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  • 6 de Janeiro, 2010
  • Por Carlos Esperança
  • Religiões

Comentário do leitor Catellius

Falando em Staline, enquanto Pio XI referiu-se a Mussolini como “Enviado da Providência”, por ocasião da assinatura do Tratado de Latrão, catorze anos depois o patriarca ortodoxo russo galardoou Staline com o mesmo epíteto. Em 1943 Staline autorizou a eleição de um novo patriarca. A vaga estava desocupada desde a morte do patriarca Thikón, ainda na época de Lenine.

Stalin achava que seria melhor uma única e grande igreja ligada ao partido comunista do que vários grupos religiosos dispersos. O novo patriarca chamou Staline “sábio líder eleito e famoso pela Providência divina para dirigir a mãe terra pelo caminho da prosperidade e da glória”.

Staline, embora ateu, disse, em retribuição: “nossa Santa Igreja tem nele um fiel protetor”. Pio XI recebeu do Duce o Vaticano. O novo patriarca ortodoxo recebeu de Staline, o grande facínora (o ex-seminarista que trocou de deus e declarava-se ateu), a antiga embaixada alemã, um portentoso prédio de linhas clássicas.

Interessante…

A igreja russa sofreu perseguições? Obviamente, mas soube se adaptar ao regime soviético, o que prova que a questão nunca foi entre ateus e cristãos mas entre comunistas e sacerdotes.

45 thoughts on “Comentário do leitor Catellius”
  • Baal

    Quero aplaudir o esforço negacionista deste Blog.

    Vocês são dignos de qualquer site revisionista do holocausto, de qualquer católico que diz seráficamente que o papado nada teve a ver com o apoio generalizado da igreja às ditaduras, dos comunistas que garantem que nunca houve gulag etc etc.

    Assim, para vocês, se um católico persegue um ateu é uma perseguição religiosa ao ateísmo.

    Mas se um ateu persegue um católico, não, já não é uma perseguição do ateísmo à religião !

    Claro que não ! Aquele ateu especificamente é que tinha mau feitio. Claro.

    O quê ? MIlhões de ateus em dezenas de estados ateus perseguiram milhões de religiosos ? Mas o ateísmo tem alguma coisa a ver com isso ? Tem alguma culpa que haja milhões de ateus que, só por acaso, tenham acordado mal dispostos ?

    Ah sim ? Por coincidência seguiam todos uma ideologia ateia que preconiza o desaparecimento da religião. Que preconiza o uso do terror para alcançar os seus objectivos ? Bem o problema claro que não pode ser o facto de ser uma ideologia ateia que preconiza o uso do terror para extirpar a religião.

    Claro que não, o problema é por ser uma ideologia que usa a força para extirpar a religião – basta retirar a palavra ateia que o problema desaparece.

    Eram ateus mesmo que não se fale nisso ? Sem dúvida mas soa muito melhor se não referirmos e elemento ateísta nas perseguições comunistas contra os religiosos.

    Assim num esforço de hipocrisia digno de JP II quando ignorava os apelos das mães de Maio, vocês vão directos ao assunto, claro que foi um problema entre comunistas e sacerdotes. O facto de os comunistas serem ateus e os sacerdotes serem crentes e de os primeiros perseguirem os segundos não interessa nada.

    Isto é exactamente o que os crentes dizem para justificar as perseguições religiosas. E vocês dizem, com toda a razão, que eles são uma cambada de hipócritas por causa disso.

    Portanto das duas uma, ou aceitam as justificações dos crentes e passamos a saber que nunca houve perseguições religiosas, as pessoas é que têm mau feitio, ou então não aceitam, MAS FAZEM O FAVOR DE NÃO USAR EXACTAMENTE A MESMA ARGUMENTAÇÃO quando se trata de sacudir a água do VOSSO capote.

    Eu sempre soube que houve ateus perseguidores, mas tinha-vos neste blog como pessoas honestas, denunciadores de TODAS as perseguições. Só que, para isso é preciso admitir os erros de todos os campos, incluindo o nosso.

    Mas já vi com quem estou a falar.

    PS

    Passamos assim a saber que o nazismo nada teve a ver com o holocausto – foi simplesmente um problema entre nazis e judeus.

    A religião nunca teve nada a ver com a inquisição, foi só uma questão entre sacerdotes e ateus.

    Tirem-me deste filme que isto é horrível, até que ponto o ser humano é capaz de descer ?

  • Baal

    Vocês não conhecem nenhuma barata que queira ser minha amiga ?

    É que a companhia dos seres humanos cada vez me mete mais nojo.

  • Alerta

    Já a igreja ortodoxa na Croacia de Pavelic…
    alguns membros viraram “Uniatas” pra não serem mortos!

  • Alerta

    os cães ladram….

  • Alerta

    você insiste em dar chiliques

  • Revisionismo Histórico

    Qual o problema de ser revisionista?? é um direito humano a livre expressão… investigar qualquer dita verdade histórica…..

  • sxzoeyjbrhg

    MARSHAL STALIN
    AND THE REVIVAL OF
    THE RUSSIAN ORTHODOX CHURCH

    By Michael Kuznetsov

    From personal experience I know that it was a very hard, an almost impossible task for a common person to obtain a copy of the Holy Bible in my country during the years before the dissolution of the Soviet Union in 1991. But evidently, not all readers are aware of the fact that it was NOT Stalin, but Nikita Khruschev, who introduced such an evil order, that it was Khruschev who attempted to suppress religion in Russia.

    On the contrary, it was Stalin who, after having finished with his enemies – the so-called Fifth Column – in the second half of the 1930s, slowly began to revive the Russian Orthodox Church (ROC). Then in 1943 Marshal Stalin initiated the re-establishment of the Moscow Patriarchate of the ROC and permitted the re-opening of a great number of seminaries, monasteries and cathedrals all over the USSR. And what is especially remarkable, it was personally Stalin who advised to begin publication of The Journal of the Moscow Patriarchate, a monthly clerical magazine, which has been published since 1943 until the present day.

    One recalls also that as a youth Stalin studied in the Tiflis Orthodox Christian seminary. His first words in a famous RADIO ADDRESS TO THE PEOPLE on 3rd July 1941 were: Comrades, Citizens, BROTHERS AND SISTERS! . . .

    The full version of Stalin's appeal see here:

    http://www.great-victory1945.ru/appeal.htm

    In the terrible autumn of 1942, by order of Marshal Stalin the ancient miracle-working Kazan Icon of the Most Holy Mother of God was taken to Stalingrad, where people were constantly praying before it for victory over the murderous German invaders, and where they were remembering the heroes fallen in the bloody fightings for Stalingrad.
    And we won!

    The Theotokos of Kazan Holy Icon had been brought always to the most dangerous sections of the front line, where the situation was critical, and where our offensive was being planned. It stood among our Russian forces on the right bank of the Volga, sometimes at a distance of only two hundred yards from the enemy's positions, and the German murderous godless invaders could not cross the Volga River, no matter how hard they tried.

    The famous Battle of Stalingrad began with the prayerful Orthodox service before the Holy Miracle-working Icon of the Kazan Mother of God, and it was only after these prayers had completed that a signal was given to our Russian forces to launch the final all-out attack. The Russian soldiers were blessed with holy water, and they felt like being immortal and invincible before the bloody mortal fight!

    For this and other cases that proved Stalin's inner Christianity (under the guise of communism) see here:

    http://www.vor.ru/English/Victory/vict_09.html

    As to my own copy of the Holy Bible, the most cherished thing in my family, it once belonged to my great-great-grandmother. My forebears lost EVERYTHING during the Great Patriotic War, literally, yet the only precious heirloom that was saved from the flames was the Holy Bible, which is now in my possession.

    =============================================

    O resto pode ser lido no sítio em baixo que não é mais do que uma exibição obscena de ultra-nacionalismo russo, onde não faltam glorificações a Estaline, fotografias de patriarcas ortodoxos a benzer as tropas, Putin e Medvedev na igreja de vela na mão como bons cristãos ortodoxos que são, de como nos Gulags de Estaline os prisioneiros de guerra alemães eram tão bem tratados, etc.

    http://www.russian-victories.ru/

  • Baal

    Alerta,

    “os cães ladram….”

