palestina e detêm um poder desmesurado sobre a política dos states.

    Mas minimizar o sofrimento do povo judeu na Soha e noutras perseguições cristãs, ou nos cobardes ataques terroristas a que por vezes assistimos também é um bocado demais…

  • Baal

    “O Estado tem de usar a mesma bitola para os hábitos de freiras e frades católicos e para os adereços femininos islâmicos que são o símbolo de subordinação ao homem como os primeiros o são da entrega a deus.”

    Confesso que não tinha reparado nesta passagem e que foi o Sr. Aiqueétudocoincidênciamesmoquesejam100%doscasos que me fez voltar ao texto.

    Neste aspecto concordo absolutamente com o Mister Nãogeneralizemmesmoquesejam100%doscasos, os hábitos dos frades e freiras são um direito inalienável de quem os queira usar, tal como é um direito de cidadania usar uma camisola do benfica, do PSD ou uma boina à che.

    Ainda por cima, quer queiramos quer não, as tradições monásticas e outras religiosas cristãs, fazem MESMO parte da nossa história. Embora não tenham a exclusividade que apregoam como matriz cultural de uma Europa que já era rica culturalmente milhares de anos antes de cristo o fim das tradições cristãs seria MESMO um empobrecimento cultural quer gostemos ou não delas.

  • antoniofernando

    Olha o Impoluto Baal voltou à carga…Anda desatinado o Santo Homem…Chazinho de erva cidreira e vais ver que melhoras…

  • Baal

    Olá Sr. Coincidências,

    Podes (e deves) continuar a ignorar-me, mas conforme prometi “AQUILO QUE TIVER DE DIZER EU DIGO.” – mas onde é que já ouvi isto ?

    Desta vez para concordar contigo.

    Se alguém ameaçasse um frade ou uma freira num lugar público apenas por usar o hábito não precisavam de um católico fervoroso para a “confrontação”, sou agnóstico, de matriz cultural essêncialmente pagã, mas só se eu não pudesse mesmo é que o ateu agressor não levava com um pau nas costas.

    PS

    O mesmo para o energúmeno que aqui se vangloriou de se meter com muçulmanas apenas por usarem o niqab.

  • Baal

    antoniofernando,

    Yap, reparei que discordas de mim, mesmo quando estou a concordar contigo.

    Bem.

    Se discordas por eu concordar contigo isso significa que estás a discordar com aquilo com que eu estou a concordar – aquilo que disseste. Isto é, estás a discordar de ti próprio.

    Isto prova perfeitamente a vossa “lógica” de “conversação” – discordar sempre do “inimigo” sem pensar verdadeiramente naquilo que ele está a dizer, ao ponto de chegar ao cúmulo da demência – discordar dele mesmo quando está apenas a subscrever as nossas próprias ideias.

    E ainda dizes que sou eu que precisa do cházinho medicinal.

    PS

    Cada vez tenho mais saudades das minhas conversas com as paredes. Pelo menos não oiço respostas totalmente cretinas.

  • Baal

    PS II

    Já te disse que sou tudo mesno impoluto.

    Apenas não me gabo de ser um porcalhão que finge que 100% dos casos “não são suficientes para se generalizar” no caso do encobrimento da pedofilia na igreja ou na persguição dos papas aos padres progressistas. E também não teria nenhum orgulho de me comportar como um demente ao discordar com aquilo que eu próprio teria afirmado 5 minutos antes apenas porque alguém de que não goste depois veio a concordar com o que eu disse primeiro.

    Mas enfim, já te topei há algum tempo.

  • antoniofernando

    Olha o Impoluto Baal armado agora em sofista.Desde que começou a conversar com as paredes esqueceu-se que das mesmas é que vêm o eco que torna as suas respostas tão cretinas.

  • Willy

    “Mas minimizar o sofrimento do povo judeu na Soha e noutras perseguições cristãs, ou nos cobardes ataques terroristas a que por vezes assistimos também é um bocado demais.”

    ah sim.. minimizar o sofrimento é aberração.. mas minimizar o sofrimento dos gays, ciganos, test. de jeova e outros “lixos” da sociedade aí pode!!!

    AH… Assista a este video do bispo “neonazi” Williamson….
    http://www.youtube.com/watch?v=IIiWpj-SDqE
    Alguns querem a cebeça dele na bandeja… depois são os padres Lefebvristas os fascistas, os radicais, os extremistas….

    ah… os EUA não reconhecem a “Shoah” armenia de 1915…. Pq a Europa e a Armenia nao fizeram um escandalo colossal?? Medinho, é??

  • antoniofernando

    “APENAS NÃO ME GABO DE SER UM PORCALHÃO”

    Mas és. Reles,mesquinho, javardo.E porcalhão. Tens vindo a emporcalhar-te neste blogue desde o início em que te vi começar a babar de petulância e arrogância. E gostas. Gostas de nadar na imundície em que te tornaste.Também já te topei há muito tempo.E vais levar todas as respostas que mereces.

