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  • 29 de Março, 2010
  • Por Carlos Esperança
  • Vaticano

Zangam-se as comadres…

O cardeal arcebispo de Viena, Christoph Schönborn, disse nesta segunda-feira que o papa Bento XVI não investigou um caso grave de pedofilia na igreja austríaca, quando ainda era responsável pela Congregação da Doutrina da Fé, porque teria sido impedido pelo então papa João Paulo II.

COMENTÁRIO: O encobridor do crime está a caminho da santidade por intermédio do cúmplice que lhe sucedeu.

1 thoughts on “Zangam-se as comadres…”
  • Baal

    Isso não é surpresa nenhuma. É evidente que, dada a constãncia e coerência do encobrimento e dos seus métodos, IGUAL em todo o mundo ao longo de décadas, os hierarcas encobridores estavam a seguir instruções que emanavam da autoridade central – o vaticano, os papas.

    Seria impossível centenas de bispos, pessoas diferentes naturais de países e culturas diferentes, d egerações diferentes e sem contactos umas com as outras, encobrirem generalizadamente, exactamente da mesma forma, em países, continentes e épocas diferentes, exactamente da mesma maneira, se não estivessem a seguir uma política estabelecida.

    Aliás isto é prática corrente na igreja, cujas actividades são regulamentadas ao pormenor pelo vaticano.

    Ora quem tem autoridade para estabelecer políticas e normas de actuação, o único que pode autorizá-las em ultima instância são os papas.

    Todos eles estiveram implicados, é evidente. Provavelmente não fizeram mais do que seguir a política tradicional do vaticano para estes casos. Provavelmente o encobrimento não é de agora, nem do Séc XX – vem desde o início da história da igreja.

    Simplesmente agora, pela primeira vez depararam-se com um estado laico, imprensa e tribunais independentes. Pela primeira vez deram com os burros na água…

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