    Bolas ! Agora é que fui atirado ao tapete !

    Com esta argumentação inteligente é que fiquei sem resposta.

    Pronto, reconheço que, quando um religioso persegue persegue alguém por ser ateu isso é devido ao fanatismo religioso mas que, quando um ateu persegue alguém por ser religioso isso não se deve ao fanatismo ateu mas a outra coisa qualquer que se invente à pressa para negar o óbvio.

    Fiquei plenamente convencido.

  • Baal

    Alerta,

    “você insiste em dar chiliques”

    Mais do que chiliques, uma verdadeira náusea seguida de uma volta completa ao estômago.

    Acho que vou começar a pôr um balde ao lado do computador para poder vomitar à vontade quando for aos blogues.

    Quanto mais conheço as pessoas mais gosto dos percevejos.

  • Baal

    Revisionismo Histórico,

    Respeito muito o revisionismo da II GM e particularmente a coragem que é preciso para o manter em público.

    Mas o como disse ao Alerta nas suas tiradas anti-ocidente também digo aos fundamentalistas pró-ocidentais. É bom mantermos o espirito aberto e não nos limitarmos ás verdades oficiais como se fossem vacas sagradas.

    Porém, o espírito de critica que se deve manter em relação ás teses oficiais deve ser mantido também em relação aos que as criticam.

    Assim por exemplo, concordo que existem muitos exageros em relação ao holocausto, que os “bons” aliados fizeram coisas semelhantes e ás vezes piores. Mas uma coisa é inegável – o povo judeu foi EFECTIVAMENTE perseguido por causa da sua religião de uma forma bárbara e cruel. Nenhuma prova revisionista conseguiu negar isto. Mas há muitos revisionistas que tentam desvalorizar este facto indesmentível.

    E isso é incorrecto.

    Da mesma forma que é incorrecto os ateus fingirem que o comunismo materialista dialéctico ateu nada tem a ver com o ateísmo.

  • Baal

    Os teus textos são extremamente interessantes.

    No entanto a tese do cripto-cristianismo de Estaline é difícil de manter.

    Acontece que ele limitou-se a manter a táctica comunista habitual do passo atrás para ganhar balanço para os saltos em frente.

    Para quem se quiser dar ao trabalho isso está tudo nos livros de doutrina e táctica comunistas. Ou então limitem-se a ler uma história geral da Europa…

    Os comunistas não parvos, como minoria que smepre foram, para chegar ao poder tiveram que contemporizar e arranjar “companheiros de estrada” de quem depois se livravam mas que entretanto iam servindo para conquistar ou amnter o poder.

    Vemos isso nos anos da agitação pré-revolucionária com a política do bloco de esquerda, em que os bolcheviques se aliam a entidades que depois tratariam de eliminar mas que entretanto deram jeito para sublevar a Rússia.
    Vemos isso na revolução democrática Russa em que se aliaram às forças burguesas para derrubar o Czar. Apenas para derrubar a seguir os seus aliados…
    Vemos isso na NEP que contemporizou com os proprietários agricolas e pequenos e médios empresários para estabilizar a economia e o regime apenas para os liquidar a seguir no banho de sangue dos anos 20.
    Vemos isso na política pró-judaica de Estaline nos anos duros da guerra, com a sua comissão judaica, cujos membros mandou fuzilar a seguir quando já não eram precisos…
    Vemos isso no mesmo contexto quando estaline “recupera” toda a simbologia patriótica quando estava a perder a guerra contra a Alemanha porque ninguém estava disposto a morrer pelo comunismo, mas pela santa Rússia todo o povo se levantava em armas…

    A atitude de estaline face á igreja foi apenas a táctica comunista habitual. A de Krutchev também.

    Não são antagónicas mas complementares. Basta darem-se ao trabalho de ler os escritos dos próprios comunistas.

    Simplesmente depois da guerra já não era preciso contemporizar com a igreja. Estaline teria feito o mesmo se não tivesse morrido entretanto. Tal como fez aos judeus. E não vão dizer que também era cripto-judaico…

  • Revisionismo

    Ah é… Baal… Qu me diz da namoro entre o Tio Sam e as realezas árabes ??? Que me diz namoro anglo-libio??
    (oh..Kadafi nao era o islamico mau??) a ponto da GB soltar a turma de Lockerbie….

  • Revisionismo

    ah… A midia praticamente não fala dos massacres de Katyn e Dresden… também fala dos crimes dos “libertadores”(EUA)… na França(EUA fizeram mais merda la que Hitler) (depois do “DIA D”)…. não fala das execuções sumárias de opositores promovidas por De Gaulle… Alegação é que TODOS eles eram “Colaborationistes”,”Vichyistes” e “Pétainistes”…
    Ironicamente , o “Vichyiste” Papon foi membro do governo de De Gaulle… e cometeu n abusos…..

  • Baal

    Revisionismo,

    Estou 100% de acordo em todos os casos que referiste.

    Tudo isso é uma prova de hipocrisia das versões oficiais.

    Porém isso não invalida que, tirando as partes hipócritas, as versões oficiais também podem estar correctas em algumas coisas.

    Nomeadamente é um facto indiscutível que existe terrorismo árabe e que o povo judeu foi ESTUPIDAMENTE perseguido na II GM.

    Claro que também é verdade que as mídias desvalorizam katyn e dresden, que a libertação de França foi um banho de sangue com 10 000 “colaboradores” fuzilados só na região de Paris, centenas de milhares de mulheres presas espancadas e humilhadas ás vezes apenas por namorarem um soldado alemão (que, quem sabe, até podia ser comunista…) e que lokerbie foi um festival não só de hipocrisia como de incompetência de Gordon brow.

    Mas os crimes de uns não justificam os crimes dos outros e isto aplica-se a todos. Nomeadamente designar o povo judeu, que não é nenhum santinho, como o culpado oficial de todos os males do mundo e persegui-lo por causa disso é uma completa IDIOTICE. Nomear todos os seus adversários como santinhos oficiais é uma estupidez ainda maior.

  • Baal

    Para compreender melhor os textos de sxzoeyjbrhg é melhor dar a história completa.

