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Ciclo de conferências – Programa

A Biblioteca-Museu República e Resistência e a AAP – Associação Ateísta Portuguesa promovem um ciclo de conferências a realizar no decorrer dos meses de Maio e Junho.

PROGRAMA

ATEÍSMO, LAICISMO E ANTICLERICALISMO EM PORTUGAL

Dia 7 de Maio

18.30 h

Onofre Varela

Jornalista

Saber sobre Deuses e crer em Deus.

Dia 14 de Maio

18.30 h

Ludwig Krippahl

Professor Universitário

Argumentos científicos contemporâneos intitulados Deus não existe.

Dia 21 de Maio

18.30 h

Carlos Barroco Esperança

Presidente da AAP – Associação Ateísta Portuguesa

Ateísmo, Laicidade e Democracia.

Dia 4 de Junho

18.30 h

Amadeu Carvalho Homem

Professor Universitário

A Religião e a República.

Dia 18 de Junho

18.30 h

Isabel Lousada

Investigadora da Cesnova-FCSH-UNL

O anticlericalismo em Portugal: uma perspectiva.


Biblioteca-Museu República e Resistência – Espaço Cidade Universitária
Morada: Rua Alberto Sousa, 10 A, Zona do Rego – 1600-002 Lisboa
Telefone: 21 780 27 60 | E-mail: bib.republica@cm-lisboa.pt


Escusado será dizer que contamos com a vossa presença.

29 thoughts on “Ciclo de conferências – Programa”
  • cristaoconfesso

    “Argumentos científicos contemporâneos intitulados Deus não existe”. Se o ridículo pagasse imposto Ludwig Krippahl ficava depenado. Deve ser a primeira vez na História da Humanidade que alguém se atreve a tentar provar cientificamente que Deus não existe. Será bem mais fácil tentar provar que o chumbo pode ficar a boiar. Se a experiência fosse feita no Mar Morto, talvez Ludwig conseguisse provar a flutuação do chumbo. Agora que Deus, cientificamente não existe, nem ao Diabo lembrava. Bom, boa sorte Ludwig. Depois não te esqueças de publicar os resultados no Diário Ateísta…

  • Nuno Leal

    Sempre Lisboa, sempre Lisboa… arghhhh

  • JoseMoreira

    Cristãoconfesso, é capaz de ter razão. Deve ser MUITO mais fácil provar, mesmo que não seja cientificamente, que Deus existe. As provas são mais que muitas.
    A propósito: como é que você consegue ter lata para criticar uma coisa que ainda não ouviu? Sabe quais são os argumentos que o Ludwig vai apresentar?
    Para quem diz que não é católico… está a disfarçar muito bem.

  • Mike

    Caro JoseMoreira:

    Dou-lhe razão numa coisa: o “Cristão confesso ainda não ouviu o tal professor vai dizer”.
    È muito provável que o homem chegue lá e diga que Deus não existe porque ele nunca o viu. O que é verdade, é que está no seu direito.
    Eu não sei quem é esse professor universitário, nem para aqui interessa. O que é rigorosamente verdade, é que não existe nenhum (uns) “Argumentos científicos contemporâneos intitulados Deus não existe”.

    Começa logo por ser um falsa questão.
    O que existe são opiniões pessoais de cientistas que dizem que Deus não existe. Mas também, há opiniões que dizem que Ele existe. Também há analfabetos que dizem que Ele existe e outros que Ele não existe. No domínio das opiniões pessoais, as do cientista não são mais válidas do que as do analfabeto.
    Isto não são argumentos. São opiniões.
    Ora, a Ciência nunca pode por de parte uma hipótese, por muita remota que fosse (e neste caso não é), a não ser demonstrando que essa hipótese é falsa.

    Uma cosia já se pode dizer: o titulo deixa antever uma charlatanice!
    Não é um professor sério que assume uma palestra com este título, tão equívoco como anti cientifico.
    Aliás, em todos os países, as universidades sérias avaliam o corpo docente e científico com base nesta falta de rigor ou de desprezo pela ciência.

    Mas, um jornalista a falar sobre “Saber sobre Deuses e crer em Deus”, não deve ser menos ridículo.
    Questiono qual a formação do jornalista para abordar este tema. Deve ser mais um autodidacta que estudou o assunto nas páginas da Net.

    Outra burricada igual, está reservada para o Carlos.
    “Ateísmo, Laicidade e Democracia”. Desde logo porque não se pode reconhecer ao Carlos qualquer tipo de honestidade (e moralidade) para discutir esta assunto, pelo passado hipócrita que tem, em matéria religiosa.
    O título é muito infeliz.
    O absurdo da questão está em meter o ateísmo com questão de politica. O ateísmo não em nada a ver com laicidade, e não tem nada a ver com democracia.
    Aliás, num Estado ateu não se coloca a questão do laicismo, e num estado que impõe o ateísmo ateu não se cumprem as regras básicas da democracia. Um estado que impõe uma ideologia ateia é antidemocrático – como foi acontecendo na primeira república ( sou republicano, não sou contra a república, mas contra algumas formas de república).

