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Ratzinger sabia… e protegeu o criminoso

Segundo um artigo publicado hoje no New York Times, Ratzinger recebeu em 1996 duas cartas do arcebispo do Wisconsin alertando para um sacerdote que já abusara sexualmente de cerca de duzentas crianças surdas. O que aconteceu? Aconteceu que Tarcisio Bertone, então vice de Ratzinger na Congregação para a Doutrina da Fé, tentou abrir uma investigação canónica (e portanto meramente interna), mas bastou uma singela carta a Ratzinger do padre (internamente) acusado  para o processo ser engavetado por Bertone. O padre morreu em 1998, aparentemente sem remorsos de qualquer espécie.

Este caso, provavelmente apenas um entre as dezenas ou centenas de que Ratzinger terá tido conhecimento durante o quarto de século que passou à frente da Congregação para a Doutrina da Fé, permite concluir que Ratzinger soube de crimes de abuso sexual de menores, e que nada fez para denunciá-los às autoridades civis. Antes pelo contrário, protegeu o criminoso. Agora, na recente carta irlandesa, pede «perdão» (o que não serve rigorosamente para nada) e fala em «cooperar com as autoridades civis». Mas a verdade é que ele próprio ainda não começou a cooperar, e é pouco crível que não tenha conhecimento de casos que ainda possam ir a tribunal. Afinal, há apenas cinco anos, em 2005, ainda era ele o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Se realmente quer ser um homenzinho e assumir responsabilidades, Ratzinger tem muito que contar.

Outra conclusão que se impõe é que a obrigação de manter segredo, dentro da ICAR e perante os tribunais civis, sobre crimes de abuso sexual de menores cometidos por padres, ainda se mantinha em vigor nos anos 90. Ninguém pode garantir que já não esteja em vigor hoje (Ratzinger reafirmou-a em 2001). E os bravos jornalistas portugueses poderiam ter a coragem de perguntar aos bispos e padres portugueses o que fariam perante casos destes. Ou investigar casos semelhantes, por exemplo na Madeira.

19 thoughts on “Ratzinger sabia… e protegeu o criminoso”
  • Carpinteiro

    O padre acusado de abusar de vários menores na Comunidade de San Viator, em Espanha, e que agora se encontra detido no Chile, descreve como natural e como socialmente aceitável o seu comportamento.

    Aqui:
    http://www.cmjornal.xl.pt/noticia.aspx?contenti

  • Zeca Portuga

    Se existisse alguém suficientemente diminuído ou imbecil para acreditar naquilo que aqui se diz (e eu não creio que gente normal acredite), poderia ver a desonestidade da deturpação e invenção de noticias.
    Os (eventuais) factos referem-se a actos eventualmente praticados por um padre, entre 1950 e 1974.
    Ratzinger só foi eleito cardeal em 1977 e chega ao Vaticano em 1981. A data dos factos era bispo e professor universitário na Alemanha.
    O padre Murphy foi retirado do local onde terão ocorrido os eventuais factos em 1974. Mas consulta-se o Vaticano, sobre o assunto, mais de vinte anos depois, para serem tratados no tempo de Ratzinger (que conveniente!!!).
    Curioso!!!

    Vinte e tal anos depois, aparece um bispo a reclamar de um padre. Ninguém no Vaticano lhe dá ouvidos, como é evidente.
    È que a atribuição de cargos aos padres diocesanos e dos institutos da Igreja, cabe ao bispo e não ao Vaticano. Ou seja, se alguém tinha alguma a coisa a denunciar, seria o dito bispo e não o Vaticano (ressalvando que, do meu ponto de vista, também o bispo o não devia fazer!).
    Alias, nenhum estado viria a público denunciar crimes particulares e um cidadão estrangeiro no estrangeiro (e que, eventualmente, nem são crimes públicos nesse estado estrangeiro).
    Fala-se de um eventual “abuso sexual de menores”, e não de pedofilia.
    A questão é que ninguém, de bom senso, acredita em tais acusações, se as vítimas (ou quem tutela o poder paternal), nada fizeram.
    Histórias!
    Qual seria o pai/mãe, que sabendo de um caso destes envolvendo o seu filho, não o denunciava, independentemente dos agentes agressores? Quem é tão diminuído para acreditar nisso?