    “Under Communist rule

    Before and after the October Revolution of November 7, 1917 (October 25 Old Calendar) there was a movement within what became Soviet Union to unite all of the people of the world under Communist rule (see Communist International). This included the Eastern European bloc countries as well as the Balkan States. Since some of these Slavic states tied their ethnic heritage to their ethnic churches, both the peoples and their church were targeted by the Soviets.[18]
    The Soviet Union was the first state to have as an ideological objective the elimination of religion. Toward that end, the Communist regime confiscated church property, ridiculed religion, harassed believers, and propagated atheism in the schools. Actions toward particular religions, however, were determined by State interests, and most organized religions were never outlawed. Orthodox priests and believers were variously tortured, sent to prison camps, labour camps or mental hospitals, and executed.[19][20] Many Orthodox (along with people of other faiths) were also subjected to psychological punishment or torture and mind control experimentation in order to force them give up their religious convictions.[21][22]
    Thousands of churches and monasteries were taken over by the government and either destroyed or converted to secular use. It was impossible to build new churches. Practising Orthodox Christians were restricted from prominent careers and membership in communist organizations (the party, the Komsomol). Anti-religious propaganda was openly sponsored and encouraged by the government, which the Church was not given an opportunity to publicly respond to. The government youth organization, the Komsomol, encouraged its members to vandalize Orthodox Churches and harass worshippers. Seminaries were closed down, and the church was restricted from using the press.
    The history of Orthodoxy (and other religions) under Communism was not limited to this story of repression and secularization. Bolshevik policies toward religious belief and practice tended to vacillate over time between, on the one hand, a utopian determination to substitute secular rationalism for what they considered to be an unmodern, “superstitious” worldview and, on the other, pragmatic acceptance of the tenaciousness of religious faith and institutions. In any case, religious beliefs and practices did persist, in the domestic and private spheres but also in the scattered public spaces allowed by a state that recognized its failure to eradicate religion and the political dangers of an unrelenting culture war.[23]
    In November 1917, following the collapse of the tsarist government, a council of the Russian Orthodox church reestablished the patriarchate and elected the metropolitan Tikhon as patriarch. But the new Soviet government soon declared the separation of church and state and nationalized all church-held lands. These administrative measures were followed by brutal state-sanctioned persecutions that included the wholesale destruction of churches and the arrest and execution of many clerics. The Russian Orthodox church was further weakened in 1922, when the Renovated Church, a reform movement supported by the Soviet government, seceded from Patriarch Tikhon's church (also see the Josephites and the Russian True Orthodox Church), restored a Holy Synod to power, and brought division among clergy and faithful.
    In the first five years after the Bolshevik revolution, 28 bishops and 1,200 priests were executed.[24]
    [edit]The Stalin era
    The main target of the anti-religious campaign in the 1920s and 1930s was the Russian Orthodox Church, which had the largest number of faithful. Nearly all of its clergy, and many of its believers, were shot or sent to labor camps. Theological schools were closed, and church publications were prohibited.
    The sixth sector of the OGPU, led by Yevgeny Tuchkov, began aggressively arresting and executing bishops, priests, and devout worshippers, such as Metropolitan Veniamin in Petrograd in 1922 for refusing to accede to the demand to hand in church valuables (including sacred relics). In the period between 1927 and 1940, the number of Orthodox Churches in the Russian Republic fell from 29,584 to less than 500. Between 1917 and 1935, 130,000 Orthodox priests were arrested. Of these, 95,000 were put to death. Many thousands of victims of persecution became recognized in a special canon of saints known as the “new martyrs and confessors of Russia”.
    In January 1918 Patriarch Tikhon proclaimed anathema to the Bolsheviks (without explicitly naming them),[25] which further antagonized relations. When Tikhon died in 1925, the Soviet authorities forbade patriarchal elections to be held. Patriarchal locum tenens (acting Patriarch) Metropolitan Sergius (Stragorodsky, 1887-1944), going against the opinion of a major part of the church's parishes, in 1927 issued a declaration accepting the Soviet authority over the church as legitimate, pledging the church's cooperation with the government and condemning political dissent within the church. By this he granted himself with the power that Sergius, being a deputy of imprisoned Metropolitan Peter and acting against his will, had no right to assume according to the XXXIV Apostolic canon, which led to a split with the Russian Orthodox Church Outside of Russia abroad and the Russian True Orthodox Church (Russian Catacomb Church) within the Soviet Union, as they allegedly remained faithful to the Canons of the Apostles, declaring the part of the church led by Metropolitan Sergius schism, sometimes coined Sergianism. Due to this canonical disagreement it is disputed which church has been the legitimate successor to the Russian Orthodox Church that had existed before 1925.[26][27][28][29]
    After Nazi Germany's attack on the Soviet Union in 1941, Joseph Stalin revived the Russian Orthodox Church[30] to intensify patriotic support for the war effort. On September 4, 1943, Metropolitans Sergius, Alexy and Nikolay had a meeting with Stalin and received a permission to convene a council on September 8, 1943, which elected Sergius Patriarch of Moscow and All Russia. This is considered by some violation of the XXX Apostolic canon, as no church hierarch could be consecrated by secular authorities.[26] A new patriarch was elected, theological schools were opened, and thousands of churches began to function. The Moscow Theological Academy Seminary, which had been closed since 1918, was re-opened.
    Between 1945 and 1959 the official organization of the church was greatly expanded, although individual members of the clergy were occasionally arrested and exiled. The number of open churches reached 25,000. By 1957 about 22,000 Russian Orthodox churches had become active. But in 1959 Nikita Khrushchev initiated his own campaign against the Russian Orthodox Church and forced the closure of about 12,000 churches. By 1985 fewer than 7,000 churches remained active. Members of the church hierarchy were jailed or forced out, their places taken by docile clergy, many of whom had ties with the KGB. This decline was evident from the dramatic decay of many of the abandoned churches and monasteries that were previously common in even the smallest villages from the pre-revolutionary period.
    [edit]Persecution under Khrushchev and Brezhnev
    A new and widespread persecution of the church was subsequently instituted under the leadership of Nikita Khrushchev and Leonid Brezhnev. A second round of repression, harassment and church closures took place between 1959 and 1964 during the rule of Nikita Khrushchev.
    The Church and the government remained on unfriendly terms until 1988. In practice, the most important aspect of this conflict was that openly religious people could not join the Communist Party of the Soviet Union, which meant that they could not hold any political office. However, among the general population, large numbers remained religious.
    Some Orthodox believers and even priests took part in the dissident movement and became prisoners of conscience. The Orthodox priests Gleb Yakunin, Sergiy Zheludkov and others spent years in Soviet prisons and exile for their efforts in defending freedom of worship.[31] Among the prominent figures of that time was Father Aleksandr Men. Although he tried to keep away from practical work of the dissident movement intending to better fulfil his calling as a priest, there was a spiritual link between Fr Aleksander and many of the dissidents. For some of them he was a friend, for others – a godfather, for many (including Yakunin) – spiritual father.[32]
    By 1987 the number of functioning churches in the Soviet Union had fallen to 6893 and the number of functioning monasteries to just 18. In 1987 in the Russian SFSR, between 40% and 50% of newborn babies (depending on the region) were baptized and over 60% of all deceased received Christian funeral services.”

    Ou seja, houve um período de entente com a igreja, na altura em que o partido comunista precisava que todos se unissem para enfrentar os alemães. Porque milhões de russos estavam a aliar-se ao III Reich. Os alemães foram acolhidos na ucrânia como libertadores devido aos massacres comunistas e chegou a haver uma legião russa na Wermacht, uma divisão SS russa etc. para unir o povo o partido comunista não podia apelar á defesa do comunismo, que representava apenas uma pequena parte da população, mas de apelar ao patriotismo e fazer as pazes coma igreja, que, em conjunto, representavam 90% do povo russo.

    Isso nada tem de contraditório com a táctica comunista que se baseia precisamente na manipulaçao das forças sociais para alcançar e manter o poder. Mesmo que isso represente recuos aparentes na realidade são apenas manobras tácticas.

    Assim o bloco de esquerda foi acarinhado por lenine que depois da tomada do poder não hesitou em despachar os seus “aliados” do bloco. Aliou-se às nacionalidades e aos camponeses, depois de tomar o poder reprimiu-os. Apoiou a revolução burguesa para depois a destruir. Começou por colectivizar, viu que o regime ia rebentar e recuou. Mais tarde estaline, consolidado o poder limpou o cebo aos kulaks. O mesmo estaline apoia a comunidade judaica durante os primeiros anos da agressão alemã, depois reprimi-a de forma sangrenta.

    Todos estes avanços e recuos são típicos do comunismo e estão perfeitamente explicitados na sua doutrina.

    Só não compreende quem não conhece a doutrina dialéctica materialista. Para os comunistas a história é linear e predeterminada. A evolução histórica conduz naturalmente ao comunismo. Mas é uma evoluçao, logo passa por uma série de etapas em que o partido deve jogar de acordo com as carcterísticas de cada dado momento histórico. assim considera necessária a existência de uma revolução burguesa embora tencione acabar com a burguesia. Ou seja, não hesitará em colaborar com as forças burguesas se a táctica o justificar. Isso explica os avanços e recuos que não o são. São simplesmente manobras políticas em que o partido reage consoante vai interpretando as relação de forças do momento. Mas o objectivo final está bem definido. A ditadura do proletariado – há quem diga que do partido…

    Ora este processo prevê não só a extinção da religião como um obstáculo de classe, como o uso da força, se necessário do terror, para a destruição de todos os osbtáculos.

    Palavras para quê ?

    Uma ideologia materialista ateia pretende a destruição da crença, se necessário pela força.