    O mesmo se passa com outro professor universitário a tentar ligar coisas que nada tem de afim – religião e república. O que tem uma cosia a ver com a outra?

    Só se quiser falar da onda esquizofrénica que varreu os líder da primeira república, que ao arrepio de tudo o que deve ser uma república, enveredaram, por um sistema antidemocrático, atentatório da liberdade, completamente desonesto em matéria religiosa (querendo que o estado surpreendesse as religiões, nas disfarçando-se de laico), para além de criar um regime fundamentalista totalitarista altamente instigador de práticas violentas, e ideologicamente viciado.
    A primeira república foi um regime extremamente mau para Portugal, para a afirmação e defesa dos direitos os portugueses, discriminatório (das mulheres, das religiões, dos monárquicos, etc), e hipócrita.

    A única palestra que me parece poder ser séria, é a última, se for abordada com o rigor e de forma imparcial.
    A esta, só não vou assistir porque vivo no norte e os “ossos” já não ajudam.

    Está aqui um menu pouco apetitoso, a não ser a sobremesa

  • cristaoconfesso

    José Moreira: não é uma questão de lata, mas de fé. Ou seja, para mim acreditar em Deus, deriva da crença, não de absurdas certificações científicas. A religiosidade remete, não para a Física mas para a Metafísica. Deus não está sujeito a experimentação científica, nem se analisa laboratorialmente. Cada um sente ou não Deus à sua maneira. Tão simples como isso. Por outro lado, como já aqui disse e reafirmo, o meu concreto conceito de Deus não está sujeito a escrutínio popular. Não é democraticamente aferível. É um assunto do meu foro particular e que só a mim diz respeito. O facto de não ser católico não me impede de tentar fazer um juízo justo sobre as questões acerca da ICAR, que aqui permanecem recorrentemente expostas, talvez porque aos administradores deste espaço seja mais ” corajoso” arremeterem contra a ICAR do que, por exemplo, contra o Islão. Não sei quais são os argumentos que o Ludwig vai apresentar nem preciso. Se há domínio em que o conferencista não manda é na minha consciência. Da dele faz o que quiser. Mas só da dele.” Argumentos científicos contemporâneos Deus não existe” remete para o absurdo do próprio postulado da pretensa demonstração. No entanto, nada a opor que os mesmos aqui sejam expostos. Depois se verá o que é que vai dar….

  • Joe

    http://congregacionobispoaloishudal.blogspot.com/

    Nota: Alois Hudal foi um bispo nazi…. estranho ke o blog nao tenha suastica

  • antoniofernando

    Talvez este texto desse mote para um certo anticlericalismo em expansão, que poderia também figurar nesse ciclo de conferências, sob o tema:

    ” WHY NOT BOMB THE VATICAN ?”

    O conferencista seria um tal Bob Ellis.O convidado principal um tal Bin Laden…

    http://www.abc.net.au/unleashed/stories/s286817

  • JoseMoreira

    Caro Mike:
    Tenho sérias dúvidas de que a existência, ou não, de deuses, se limite a uma mera “opinião”. Ou os deuses existem – e isso será um facto – ou não existem – e isso será outro facto. O azul é mais bonito que o vermelho, é uma opinião; os deuses (porque há vários, como sabe) existem ou não, não depende de opiniões. São factos. Em última análise, e como diz, e muito bem, o Cristãoconfesso, é uma questão de fé. Ou seja, e eu assino por baixo, a existência de deuses depende da fé de cada um. Virando as palavras ao contrário, a existência de deuses depende da fé, ou seja, a fé é que cria os deuses.
    Quanto ao facto de a religião ter, ou não, a ver com a república… isso sim, já poderá ser uma opinião. Repare: “poderá ser”, não quer dizer que seja. Mas, como disse num outro “post”, ainda não ouvi o que o palestrante tem para dizer acerca do assunto. No entanto – e isto sim, é um facto e não uma opinião – é inegável que a Igreja, ao longo dos séculos, influenciou as sociedades. Todas! Se no bom, se no mau sentido, isso dependerá das opiniões. Mas influenciou, e continua a influenciar. Todos nós sabemos como muitos sentidos de voto são decididos a partir do púlpito. Afinal, parece que sim, que a religião tem algo a ver com a república. Ou será que não?