  • ricardodabo

    HUMOR ATEU. NADA A VER COM O ASSUNTO, MAS MUITO ENGRAÇADO.

    http://www.youtube.com/watch?v=Y4rWXmki1JA

    http://www.youtube.com/watch?v=KayPL7ZKYjk

  • Baal

    OOOOHHHHHHHH,

    O Sr. Sãotudocoincidências está enervadinho.

    Bom, assim está melhor. Pela primeira vez estás a ser honesto.

    Trata-te portanto de embirração pessoal. Por ela és até capaz de te contradizer a ti próprio, contradiriando-me quando eu simplesmento concordo contigo.

    Não achas que isso demonstra falta de princípios ?

    Nada de mais. Por baixo da tua capa de civilidade já te tinha topado.

    Porque é impossível alguém dizer que admira Boff, Helder, etc e depois fingir que não percebe que esses homens são sistematicamente tramados dentro da igreja pela clic no poder. Esta tua atitude apenas revela a tua VERDADEIRA natureza.

    Um fanáticozinho que, quando encostado à parede pela total falta de lógica/moral dos seus argumentos entra em HISTERIA agressiva e já não diz coisa com coisa.

    Pois bem meu menino. Eu não sou assim e teria profunda vergonha se fosse minimamente parecido com a histérica imoral que tu és.

    Sendo assim não concordo ou discordo pelo que tu és, mas pela validade dos teus argumentos.

    Ou seja, vou continuar a criticar-te quando for caso disso, e até, Ó HORROR a apoiar-te e a concordar contigo sempre que tiveres razão, como é o caso neste post.

    Vá, grita e baba-te mais um bocadinho.

    PS

    A solução para isto é ignorar-me. Já te tinha dito.

    É que, para o género de parvoíces com que me respondes mais valia estares calado.

    Mas pronto, se preferes continuar a encenar ataques histéricos podes continuar. Afinal até me fazes rir um bocado.

    Obrigado.

    PS

    Peço imensas desculpas por ter concordado contigo. É horrível alguém concordar connosco. É muito pior do quando discordo de ti não é ?

    É que, a tua aldrabice de que eu serei um ateu radical que fanáticamente conspira contra a santa igreja cai por terra e afinal revela-se que o fanático radical aqui és TU. Para além de aldrabão claro.

    Olha, já tomaste os comprimidos hoje ?

  • Baal

    Willy,

    Eu nunca aqui minimizei o sofrimento dos gays, testemunhas de jeová, ciganos etc.

    Mas uma coisa não tira a outra.

    Os judeus de facto sofreram, mesmo que as camâras de gás nunca tenham existido, os próprios revisionistas admitem milhões de pessoas, toda a comunidade judaica, foram presas e deportadas, viram os seus bens confiscados, as famílias separadas foram alvos de insultos e humilhações generalizadas quando não agressões físicas. E os próprios revisionistas admitem que pelo mesno 300 000 terão morrido em condições infernais nos campos de concentração.

    Minimizar isto, que é o MÌNIMO que todos, mesmo os revisionistas, admitem, já seria um CRIME contra a moral.

    Ora acontece que, sendo eu a favor de que os revisionistas tenham liberdade de expressão e admitindo que possam ter razão, isso não significa que não possam estar enganados em muita coisa e que as coisas possam ter sido bem piores.

    A verdade estará algures no meio.

    E esse meio é já um dos piores horrores da história.

    Aliás até o “mínimo” revisionista já o era.

    Claro que isto não é desculpa para ignorar outros massacres tão maus ou piores, como os do Ruanda, Arménia e muitos outros.

    Mas aí temos a falta de escrúpulos das pessoas a trabalhar. Por exemplo, o antonionãogeneralizes acha que nada do que não lhe convenha generalizar pode ser generalizado, mesmo que abarque 100% dos casos conhecidos.

    Assim, armado com essa impermeabilidade à honra e à moral, por exemplo, um defensor da Otan/turquia poderá sempre dizer que o massacre dos Arménios não foi um massacre, porque isso é generalizar e não podemos nunca generalizar nada do que não nos convenha. Assim, não foi um massacre porque os turcos mataram centenas de milhar de arménios sim, mas um de cada vez. Assim já não podemos falar de massacres, mas apenas de “crimes isolados” perpretados por alguns “homens” maus isolados. No processo podemos fazer de conta que entre esses homens maus, por acaso estavam todos os dirigentes políticos turcos com poder de decisão e que toda a máquina governamental e militar turca esteve envolvida. E depois ter ataques e fazer beicinho quando alguém diz que esta linha de “argumentação” não tem qualquer lógica.

    Mas isto é fazer figura de palhaço.

    Agradeço que não o faças minimizando o sofrimento do povo judeu, indepentemente do que outros também sofreram.

  • Willy

    Baal… os EUA tem um talento NATO de silenciar, minimizar etc. os crimes dos camaradas de armas dele(e os deles proprios)…. a Turkia ke o diga!!! O Japão idem!!
    bom. neste caso… a Armenia dançou!! Ah.. só fico a imaginando a cara de Cher, Aznavour e Agassi ao ver o comportamento dos EUA em relação à Shoah Armenia

  • Willy
  • zeca portuga

    Sabichão Baal:
    Pelos vistos não sou apenas eu que não tenho pachora para vossa excelencia sabichona.

