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  • 23 de Março, 2010
  • Por Raul Pereira
  • Ciência

TED – Sam Harris

Poderá a ciência responder às questões morais? São 23 minutos passados na companhia de Sam Harris que valem bem a pena.

6 thoughts on “TED – Sam Harris”
  • Zeca Portuga

    Prefiro o Quim Roscas e o Zeca Estacionâncio: são mais inteligentes, têm uma formação muito superior, conseguem ser sérios brincando, são muito mais competentes e têm talento.

    Este, pelo contrário, demonstra uma inteligência medíocre, uma formação sofrível, uma má capacidade de comunicação, falta se seriedade e muito pouca criatividade e talento.

  • 1atento

    Aqui está um comentário do Zeca Abortuga com o qual eu concordo.
    Também prefiro ouvir, e ver, o Quim Roscas e o Zeca Estacionâncio, mas é só pelo facto de falarem Português, porque eu não entendo Inglês e não sei o que o Sam Harris diz.
    Recomendo que oiçam e vejam esses dois humoristas, que “são mais inteligentes, têm uma formação muito superior, conseguem ser sérios brincando, são muito mais competentes e têm talento.”, neste vídeo:
    http://www.youtube.com/watch?v=M0hXf8BagHA

    Em relação ao Sam Harris: Li e gostei de “O FIM DA FÉ Religião, Terrorismo e o futuro da razão”, publicado pela Editora Tinta da China.

  • Zeca Portuga
  • 1atento
  • Alfredo Dinis

    O vídeo de Harris é verdadeiramente lamentável. Não vou comentar o seu estilo retórico que me parece ter certas semelhanças com os pregadores evangélicos americanos. Talvez seja apenas uma impressão subjectiva.

    Harris afirma continuamente no vídeo que a ética se refere a factos e que os factos são explicados pela ciência. Simples, não é? Já disse por diversas vezes que as respostas simples a respostas complexas me deixam com a sensação de histórias mal contadas. Mas a que factos se refere o conferencista? Os valores reduzem-se a factos, a factos da consciência, a factos acerca de experiências conscientes de seres conscientes. E o que são factos conscientes? São factos neuronais, cerebrais. Está no cérebro!

    É impressionante constatar como uma conferência de uma pobreza confrangedora atrai aplausos de tanta gente.

    O debate sobre a relação entre factos e valores tem séculos e ainda hoje continua. Mas para Harris tudo isso é uma perda de tempo. Os valores derivam dos factos. Ponto final. Harris dixit!
    Apesar de tudo, o conferencista foi dizendo que a ciência, que estuda os factos, não explica todos os valores éticos. Por exemplo, segundo Harris, a ciência não explica o valor ético da guerra que os americanos provocaram no Iraque. Ou em todos os demais países… A ciência não explica a decisão de um casal ter ou não um segundo filho. São duas excepções. Apenas duas? Qual é a explicação científica de duas decisões éticas opostas, a de uma pessoa que decide ajudar outra em dificuldades e a de outra pessoa que decide não se incomodar? A teoria da evolução não explica isto, mesmo recorrendo à explicação evolutiva do altruísmo. É que numa pessoa o altruísmo funciona mas na outra não. Será que a decisão ética é tomada pelo cérebro? Os adeptos da neuroética ‘forte’ (por exemplo, Patrícia Churchland) acreditam que sim. É o cérebro que toma as nossas decisões, sem que possamos interferir com a ficção da liberdade humana, responsabilidade, etc.

    Ora, a ideia de que ‘está tudo no cérebro’ é também objecto de grandes debates. Harris já resolveu o assunto. Ponto final. Harris dixit. O conferencista ainda admite que a cultura também influencia o cérebro mas isso não tem importância nenhuma. Trata-se de uma péssima metafísica. O cérebro é abstraído do corpo da pessoa e da vida afectiva, social, cultural, etc, da mesma pessoa, da sua interacção recíproca com o meio ambiente. Não é só a cultura que influencia o cérebro, as pessoas – que não são apenas cérebros! – também influenciam o meio ambiente e produzem cultura. E esta inter-relação não é uma questão de pormenor. Como afirma António Damásio:

    “a ética humana tem um grau de complexidade que a torna distintamente humana… não reduzo a ética apenas a uma mera questão de evolução ou de transmissão ou expressão genética, ou de estruturas cerebrais… a ética não tem a ver apenas com a evolução, ainda que eu proponha que ela começa com a evolução. E não tem a ver apenas com o cérebro. A cultura faz o resto, e o resto pode ser a maior parte.“The neural basis of social behaviour”, pp. 15-16

    A conferência de Harris tem ainda diversos outros aspectos muito criticáveis. Já tinha percebido pela leitura do seu livro O Fim da Fé que o autor usa de muita retórica, e agora confirmei isso mesmo. Sinceramente, numa escala de 0 a 20 eu daria uma nota de 0 a esta conferência. É fraca demais.

    Alfredo Dinis

  • Ismael Orenstein

    Excelente palestra, ainda que levante mais questões do que podem ser analisadas em vinte e poucos minutos. Ainda assim merece destaque o brilhantismo de Sam Harris na proposta de uma ética universal e isenta de religiosidade, proposta corajosa que caracetriza o ateísmo.

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