    Mas a noticia é quixotesca:
    1 – “The New York Times obtained the documents, which the church fought to keep secret…”
    ou seja, o NYT conseguiu documentos da Igreja que tinha e que queria manter secretos, como o correspondência do bispo. Se existisse algo a manter secreto não seria destruído?
    Tolinhos!!!

    2 – “The files contain no response from Cardinal Ratzinger. “
    Então, onde estão as provas do seu envolvimento para que o lead da noticia apela

    3 – “Cardinal Tarcisio Bertone, now the Vatican’s secretary of state, instructed the Wisconsin bishops to begin a secret canonical trial that could lead to Father Murphy’s dismissal. ”
    Um ”julgamento canónico secreto” é o que?
    Para a mentira ser segura e atingir profundidade (como disse Aleixo), mistura-se aqui uma parte de verdade: quem tem o poder de “demitir” o padre, é o bispo.
    Diz o Ricardo que se trata de um simples “procedimento canónico”. Muito me admira um extremista do fanatismo ateísta/laicista queira dar poderes de juízo criminal ou cível à Igreja!

    4 – ” the Vatican has tended to view the matter in terms of sin and repentance more than crime and punishment. “
    Que conclusão brilhante!!!
    Evidentemente que o Vaticano apenas analisa as questões em termos de pecado e perdão – nem tem outra jurisdição sobre tais factos!
    Apenas isso cabe ao Vaticano e a Igreja. O restante não é assunto da sua competência.
    (De resto, e tendo em atenção que ninguém deve ser duas vezes julgado pelo mesmo crime, assunto encerrado em matéria religiosa!)
    Facilmente se vê que se trata de um artigo de jornal “eivado” de amadorismo ateísta, e com o patrocínio de ateístas…

  • Baal

    “Qual seria o pai/mãe, que sabendo de um caso destes envolvendo o seu filho, não o denunciava, independentemente dos agentes agressores? Quem é tão diminuído para acreditar nisso?”

    Tu próprio és o melhor exemplo de alguém que sem qualquer dúvida o faria..

    A certez absoluta com que juras a completa inocência de pessoas condenadas e tribunal, a certeza absoluta com juras que as vitímas é que são sempre os culpados desde que o agressor seja um padreca, tudo indica que serias o primeiro a calar se os teus senhores to ordenassem.

    Aliás, pelo ódio e fanatismo que demonstras muito provavelmente nem precisavas disso.

    Se um filho teu fosse vitíma de um padre pedófilo muito provavelmente teria MEDO de ti, MEDO de se queixar porque temeria a tua fanaticamente odiosa reação.

    Ao ver que tu tens sempre a certeza absoluta de que os padrecas são sempre inocentes de tudo o que os acusem, mais a tua homofobia demente, que poderia levar o teu filho a pensar que o poderias considerar menos gente por ter passado por experiências homosexuais, mesmo forçadas, o mais certo é que se calasse e sofresse em silêncio, ou quiçá acabasse por se suicidar por não aguentar a pressão.

    Seja como for o resultado seria o ideal para ti, escravo dos padrecas e para os os teus donos padrecas que veriam toda e qualquer actividade menos digna oculta com a cumplicidade das próprias famílias das vitímas.

    Foi este o sistema que lhes permitiu ocultar milhares de casos destes durante décadas.

  • Baal

    “Qual seria o pai/mãe, que sabendo de um caso destes envolvendo o seu filho, não o denunciava, independentemente dos agentes agressores?”

    Acho imensa graça que pretendas que isso seja tão óbvio quando sabes perfeitamente que foi isso o que aconteceu em centenas de casos comprovados em tribunal.

    Quando todos sabemos que maus pais é o que mais abunda por aí.

    Quando todos sabemos que vocês têm uma fraca noção de família, que colocam a família atrás dos interesses da seita ou do fanatismo da vossa ideologia.

    Tu és a melhor prova.

