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Palco para missa pago por todos?

Por
José Moreira

Eu ainda não percebi por que carga de água, benta ou da outra, vou ter de contribuir, sem que nada me tenha sido perguntado, para a construção de um altar. Já me bastou ter contribuído para a construção de estádios de futebol agora às moscas.

Quando é que os nossos autarcas, e outras espécies de governantes, conseguem chegar à conclusão de que o dinheiro do povo não é para gastar em folclores religiosos, que só servem para apunhalar a Constituição?

Quando é que o Estado se separa, definitivamente, das confissões religiosas? E não venham, por favor, com o chavão de que se trata de um chefe de estado; os chefes de estado vão a recepções, fazem discursos, promovem acordos bilaterais, mas não celebram missas. Se eu quiser uma missa (lagarto, lagarto…) pago-a; não meto a conta ao Estado.

6 thoughts on “Palco para missa pago por todos?”
  • Pedro

    -|- -|-
    M MA

    Pelo simples facto de que a sociedade portuguesa não é constituida somente por ateus, acho bem a facilitação do evento e respeito do proprio estado pelos seus.

  • Carpinteiro

    E não há nada que se possa fazer? Um protesto por exemplo. Digo eu.
    Com os milhares que vão facturar em Fátima, é no mínimo um abuso, não estarem dispostos a pagar as suas despezas.
    Que tipo de gente é esta afinal?!
    Será que esta gente não tem vergonha na cara? Não haverá orgão de comunicação social que denuncie este parasitismo?

    Pedro como é possivel estes fulanos viverem no melhor dos luxos, virem arrecadar milhões e ainda se pendurarem no meu magro salário para não pagarem as despezas?

  • pedro

    -|- -|-
    M MA

    Carpinteiro… não, não é assim tão linear…
    Creio que obviamente que todos temos coisas, mas se tu entras num sitio de esses para viver em comunidade o que tu tens passa a ser da ordem, tipo tu e as outras pessoas juntam o que tem e metem na mesa para serem trabalhadas em comum.

    De uma certa forma creio que vai de encontro a regra nº 7 “passo a citar uma regra ditada pela Nossa Senhora em La Sellete”
    A Regra da Ordem da Mãe de Deus:
    7. Nenhum deles terá qualquer propriedade, nem ambicionará qualquer coisa passageira,mas tudo será propriedade comum. Quero que todos os meus filhos se desnudem totalmente de bens passageiros, sejam despojados de tudo.

    ##########
    Ou seja o que é oferecido é para uso da propria comunidade.
    Logo não creio que se tenha de ter vergonha nenhuma na cara por causa de este tipo de atitude se criticamos isto o que fará se nos virarmos para outras coisas…
    Não vejo nenhum mal nisso, nem em essa atitude…

  • pedro

    -|- -|-
    M MA

    Creio que até poderá benéfico, um modelo de uma sociedade melhor e mais unida e tolerante.

  • Carpinteiro

    «Ou seja o que é oferecido é para uso da propria comunidade.»

    Pedro muito obrigado pelo esclarecimento. O ano passado o dia 13 de Maio rendeu aos cofres da Cova da Iria quase 2 milhões de contos em moeda antiga, este ano com a vinda de Sua Santidade não deverá render menos com certeza, a minha pergunta é a seguinte: Quanto me calhará a mim, segundo a 7 Regra da Ordem da Mãe de Deus?

    Espero ansiosamente pela resposta, obrigado.

  • pedro

    -|- -|-
    M MA

    Tudo e nada… contribues para ti próprio e para os outros também, o que metes na mesa é para todos, inclusive para ti próprio e os outros também estão sujeitos a mesma regra pelos vistos… 🙂

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