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Contra a tolerância de ponto no dia 13 de maio

Foi criado um grupo no Facebook contra a tolerância de ponto no dia 13 maio: «eu trabalho e não quero tolerância de ponto no dia 13 de maio». Porque a crise não se resolve com idas à missa. E pela laicidade do Estado.
14 thoughts on “Contra a tolerância de ponto no dia 13 de maio”
  • cristaoconfesso

    Boa.Nada como ser coerente.Fica bem.O Estado já é laico. Mas 25 de Dezembro também é feriado nacional. Algum espanto com isso ? Também queres ir trabalhar no dia de Natal ?

  • Ricardo Alves

    Gostaria de poder escolher os meus dias feriados. Por exemplo, trabalhar no dia «do corpo de Deus», e folgar no dia do meu aniversário.

  • mariamarques

    Não é possível continuarmos a assistir a esta farsa …(Um governo dito socialista que continua a pactuar com a religião católica!).Onde está a igualdade de direitos dos cidadãos?Onde está o Estado Laico?A nossa sociedade continua ingenuamente a aceitar estas situações intoleráveis.Que falta de respeito por quem não segue de olhos vendados o caminho de muitos!
    Maria Marques(ateísta assumida …)

  • cristaoconfesso

    maria marques: Portugal tem uma população maioritariamente católica.Sociologicamente não o podemos ignorar.O que é que propões: acabar também com o feriado nacional do 25 de Dezembro com o argumento de que o nosso país é um estado laico ?

  • Torres

    É comovedor assistir a tanta tolerância para com a tolerância de ponto que deriva da visita de um dos principais cúmplices com crimes sexuais cometidos por membros do clero. Espero que o governo lusitano conceda a graça ao homicida padre Frederico de poder estar presente nesses momentos de elevada espiritualidade. Só enobrece o evento…

  • Mike Teef

    Acho curiosíssimas estas observações inflamadas dos ateus.

    Estas observações completamente absurdas da Mariamarques de mais alguns ateus, demonstram um grau de deturpação da verdade e uma aleivosia completamente abissais.

    «Um governo dito socialista que continua a pactuar com a religião católica!”» – entende, portanto, a Maria que um governo socialista deve ser anticatólico. Só que um governo anticatólico é inconstitucional, por ferir (precisamente) o principio da laicidade do estado.
    A Maria espera que o socialismo português seja anticatólico, e caso não seja sente-se defraudada. Ou seja, quem misturar politica com religião. É a ateia Maria, usando o falso disfarce do laicismo, para uma guerra religiosa. Típico dos ateus provocadores e incendiários.
    São estas situações que ocorrem recorrentemente, e que levam os ateus a dizer, hipócrita e falsamente, que as religiões são as principais causas de guerra. Pudera!

    «Onde está a igualdade de direitos dos cidadãos?» – não percebi o queres perguntar. Questiono eu: será que a uma “ponte” dada pelo Estado aos seus funcionários, fere algum princípio ou norma da igualdade?

    «Onde está o Estado Laico?» – Olha , o estado laico está, precisamente, na tua frente, onde as pessoas são livres de praticar as suas religiões, e os clérigos não governam o país, impondo os cânones como lei civil.
    Um estado laico não pode dificultar ao seu povo o acesso a uma religião, não pode impedi-lo de a praticar, não pode impedir os chefes religiosos de contactarem com o seu povo. Tem, pelo contrário, obrigação de facultar e facilitar tudo isto, a todas as religiões, a todos os credos (e não aos anti-credos, como é evidente, por terem uma base discriminatória).
    Evidentemente que a vinda do Papa a Portugal é um assunto da maior importância para o País.
    Trata-se, evidentemente, de uma visita que tratará incontáveis benefícios para o País.
    Evidentemente que se trata de um momento impar de visibilidade para o nosso País:
    Evidentemente que se trata de uma visita apoiada, seguida e desejada por mais de 95% da população portuguesa.
    Um estado que não alinhasse com o povo, seria um estado anti-povo, opressor, anti sociedade, anti-laico.

