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Ouvimos-te, José!

O Policarpo usou o seu tempo de antena natalício no canal de todos nós para responder à Associação Ateísta Portuguesa. Registe-se: «nos últimos tempos, entre nós, falou-se muito de ateísmo; exprimiram-se ateus, pessoas e organizações, defendeu-se o direito de ser ateu e de exprimir a negação de Deus».

José Policarpo, numa prova de respeito e civilidade, não se exime portanto a argumentar a existência de «Deus» com os ateus. É bem. No entanto, sabe que o diálogo é desigual e que o canal pago com os meus impostos não convida o Munir para falar no início do Ramadão, nem dará a palavra ao Carlos Esperança ou ao Ludwig Krippahl para lhe responderem como merece. E isso fica-lhe mal. Porque é abuso de posição dominante.

Quanto aos argumentos: são fracos. Concordo que «não é o facto de os crentes acreditarem em Deus que faz com que Ele exista»; e também que «não é o facto de alguém não acreditar em Deus que faz com que Ele não exista». Não acho é que haja «mistério» algum neste assunto que não tenha explicação humana. Compreendemos cada vez melhor como «Deus» foi inventado.

Finalmente, quando Policarpo quiser dar lições de humildade, que abdique do espaço na televisão de todos. Não é muito curial aproveitar um espaço numa televisão paga por todos para difundir uma mensagem tão arrogante e divisiva como a sua, centrada na crítica aos ateus e no apelo à conversão de judeus e muçulmanos. E, como já disse um comentador do Diário Ateísta, se quer fazer prova de humildade que proteste por lhe chamarem «Dom», «Eminência Reverendíssima» e outros desvarios que tais. Ah, e use menos maiúsculas. Acima de tudo menos maiúsculas, por favor.

9 thoughts on “Ouvimos-te, José!”
  • Baal

    É engraçado. Os católicos referem-se sempre aos ateus e agnósticos como a quem falta totalmente legitimidade porque seremos uma minoria completamente desprezável em termos numéricos.

    Mas depois referem ateísmo e agnosticismo como os grandes males do nosso tempo.

    Afinal somos totalmente desprezáveis ou um grande perigo ?

    Somos meia dúzia ou um grande movimento ?

    Não dá para entender…

  • Carpinteiro

    Na realidade os descrentes são uma imensa minoria e eles sabem disso melhor que ninguém. Na missa do dia 25, Sua Excelência Eminência Reverendíssima Cardeal Patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo, voltou à carga, mas não caiu na asneira de dizer que somos um povo de maioria católica pois não teria cabimento o seu discurso de preocupação. Em vez disso optou por referir que somos um povo maioritariamente batizado. O truque é simples e resulta. Na realidade somos maioritariamente batizados, faltou-lhe acrescentar que o somos sem o nosso consentimento e que o mesmo corresponde às antigas conversões forçadas, claro que neste caso por intermédio dos pais quem são quem leva as crianças à Igreja (daí o grande apoio da Igreja à família e a eterna desculpa de que os pais têm o direito e a obrigação de educar na religião católica os seus rebentos) mas toda uma máquina bem oleada trabalha afincadamente desde o jardim de infância (a Igreja detém o monopólio) onde começa a lavagem cerebral das crianças até às escolas públicas onde a disciplina de Religião faz o resto.
    Mesmo assim, quando chegam à idade adulta, a grande minoria consolida pensamento próprio, despe-se das infantilidades e dos mitos encrustados pelos padres na infância, e tornam-se adultos na verdadeira accepção da palavra. Eis porque os templos estão vazios, para grande desespero do clero.
    Mas eles não se preocupam com as almas que poderão não chegar à felicidade eterna, a qual só é alcançada (ironia das ironias) depois de morto! Eles preocupam-se porque quem não representa não tem poder, falta por conseguinte, a legitimidade para exercer esse mesmo poder, e, poder e dinheiro sempre andaram de mãos juntas. É portanto uma questão de dinheiro e nada mais o motivo de tantas queixas e preocupação dos senhores bispos. Pena que não consigam assumir as suas responsabilidades, se as igrejas estão vazias é caso para pensar o que falha numa máquina infernalmente opressora que começa na mais tenra idade a manipular o cérebro dos cidadãos e mesmo assim, e apesar do descomunal poderio económico de que dispõe o clero, as igrejas continuam, e neste caso apetece-me ironizar: – religiosamente vazias!

