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  • 23 de Dezembro, 2009
  • Por Carlos Esperança
  • AAP

Associação Ateísta Portuguesa – Comunicado

Assunto: Casamento entre pessoas do mesmo sexo

COMUNICADO

À Comunicação Social

A Associação Ateísta Portuguesa (AAP), na defesa da laicidade e da separação Igreja/Estado, rejeita as manobras do episcopado católico para impor a sua doutrina sobre o casamento a todos os portugueses.

Na sequência da recente aprovação da proposta de lei que permite a realização de casamentos entre pessoas do mesmo sexo, pelo Conselho de Ministros, a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) que, já no período eleitoral, advertiu os católicos para o dever de não votarem em partidos que defendessem posições contrárias às da Igreja católica, reincide na mobilização das suas estruturas para pressionarem os Órgãos de Soberania na defesa de um referendo, na esperança de inviabilizar a igualdade dos cida-dãos perante a lei, em função da sua orientação sexual.

Entendendo a AAP que os direitos individuais não são referendáveis e que a Assembleia da República tem inteira legitimidade para legislar sobre o casamento civil, repudia o comportamento abusivo da ICAR do mesmo modo que repudiaria o da Assembleia da República se pretendesse legislar sobre o casamento religioso.

A AAP censura e repudia a lamentável tentativa da CEP de condicionar os órgãos de soberania para impor os seus valores a quem não se revê na sua moral nem nos seus exemplos.

O bispo Sr. Jorge Ortiga, presidente da CEP, numa intolerável pressão sobre o Governo, afirmou: “Verificamos que o Governo, se sente autorizado pela autoridade popular de alguns portugueses, a fazer aquilo que quer e lhe apetece sem diálogo, sem ouvir, sem levantar as questões”, o que é falso, por ter sido o casamento entre pessoas do mesmo sexo discutido na campanha das últimas eleições legislativas e constituir, aliás, compromisso eleitoral do programa do Governo.

A Associação Ateísta Portuguesa nega ao clero católico a experiência e o exclusivo da autoridade em questões de casamento e, reafirmando a defesa do casamento civil e a legitimidade da Assembleia da República em melhorar o regime jurídico dos casais homossexuais, denuncia a coacção que a Igreja católica pretende exercer sobre quem tem o direito e a obrigação de legislar e repudia a vocação totali-tária para impor os seus preconceitos, não apenas aos seus crentes, mas a todos os portugueses.

Em nome da laicidade e da separação Igreja/Estado, a Associação Ateísta Portuguesa repudia as manobras do episcopado católico para impor a sua doutrina sobre o casamento a todos os portugueses.

Associação Ateísta Portuguesa – Odivelas, 22 de Dezembro de 2009

8 thoughts on “Associação Ateísta Portuguesa – Comunicado”
  • JoseMoreira

    O sr. Cardeal veio dizer, e cito de memória, que só o casamento entre pessoas de sexos diferentes pode constituir uma família, e que a família é a base da sociedade.
    Eu aplaudo.
    Os padres, raciocinando “a contrario sensu”, não fazem parte da sociedade, já que não constituem família. Ora, se não fazem parte da sociedade não têm que intervir nela, designadamente quando se trata do exercício de direitos. Depois, alguém devia explicar ao sr Cardeal, mas de maneira a que ele perceba, que só casa quem quer, a lei, a ser aprovada, não obriga ao casamento. Assim sendo, acho bem que dê instruções ao rebanho, e o rebanho seguirá, ou não, as suas (dele) indicações. Mas duvido de que haja muitos homossexuais no tal rebanho…
    Por outro lado, e porque o sr. Cardeal não deve ser tão limitado como aparenta, é bom que entenda que a tal “sociedade civil” se rege por normas específicas, bel ou mal escritas por seres humanos REAIS, que nada têm a ver com a mitologia. As leis vão sendo feitas à medida que a sociedade evolui, e são redigidas de acordo com essa evolução. A não ser que queira que tudo se mantenha como na Idade Média.
    É bom, também, que se lembre que uma família pode ser constituída sem casamento. As crianças nascem por acção de truca-truca, e não por qualquer despacho notarial ou de registo civil. Mas isto é natural que o sr. Cardeal não saiba, habituado que está às brincadeiras do Espirro Santo.

  • jsousa
  • Carlos Esperança

    J. Sous:

    Obrigado pela divulgação.

  • Baal

    Realmente, é incrível.

    Estão sempre a falar da família, mas a igreja é a maior INIMIGA da família.

    Por causa da igreja milhões de pessoas, padres, monges, freiras, leigos “votados”, não constituem família.

    Por vontade deles centenas de milhões de pessoas, os divorciados, não voltariam a constituir família.

    Agora tentam impedir as famílias homo de se legalizarem e assumirem o seu papel na sociedade.

    Comportam-se como os maiores inimigos da família fingindo que a estão a defender. Estes tipos são doentes.

  • JoseMoreira

    O sr. Cardeal veio dizer, e cito de memória, que só o casamento entre pessoas de sexos diferentes pode constituir uma família, e que a família é a base da sociedade.
    Eu aplaudo.
    Os padres, raciocinando “a contrario sensu”, não fazem parte da sociedade, já que não constituem família. Ora, se não fazem parte da sociedade não têm que intervir nela, designadamente quando se trata do exercício de direitos. Depois, alguém devia explicar ao sr Cardeal, mas de maneira a que ele perceba, que só casa quem quer, a lei, a ser aprovada, não obriga ao casamento. Assim sendo, acho bem que dê instruções ao rebanho, e o rebanho seguirá, ou não, as suas (dele) indicações. Mas duvido de que haja muitos homossexuais no tal rebanho…
    Por outro lado, e porque o sr. Cardeal não deve ser tão limitado como aparenta, é bom que entenda que a tal “sociedade civil” se rege por normas específicas, (bem ou mal) elaboradas por seres humanos REAIS, que nada têm a ver com a mitologia. As leis vão sendo feitas à medida que a sociedade evolui, e são redigidas de acordo com essa evolução. A não ser que queira que tudo se mantenha como na Idade Média.
    É bom, também, que se lembre que uma família pode ser constituída sem casamento. As crianças nascem por acção de truca-truca, e não por qualquer despacho notarial ou de registo civil. Mas isto é natural que o sr. Cardeal não saiba, habituado que está às brincadeiras do Espirro Santo.

  • jsousa
  • Carlos Esperança

    J. Sous:

    Obrigado pela divulgação.

  • Baal

    Realmente, é incrível.

    Estão sempre a falar da família, mas a igreja é a maior INIMIGA da família.

    Por causa da igreja milhões de pessoas, padres, monges, freiras, leigos “votados”, não constituem família.

    Por vontade deles centenas de milhões de pessoas, os divorciados, não voltariam a constituir família.

    Agora tentam impedir as famílias homo de se legalizarem e assumirem o seu papel na sociedade.

    Comportam-se como os maiores inimigos da família fingindo que a estão a defender. Estes tipos são doentes.

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