    Não posso deixar de notar esta observação completamente absurda da Maria: « Que falta de respeito por quem não segue de olhos vendados o caminho de muitos!». – Ora se, respeitar os crentes e o Papa , é motivo de ofensa para ti, o teu desrespeito pelos mesmos é mais ofensivo ainda, porque atenta contra um princípio basilar das democracias e do direito, da boa educação e do civismo.

    Desde logo, porque a “tolerância de ponto” não a vincula à observância de uma dia de descanso forçado. A Maria não concorda (está no seu direito), trabalha livremente no seu serviço, e ninguém a poderá prejudicar ou desmerecer por isso. É livre de trabalhar.
    Aliás, dou-te um conselho: quando chegares ao seu serviço, ofereça-te voluntariamente para trabalhar, e deixa libertar de trabalho algum crente. É uma forma legitima e meritosa de não participar naquilo que considera estar mal. Se te impedirem de fazer isso (e de trabalhar nesse dia), diz, que eu estou pronto a avançar com um processo contra quem não respeitou esse teu direito. Da mesma forma tratarei a hipocrisia te aproveitares dessa circunstancia, que tanto te ofende, para não ir trabalhar, depois de injuriar pessoas que não ofenderam ninguém.

    Por outro lado, não acho que seja aceitável a tua observação, nada civilizada e nada educada, de considerares que alguém “segue de olhos vendados o caminho de muitos”.
    Estou à vontade, porque não sou católico, mas sou cristão. Ora, eu vejo as pessoas agir de forma livre, intencional, sabem o que querem, vivem um ideal em comum, e que se revêem nesse ideal como um facto cultural, social e civilizacional.
    Vejo, mesmo, que há nas religiões um factor integrador e aglutinador. Ao contrário, do ateísmo é anti aglutinador e anti integrador da sociedade.

    Os ateístas é que, às cegas, são levados nos boatos de alguns. Repara que te vês na obrigação de te auto caracterizar como “ateísta assumida/i>”, para seres reconhecida como tal. Um crente não tem necessidade de se “assumir”, porque não está a fazer nadada que a sociedade não tenha assumido e integrado nas suas práticas á muitos milhares de anos.
    Ao egoísmo, ao individualismo egocêntrico (anti-social) do “libertino” ateu, que abomina a comunhão fraternal dos crentes, responde um comentador crente, algures por aí: “Nossa Senhora de Fátima…”
    “NOSSA!…” è este colectivo que as faz das religiões os Himalaias da civilização.

  • Baal

    O natal, tal como quase todos os feriados “católicos” já era festejado milhares de anos antes de cristo estando ligado ao ciclo do calendário que foi apropriado por muitas religiões. Neste caso está ligado ao solstício de inverno, pelo que qualquer não cristão pode legítimamente festejar o natal, tal como os seus antepassados já o faziam milhares de anos antes de cristo nascer.

    Não temos culpa que a igreja se aproprie das festas tradicionais da cultura europeia.

    Mas por mim vocês são bem vindos à nossa festa muitas vezes milenar do natal e que lhe juntem esse relativamente parvenu na multimilenar cultura europeia, esse tal de cristo.

    Se o quiseram por a nascer na nossa festa, porque não festejarmos juntos ?

    Estejam à vontade. Façam de conta que foram vocês que inventaram o natal. 🙂

  • mariamarques

    Mike Teef …Para que o Estado seja laico deverá tratar por igual todos os cidadãos independentemente da religião e se vão conceder feriado pela visita papal ,também o deverão fazer por todos os representantes de todas as religiões que visitam o nosso país.Não será assim?Imagine o caos..que se iria provocar..Pelas suas afirmações ,concordará com os crucifixos nas escolas do 1º ciclo que ainda bem há pouco tempo ali existiam?Pelo facto de a maioria da população ser católica,seria próprio de um estado laico?Talvez por ser demasiado evidente,o governo criou legislação que evita essas situações.(Atitude louvável).Há ,portanto,contradição, por parte do Estado.Não é pelo facto de fazer uma análise coerente com as minhas convicções que falto ao respeito por qualquer religião. Também não considero que possamos generalizar ao constatar que há padres pedófilos.O termo” ateia assumida “provoca assim tamanha estranheza?Precisamente,para si,teremos de concordar com tudo o que nos foi transmitido há milhares de anos(cai pela base a evolução do pensamento?)
    Respondendo também a cristaoconfesso e partindo do princípio que o natal começou a ser festejado por outras religiões que não a católica,não será uma quadra carregada de simbolismo(união das famílias)podendo ser vivida por todos independentemente da religião?
    Mariamarques