    Já aqui disseste que expulsavas da família um filho teu que fosse homosexual e não se quisesse (ou não pudesse) “tratar-se”. Isto é, colocas o fanatismo ideológico e o espirito de gang da seita à frente dos interesses da família e dos filhos.

    Por outro lado o vosso espírito bovino de conformidade social é proverbial. Se os líderes da tua comunidade to exigissem, se a tua comunidade de fanáticos criminosos te pressionasse…

    Lembra-te-ias que todos os teus amiguinhos fanáticos criminosos te iam tratar com tu tratas os teus irmãos de seita que foram vitímas nestes casos – desculpariam os criminosos e culpariam as vitímas, só que neste caso as vitímas serias tu e a tua família.

    Com tudo isto, nada mais fácil do que um bispo dar-te a volta com duas cantigas da treta, daquelas que habitualmente nos cantas neste blog que desculpam tudo e todos, desde que usem sotaina..

  • pedro

    -|- -|-
    M MA

    Aparentemente uma comunicação social expeculatória envolta de uma suposta carta que dizem que existe lá na secretária do papa, eles provavelmente nem a leram e nem sabem o que lá está escrito, não significa que o problema tenha sido abafado assim como seu inquerito ou que nada tenha sido feito, tanto que o proprio papa já demonstrou seu desagrado sobre este tipo de questões sobre pedófila e que ele próprio o lamentava.
    De um momento para o outro sem mais nem menus a comunicação social tem vindo a reportar diariamente sobre estes casos de uma forma aparentemente propagandista e tendenciosa em relação a Santa Igreija Católica que me leva a questionar suas intenções, veracidades e fontes do problema.

  • pedro

    -|- -|-
    M MA

    Nota: Essa noticia que veio no jornal new york times é confirmada oficialmente como um boato.

  • pedro
  • Baal

    E depois dizem que só alguém “dimínuido” acreditaria que um pai não denunciaria o molestador do seu filho !

    Vocês são a melhor prova de que nunca protegeriam os vossos filhos se o molestador fosse um padre.

    A certeza absoluta com que colocam as mãos no fogo por qualquer padre, a certeza absoluta com que demonizam qualquer pessoa que acuse um padre são bem claros – os vossos filhos estavam bem tramados se sse vissem nessa situação.

    Foi graças a gente como vocês que a igreja conseguiu ocultar os casos durante tanto tempo. Vocês são CÙMPLICES naturais de tudo o que se faça de mal na igreja.

  • Baal

    Curiosamente o que tu e o teu articulista católico dizem ser um boato, no próprio texto o articulista admite ser verdade, apenas considera ser um boato que o que o Ratzniger fez, ou não fez, seja errado, embora confirme que foi tudo como o Times relatou.

    Por exemplo, o articulista não hesita em se vangloriar de que não se conseguiu provas para condenar o padre. Mas a carta do bispo e do padre afirma claramente que o padre admitiu a culpa, pelo que a não condenação em tribunal não passou de uma FALHA da justiça, provavelmente devida a criminosos como vocês que silenciam as testemunhas e mentem pela igreja com toda a facilidade. Boato a treta…

    E assim se minimiza mais um caso.

    Claro que para um católico o Vaticano nada fazer perante estes casos é o normal. Para o leitor médio do times é um escândalo. Trata-se simplesmente de que, para vocês é normal o vaticano não reagir, daí que digam que é um boato que tenha feito mal ao não reagir. Para qualquer outra pessoa é um crime que o vaticano, que passa a vida a denunciar como “crimes” coisas como um divorciado voltar a casar, a homosexualidade etc, depois se cale sistematicamente nestes casos. Ou seja, você sacham muito bem o encobrimento e não tenho a menor dúvida que seriam os primeiros a sacrificar os vossos filhos para o bem dos vossos chefes religiosos. Entretanto, para o resto das pessoas isso é uma conduta criminal. É apenas uma questão de interpretação.

