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  • 18 de Dezembro, 2009
  • Por Carlos Esperança
  • Vaticano

O Vaticano tem razão

Vaticano proíbe casamentos entre baptizados e não baptizados

Às vezes a Igreja católica tem razão. A proibição de casamentos entre baptizados e não baptizados é um direito que lhe assiste. Qualquer associação privada tem o direito de impor regras aos seus associados. Era só o que faltava, obrigar a Igreja católica a gastar água benta com ateus ou crentes de outras religiões!

Não faria sentido uma associação de vegetarianos abrir as portas à confraria da chanfana ou uma associação ateísta aceitar elementos do Opus Dei.

O código canónico disciplina a conduta dos associados e o Papa é, na religião católica, o guardião supremo da legalidade que o regulamento impõe. Pode-se dizer que os poderes do pontífice são excessivos, mas o Vaticano não é uma democracia nem Bento XVI um democrata. À Igreja católica só adere quem quer, embora seja uma conquista recente e que custou muitas vidas ao longo dos séculos.

A única diferença entre as religiões e as outras associações é a natureza dos estatutos. Nas primeiras há o hábito de lhes atribuir origem divina e nas outras a obrigatoriedade de os submeter a sufrágio em assembleias gerais.

Não se devem criticar as exigências das Igrejas para quem quer usufruir dos seus rituais. O que não se lhes deve tolerar é que imponham os seus códigos a quem as despreza, que pretendam submeter o Estado à sua prepotência ou os cidadãos aos seus preconceitos.

Está em discussão a proposta de lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Seria intolerável que a Assembleia da República impusesse à Igreja a obrigação de os celebrar canonicamente, tal como é inadmissível que a Igreja use os devotos para impedir a igualdade dos cidadãos perante a lei.

Quem quer ser respeitado, tem de respeitar os outros. O Estado não deve intrometer-se nos matrimónios canónicos e a Igreja não pode impedir os casamentos civis.

É nesta separação da Igreja e do Estado que reside a laicidade e a garantia da defesa dos princípios democráticos que nos regem.

11 thoughts on “O Vaticano tem razão”
  • Realista

    parabens à igreja!! ela dá show de tolerancia!!

  • nuno.a

    conheço este site á pouco tempo e tenho lido aguns artigos que por aqui passam! Neste momento parece-me que o aqui se escreve(os artigos) nao passam de: Se se fala de ICAR, Papa, Padres, fiéis então cola-se um rótulo e fala-se mal! não interessa o contéudo! fala-se mal e pronto! Nos estatutos Da AAP vem la:
    # Fazer conhecer o ateísmo como mundividência ética, filosófica e socialmente válida;
    # A representação dos legítimos interesses dos ateus, agnósticos e outras pessoas sem religião no exercício da cidadania democrática;
    Concordo, com estes pontos da vossa Associação! No entanto não é isto que aqui se faz. aqui só se faz uma coisa. Dizer mal da ICAR como passatempo.
    Sabem, um bom chefe, um bom gestor não tem qualquer necessidade de se afirmar como chefe! As suas qualidades com o tempo demostram isso e os empregados passarão a recorrer a ele, como que, por mérito que ele consegue devido as suas qualidades! e assim tb será reconhecido pelos seus superiores!
    Aqui não, há uma necessidde de dizer mal. constantemente! Gostava mais de ler sobre as vossas qualidades, o que fazem! o que promovem! assim sim, talvez passe a frequentar este site, que tb tera pontos positivos, com mais assiduidade.

  • Carlos Esperança

    nuno.a

    O Diário Ateísta não é órgão oficial da AAP e apenas representa a posição pessoal dos autores dos textos.

  • Yúdice Andrade

    Parabéns pelo seu texto. A meu ver, irretocável.

  • Ricardo Alves

    Carlos,
    a notícia d´A Bola está errada e já foi desmentida.

    1) O casamento entre baptizados e não baptizados era e continuará a ser inválido.

    2) O casamento entre baptizados e não baptizados era e continuará a ser permitido com uma licença especial.

    3) A mudança é que passa a ser permitido o casamento entre um baptizado e alguém que fez um acto formal de apostasia.

    Quanto ao essencial do teu artigo, estou totalmente de acordo.

  • nuno.a

    peço desculpa a Carlos Esperança! de facto este site nao reflete a posição oficial da AAP e tinha conhecimento disso! Queria demostrar, na minha opinião, que nao se falando aqui da opiniãp oficial, seguem-se, em grande modo, as mesmas linhas de pensamento! e sendo os autores de parte dos textos bons conhecedores dos “estatutos” da ICAR devem, sem duvida, saber tb os estatutos da AAP!

  • nuno.a

    conheço este site á pouco tempo e tenho lido aguns artigos que por aqui passam! Neste momento parece-me que o aqui se escreve(os artigos) nao passam de: Se se fala de ICAR, Papa, Padres, fiéis então cola-se um rótulo e fala-se mal! não interessa o contéudo! fala-se mal e pronto! Nos estatutos Da AAP vem la:
    # Fazer conhecer o ateísmo como mundividência ética, filosófica e socialmente válida;
    # A representação dos legítimos interesses dos ateus, agnósticos e outras pessoas sem religião no exercício da cidadania democrática;
    Concordo, com estes pontos da vossa Associação! No entanto não é isto que aqui se faz. aqui só se faz uma coisa. Dizer mal da ICAR como passatempo.
    Sabem, um bom chefe, um bom gestor não tem qualquer necessidade de se afirmar como chefe! As suas qualidades com o tempo demostram isso e os empregados passarão a recorrer a ele, como que, por mérito que ele consegue devido as suas qualidades! e assim tb será reconhecido pelos seus superiores!
    Aqui não, há uma necessidde de dizer mal. constantemente! Gostava mais de ler sobre as vossas qualidades, o que fazem! o que promovem! assim sim, talvez passe a frequentar este site, que tb tera pontos positivos, com mais assiduidade.

  • Carlos Esperança

    nuno.a

    O Diário Ateísta não é órgão oficial da AAP e apenas representa a posição pessoal dos autores dos textos.

  • Yúdice Andrade

    Parabéns pelo seu texto. A meu ver, irretocável.

  • Ricardo Alves

    Carlos,
    a notícia d´A Bola está errada e já foi desmentida.

    1) O casamento entre baptizados e não baptizados era e continuará a ser inválido.

    2) O casamento entre baptizados e não baptizados era e continuará a ser permitido com uma licença especial.

    3) A mudança é que passa a ser permitido o casamento entre um baptizado e alguém que fez um acto formal de apostasia.

    Quanto ao essencial do teu artigo, estou totalmente de acordo.

  • nuno.a

    peço desculpa a Carlos Esperança! de facto este site nao reflete a posição oficial da AAP e tinha conhecimento disso! Queria demostrar, na minha opinião, que nao se falando aqui da opiniãp oficial, seguem-se, em grande modo, as mesmas linhas de pensamento! e sendo os autores de parte dos textos bons conhecedores dos “estatutos” da ICAR devem, sem duvida, saber tb os estatutos da AAP!

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