  • cristaoconfesso

    mariamarques: claro que o Natal pode ser vivido por todos independentemente da religião. Cada um de nós celebra ou festeja os dias como entender. A questão não é, com todo o respeito, essa. É saber se, sendo Portugal um estado laico, e sendo o Natal um feriado referenciado ao Natal Cristão, deve, em sua opinião, manter-se ou não como feriado no estado laico a que se referiu. Claro que me pode dizer que festejará o Natal segundo a sua ordem de valores, independentemente da associação óbvia ao Natal Cristão. Mas aí retorquiria que, para isso, não seria necessário inclui-lo como feriado. Do mesmo modo em relação à Páscoa. Deverá ser retirado de feriado nacional? Calha ao domingo, eu sei. Mas é feriado à mesma e tem-lhe associada a imanente simbologia cristã. Poderá dizer-me que também festeja a Páscoa como entender. Mas a pergunta permanece: os feriados com simbologias cristãs, em Portugal, devem, em sua opinião, manter-se ou não? O Estado Português é laico? Certamente. Mas 85% dos portugueses, segundo o último census, afirmam-se de tradição católica. Será pouco para, numa sociedade manifestamente não laica, justificar a manutenção desses feriados e a tolerância de ponto do dia 13 de Maio ou a opinião dos cerca de 5% de ateus é que deve democraticamente prevalecer sobre essa claríssima dimensão sociológica, religiosa e cultural?…

  • Mike Teef

    Para que o Estado seja laico deverá tratar por igual todos os cidadãos ” – nada disso. Um Estado laico é aquele cujo poder é tolamente independente das religiões, não estando as decisões do estado e lei sujeitas à obediência a “regulamentos” religiosos, mas reconhecendo total liberdade religiosa os seus súbditos (digo súbditos, por há quem tome esta palavra por “monárquica”, o que é um disparate: todos somos súbditos de uma aparelho de estado, seja ele qual for).
    Um estado laico é apenas isto.
    A Igualdade advém do Estado de Direito Democrático. São coisas muito diferentes. Os estados não laicos também devem observar a igualdade entre os cidadãos. Repara que um estado ateu não é um estado laico.

    se vão conceder feriado pela visita papal ,também o deverão fazer por todos os representantes de todas as religiões que visitam o nosso país.” – errado. Há religiões cujo o número de fieis não é expressivo, algumas que nem conhecemos, outras que nem são reconhecidas oficialmente… Acontece que a Religião Católica é seguida em Portugal por milhões de pessoas. O cristianismo abrange a quase totalidade das pessoas. Por outro lado, há uma circunstancia especial: o Papa é um chefe de estado e considerado uma das mais importantes pessoas do mundo para a todo o Ocidente.
    Há ainda a vontade da maioria dos portugueses acompanharem e seguirem a visita do Papa. Portanto, o governo fez o que devia fazer.

    A questão do crucifixo não tem a ver com laicidade, tem a ver com birras e estupidez. Alias, não há nenhuma lei (lei, saída a Assembleia da Republica , não existe) que proíba a escola de ter crucifixos nas paredes.
    A questão do crucifixo é uma estupidez absurda dos ateus. Bem pior do que isso seriam os cemitérios, que sõ lugares públicos e não são lugares religiosos.

    Sempre que fizeres uma observação maldosa, malcriada, mal intencionada, injuriosa, propositadamente ofensiva, já estás a faltar ao respeito a alguém.
    Repara que a alegada pedofilia na igreja católica representa cerca de 0,1% do total da pedofilia no Mundo. É evidente que empolar este caso é uma verdadeira desonestidade. Só um diminuído mental tomaria toda a Igreja pelos disparates de alguns padres, quase todos homossexuais, que são acusados de ter abusado de crianças. Muito mais da parte dos ateus. Todis nãos sabemos que a grande maioria dos pedófilos não são católicos, nem padres. São não praticantes, ou ateus (até em Portugal)

    Não sei o que entendes por evolução do pensamento. Mas, os princípios que regem o bem comum, são imutáveis. O pensamento evoluiu no sentido oposto.