  • JoseMoreira

    Caro Cristãoconfesso:
    Parte da sua resposta foi dada ao Mike. Desculpe lá, mas como vinha a talhe de foice…
    Mas deixe-me insistir: o seu comentário confirma aquilo que, afinal, todos nós – ateus – já sabíamos: a existência de deuses depende, sempre, de sim, ou não, acreditar neles. Da fé. Ou seja, a fé é que faz os deuses, e não o contrário. Concordo consigo, e subscrevo inteiramente. É a mesma fé que, no Natal, transporta as prendas para as crianças. Elas “sabem” que o Pai Natal anda por aí, para as crianças o Pai Natal existe mesmo..
    Há um pequeno hiato, no seu texto. Releia, por favor: “Argumentos científicos contemporâneos «intitulados» (o sublinhado é meu) Deus não existe”. Aquele «intitulados» faz toda a diferença. Julgo eu, claro.
    Não sei o que vai na cabeça dos administradores do blogue quanto a “arremeterem” contra a ICAR e não contra o Islão. Não me parece que seja uma questão de “coragem”, mas uma questão de lógica: em Portugal ainda há muita gente (e lê-se, e vê-se e ouve-se nas tv) que acredita que a religião da ICAR é a religião “oficial” de Portugal. Olhe, se for ao Museu do Brinquedo em Seia, lá encontra essa informação (não sei se já a tiraram, que eu apresentei reclamação). Ora, perante este panorama parece-me ser mais lógico tratar de assuntos relacionados com a ICAR e seus derivados (IURD, por exemplo) do que com o Islão.

  • cristaoconfesso

    José Moreira,

    Entre o Pai Natal e Deus há uma enorme diferença.Como entre um elefante imaginário com 365 patas.Não é, para milhões de crentes de todo o mundo, exactamente o mesmo.Claro que você não acredita e pensa que Deus é uma fábula.Está no seu pleníssimo direito. Quanto a este ponto, não há muito mais a dizer.Não é questão relevante. Questão relevante é saber se Deus é passvel de ser ou não demonstrado cientificamente. Aí não entramos, nem no domínio da crença, nem no domínio da fábula, mas da inanidade.Não, aquele ” intitulados” não faz toda a diferença porque os ” argumentos científicos” de que Deus não existe estão lá à mesma.Não são fábula.Quanto ao Islão,o seu argumento vale o mesmo do que o do Richard Dawkins que se recusa a debater com polemistas contrários, com o argumento de que não lhes quer atribuir importância. A isso chama-se apenas:´hipócrita cobardia.

  • JoseMoreira

    Cristãoconfesso:

    Não me parece que haja uma diferença assim tão grande entre Deus e o Pai Natal. Só se for na forma, porque na essência ambos são fruto da imaginação. Mas há, certamente, uma diferença: qualquer um, desde que tenha possibilidades, pode visitar o Pai Natal, na Lapónia; duvido que consiga o mesmo em relação a Deus.
    Quanto a ser, ou não, demonstrado cientificamente, a conversa já é outra. Mas, e antes de mais, trata-se de uma opinião minha, pelo que vale o que vale. Vejamos:
    Deus é antropomórfico. Ou seja, Deus manipulou o barro para criar Adão, logo, tem mãos: soprou-lhe nas ventas, o que leva a concluir pela existência de pulmões, ou algo parecido. Mas físico, naturalmente. Procurou Adão quando ele se escondeu, o que testemunha a existência de olhos e, por outro lado, nega a omnisciência divina: quem sabe tudo não precisa de procurar.. Deus falou, por várias vezes, e com diversas personalidades (a última que se conhece é o ex-presidente Bush, que terá sido aconselhado por Deus a invadir o Iraque), o que pressupõe a existência de um aparelho fonador. Tudo matéria, tudo coisa física. E a ciência também trata da física, como sabemos.
    Fiquemos por aqui.
    Relativamente ao Islão… É capaz de ter razão. Mas, se assim é, diga-me, por favor, qual a razão porque se o Papa vai fazer xixi toda a comunicação social portuga abre em manchetes acerca da sagrada mijadela; mas se for um “ayatolah” qualquer, nem se lhe passa cartão. Será por cobardia, ou será porque a mijadela do “ayatolah” é menos importante que a do Papa?

  • Baal

    Não estou a ver que argumentos científicos se possam dar acerca da existência ou não existência de Deus. Espero que os publiquem que eu francamente não os consigo imaginar.

    Como agnóstico acho que teísmo e ateísmo são as duas faces da crença. A crença de que existe e a crença de que não existe. Eu francamente não faço a mínima ideia se existe ou não. Mas parece que toda a gente tem a certeza de tudo.

    É bom viver entre gente tão sábia.

  • Baal

    PS

    É caso para perguntar, já que todos sabem sempre tudo, se não me podiam dar uma indicaçãozinha acerca do número do totoloto – com ou sem argumentação científica.