  • pedro

    -|- -|-
    M MA

    Lobby laicista contra Papa: grande boato do “New York Times”

    Por Massimo Introvigne

    ROMA, quinta-feira, 25 de março de 2010 (ZENIT.org).- Se existe um jornal que me vem à mente quando se fala de lobbies laicistas e anticatólicos, este é o New York Times. No dia 25 de março de 2010, o jornal de Nova York confirmou esta vocação sua com um incrível boato relativo a Bento XVI e ao cardeal secretário de Estado, Tarcisio Bertone.

    Segundo o jornal, em 1996, os cardeais Ratzinger e Bertone teriam ocultado o caso – indicado à Congregação para a Doutrina da Fé pela arquidiocese de Milwaukee – relativo a um padre pedófilo, Lawrence Murphy. Incrivelmente – após anos de esclarecimentos e depois que o documento foi publicado e comentado amplamente em meio mundo, desvelando as falsificações e erros de tradução dos lobbies laicistas –, o New York Times ainda acusa a instrução Crimen sollicitationis, de 1962 (na verdade, 2ª edição de um texto de 1922) de ter agido para impedir que o caso Murphy fosse levado à atenção das autoridades civis.

    Os fatos são um pouco diferentes. Por volta de 1975, Murphy foi acusado de abusos particularmente graves e desagradáveis em um colégio para menores surdos. O caso foi imediatamente denunciado às autoridades civis, que não encontraram provas suficientes para proceder contra Murphy. A Igreja, nesta questão mais severa que o Estado, continuou com persistência indagando sobre Murphy e, dado que suspeitava que ele fosse culpado, limitou de diversas formas seu exercício do ministério, apesar de que a denúncia contra ele tinha sido arquivada pela magistratura correspondente.

    Vinte anos depois dos fatos, em 1995 – em um clima de fortes polêmicas sobre os casos dos “padres pedófilos” –, a arquidiocese de Milwaukee considerou oportuno indicar o caso à Congregação para a Doutrina da Fé. A indicação era relativa a violações da disciplina da confissão, matéria de competência da Congregação, e não tinha nada a ver com a investigação civil, que havia sido levada a cabo e que havia sido concluída 20 anos antes. Também é preciso observar que, nos 20 anos precedentes a 1995, não houve nenhum fato novo nem novas acusações feitas a Murphy. Os fatos sobre os quais se discutia eram ainda aqueles de 1975.

    A arquidiocese indicou também a Roma que Murphy estava moribundo. A Congregação para a Doutrina da Fé certamente não publicou documentos e declarações 20 anos depois dos fatos, mas recomendou que se continuasse limitando as atividades pastorais de Murphy e que lhe fosse pedido que admitisse publicamente sua responsabilidade. Quatro meses depois da intervenção romana, Murphy faleceu.

    Este novo exemplo de jornalismo lixo confirma como funcionam os “pânicos morais”. Para desonrar a pessoa do Santo Padre, desenterra-se um episódio de 35 anos atrás, conhecido e discutido pela imprensa local já na década de 70, cuja gestão – enquanto era da sua competência e 25 anos depois dos fatos – por parte da Congregação para a Doutrina da Fé foi canônica e impecável, e muito mais severa que a das autoridades estatais americanas.

    De quantas destas ‘descobertas’ ainda temos necessidade para perceber que o ataque contra o Papa não tem nada a ver com a defesa das vítimas dos casos de pedofilia – certamente graves, inaceitáveis e criminais, como Bento XVI recordou com tanta severidade –, mas que tenta desacreditar um pontífice e uma Igreja que incomodam os lobbies pela sua eficaz ação de defesa da vida e da família?

    fonte: http://www.zenit.org/article-24459?l=portuguese

    Como referi anteriormente:
    A Santa Igreija Católica não é a favor da pedofilia nem exorta sua prática e de um momento para o outro a comunicação social começou a reportar casos quase diariamente aparentemente propagandistas.

  • Baal

    Escusas de virar o bico ao prego, Acho que aqui nunca ninguém disse que a igreja católica é a favor da pedofilia ou exorta à sua prática. Eu nunca tal ouvi em lado nenhum e se vier a ouvir com certeza que discordarei.