    Podem dizer que é apenas uma questão entre comunistas e sacerdotes que estão a MENTIR.

    Porque o sistema social comunista NÃO precisa do ateísmo nem do fim da crença para existir. Muitos teóricos do primeiro comunismo “utópico” eram até religiosos.

    Mas o comunismo que prevaleceu, o materialismo dialéctico marxista veio com o acrescento do ateísmo e foi só por causa disso que os crentes foram perseguidos.

    Porque nada de mais comunista do que uma comunidade de monges ou de cristãos originais.

    Se fosse uma questão apenas de rivalidade de organizações os partidos comunistas depressa teriam formado organizações religiosas DENTRO do próprio partido como os nazis o fizeram.

    Ao atacar a religião apenas perderam forças, energia e recursos. se calhar foi por causa disso que acabaram por perder a guerra fria. Por isso não há qualquer lógica em pretender que foi por estratégia que alienaram o apoio grande parte da população quando os seus interesses ditavam precisamente o contrário.

    Isto é, até foi por estratégia e bastante óbvia, mas que já vi que os ateus nunca serão capazes de reconhecer apesar de ser a única explicação lógica, para além de evidente – FOI POR UMA ESTRATÉGIA ATEIA DE ERRADICAÇÃO DA RELIGIÃO.

    Podem negar à vontade. Isso apenas dará mais razão aos crentes que vos acusam.

  • Revisionismo Histórico

    judeus perseguidos com a conivencia das gangs sionistas..
    ah.. ninguem fala tbm ke Isaac Shamir, ex-premier de Israel tinha “affair” com Hitler… (repare o bigodinho do Shamir)….

    Sobre o episodio de De Gaulle… ja vi 1 frances gaulista hipocrita falando bem dele.;… e falando horrores do paredão em Cuba China etc
    Pois a midia “livre” demoniza ao extremo Fidel e santifica De Gaulle….
    fala absurdos de Auschwitz e dos expurgos de Stalin

  • ricardodabo

    Baal não é um entusiasta da religião, como pode parecer. Apenas repudia a negação de fatos históricos bem conhecidos, quer seja ela feita pelos religiosos, quer seja feita pelos ateus. E nisto estou de acordo com ele.

    Veja o que Sam Harris escreveu: “Pessoas de fé geralmente alegam que os crimes de Hitler, Stalin, Mao e Pol Pot foram produtos inevitáveis da descrença. O problema com o fascismo e o comunismo, entretanto, não é que eles eram críticos demais da religião; o problema é que eles era muito parecidos com religiões”.

    Ou seja, quando a religião mata, a culpa é dela. Quando o ateísmo mata, é porque ele imitou a religião… Francamente… Talvez fosse o caso de perguntar ao Harris: “O que impede que o ateísmo volte a imitar a religião? E se os ateus estiverem condenados a substituir Deus por algum outro valor, transcendentalizando-o e fazendo com que seja justo perseguir e matar em seu nome?”

  • Baal

    Exactamente.

    Parece que o que está em causa é uma incapacidade moral do ser humano. Eles simplesmente acham natural negar tudo o que lhes fique mal na fotografia.

    Não sei se acreditam naquilo que dizem. Se for esse o caso é ainda mais grave porque configura uma autoalienação que ronda a loucura.

    Acho imensa graça a estas finas nuances –

    Vejamos a conversa típica do católico,

    – JP II apoiou as ditaduras ? Mas não há provas ! Só por a igreja as ter apoiado in loco ? Mas que tem o papa a ver com a igreja argentina, chilena ? Quem manda na igreja sul americana deve ser o dalai lama…

    – Inquisição ? Mas que tem a igreja a ver com isso. Isso foi causado pela dureza dos homens. Sim está bem eram todos homens da igreja, mas fizeram isso apesar da igreja e não por causa dela. A igreja é composta por homens claro. Todos os seus chefes estiveram envolvidos em massacres e tortura durante 1500 anos ? Sim, mas a culpa não era deles, eram os tempos que eram maus. São os homens que fazem os tempos ? Sim os homens são maus. Quem ? Se os homens concretos que fizeram os massacres, todos os papas e bispos ao longo de 1500 anos eram maus ? Claro que não. Quem são maus são os homens em geral. Se isso inclui as vitímas ? Pois, parece que a culpa já ficou tão diluída que já não é de ninguém, não existe – milagre conseguimos fazer desaparecer toda a importância de milhões de assassinatos ao longo de 1500 anos. Fixe ! Podemos continuar a dizer que a igreja sempre defendeu os “valores da vida, da paz e do amor”

    Agora, last but not least a ultima treta do ateu –

    – Perseguições contra a igreja ? Ora o ateísmo nada tem a ver com isso, é uma questão entre os comunistas e os sacerdotes. Os comunistas eram ateus ? E depois ? fizeram as perseguições porque eram comunistas e não por serem ateus. Existem formas de comunismo religioso e o comunismo em si, se não tiver a componente ateísta não hostiliza a igreja ? O comunismo teria tudo a ganhar se tivesse seduzido as massas religiosas apoiando a religião em vez de a atacar ? Só o ateísmo implícito no materialismo dialectico explica as perseguições ? Ora, o que isso interessa ? Perseguiram porque eram perseguidores. Só perseguiam os seus inimigos ? Perseguiram a religião porque se declararam inimigos dela e queriam impor a ateísmo ? Ora o que tem o ateísmo a ver com isso ? Só porque queriam impor o ateísmo à força a toda a população e destruir a crença não é preciso dizer que eram comunistas ateus que perseguiram a religião, basta dizer que eram comunistas. Para quê falar na palavra ateu ? Soa tão mal num contexto de perseguição. Sim, está bem, eram mesmo ateus, mas é mesmo preciso falar nisso ? Com certeza que perseguiram porque eram perseguidores. Perseguidores ateus ? Claro que não ! Eram apenas perseguidores comunistas. Sim, está bem, os comunistas também eram ateus mas a frase fica muito mais gira se não referirmos isso. Existem comunistas crentes ? Sim claro que esses comunistas nunca perseguiriam os seus correligionários crentes. Ok, pronto, só os comunistas ateus perseguiram a religião, mas claro que não foi por serem ateus, mas por serem comunistas. Porque perseguiriam apenas por serem comunistas se existem comunistas crentes ? Sei lá, por serem comunistas ateus é que não foi, foi só por serem comunistas. Mas um comunista só persegue a religião se também for ateu ? Sim, de facto é um mistério, esses problemas entre comunistas e sacerdotes são muito obscuros, ainda bem que os ateus não têm nada a ver com isso. Se os ateus têm mesmo de ter a ver porque só os comunistas ateus perseguiram a religião e porque toda a perseguição foi feita em nome de uma doutrina ateísta ? Claro que não, os perseguidores eram comunistas ateus mas só perseguiam por ser comunistas. Sim, a doutrina que intigou à perseguição era ateia, mas as partes ateias dessa doutrina nada tiveram a ver com a imposição forçada do ateísmo, foram só as partes que não referem o ateísmo que instigaram à perseguição da crença. essas partes só se referem a aspectos económicos e sociais e nada têm a ver com a perseguição à crença ? Pois, a economia hoje em dia mete-se em tudo, mas com certeza que não foi a parte ateia do marxismo que afirma a necessidade da destruição da religião e a sua substituição pelo ateísmo que instigou à tentativa de destruição da religião e a sua substituição pelo ateísmo – isso não teve nada a ver – o que teve a ver foi com certeza aquela parte em que o Marx fala de economia. Essa parte pode perfeitamente ser aplicada num ambiente religioso e só o ateísmo doutrinal marxista explica as perseguições ? Pois, mas mesmo assim as perseguições à religião foram só por causa dos aspectos económicos do marxismo e não pelo seu cunho ateu. Os aspectos económicos nada têm a ver ? De facto é engraçado. Essas questões entre comunistas e sacerdotes são mesmo complicadas. Ainda bem que não envolvem o ateísmo.