    Vá lá. Não se fechem em copas. Eu sei que comCERTEZA (das mais absolutas!) vocês sabem. Por favor ? Sim ? Please…?

  • JoseMoreira

    Baal, pode-se considerar a sua como uma “terceira face”?
    A língua portuguesa é muito traiçoeira… Porquê “crença de que não existe”, e não “descrença de que existe”? Ou será que também poderíamos dizer, relativamente aos crentes, que eles “não acreditam na inexistência de Deus”? Sendo assim, podem considerar-se descrentes?
    Sinceramente, costumas ser menos falacioso…

  • JoseMoreira

    Relativamente aos números do Totoloto, posso garantir-te que SEI quais são os números que vão sair na próxima semana. Tanto assim, que é neles que vou jogar, e terei todo o gosto em que tu também jogues neles, que eu não sou egoísta.
    Eu sei quais são os números, a Santa Casa é que não sabe. Por isso, o meis certo é não acertar neles. :=)

  • Baal

    josemoreira,

    Independentemente de como construas a frase, acreditar ou não acreditar importa sempre num elemento de crença, porque estamos a falar de coisas que não podem ser provadas. Ora se afirmas peremptoriamente que uma coisa existe ou não existe, com certeza absoluta, sem quaisquer provas contra ou a favor estás sempre a exercer um acto de fé.

    Claro que os ateus podem fazer comparações com o pai natal para ridicularizar a questão, os crentes fazer o mesmo em relação á improbabilidade de se chegar a um órgão tão complexo como o olho humano por simples evolução aleatória etc.

    Mas isso não é senão contornar a questão central que é irrespondível. Ou Deus nos aparece um destes dias, provando que o teístas têm razão ou ficará para sempre a dúvida.

    Porque posto assim, em termos deliberadamente infantilizados para ridicularizar é fácil. Mas se pensarmos que os seres “sobrenaturais” podem ser simplificações humanas de mundos muito naturais mas paralelos à nossa realidade a coisa já não é tão ridícula.
    Claro que aí vêm com a história do ah, mas não há qualquer prova da existência de universos paralelos. Claro que não há. Mas CIENTÍFICAMENTE está provada a sua POSSIBILIDADE.

    As teorias da física actual prevêem a possibilidade de que o nosso universo possa ser um entre outros infinitos, prevêem até que cada universo como o nosso possa ter outras dimensões que nos serão imperceptíveis. Entre todos esses universos e dimensões possíveis a gente sabe lá o que pode haver ? O pai natal pode ser uma forma humana de simplificar uma realidade complexa, Rudolfo a rena do nariz vermelho pode ser uma conceptualização simbólica de uma realidade que nos ultrapassa. Falando sério, tudo isto é pura especulação, estamos a falar de coisas que desconhecemos. Ora acreditar que o produto de especulação pura, sem quaisquer bases, é a verdade ultima e absoluta tem um nome. Chama-se fé.

    Eu sou o único que não patilha da vossa fé, porque digo – Eu sei lá !

  • JoseMoreira

    Baal
    Eu não queria prolongar muito esta conversa, quanto mais não seja porque acabaremos por não encontrar convergência, pelas razões óbvias. Vejamos o que diz a Wikipédia: “Fé (do latim fides, fidelidade[1] e do grego pistia) é a firme convicção de que algo seja verdade, sem nenhuma prova de que este algo seja verdade, pela absoluta confiança que depositamos neste algo ou alguém”. No mesmo sentido, o Dicionário da Porto Editora. Ou seja, partindo do princípio de que estou a ler bem, a fé aplica-se a factos ou dogmas, ou seja, aplica-se pela positiva. Aplica-se a quem acredita, e não em quem nega a existência de algo. Não me parece razoável ter fé em algo inexistente ou ter fé de que uma coisa não existe. Eu não posso “ter fé” na inexistência de um dragão invisível no meu quintal, é uma questão de razoabilidade. Não existe, ponto final, embora eu não descarte a hipótese de haver pessoas que creiam na sua existência. Será que tu, perante o “meu” dragão invisível também dizes “Eu sei lá!”? Certamente que não.
    A razoabilidade relativamente ao “meu” dragão é a mesma razoabilidade que eu aplico relativamente à existência de Deus. Há tanta probabilidade de existir Deus, como de existir um dragão invisível no meu quintal. Mas, claro, é a minha posição.

  • Mike Teef

    Caro Baal:

    Aqui tens um dos teu comentários inteligentes.
    Um agnóstico, como tu te caracterizas, normalmente defende aquilo que aqui expões.

    Um agnóstico sério não é crente nem ateu: não crê na existência de Deus por pura fé, mas também não nega categórica e liminarmente a possibilidade de existir.
    Um agnóstico nunca é religiosos nem anti-religioso. A neutralidade advém-lhe do facto de que a não crença não significa anti-crença.