    O que toda a gente diz, com base em factos que saltam à vista, é que a igreja age como uma máfia ocultando e negando tudo o que a possa comprometer, seja verdade ou não.

    Assim, neste caso, vemos que a denúncia foi feita pelas vitímas que só muito tempo depois e gradualmente foram aparecendo em público. As primeiras não tiveram procedência por já ter passado o tempo legal de denúncia da época.

    A razão é simples. Com pais como vocês, as vitímas tinham medo de falar e só quando atingiam uma certa idade arranjavam coragem para o fazer.

    Neste caso houve logo denúncias às autoridades, das vitímas e não da igreja como o texto parece dar a entender… Logo foram impossibilitados os habituais acordos e pressões por debaixo do pano habituais nestes casos em que a igreja subornava ou ameaçava os pais da vitímas.

    Assim, foi um caso público desde o início. Mas, apesar de nada ter resultado em tribunal, o próprio acusado, há medida que iam surgindo novas denúncias, acabou por admitir a sua culpa, pelo que não restam dúvidas neste caso.

    Ora, não restam dúvidas e foi logo caso público desde o início.

    O que aconteceu ao padre ?

    Foi expulso ?

    Não, apesar do escândalo público passou simplesmente para outros serviços e mais tarde gozou de licenças prolongadas até ao fim da vida.

    Os seus superiores só entenderam dar oficialmente conhecimento ao vaticano décadas mais tarde, como se um assunto menor de secretaria se tratasse.

    Digo oficialmente, porque tratando-se de um escândalo público nos estados unidos, que desde os anos 70 enchia cabeçalhos de jornais, é evidente que o vaticano poderia, se quisesse, ter pedido informações e ter agido, ou feito a diocese agir, de forma mais clara em relação ao pedófilo publicamente confesso.

    Se o vaticano só foi oficialmente “informado” nos anos 90 foi porque QUIS, porque sabia perfeitamente o que se passava, visto que até vinha nos jornais.

    Ou seja, a desculpa de que o pessoal do vaticano, coitadinhos, só soube nos anos 90 é uma MENTIRA descarada.

    Quanto a raztinger foi simplesmente mais uma engrenagem na máquina da igreja. Só foi informado nos anos 90 e o caso era anterior à sua nomeação para a “inquisição”, ou seja, não podia ter agido logo de início. Mas conhecia certamente o caso que tinha sido dos primeiros a lançar PUBLICAMENTE uma mancha sobre a actuação da igreja nos estados unidos. Se não REQUEREU informação mais cedo foi porque não quis. Se, quando a recebeu, já se tinham passado 20 anos foi porque entretanto a diocese nunca se interessou em informar oficialmente o vaticano e o vaticano, embora soubesse, visto que se tratava de um escândalo público, nunca se interessou em requerer a informação.

    Por outro lado, podendo dar um exemplo, mesmo passados 20 anos, a fim de clarificar a posição da igreja, Ratzniger preferiu fazer o mesmo que o vaticano tinha feito até ali – basicamente nada.

    Entretanto o padre abusador nunca foi expulso do ministério e o seu único castigo foi ser afastado de funções públicas e gozar de longas licenças.

    Um castigo desses queria eu. Férias para o resto da vida !

    Evidentemente que é muito pouco para uma igreja que passa a vida a acusar tudo e todos e que chega ao ponto de negar a comunhão aos divorciados que se voltam a casar, enterro cristão aos doentes que optaram pela eutanásia, a expulsar e até excomungar padres que façam critícas ao vaticano etc.

  • Baal

    ARCHDIOCESE OF MILWAUKEE

    Lawrence Murphy Chronology

    November 11, 1925 – Lawrence Murphy born.

    May 27, 1950 — Ordained to the priesthood.

    July 1, 1963 – Appointed Director of St. John School for the Deaf.

    Fall 1973 – Abuse is reported to the Milwaukee Police Department, who turn the report over to the St. Francis Police Department. No charges are filed.

    Fall 1973 — Allegations are brought to Archbishop Cousins.

    May 18, 1974 – Murphy removed as director of St. John’s School for the Deaf, but remains as fundraiser and alumni director.