    É só tretas…

  • ricardodabo

    O comentário do Harris que eu citei acima lembra muito as desculpas que a Igreja Católica usa para explicar a pedofilia clerical, bem como a dos bêbados para explicar porque agridem suas esposas.

    A ICAR: “Nós vivemos em uma sociedade desregrada, licenciosa, corrupta. Nunca a sexualidade foi tão exaltada quanto hoje, e isso acaba influenciando o comportamento dos padres”.

    Ou seja, a culpa não é dos padres. É da sociedade. Difícil é explicar porque eu, vivendo nessa mesma sociedade, nunca molestei ninguém.

    O BÊBADO: “Eu amo a minha esposa, e nunca faria nada para machucá-la. Mas ontem, quando voltei para casa, estava de pileque. Aí aconteceu…”

    Ou seja, ele não é responsável por ter batido na esposa. Culpado é o álcool.

  • Realismo

    Como se Harris fosse o dono da verdade….o ateismo mata??? gostei da anedota…. fe e politica matam….
    Harris é pseudoateu

  • Baal

    Claro, a culpa nunca é deles. Se um regime ateu perseguiu violentamente a religião claro que não foi por ser ateu, claro que foi por outra coisa qualquer. Isso não foi uma questão entre comunistas ateus e crentes, foi uma questão (ÓH GRANDE DIFERENÇA) entre comunistas e sacerdotes…

    Porque não a política por exemplo ? É uma boa desculpa. Assim os ateus comunistas claro que não perseguiram os religiosos por ser ateus mas por ser comunistas. Como se não fosse possível ser comunista e religioso desde que não se inclua o ateísmo na doutrina comunista… E, claro, o carácter perseguidor deste ou daquele comunista em concreto.

    É exactamente o mesmo que dizem os crentes. As perseguições religiosas não foram por causa da religião mas por causa da dureza dos homens e da política que se misturou indevidamente à religião. A inquisição ? Isso foi política. O assassinato de Hipácia ? Isso foi a dureza dos tempos e dos homens ! Tudo foi APESAR da religião e não por CAUSA da religião.

    Exactamente o que os ateus dizem, os comunistas ateus perseguiram a religião não por causa de serem ateus mas apesar de serem ateus.

    E assim ateus e crentes desculpam-se usando exactamente os mesmos argumentos ao mesmo tempo que se acusam mutuamente de usar argumentos completamente hipócritas.

    E não é que têm os dois razão ?

    Hipocrisia é coisa que não falta por estas bandas.

    Pelo menos isto prova uma coisa.

    Não há doutrinas “superiores” estes tipos valem todos a mesma coisa.

  • Baal

    Outra coisa, o Harris além de hipócrita é burro.

    Porque Hitler nunca foi ateu.

  • Baal

    Realismo,

    “Como se Harris fosse o dono da verdade….o ateismo mata??? gostei da anedota…. fe e politica matam….
    Harris é pseudoateu”

    Faço notar que a vossa semelhança, como fanáticos ateus, aproxima-vos tanto dos fanáticos religiosos que parece uma fotocópia (a cores e digital).

    Assim alguém, como o Harris, reconhece algum pequeno defeito em alguma corrente ateísta ? Só pode ser um pseudo ateu !

    Exactamente como a inquisição que via criptojudeus e judaizantes em todos os que pusessem a mínima objecção, por insignificante que fosse à inteira perfeição da linha oficial.

    Então alguma corrente da vossa doutrina pode ter algum defeito que se lhe aponte ?

    BLASFÉMIA !

    Então alguma corrente da nossa doutrina pode ser posta ao mesmo nível com as outras doutrinas humanas ?

    BLASFÉMIA !

    O ateísmo é a única doutrina que arrastou massas e lutou em guerras sem nunca ter cometido uma única incorrecção, por pequena que fosse.

    Claro que vocês são perfeitos, verdadeiros deuses na terra. Se não o forem pessoalmente, porque os homens são fracos, claro que a vossa doutrina o é. É SANTA, SAGRADA e INVIOLÁVEL. Contém toda a verdade e toda a justiça pela graça divina, perdão, pela santa razão !

    A prática demonstra exactamente o contrário ? Só pode ser por outra coisa qualquer. Com certeza que não se pode por defeitos a uma doutrina que alcançou a perfeição divina, perdão, da razão.

    Quem disser o contrário, que é uma doutrina como as outras passível dos mesmos defeitos e exageros das outras é um criminoso e um pária, um cripto-papista infiltrado para enfraquecer a fé dos crentes ateus na santa doutrina ateísta.

    Só falta acenderem uma fogueira para me queimarem não só a mim, mas até ao harris que, apesar de ser tão hipócrita como vocês no tocante às motivações, cometeu o SACRILÉGIO de reconhecer que alguns ateus de facto são perseguidores.

    Apesar de hipocritamente dar a entender que isso é por influência da religião, tal hipocrisia não basta, é demasiado soft e superficial para vocês – fogueira com o harris que corrompe a sagrada pureza da doutrina ateísta.

  • Baal

    E com toda esta conversa da treta, que as perseguições contra a crença religiosa – e tenho que especificar crença religiosa porque já me apercebi que os crentes ateus não fazem qualquer diferença dos crentes religiosos – que essas perseguições são uma questão entre comunistas e sacerdotes vai-se, na boa tradição das crenças religiosa e comunista, obliterando a história e a verdade.

    Porque muitas das primeiras experiências comunistas foram RELIGIOSAS e muitos dos primeiros líderes comunistas eram também PROFETAS religiosos e só com a introdução do ateísmo na doutrina comunista, principalmente no Marxismo “científico”, se assistiu a uma antinomia comunismoXreligião.

    Mas continuem a fazer-se de ceguinhos. Ignorem a História e a realidade. Afinal a ignorância, quer a pueril quer a malignamente deliberada é a base de todas as fés – a começar pela fé ateia.

  • Realismo

    BAAL… suas mascara… caiu… vc nao passa de agnostico… agente duplo ke tenta agradar tanto ateus quanto crentes…. vc me diverte…

  • Realismo

    ateismo é doutrina?? claro claro…. e careca é corte de cabelo….

  • Baal

    REALISMO,

    “BAAL… suas mascara… caiu… vc nao passa de agnostico… agente duplo ke tenta agradar tanto ateus quanto crentes…. vc me diverte…”

    Hummm, sim, sempre disse que sou agnóstico. Isso é algum crime ? Preciso de máscara para quê ?

    Quanto a agradar tanto a ateus como a crentes, eu agrado-te assim tanto ?

    É que geralmente sou atacado igualmente por crentes e ateus.

    Posto isto, agora que já brincámos, não tens nenhuma objecção inteligente a fazer ?

  • Baal

    “ateismo é doutrina?? claro claro…. e careca é corte de cabelo….”

    Hummmm, no meu tempo doutrina erao conjunto de princípios que norteiam uma posição filosófica, política, profissional ou qualquer outra. Mas pode ser que agora doutrina seja uma lagosta. Pelo menos na tua cabecinha.

    Bem, o menino jà brincou tudo ?

    Pode passar ás objecções sérias ?

    Estava a dizer portanto que é impossível que um comunista ateu tenha perseguido a religião e imposto o ateísmo pela força devido a, precisamente, seguir uma doutrina ateia que prega a destruição da religião e a imposição do ateísmo pela força.

    Ainda não vi NENHUMA razão lógica que sustenha esta preposição absurda – de que é impossível impor o ateísmo pela força – e que, se aguém o fez na realidade, tal se tem de dever forçosamente a qualquer outra razão que não o objectivo efectivamente anunciado e posto em prática – impor o ateísmo pela força devido à aplicação de uma doutrina ateia.

    Até agora só vi PALHAÇADAS, como dizerem que sou um frade agostinho infiltrado no Diário, para corromper a pureza e a bondade da santa doutrina ateia e FUGAS à questão como dizer que “isso são problemas de comunistas e padres” simplesmente omitindo o qualificativo “ateus” a seguir a comunistas para “responder” à questão simplesmente FUGINDO ao assunto. É a chamada resposta do caraças.