    Eu, que sou cristão, aceito de bom grado e estimo aqueles cuja filosofia de vida é agnosticismo.
    O que torna absurdo o discurso de alguns que se dizem agnósticos, é o facto de enveredarem pelo caminho da estupidez (anti agnóstica) de negar a existência de Deus, ser anti-religioso e anti-crente.

    A questão do Pai Natal é uma burrice e uma infantilidade dos ateus, usada para insultar e vexar os cristãos.
    Nunca ninguém, em consciência, defendeu que o Pai Natal existe e vive na Lapónia. Nunca ninguém, em consciência, defende que as renas voam. Excepto, claro está, alguns a ateus.

    Nunca ninguém viu nenhum pai natal, mais sim alguém vestido de uma forma a que chama Pai Natal. Mas se alguém se veste de bruxa, não significa que elas existem e fazem bruxedos.

    O própria figura ideia de Pai Natal, é já em si absurda: natal significa nascimento. Ora, não é o pai que nasce, mas sim o filho. O Natal cristão tem como figura o Menino Jesus.

    Ao contrário do que alguns ateus querem fazer crer, a ciência não desmente a existência de Deus. Muito pelo contrário, a complexidade de tudo o que a ciência vai descobrindo, cria cada vez mais dúvidas sobre a “força criadora do acaso”. Defender que o “o acaso” é o principio da ordem do universo e da matéria, nunca foi uma atitude muito inteligente. Hoje começa a ser tida por irracional.
    Por isso mesmo, está a ser levada a cabo, na Europa, uma experiência cientifica que tenta-se recriar o ambiente do “início do universo”, na busca de uma explicação para a ordem e organização que a ciência encontra mas não sabe explicar. Mas, os cientistas já vêm dizendo que do caos não se forma a ordem por mero acaso. Falta qualquer peça na engrenagem.

    Uma coisa curiosa que estive a ler num blogue ateu, tem a ver com o início do universo. Segundo o dito blogue, o cristianismo defende que ao universo tem 6 mil anos, ou coisa parecida.
    Burrice e ignorância. O cristianismo ( e não só) defende que Deus é infinito, omnipotente e eterno. Não tem principio nem fim (no espaço ou no tempo). Defende também que Deus é anterior a todas as coisas. Ora, para quem não tem principio nem fim, 6 mil anos é algo tão pequenino como a inteligência dos ateus que fazem estes comentários.
    O cristianismo defende que Deus criou todas as coisas de livre vontade. Depois, cada qual dá à “criação” uma explicação que não é divina nem cientifica, mas sim alegórica.
    Os pais começam por dizer que os filhos vem com a cegonha, depois vem da barriga da mãe, mas de uma semente … e assim sucessivamente. São processos simbólicos, nem maus nem bons, porque toda a comunicação “inter humanos” é simbólica.

    O grande problema é quando os ateus querem usar o rigor geométrico naquilo que não geométrico, e a mais complacente hermenêutica naquilo que é rigorosamente matemático.

    Uma coisa é certa: QUALQUER PROFESSOR UNIVERSITÁRIO, OU MESMO UM CIENTISTA QUE AFIRME QUE A CIÊNCIA CORROBORA A IDEIA DE NÃO EXISTÊNCIA DE DEUS, É MENTIROSO, POUCO INTELIGENTE, FALSÁRIO E INSULTA A PRÓPRIA CIÊNCIA.

  • Mike Teef

    Caro JoséMoreira:

    Eu não posso “ter fé” na inexistência de um dragão invisível no meu quintal, é uma questão de razoabilidade.” – Ter fé na existência de uma Deus criador da Ordem do Universo, é uma questão de razoabilidade.

  • Baal

    JoseMoreira,

    De facto penso que nestas coisas ninguém convence ninguém, mas analisemos o teu argumento.

    A – Sindroma do dragão no quintal.

    É de facto um argumento de peso, mas CONTRA a vossa argumentação.

    Começa logo que nunca ninguém pretendeu semelhante coisa. Deus é situado algures no universo ou fora dele, ou presente em todo o lado mas noutra dimensão invisível aos nossos olhos.

    Ora pretender conhecer o universo infinito plus a multiplicidade de possíveis universos paralelos cada um com infinitas possíveis dimensões. Pretender um simples mortal conhecer tudo isso como as traseiras do próprio quintal denota uma total irrazoabilidade e falha de pensamento lógico. Essa pretenção pertence ao mundo da fé. E da fé mais delirante. Porque afinal, na multiplicidade de universos possíveis tudo é possível. E não, não podes comparar a imensidão do espaço tempo com as traseiras do teu quintal. é uma visão EXTREMAMENTE redutora.