    Aproveito para dizer o seguinte: o Natal não passou a ser comemorado por nenhuma religião que não seja cristã. Há casos em que outras religiões passam a usar a mesma data para outras comemorações religiosas. Um ateu é que nunca poderá comemorar outro evento religioso, muito menos o Natal, logo deve-se recusar a ter natal (e tudo o que lhe esteja relacionado, nomeadamente o feriado), se não quiser ver visto como um canalha ridículo e hipócrita.

  • mariamarques

    Respondendo a cristaoconfesso ,claro que deve haver dias de descanso ,mas não necessariamente feriados religiosos.Note que esta é apenas a minha opinião e cada um é livre de interpretar como quiser.Não está em causa ofender os católicos .

  • mariamarques

    Mike Teef,
    Não há, nos meus comentários ,qualquer intenção de ofender seja quem for.Simplesmente,expus a minha opinião e tal como já afirmei,deveria haver dias de descanso (não de cariz religioso).Quanto à percentagem de católicos em Portugal ( muitos dos meus amigos são católicos),reconheço que é elevada mas não tanto como se apregoa.Uma grande parte de baptizados não é praticante,(principalmente as camadas mais jovens).Muitos seguiram a religião porque lhes foi imposta pelos pais até ao momento de se tornarem independentes….muitos deixaram de frequentar a missa,muitos concluiram que o casamento pela igreja não tem sentido,muitos casam(inconscientemente) pela igreja só porque é “chique e bonito”,muitos também,tendo sido seminaristas ou mesmo padres,tornaram-se ateus.Estão no seu direito,tal como aqueles que continuam a acreditar na sua religião .Não é por esse facto que terei ,ou alguém terá ,o direito de comentar tal como faz o sr.Mike (passo a citar..”.Ao egoísmo, ao individualismo egocêntrico (anti-social) do “libertino” ateu, que abomina a comunhão fraternal dos crentes, responde um comentador crente, algures por aí: “Nossa Senhora de Fátima…”
    “NOSSA!…” è este colectivo que as faz das religiões os Himalaias da civilização.

    Estas observações completamente absurdas da Mariamarques de mais alguns ateus, demonstram um grau de deturpação da verdade e uma aleivosia completamente abissais.”
    Agora,pergunto eu:
    Até quando,nesta sociedade,se apelidam de maneira sarcástica e abusiva ,todos aqueles que se assumem diferentes (pelas suas ideias religiosas ,políticas,sociais,sexuais…)?

    Maria Marques

  • jovem1983

    Só um ateu poderia compreender a sua posição. A igualdade, como valor, para muitos indivíduos que retêm parte do seu tempo em superstições (digo superstição com toda a propriedade), só é considerada se proferirmos todos o mesmo.

    Mensagens que contenham ideias similares como “quando o Sol nasce, nasce para todos”, muitas vezes proferidas em diversas situações, durante discursos nas assembleias pelos celebrantes ou outro indivíduo em qualquer pregação consciente ou inconsciente (dentro e fora dos templos) – após comentários e contestações sobre a qualidade da vida humana, do estado da sociedade e do papel de Deus nas nossas vidas – são apenas proferidas para encaixarem nas suas mensagens e ideias, por isso acrescentam geralmente de forma explicita ou introspectiva vários “mas…”.

    O Estado laico deve dilatar-se dessa posição, e deve tratar os cidadãos por igual perante a Constituição – crentes ou não crentes (certamente nenhum destes é súbdito do Estado, pois o tempo das vassalagens e direitos hereditárias em Portugal está ultrapassado) – não preterindo na sua acção qualquer religião em detrimento de outra.