    É o mesmo que os outros crentes, os religiosos, fazem quando dizem que os crimes do passado são devido à maldade dos “homens” “esquecendo-se” de especificar que se está afalar de crimes e de homens concretos – os crimes da igreja e os crimes dos homens da igreja.

    A HIPOCRISIA é exactamente a mesma.

    Aqui também não estamos a falar de uns comunistas quaisquer.
    Estamos a falar de comunistas ATEUS e da perseguição que esses ATEUS moveram à religião.

    Se estivessemos a falar de comunistas que não eram ateus a questão nem se punha, porque teriam sido INDIFERENTES, ou mesmo APOIANTES da religião. Porque é impossível que, por exemplo, os comunistas que existem na teologia da libertação tivessem perseguido a crença.

    Assim, gostava que se deixassem de brincadeiras e tentassem dar alguma resposta séria. Uma que não consista na conclusão de sou um membro do santo ofício ou que basta retirar a palavra “ATEUS” a seguir à palavra comunistas para que possam fugir à questão.

  • Baal

    Revisionismo Histórico,

    “judeus perseguidos com a conivencia das gangs sionistas..
    ah.. ninguem fala tbm ke Isaac Shamir, ex-premier de Israel tinha “affair” com Hitler… (repare o bigodinho do Shamir)….”

    Caro revisionista. É precisamente desses abusos contra a lógica a que eu me refiro. O pacto de Shamir com Hitler foi concluído muito depois de ter começado a perseguição contra os judeus europeus e destinava-se, precisamente, a permitir a emigração para a palestina EM VEZ DE PREGAR COM ELES EM CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO. O que, evidentemente era muito melhor para os envolvidos.

    Dizer que as perseguições nazis contra os judeus foram deliberadamente provocadas pelos sionistas é um atropelo à lógica e à moral tão grande como fingir que não se sabe que os comunistas que perseguiram a religião eram ateus que deliberadamente seguiam uma doutrina ateia de erradicação da crença pela força.

    E sim, os interesses de sionistas e nazis eram em muitos pontos convergentes, os sionistas pretendiam sair da Europa e os nazis pretendiam que eles saíssem da Europa. Qual é o mal disso ? Desde que seja tudo feito na boa tudo está bem. Quando se começa a incendiar as casas às pessoas apenas por causa da sua crença é que tudo está mal.

  • Revisionismo

    eu disse que os sionistas foram coniventes com Shoah!!

  • Revisionismo

    não é crime ser agnóstico… mas sua ambiguidade é reprovavel…

  • ricardodabo

    Caro Antonio Parente, você já deve ter percebido que consultou a obra errada, não é? Eu não me referi ao texto do Plutarco sobre o Filipe, mesmo porque nem tenho conhecimento de que ele escreveu tal texto.

    Eu me referi ao texto sobre o Alexandre…

  • Baal

    Revisionismo,

    “não é crime ser agnóstico… mas sua ambiguidade é reprovavel…”

    Ambiguidade ? Em quê ? Alguma vez eu afirmei que deus existe ?

    Agora, se por “ambiguidade” te referes à minha capacidade de reconhecer os meus erros e os das doutrinas que apoio então informo-te que, lá por eu poder pertencer a um determinado campo ideológico NUNCA serei um porco idiota como a maior parte dos cretinos que defendem causas pensando que fazem muito boa figura ignorando os defeitos das mesmas mas gritando de indignação perante os mesmos defeitos quando é o inimigo que as exibe.

    Se alguém tem razão eu reconheço, independentemente de ser o meu inimigo. Se a minha causa errou, também reconheço.

    aquilo a que chamas “ambiguidade” e que de facto é um bocado raro de ser ver, chamo-lhe eu PRINCÍPIOS DE HONRA PESSOAL. Estou-me nas tintas se a verdade dá ou não dá jeito à minha causa. Se é verdade reconheço. Ponto.

    Lá por ser agnóstico não quer dizer que vá LAMBER AS BOTAS a todos os agnósticos e ofender todos os crentes mesmo quando vejo que tenham razão. Até já aqui dei razão ao zequinha e voltarei a dar-lha sempre que entenda que a tem, mesmo que ele me esteja a insultar nesse momento.

    Sabes porquê ? Porque lá por eu ter uma ideologia não quer dizer que seja uma PUTA como a MERDA que se vê em todos os campos ideológicos a lamber as botas aos seus gurús, a ocultar todos os podres dos seus partidos e a fingirem-se puras virgens vestais ofendidas quando falam dos mesmos podres dos seus inimigos.

    Gente assim só me inspira DESPREZO seja qual for a sua ideologia. A começar pela minha. Porque o que vocês não percebem é que isso só PREJUDICA as próprias doutrinas. Ao serem defendidas por PALHAÇOS e com PALHAÇADAS tornam-se um verdadeiro CIRCO DE FREAKS.

    Vocês agarram em doutrinas que até têm momentos nobres e distorcem-nas de tal maneira que se tornam grotescas e disformes. Tão repugnantes como os métodos que usam em sua “defesa”.

    Eu por exemplo tinha pelo ateísmo uma certa simpatia que vejo agora estar mal colocada. Pensava que moralmente o ateu médio estava acima das beatas tacanhas. Erro meu…

  • Baal

    Revisionismo,

    “eu disse que os sionistas foram coniventes com Shoah!!”

    Sim, claro. E até martelavam os próprios dedos só para depois dizerem que foram os alemães.

    É precisamente este tipo de coisas a que eu me refiro quando digo que borram logo a pintura toda.

    Os revisionistas até são corajosos, até têm razão em muitas coisas – a recente diminuição “oficial” das vitímas de Auchwitz para menos de metade, o reconhecimento pelos aliados de que só os campos sob ocupação soviética tinham sido de extermínio, quando de início garantiam que TODOS tinham camâras de gás, o chamar a atenção para os crimes dos “bons” como o genocídio de Dresden são exemplares.

    Mas têm de borrar logo a pintura com antisemitismo primário e bacoco ?

    Só não sabes que as organizações sionistas combateram tanto o nazismo como as outras na Europa se não quiseres saber,

    E já percebi que não queres saber.

    Deixa ver, quando um partisan sionista mandava pelos ares um tanque alemão não o fazia por ser sionista mas ser partisan.

    Era uma questão entre partisans e alemães. Nada tinha a ver com sionistas, independentemente do facto de muitas das organizações partisans judaicas serem sionistas.

    Mas, como os ateus deste blog, só vês aquilo que te dá jeito. Por isso está bem, as organizações partisans sionistas europeias atacaram os alemães, pronto. Mas só porque eram partisans, pelo que os sionistas nunca atacaram os alemães !!!!!

    Não tens nenhuma pulga que queira conversar comigo ?

    É que começo a ficar cansado…

  • catellius

    Opa, Carlos ESperança! Só agora vi este post. Obrigado pelo destaque. Escrevi um artigo maior sobre o assunto.
    Leia-o aqui: http://pugnacitas.blogspot.com/2010/01/ateus-x-
    Abraços

  • catellius

    Colo por aqui mesmo:

    Líderes religiosos, com seu instinto de sobrevivência, podem ser muito tolerantes com movimentos revolucionários. O papa Pio VII não estava prestes a coroar Napoleão, conferir-lhe sobre a França o direito divino outrora pertencente à nobreza guilhotinada pelos mesmos revolucionários dos quais o corso agora era o senhor?

    A Igreja Ortodoxa, tão ligada aos czares, assistiu à matança promovida pelos bolcheviques sem dar um pio, pois se declarou neutra no conflito. O patriarca Thikón excomungou os comunistas quando sua igreja perdeu seus bens mais preciosos – suas posses aqui no planetinha. A partir de então o clero passou a ser perseguido e as manifestações religiosas proibidas. Só no ano de 1937 foram presos 136 mil clérigos, dos quais 85 mil foram assassinados. Bom lembrar que boa parte dos padres desejava restaurar a monarquia, era inimiga declarada do governo comunista.