    Em segundo lugar a figura do dragão é emblemática de outra falha lógica do vosso pensamento. Isto porque, logo por azar, o dragão é precisamente inspirado em seres reais, que existiram mesmo, aos milhões, e dominaram o nosso mundo durante milhões de anos – os dinossauros. E tirando o aspecto pirotecnico, alguns dinossauros até voavam, pelo que grande parte da lenda do dragão é baseada em factos reais. Os nossos antepassados viram ossadas de dinossauros e imaginaram um bicho tipo réptil, extremamente poderoso. Não andaram longe da verdade.

    Depois existe a componente simbólica que vocês não compreendem. O dragão, como todas as figuras dos contos populares não é o boneco tosco que vocês representam. É um símbolo que transmite valores extremamente complexos da nossa cultura ancestral. Pelo que vocês interpretarem literalmente, sem fazerem uma leitura simbólica não vos leva a lugar nenhum. Sim, algures no infinito e infinitamente enorme “quintal” que é o espaço tempo, existiram e se calhar existem seres literalmente ou simbolicamente semelhantes aos dragões.

  • sempapasnalingua

    Admitamos que deus existe (qual deles? entre muitos já desactivados nos arquivos das mitologias que o homem inventou para meter medo a si próprio e aos outros que se pretende dominar para fins bem terreanos e inconfessáveis.
    E depois???
    Para que serve essa coisa de que toda a gente fala e nunca ninguém enxergou?
    Que rastos essa coisa deixou neste calhau flutuante-Terra- que permita pensar que exista e faça falta alguma?
    Ah sim! essa coisa, deus ou alá, Júpiter ou Vulcano, foi a fonte da vida e duma porcaria de planeta tão mal enjorgado que é uma vergonha dum mestre de obra que dizem perfeito. Qualquer ajudante de pedreiro com umas dicas de lavoura faria muito melhor.
    Huuummm… quando o Sol deixar de brilhar e aquecer, vão desaparecer animais, plantas e biliões de seres humanos. Uma hecatombe apocalíptica que o bom (?) deus permitirá de braços cruzados e com total indiferença. Se ele existisse seria uma besta duma crueldade que nem o alá seria capaz. Sabendo que alá segundo moamé, outra grande besta, mas este com provas reais, já é duma maldade tremenda, topo de gama, então esse deus judaico-cristão, é incomensurávelmente mais velhaco.
    E tão velhaco quanto cobarde. Tão velhaco e bardino que me faz insultá-lo todos os dias logo de manhã, para o provocar, mas o gajo… moita. Faz ouvidos de mercador. Tá-se marimbando, borrifando, nas tintas. Balda-se. Faz de conta.
    Garanto que isto é verdade já lá vai uma pancada de anos e não há meio de me aparecer e pedir meças.
    Por isto tudo e mais ainda, essa coisa de deus é uma grandessíssima treta, como diria o outro.
    Não vale sequer o tempo e a saliva que se desgasta a falar dele.Montanhas de papel desperdiçado.Centenas de milhões de pessoas sacrificadas em nome dessa patranha
    Os mitómanos, por piedade e respeito pela nossa paciência, não poderiam imaginar uma ficção mais inteligente, divertida e actualizada?
    Agradecimentos antecipados.
    Beijinhos e abraços.
    Da Eurábia com amor.

  • Baal

    JoseMoreira

    “Eu sei quais são os números, a Santa Casa é que não sabe. Por isso, o meis certo é não acertar neles. :=)”

    A brincar a brincar acertaste em cheio na circularidade do argumento da fé. Quem tem fé tem sempre razão. Mesmo sem quaisquer dados sobre o assunto o crente SABE que os oustros é que estão sempre enganados.

    Ora eu posso ter muita prosápia nos assuntos que conheço. Mas quando não disponho de dados calo-me que nem um rato num gatil. É disso que se trata, Deus não conheço, se existe não sei. Certezas não posso ter a menos que me apresentem dados concretos.

  • Baal

    Mike Teef,

    De facto nada tenho contra a possibilidade de deus, ou contra a sua impossibilidade. Apenas coloco em questão o processo lógico que leva à CRENÇA nestas duas possibilidades, que coloco em probabilidades iguais visto que não disponho de dados seguros a favor ou contra.

    Por vezes pensam que sou contra os teístas porque coloco questões embaraçosas. Porém, se observarem bem, também as coloco aos ateus pelo que estamos quites.

    Por mim considero-me demasiado ignorante para poder responder ás questões ultimas do universo.

  • Baal

    JoseMoreira,

    “Fé (do latim fides, fidelidade[1] e do grego pistia) é a firme convicção de que algo seja verdade, sem nenhuma prova de que este algo seja verdade, pela absoluta confiança que depositamos neste algo ou alguém”.