    Summer 1974 – Completely removed from any role at St. John’s.

    August 1974 – A series of newspaper articles in the Milwaukee Sentinel report on Murphy’s removal and of allegations.

    September 1974 – Relocates to a family home in Boulder Junction, Wis., in the Diocese of Superior.

    Fall 1974 – Murphy allegations reviewed by Deputy District Attorney.

    September 12, 1974 – Placed on temporary sick leave.

    1975 – A civil lawsuit is filed against the Archdiocese of Milwaukee about Murphy. The lawsuit is resolved in 1976.

    October 29, 1975 – Letter from Archdiocese of Milwaukee acknowledges his informal assignment in Boulder Junction.

    November 10, 1975 – Leave of absence extended.

    September 1976 – Counseling paid for by Archdiocese of Milwaukee for a Murphy victim-survivor who came forward.

    July 1980 – Bishop of Superior writes the Archdiocese of Milwaukee with information that Murphy is assisting in three parishes in the Superior diocese.

    September 15, 1981 – Chancellor of Archdiocese of Milwaukee writes Bishop of Superior asking him to consider taking Murphy as a priest of Superior.

    June 1986 – Letter from archdiocese to Murphy extends his term at Boulder Junction parish for six years.

    January 1993 – Murphy’s request for retirement is accepted.

    Fall 1993 – After meeting with victims who have come forward, Archbishop Weakland reinstates restrictions on Murphy.

    October 1993 – Murphy’s actions are publicly acknowledged at a day of reflection sponsored by the archdiocese. Further victims are asked to come forward.

    November 1993 – Restrictions on Murphy are reinforced.

    December 1993 – A series of meetings and listening sessions are held with Murphy victims.

    December 1993 – Murphy self-reports sexual contact with students from St. John’s between 1952 and 1974.

    Winter 1994 – Further communication is sent to the deaf community regarding Murphy and asks for the community’s assistance. A special treatment group is set up for victim’s by Catholic Social Services and individual therapy is offered.

    Early 1995 – Canonical proceedings begin against Murphy to impose laicization.

    December 1995 – A healing service for victims of clergy sexual abuse is held at the Cathedral of St. John the Evangelist.

    July 1998 – Restrictions are repeated and reinforced.

    August 21, 1998 – Murphy dies.

  • Zeca Portuga

    Baal, se não fosse tão palerma, o que gostaria de ser?

    Palerma e mentiroso.

    Eu nunca disse que todos os padres são inocentes. Até disse que, de há muito se sabe o seguinte: há ateístas infiltrados no mundo da religião com o fim de tramar cenas destas.

    Disse e mantenho: os padres paneleiros devem ser imediatamente afastados, e aos paneleiros deve ser vedado o acesso ao sacerdócio (este caso, se fosse verdade, era mais um caso de paneleirice).

    Eu nunca permitiria que um filho meu estivesse em contacto com um paneleiros, fosse ele padre ou não. E, se tivesse um professor paneleiro retirava-o dessa escola (se tivesse um professor de Historia que fosse besta como v. Exa., faria o mesmo – e estaria sempre atento ao tipo de informação tendenciosa, adulterada, facciosa e fundamentalista que era misturada com factos históricos, afim de actuar imediatamente).

    Como V. Exa. padece de desonestidade e aldrabice crónica que caracteriza os dementes ateístas, lá mistura alhos com bugalhos.

    Combater a moda abjecta da panelreire nada ta em a ver com religião. De igual forma detesto futebol. E nada tem a ver com religião.
    Se um filho meu, em idade de decidir, se negasse a curar-se de uma dessas taras adquiridas: fosse droga, fosse ateísmo, fosse paneleirice, fosse hábito de roubar ou outros distúrbios de personalidade, evidentemente que era incompatível com a vivência na minha casa, e teria que sair.

    Mente V. Exa. quando usa como argumentos a negligência dos pais. Os pais católicos não temem os padres, nem têm as suas atitudes particulares como o modelo de vida, ou os seus actos como inquestionáveis e incensuráveis.