    Stalin começou a afrouxar a perseguição e em 1939 ela cessou. A simpatia para com o comunismo cresceu muito desde então, e após a invasão da Rússia pelas tropas nazistas em 1941, a Igreja Ortodoxa conclamou o povo a lutar ao lado dos comunistas e até mesmo coordenou coleta de donativos para a resistência.

    Pio XI referiu-se a Mussolini como “Enviado da Providência”, por ocasião da assinatura do Tratado de Latrão. Quatorze anos depois, o patriarca ortodoxo russo Sérgio I galardoou Stalin com o mesmo epíteto. Em 1943 Stalin autorizou a eleição de um novo patriarca. O próprio deus dos cristãos escolheu Sérgio como metropolita em um divino sorteio. A vaga estava desocupada desde a morte do patriarca Thikón, ainda na época de Lênin. Stalin achava que seria melhor uma única e grande igreja ligada ao partido comunista do que vários grupos religiosos dispersos. O novo patriarca chamou Stalin “sábio líder eleito e famoso pela Providência divina para dirigir a mãe terra pelo caminho da prosperidade e da glória”. Stalin, o ex-seminarista, o ateu (na verdade, trocou de deus), disse, em retribuição: “nossa Santa Igreja tem nele um fiel protetor”. Pio XI recebeu do Duce, o facínora, o Estado do Vaticano. O novo patriarca ortodoxo recebeu de Stalin, o facínora, a antiga embaixada alemã, um portentoso prédio de linhas clássicas. Os comunistas permitiram que fosse reaberto o Seminário de Moscou, libertaram os clérigos presos, devolveram muitas propriedades da Igreja, incluindo o famoso Mosteiro da Trindade ( e São Sérgio).

    Em 1945, Sérgio I recebeu a medalha “pela defesa de Leningrado”, e em 1946 a “Ordem da Bandeira Vermelha” por serviços prestados ao comunismo e a medalha “por serviços distinguidos durante a guerra patriótica de 1941-1945”. O líder da Igreja Ortodoxa chegou a escrever um livro para tentar provar que jamais houvera perseguição religiosa na Rússia comunista, o que é uma demonstração de como é possível mentir descaradamente quando se é movido por “nobres” objetivos e interesses.

    Sérgio e a seguir toda a Igreja Ortodoxa Russa passaram a ser instrumento do governo comunista para moldar as consciências e assim ajudá-lo a conduzir o populacho pelo focinho (como diria Nietzsche), mais prático do que com grilhões e chibatadas. Claro que o culto religioso não foi estimulado pelo Partido Comunista, apenas tolerado, afinal era um mal necessário. E a estrutura “religiosa” comunista não admitia concorrência. Os comunistas tinham um evangelho (Manifesto do Partido Comunista) e um livro do Apocalipse (O Capital) escritos por um profeta judeu barbudo (Marx), um juízo final (a revolução), um demônio (o capitalismo), um paraíso socialista, santos (Lênin, Stalin), um logotipo sagrado (foice e martelo), exaltavam o pobre e demonizavam o rico, possuíam uma igreja (Partido Comunista) e um clero (líderes do Partido), um papa (o secretário-geral), e crenças não falseáveis, popperianamente falando, proféticas, pois asseveravam que a história obedece a uma lei misteriosa que permite antecipar o futuro, prever a vitória completa do comunismo, no caso.

    A igreja russa sofreu atrozes perseguições? Obviamente, mas soube se adaptar ao regime soviético, o que prova que a questão toda não fora entre ateus e religiosos, mas entre comunistas e sacerdotes, entre comunistas e anticomunistas.

    Giovanni Codevilla, professor de Direito Eclesiástico Comparado e Direitos dos Países da Europa Oriental, defende que os verdadeiros religiosos foram martirizados e uma nova hierarquia subserviente foi nomeada pelo regime comunista. Mas mesmo ele reconhece que “a agressão alemã, e a conseguinte trégua antirreligiosa (a chamada Nep religiosa stalinista), permitiu a sobrevivência das igrejas.” O fato é que o nome de Sérgio e dos outros dois que participariam da “eleição divina” foram apontados pelo sucessor de Thikón, preso pelos comunistas, e não por Stalin.

    Mas o casamento não foi nada absurdo. Marxismo e cristianismo têm muito em comum. As Comunidades Eclesiais de Base, a Pastoral da Terra, a CNBB, a Teologia da Libertação, entre outros monstrinhos, são claros exemplos disso. Antes do marxismo, aliás, já havia utopias socialistas cristãs como as de Morus e Saint Simon. Acrescentemos a isso a atração irresistível que sacerdotes têm por ditadores e poderosos em geral, capazes de lhes garantir facilmente aquilo que é sempre tão penoso de conseguir em sociedades livres e democráticas (catolicismo e reis absolutistas, catolicismo e nazismo, catolicismo e franquismo, catolicismo e salazarismo, catolicismo e fascismo de Mussolini), e temos o bizarro exemplo de um metropolita Sérgio I e hierarquia ortodoxa a aspergir água benta no comunismo soviético, a excomungar anticomunistas e a defender ferrenhamente o tirano Stalin, seus métodos e tudo o mais que representava a manutenção dos privilégios recentemente recuperados.

    Após o fim do comunismo, a Igreja Ortodoxa sentiu-se livre para canonizar o último czar, Nicolau II, e sua família, e passou a batalhar por reserva de mercado forçando, agora como tutora das consciências dos eleitores, a criação da “Lei sobre a Religião”, promulgada por Yeltsin em 1997. O catolicismo ortodoxo, o budismo, o islamismo e o judaísmo foram considerados religiões tradicionais, enquanto as demais, ocidentais em sua maioria, tiveram suas atividades freadas, tendo sido estabelecido um período de até 15 anos para a obtenção de registro de culto. E viva a liberdade religiosa!

  • catellius

    Caro Baal,

    Saudações.
    Não há um ateísmo organizado, uma instituição com séculos ou milênios de existência, pela qual uma esmagadora maioria dos ateus se sinta representada, com uma hierarquia, que fez uma revolução, tomou o poder e passou a perseguir crentes.

    Aquilo era uma legião de fanáticos que trocou de religião, pois é isso que o comunismo é. Escrevi: “Os comunistas tinham um evangelho (Manifesto do Partido Comunista) e um livro do Apocalipse (O Capital) escritos por um profeta judeu barbudo (Marx), um juízo final (a revolução), um demônio (o capitalismo), um paraíso socialista, santos (Lênin, Stalin), um logotipo sagrado (foice e martelo), exaltavam o pobre e demonizavam o rico, possuíam uma igreja (Partido Comunista) e um clero (líderes do Partido), um papa (o secretário-geral), e crenças não falseáveis, popperianamente falando, proféticas, pois asseveravam que a história obedece a uma lei misteriosa que permite antecipar o futuro, prever a vitória completa do comunismo, no caso.”

    E os partidos comunistas costumam ser fortes em países de maioria católica.

    Aqui no Brasil, por exemplo, marxismo e cristianismo andam de mãos dadas…

    A sua tese de que a troca de elogios entre Stalin e o metropolita Sérgio e a subsequente tolerância (chamemos assim) religiosa no comunismo russo foi tão somente um passo para trás, para depois ser dado um salto para frente rumo à erradicação completa da religião é furada. Não foi o que vimos, em mais de 40 anos. Não havia mais uma guerra nas dimensões da II Guerra Mundial, nada que justificasse a manutenção de semelhante tolerância, a entrega de medalhas, da permissão para a eleição de novos patriarcas, etc.

  • catellius

    Como já se disse, ateus costumam ser como gatos, difíceis de pastorear. Outra coisa é comunistas neófitos que têm tanta fé no comunismo que decidem ser ateus porque assim reza a cartilha.

    Esses mesmos, quando a nova ideologia rui, retornam à religião antiga. Não temos o exemplo do Olavo de Carvalho e do Reinaldo Azevedo (brasileiros famosos)? Eram comunistas nos anos 60, eram irreligiosos e simpatizantes da URSS, abandonaram aquela ideologia e hoje dedicam na defesa do catolicismo o ardor outrora dedicado à torpe ideologia marxista. São homus ideologicus, gostam de terceirizar o cérebro.