    B – Não creio que esse argumento apenas ser usado pela positiva. Algo ser verdade pode ser entendido na função negativa. Assim por exemplo, eu posso acreditar firmemente ser verdade que o Sr X é um mentiroso e posso acreditar firmemente que o Sr X não é mentiroso. Se o fizer sem provas, baseado apenas na intuição é uma questão de pura fé afirmar que ele é ou não é mentiroso.

    A terceira via, a única lógica, é afirmar que, se não tenho provas tenho forçosamente de dar o benefício da dúvida. Isto é, não confiar cegamente no Sr X nem andar a apregoar aos 4 ventos que o homem é mentiroso quando não tenho quaisquer provas.

    Concretizemos um dos apectos da definição de fé.

    “Fé (do latim fides, fidelidade[1] e do grego pistia) é a firme convicção de que algo seja verdade, sem nenhuma prova de que este algo seja verdade,”

    Ou seja, tu podes estar firmemente convicto de que algo, O FACTO DE QUE DEUS NÂO EXISTE é verdadeiro sem que tenhas nenhuma prova de que seja verdade.

    Ou seja, estás firmemente convicto de um determinado facto é verdadeiro sem que disponhas de qualquer prova para corroborar a tua profunda convicção.

    Ou seja, tens uma profunda fé nas tuas convicções sem que precises de qualquer prova para as manter.

    Ou seja, estás perfeitamente habilitado a alistar-te na ordem dos capuchinhos porque já tens o requisito básico – uma profunda fé em algo.

    Depois é só limar as arestas.

    Acreditar convictamente em algo sem quaisquer provas já acreditas, agora é só mudar o objecto dessa fé que o processo lógico já lá está.

    Tens de dizer qual o número que calças para te mandar as sandálias. Quanto aos hábitos, temos pequeno, médio e grande, castanho claro e castanho escuro. São todos com capuz pelo que escuzas de trazer boné.

  • sempapasnalingua

    No bairro onde moro há um cemitério. Todas as noites de lua cheia vem um lobisomem passear-se e uivar de maneira que se me arrepiam até os pelinhos mais púdicos e as peles menos sensuais. Depois aparece uma lobismulher e fazem amor sobre uma campa de mármore de carrara e granito polido de Marvão.
    Andam naquele preparo umas duas ou três horas, e desaparecem misteriosamente ao lusco fusco, isto é, na fase entre cão e lobo.
    Mas coisa curiosa, ninguém mais sabe disto porque os lobis são invisíveis, insonoros e inodoros. Mas eu disponho de óculos especiais dados por um amigo extra-terrestre, que captam em zonas do espectro invisível para o humano e assim permitem- me observar aquela cegada, os uivos e barulhos dos bichos monstros só se ouvem com um funil de caracteristicas especiais herdado dos meus antepassados Templários muito dados a práticas de eroterismo.
    Agora gostava de saber se alguém tem o tupete de me negar a veracidade desta estória ou sequer emitir dúvidas sobre a probalilidade de isto tudo não ser exactamente como eu conto. Quem tem provas de que esta estória não é verdadeira? Quem??? Se alguém me contrariar faça favor de me informar o seu endereço para lhe enviar um albernó, gorro e babouches, com direito a uma viagem a pé de ida e volta a Meca.
    Não é preciso trazer comida, a viagem será no período do ramacão.
    Beijinhos e abraços de outro mundo.
    Da Eurábia com amor

  • 1atento

    “É caso para perguntar, já que todos sabem sempre tudo, se não me podiam dar uma indicaçãozinha acerca do número do totoloto – com ou sem argumentação científica.”

    Cientificamente é possível fazer uma chave certa para os números do totoloto. Será um número astronómico, de chaves, mas não é impossível. O mesmo não se pode fazer para provar a existência de deus. E quando não há provas, as menores que sejam, alguém inventou.

  • 1atento

    Baal, aí tens:

    O cálculo das apostas múltiplas :
    Uma aposta é composta de 6 números diferentes entre 1 e 49, inclusive, e é assinalada com 6 cruzes.
    Se se marcarem 7 cruzes isso corresponde a um aposta múltipla de : C (7,6) – combinações de sete elementos seis a seis ( em sete elementos quantas vezes se podem seleccionar seis diferentes ) :
    C(7,6) = 7! / 6! ( 7-6) ! = 7! / 6! X 1 = 7 apostas
    Com 8 cruzes :
    C (8,6) = 8! / 6! ( 8-6)! = 8! / 6! X 2 = 8 X 7 / 2 = 28 apostas

    Com 9 cruzes :
    C(9,6) = 9! / 6! ( 9-6)! = 9 X 8 X 7 / 1 X 2 X 3 = 84 apostas . etc. etc.
    (NOTA : repare que se quiser fazer as contas simplificam-se as divisões “cortando” os factores comuns. Por exemplo 5! / 3 ! (= 5x 4 x 3! / 3! , corta-se o 3! E dá 5×4)

    As probabilidades :
    Em 49 números quantas maneiras há de seleccionar 6 diferentes de cada vez ?
    C ( 49 , 6 ) = 49! / 6 ! ( 49 -6 ) ! = 49! / 6 ! X 43 ! = (49 X 48 X 47 X 46 X 45 X 44 ) / ( 1 X 2 X 3 X 4 X 5 X 6) =13,983,816 hipóteses

    É este o número chave das probabilidades do totoloto : treze milhões novecentos e oitenta e três mil oitocentas e dezasseis hipóteses de combinações para seis algarismos!
    Quem fizer as 13.983.816 apostas ganha de certeza!