    Os padres são agentes religiosos enquanto tal, fora disso nenhum católico tem os actos dos padres como modelo, ou se sentem na obrigação de os copiar/aprovar/reproduzir (a máxima dos cristãos é: olhai para o que eu digo e não para que o que faço – porque todos somos pecadores – comportamento a seguir só Jesus e os seus servos que a Igreja analisou como veneráveis, e mais nada). Isso é o que chateia os ateistas que têm que negar algo que não existe.

    V. Exa. ainda não viu que está a apoiar fantasmas?
    Alguém se convence que as pessoas esconderam todos esses factos e só agora puderam relatá-los, por que eram menores, por medo dos pais ou por medo aos padres, quando bastava denunciar anonimamente isso, ou quando alguns dos supostos abusados já está com 60 e mais anos?
    Não me diga que se tinha esquecido e só se lembrar agora?

    Tenha juízo e um pouco de noção do ridículo com alguma mistura de inteligência (se reclamar inteligência não for pedir demais)!.

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  • Baal

    Ok grande génio.

    Portanto, todo o problema da pedofilia na igreja se deve a ateístas infiltrados para a denegrir,

    Bem, como o verdadeiro problema nunca foram os pedófilos em si, que os há em toda a parte, mas o encobrimento generalizado que a hierarquia fez do assunto chegamos assim á conclusão que toda a hierarquia da igreja, papas incluídos, pertence a uma seita ateia jurada a destruír a igreja.

    Muito bem, exijam então a destituição imediata desses ateus malvados, o papa, bispos e cardeais.

    Tens mais teorias inteligentes ?

    É que até tens ideias divertidíssimas, os Monty Pyton até as podiam aproveitar para sketchs delirantes.

    Entretanto, mais uma vez, até nas tuas ideias delirantes te contradizes, porque mais adiante voltas à tua tese habitual de que as vitímas mentem e que não houve abusos nenhuns.

    Afinal houve ou não houve abusos ?

    Até eu, um fã das tuas teorias, pois se kurto Monty pyton, também tenho de te kurtir a ti, acho que exageras no non sense. É preciso um mínimo de lógica para um sketch resultar, nem que seja para contraste. Se mesmo nada fizer sentido torna-se ininteligível e até nem graça já tem. Ou seja podes inventar uma istória completamente idiota, é giro e fica-te bem, mas não a contradigas no mesmo texto.

  • pedro

    -|- -|-
    M MA

    Que parte é que nao entenderam que
    “O caso foi imediatamente denunciado às autoridades civis, que não encontraram provas suficientes para proceder contra Murphy.”
    E que esta noticia é um boato…

  • pedro

    -|- -|-
    M MA

    Esta é uma noticia dos anos 1970… que a aproveitaram… numa tentativa de criar uma especulação junta com a onda propagandista currente da comunicação social tendencionalista.

  • pedro

    -|- -|-
    M MA

    Controlada subtilmente, ditatorial tendencionalista e laicista.

  • Baal

    mama

    Que parte é que não entendeste ?

    Não foi a igreja mas as VITÍMAS quem denunciou.

    As autoridades não encontraram provas suficientes devido ao habitual muro de silêncio e ao facto de na época os prazos para denúncia desses crimes permitirem mais hipóteses aos criminosos.

    No entanto as denúncias foram-se acumulando com os anos. A igreja teve de admitir, o próprio padre confessou-se culpado publicamente. A justiça devido a prazos legais já nada podia fazer, mas o vaticano, sempre tão zeloso em castigar o pecado quando se trata de casais solteiros recasados, padres a favor do casamento e da ordenação de mulheres, praticantes da eutanásia etc, tão zelosa que já excomungou pessoas e recusou enterros cristãos por todos esses motivos, neste caso, como em todos os de pedofilia, optou por não fazer mais ondas e deixar o padre cmo o “castigo” de ficar de férias o resto da vida.

    Quanto à notícia ser um boato, estão publicados dados no próprio site da arquidiocese que eu já aqui citei. Pelo que não é a notícia que é um boato, são vocês que são aldrabões e negam as evidências mesmo quando são expostas perante toda a gente.

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