  • Ricardo Alves

    «Baal»,
    o argumento deles é:
    a) os ateus assumidos como tais são uma minoria;
    b) MAS a sociedade vive cada vez mais «como se Deus não existisse», o que é uma forma de ateísmo gravíssima, porque quase «inconsciente».

  • Zeca Portuga

    “ Os católicos referem-se sempre aos ateus e agnósticos como a quem falta totalmente legitimidade porque seremos uma minoria completamente desprezável …”

    Desprezível e desprezável.

    Desde quando as “vozes de burros” são atendidas ou os dichotes dos delinquentes, dos antisociais, dos deformados de condutas desviantes, devem ser tidas em consideração nas conversas sérias de gente decente?

    Queixa-se o Ricardo que não ouvem o Esperança ou o Krip, mas sim o Cardeal Patriarca. Mas, quem são estes fulanos que ninguém conhece, que não representada nada, que são minúsculos zeros á esquerda (colocados a milhões de nãos luz da sociedade e da civilização) para quer ser ouvidos.

    Podem se escutados quando houver espaço para palhaçadas, mas sobre assuntos sérios ou para conversas de agente crescida e decente, não há lugar para vós.

    Já nem falo na enxurrada fedorenta que escorre pela beiça do Baal… falo das taras dos Esperança e do SS Krip – estes têm um problema de distúrbio civilizacional e uma certa aversão á ordem social e cultural, para além de uma tara simplesmente tratável (que redunda no complexo de superioridade), mas não têm irrupções de esgoto boca fora, como o Baal

  • Realista

    esses católicos fingem crer em deus…. pq do contrário.. eles não tariam indo mendigar ajuda à policia, medico,bombeiro etc.
    não tariam andando com proteção como vidro a prova de balas, seguranças etc.

  • Realista

    “ateísmo e agnosticismo como os grandes males do nosso tempo.”

    Torquemada, Urbano II, Kramer & Sprenger,Pio IX,Pio X,Mussolini,Hitler,Franco,Tiso,Pavelic,Diem, Videla,Pinochet e Jim Joines eram ateus imundos e pulhas!!

  • Realista

    a igreja teme o direito de resposta!!

  • Baal

    Olá monte de merda.

    “enxurrada fedorenta”

    Perdão, pensei que gostavas e que lá na tua casa eram todos uns cabrões como tu. Afinal alguém que trata todos os outros de tarados, paneleirões, desviantes e marginais apenas por terem ideias ou modos de vida diferentes dos seus, que se gaba de vir aos blogues cuspir em cima dos participantes e dos anfitriões não se pode ofender apenas por alguém o considerar um monte de merda.

    Entretanto, com tanta prosápia ofensiva continuas o mesmo palhaço de sempre. Não foste capaz nem de perceber o que está a ser debatido. Como de costume…

    O que está a ser discutido não é algum nosso pedido para ser ouvidos por cabrões como tu, capados de saias às rendinhas etc.

    Pelo contrário estamos a discutir porque é que, se somos tão insignificantes como atrasados mentais como tu nos definem, porque é que os teus chefes capadões nos estão sempre a apontar como um grande perigo para a igreja, o grande mal do nosso tempo etc.

    Já que tens de vir aqui dizer parvoíces, ao menos tenta dizer asneiras que tenham minimamente a ver com o que está a ser discutido pelas pessoas sérias.

    Saudações para o pessoal da tua estrebaria.

  • Baal

    Olá monte de merda.

    “enxurrada fedorenta”

    Perdão, pensei que gostavas e que lá na tua casa eram todos uns cabrões como tu. Afinal alguém que trata todos os outros de tarados, paneleirões, desviantes e marginais apenas por terem ideias ou modos de vida diferentes dos seus, que se gaba de vir aos blogues cuspir em cima dos participantes e dos anfitriões não se pode ofender apenas por alguém o considerar um monte de merda.

    Entretanto, com tanta prosápia ofensiva continuas o mesmo palhaço de sempre. Não foste capaz nem de perceber o que está a ser debatido. Como de costume…

    O que está a ser discutido não é algum nosso pedido para ser ouvidos por cabrões como tu, capados de saias às rendinhas etc.

    Pelo contrário estamos a discutir porque é que, se somos tão insignificantes como atrasados mentais como tu nos definem, porque é que os teus chefes capadões nos estão sempre a apontar como um grande perigo para a igreja, o grande mal do nosso tempo etc.

    Já que tens de vir aqui dizer parvoíces, ao menos tenta dizer asneiras que tenham minimamente a ver com o que está a ser discutido pelas pessoas sérias.

    Saudações para o pessoal da tua estrebaria.

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