    Observamos a persistência e preponderância da Igreja Católica Apostólica Romana sobre as demais ao nível das ponderações e realizações dos diversos governos. Isto não se justifica de todo pelo “poder da crença” ou o número de crentes, não nos esqueçamos que escrevemos sobre pessoas, com potencial singular e, em muitos casos, a (com)viver em espaços cada vez mais diversificados e dinâmicos em termos de trocas sociais e culturais (infelizmente, uns mais do que outros). Volto a reiterar, como fiz noutro comentário, os Censos 2011 registarão a tendência decrescente das pessoas que se identificam com qualquer religião, e em particular com a Católica, que é o que facilmente verificamos quotidianamente junto das camadas rejuvenescidas da população.

    Outro factor continua a ser “um direito” obtido e conferido através da tradição. A tolerância de ponto é exemplar, à qual se pode acrescentar outros como o lugar reservado nas cerimónias da Assembleia da República para o patriarca de Lisboa, ou noutras situações solenes para qualquer dignitário da Igreja quando integra uma mesa em actos públicos (resquícios protocolares que não foram ainda completamente sanados com o cumprimento pleno da Constituição).

    O crucifixo não é de todo uma questão incólume. Para um entendedor imparcial, as ideias apresentadas por Maria Marques seriam suficientes, para outros, que tardam a entender, o trivial exemplo de um símbolo do Benfica numa sala de aula basta. Muitos adeptos certamente não iam gostar, alguns simpatizantes toleravam e para quem “nem aquece e arrefece” pouco interessa. Prefiro a opção que remete esse culto para a singularidade e individualidade de cada um, para que todos possam apreender o conhecimento explanado em aula – tanto o que se identificam imediatamente ou aquele que possam ter algumas duvidas – em paz.

    Não concordo que se deva tomar o todo pela parte quando pensamos no escândalo de pedofilia na Igreja Católica, todavia é totalmente disparatado associar a pedofilia com a homossexualidade. Nas sociedades convencionalmente identificadas como Ocidentais, para quem não sabe a pedofilia faz parte dos distúrbios sexuais, onde o pedófilo torna uma criança objecto da sua fantasia sexual, quer seja do sexo masculino ou feminino. Os homossexuais têm como objecto das suas fantasias sexuais indivíduos do mesmo sexo. Explicação simples, só é difícil compreender as opções individuais no contexto social e comunitário, tendo como árbitro as leis de responsabilização criminal emanadas pelo Estado (aqui mais um exemplo de igualdade, todos são revistos da mesma maneira. Não cometem crime não são alvos de acusação; cometem, podem ser acusados e sancionados).

    Tantas foram as ideias, celebrações e rituais que foram apropriados ao longo dos séculos pela Igreja Católica (e pelo cristianismo em geral), por isso não me choca que existam outras apropriações e transformações por parte de outros. Sinceramente entre venerar o Pai Natal e o Menino Jesus só consigo observar os argumentos dos seus defensores, mais nada.
    A Cultura, no sentido antropológico, é dinâmica. Os indivíduos, segundo lógicas de conflito entre tradições e rupturas, demarcações de confluência e de alteridade entre indivíduos, grupos ou gerações, conduzem essa Cultura entre mudanças, persistências e tentativas de cristalizações.

    Se todos compreendermos isto provavelmente nos tornaremos um pouco mais racionais, entendendo que ninguém ou algo metafísico nos tornou donos do Mundo, e senhores morais sobre os demais, senão nós próprio, os ditos mortais.

  • mariamarques

    Ao jovem 1983 :
    Claro que me identifico com todas as suas ideias,muito inteligentemente expostas .Infelizmente,era difícil ou quase impossível há alguns anos atrás ,ser coerente e assumir o ateísmo ou qualquer outra religião que não a católica.A repressão ,os tabus,a imposição de tudo quanto era tradição,empobreciam o ser humano e tiravam-lhe a capacidade de ser livre.Hoje,com quase meio século de vida,sinto que os jovens,na sua maioria ,já não se deixam intimidar pela prepotência de uns quantos.O importante é haver respeito pelas opções dos outros (religiosas,políticas,ou quaisquer outras).Para muitos há confusão entre moral e religião(a moral existe ,independentemente de ser ou não crente…portanto deixem de atirar pedras aos ateus …)Os valores morais existem e devem existir ,assim como as regras da convivência social,de uma maneira abrangente,logo deverão ser comuns a todos os cidadãos(independentemente da sua ideologia).
    Maria Marques

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