    Lamneto, nas v. exa etava a mentir quando diz que é “agnóstico de matriz cultural pagã”. Já se esqueceu, mas está farto de falar nos seus familiares que são católicos.

    Vossa Exa, dr. Baal, é que é um perfeito inadaptado social.
    Pode ser que um dia, qundo você crescer, ainda sja capaz de aceitar e compreender a nossa cultura. Isto se a senilidade não o levar a piorar como é o caso do Sr. Esperança e quejandos.

    Eu gosto de me rir convosco, mas ás vezes, os teus disturbios juvenis chateiam.
    O distino comentador antoniofernando também já esgotou a pcaiencia contigo, coisa que eu já fiz à mutio.
    E u sabes porquê, não sabes?

  • Baal

    Ó grande padrecalover,

    Sim, a maior parte dos meus familiares são católicos. Gostava de saber o que é que isso implica de contradição com o que eu disse.

    Em primeiro lugar, a própria igreja está impregnada de valores culturais pagãos, que precederam em milhares de anos o nascimento da igreja e que a igreja adoptou como única forma de se impor na cultura europeia a que era estranha.

    Caso não tenha reparado a maioria das festas cristãs são simplesmente festas pagãs a que a igreja se sobrepõs. Quando vocemeçê festeja o natal com uma bonita árvore cheia de luzes está a fazer o quê ? A própria organização da igreja é um decalque da do império romano, com as suas paróquias etc, os cargos idem, pontifex maximus já o eram todos os imperadores. A nível do pensamento pior ainda. Todo o pensamento da igreja deriva da filosofia pagã e racionalista grega adaptada por homens como Agostinho, Abelardo e Tomás de Aquino para o interesse da igreja. Na arte a mesma coisa, as formas clássicas abundam por toda a igreja.

    Paralelamente a isto subsistiu ainda muito da milenar cultura pagã mesmo fora do âmbito da igreja. A festa do carnaval que a igreja nunca conseguiu domesticar mas que se mantém tão importante como a páscoa ou o natal etc. O pensamento racionalista que ressuscitou no renascimento e deu origem à sociedade laica actual. Etc.

    Que os católicos, os meus familiares incluidos, não se apercebam, ou FAÇAM DE CONTA que não se apercebem temos pena. Os factos estão aí.

    Entretanto, embora não admita a presunção da igreja de ser a matriz cultural de uma Europa que a precede culturalmente em muito e a cuja cultura a igreja foi buscar grande parte da sua própria cultura, não deixo de reconhecer que o cristianismo teve um papel importante na história da Europa e que seria um desastre cultural se desaparecesse completamente.

    Quanto ao resto dos vossos insultos e chiliques estou-me nas tintas. Se vocês só vêem com pálas nos olhos e para o lado que vos interessa, quem faz figuras tristes são vocês.

    E nesse caso é uma honra para mim ser ostracizado por gente assim. Para uma sociedade de merda estou-me nas tintas. Não preciso de ir atrás de rebanho nenhum para ter identidade ou valores morais.

    Entretanto, vindo de quem considera a sociedade rural do Séc XIX como o state of the art em termos civilizacionais, acho imensa graça que tu, na sociedade urbana pós-industrial em que vivemos se considere mais integrado no main stream do que eu.

    Mas agradeço que muito que me passem a ignorar.

    Não estou aqui para fazer amigos mas para exercitar um pouco os neurónios com uns comentando actualidades. Quanto às pessoas sei o que elas valem. Para vos agradar tinha de abdicar de todos os valores lógicos e morais para rastejar atrás de uma qualquer vaca sagrada, seja ela um ateu barbudo que escreveu umas coisas sobre o capital, um economistazeco neoliberal ou um papa de camauro. Obrigadinho mas dispenso de bom grado amizades dessas, prefiro, é uma honra para mim, que gente assim me deteste.

    O vosso ódio é de facto um bom teste.

    Significa que estou no bom caminho e que ainda consigo portar-me, por muito minimamente que seja, de forma decente.

    Obrigado pelo vosso ódio, faz-me sentir bem.

  • drmaybe

    Concordo com tudo exceto na conclusão. À provocação não se responde com outra, é essa a razão de uma Europa tolerante e laica. Depois há a questão do privado não estar completamente separado do público – o que eu sou em privado faz parte de mim e posso sentir a necessidade de o manifestar em público.

  • Willy

    “Europa tolerante e laica”
    claro… ela é isso… mas experimenta falar algo que “magoe” o sionismo organizado… (a Kosher Nostra)…. aí eu quero a tolerancia a laicismo

  • drmaybe

    Ah e depois, Carlos, não consigo perceber no que é que uma lei proibitiva do uso da burqa em público ajuda uma mulher que é obrigada a usá-la. Não empurrará as que são obrigadas pelas famílias a maridos para uma situação de clausura forçada?

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