  • catellius

    Baal é um agnóstico, claro.

    Acha ateus e crentes igualmente dogmáticos, hehehe.

    A grande questão que envolve os agnósticos, ao meu ver, é: eles não aceitam as alegadas evidências da existência de deus apontadas pelo teísta dogmático, as quais calham de ser o motivo pelo qual a idéia de deus existe. Um exemplo: Blondlot, no início do século passado, disse ter descoberto um novo raio, a que chamou Raio-N, e demonstrou com aparente sucesso sua tese por meio de experiências, que foram confirmadas por dezenas de outros cientistas. Mas posteriormente foi provado que todas evidências da existência dos tais Raios-N eram ilusórias. Assim, as falsas provas que alegadamente confirmavam a existência de Raios-N confundem-se com as falsas evidências ou razões que por primeiro levaram Blondlot a pesquisá-los e até a batizá-los. Ser agnóstico em relação a Raios-N é completamente irracional. Admitir a possibilidade da existência de algo como deus ou Raios-N, como faz o agnóstico, sendo que até mesmo a possibilidade nasceu de supostas evidências ou provas que o próprio agnóstico rejeita, não é algo racional, ao meu ver.

  • Realismo

    partindo de sua logica.. todo sistema politico…. sem exceção.. se assemelha à religiao…..

  • catellius

    Sistemas políticos baseados em ideologias, com profecias, divinização do ideólogo, “verdades” não falseáveis, repressão à crítica, são de fato muito parecidos com religião.

    Principalmente o comunismo. Duvido que os ateus, na URSS, se reuniam para professar seu ateísmo, rsrs. Parvoíce. Mas se reuniam em grandes salas sob os olhares severos de seus profetas, em grandes pinturas, (Marx e Engels) e santos como Lênin e Stalin. Deviam ler em voz alta seus livros sagrados nas escolas, deviam considerar blasfêmia ridicularizar “O Capital”, enquanto creio que não haveria grandes problemas em se ridicularizar Meslier, Demócrito ou outros autores afinados com o ateísmo. Os cartazes, da mesma forma, não exaltavam a glória do ateísmo mas a glória da Revolução Socialista, da foice e do martelo, dos camponeses heróicos. Não se exaltava algum símbolo de ceticismo e livre-pensamento, rsrs.

    Capitalismo, ao contrário de sistemas políticos fundados em alguma ideologia, é um nome dado, grosso modo, para aquilo que brotou espontaneamente em várias nações em várias épocas. Basta deixar as pessoas comerciar à vontade, lucrar, emprestar a juros, etc. Na Fenícia, na República de Veneza, etc, podemos dizer que se via algo muito mais próximo àquilo que chamamos de capitalismo. É claro que hoje é considerado um sistema político, e deve ser regulamentado para se evitar abusos.

  • catellius

    Capitalismo é um sistema econômico, obviamente.

  • catellius

    Trecho de texto de Janer Cristaldo:

    “Os pronomes que designavam Stalin, nos textos, como nos textos cristãos, são grafados, em meio à frase, com maiúsculas: Ele, Lhe, O, Seu. Stalin é o maior filósofo de todos os tempos, o mais bravo dos combatentes, o maior personagem de cinema, o mais sábio lingüista, o agrônomo por excelência. As vacas dão mais leite com Seu pensamento, os campos produzem mais trigo, os rios não são mais senhores de seus cursos. Superman não faria melhor.

    Moscou, para os crentes órfãos do deus hebraico-cristão, torna-se a Terra Prometida, a Nova Jerusalém. Os melhores cérebros do mundo, peregrinos, em procissão, vão adorar o novo Messias.
    (…)
    Não foram muitos os escritores a intuir que não se estava precisamente ante uma revolução, mas ante uma nova religião. Entre estes, poucos foram tão precisos na denúncia do novo dogma como Nikos Kazantzakis. No relato de sua peregrinação à Rússia — Voyages — Russie —, diz o cretense que pouco a pouco a luz se fazia em seu espírito. Para ele, todos os apóstolos do materialismo davam às questões respostas grosseiras, de uma evidência simplista. Como em todas as religiões, eles buscavam divulgar essas respostas, tentando torná-las compreensíveis para o povo. Kazantzakis reconhece então, na Rússia, a existência de um exército fanático, implacável, onipotente, constituído de milhões de seres, que tinha em mãos e educava como bem entendia milhões de crianças.
    Este exército, diz o cretense, possui seu Evangelho, O Capital. Seu profeta, Lênin. E seus apóstolos fanatizados que pregam as Boas Novas a todas as gentes. Possui também seus mártires e heróis, seus dogmas, seus padres apologistas, escolásticos e pregadores, seus sínodos, sua hierarquia, sua liturgia e mesmo a excomunhão. E sobretudo a fé, que lhe assegurava deter a verdade e trazia a resposta definitiva aos problemas da vida.
    Não há apenas um Livro — acrescentaríamos —, como também os livros apócrifos. Assim como a Igreja Romana censura os testemunhos gnósticos que não servem à sua ambição de poder, assim censurou-se até mesmo a obra de Marx na finada União Soviética. “Nós somos contemporâneos — diz Kazantzakis — deste grande momento em que nasce uma nova religião”.”

  • catellius

    Trecho de texto de Janer Cristaldo:

    “Os pronomes que designavam Stalin, nos textos, como nos textos cristãos, são grafados, em meio à frase, com maiúsculas: Ele, Lhe, O, Seu. Stalin é o maior filósofo de todos os tempos, o mais bravo dos combatentes, o maior personagem de cinema, o mais sábio lingüista, o agrônomo por excelência. As vacas dão mais leite com Seu pensamento, os campos produzem mais trigo, os rios não são mais senhores de seus cursos. Superman não faria melhor.

    Moscou, para os crentes órfãos do deus hebraico-cristão, torna-se a Terra Prometida, a Nova Jerusalém. Os melhores cérebros do mundo, peregrinos, em procissão, vão adorar o novo Messias.
    (…)
    Não foram muitos os escritores a intuir que não se estava precisamente ante uma revolução, mas ante uma nova religião. Entre estes, poucos foram tão precisos na denúncia do novo dogma como Nikos Kazantzakis. No relato de sua peregrinação à Rússia — Voyages — Russie —, diz o cretense que pouco a pouco a luz se fazia em seu espírito. Para ele, todos os apóstolos do materialismo davam às questões respostas grosseiras, de uma evidência simplista. Como em todas as religiões, eles buscavam divulgar essas respostas, tentando torná-las compreensíveis para o povo. Kazantzakis reconhece então, na Rússia, a existência de um exército fanático, implacável, onipotente, constituído de milhões de seres, que tinha em mãos e educava como bem entendia milhões de crianças.
    Este exército, diz o cretense, possui seu Evangelho, O Capital. Seu profeta, Lênin. E seus apóstolos fanatizados que pregam as Boas Novas a todas as gentes. Possui também seus mártires e heróis, seus dogmas, seus padres apologistas, escolásticos e pregadores, seus sínodos, sua hierarquia, sua liturgia e mesmo a excomunhão. E sobretudo a fé, que lhe assegurava deter a verdade e trazia a resposta definitiva aos problemas da vida.
    Não há apenas um Livro — acrescentaríamos —, como também os livros apócrifos. Assim como a Igreja Romana censura os testemunhos gnósticos que não servem à sua ambição de poder, assim censurou-se até mesmo a obra de Marx na finada União Soviética. “Nós somos contemporâneos — diz Kazantzakis — deste grande momento em que nasce uma nova religião”.”

  • Gustavo

    “têm tanta fé no comunismo que decidem ser ateus porque assim reza a cartilha.”
    Essa foi impagável. Ganhei o ano. rs hehehe

    Noutras palavras, os marxistas descobriram um “botão que liga e desliga” a crença em Deus, pois qualquer “fiel” marxista se torna ateu “porque assim reza a cartilha.”

    Genial!!!

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