    Agora apresenta-nos a fórmula para provar a existência de deus. Eu sei que tu sabes; vá lá não guardes segredo.

  • Baal

    Sim.

    E durante o milhão de anos da história da humanidade, até aos ultmos 150, também se acreditou ser impossível o homem construisse máquinas para voar, que chegasse a outros planetas, que conseguisse chegar ao fundo do mar, que iluminasse e aquecesse sem fogo etc etc.

    Aliás, navegar fora da Terra era impossível porque toda a gente sabia que não se podia atravessar o “éter” e que as estrelas estão fixas numa abóbada sólida.

    Também tróia, para todos os historiadores, não passava de uma ficção literária, até que um empresário reformado resolveu pegar no assunto em mãos e a descobriu. Ainda no Séc XX cientistas garantiam que um foguete não se podia deslocar no vácuo. quando apareceram os primeiros aviões engenheiros juraram que era uma infantilidade alguém pensar que alguma vez aviões poderiam vir a transportar centenas de passageiros sobre os oceanos. Quando apareceu o comboio médicos juraram que ia causar cegueira aos passageiros porque a velocidade fenomenal do comboio, na época uns 30 km hora, ia deslocar a retina dos passageiros que tentassem fixar o olhar em objectos fora da composição. Qualquer pessoas que discordasse destas verdades era gozado com anedotas do tipo da do libisomem mas com foguetes e aviões.

    Só nos apercebemos da imensidade do que não sabemos quando começamos a descobrir. quem julga que sabe tudo o que há para saber faz uma triste figura, com ou sem anedotas de lobisomens.

    Claro que podemos fazer gracinhas com tudo. As anedotas e caricaturas com que os obscurantistas religiosos gozaram Darwin foram fenomenais, embora não tivessem mais raão por causa disso. Agarrar no exemplo mais ridículo possível para garantir que tudo do que não disponhamos de provas é por definição impossível é em si mesmo ridículo.

    Porque eu não disse que tudo o que alguém supõem que exista tem de existir mesmo. Em milhões de casos pode haver só um ou dois que sejam verdade. do que estamos a falar é de POSSIBILIDADES. Claro que as possbilidades se vão reduzindo a zero quando se entra em pormenores tipo dois lobisomens a foder em cima de uma campa no dia x. Evidentemente que se torna ridículo.

    Mas se falarmos em termos gerais, i.e a possibilidade de existência de realidades, dimensões e seres que não conhecemos a piada fica completamente idiota porque é MESMO uma possibilidade. Não os lobisomens mas seres e mundos que desconhecemos. Aliás, todas as lendas têm um fundo de verdade. Já aqui falei dos dragões. Sabemos que existe uma doença que dá a aparência do lobisomem, que até impede que os doentes andem á luz do sol. Sabemos também que há pessoal que acham o máximo foder em cima de campas etc. Por outro lado, mais uma vez, o lobisomem é um símbolo chei,
    o de significado da nossa cultura ancestral.

    Claro que ao entrarem em pormenores sobre deus, como tu com os lobisomens, os teístas cobrem-se de ridículo e cobrem de ridículo a sua possibilidade. Está perfeitamente ao nível de uma história de lobisomens com cio pretender com absoluta certeza que se sabe que deus não gosta de camisas de vènus ou que tem uma lista de actividades sexuais que acha bem e outras que acha mal, etc. Mas tão ridículo como esse grau de pormenor próprio de alucinados é pretender com absoluta certeza que se conhece tudo o que existe no universo. Tanto uma atitude como outra têm muito em comum. Não pertencem ao mundo da lógica mas da fé.

  • António Parente

    Estou siderado com este post. Uma organização municipal colabora com uma organização privada que defende uma ideologia como o ateísmo?! O espaço público é utilizado para fins privados?! O dinheiro dos meus impostos serve para que a AAP utilize espaço público para os seus fins? Ainda por cima para vender banha da cobra?! É isto o laicismo?! Isto demonstra o que eu sempre disse: quer expulsar a religião do espaço público para que esse espaço seja ocupado pelo ateísmo! Isso não é laicidade! É anti-democrático!

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