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A comunicação social e as emoções

Como sou um leitor compulsivo de jornais, fartei-me de ver a comoção que ia por essas páginas impressas relativamente a um militar da GNR que outro colega assassinou. Vi a comoção dos colegas, a revolta (não percebi porque se viravam contra as chefias) e a raiva.

Segundo li, o soldado da GNR que assassinou o colega que o prendeu foi casado com uma mulher que agrediu de forma brutal e selvagem ao longo do matrimónio (daquele que segundo a Igreja é indissolúvel). Depois da separação continuava a procurá-la para a maltratar, com o primarismo de um selvagem e a maldade de um biltre.

A pobre mulher queixou-se à GNR e ia para o hospital com o corpo dorido e a alma em farrapos quando o patife do ex-marido exigiu que lhe abrissem a porta da ambulância e disparou dois tiros de caçadeira com que feriu a filha e matou a vítima.

Preso e sem a caçadeira, dentro da esquadra, sacou de um revólver e matou o colega que o prendeu e que, por incúria, não revistou o assassino e o deixou armado.

Quem não lamenta um soldado morto em serviço, um agente da autoridade que o colega matou a sangue frio?

Mas como pode esquecer-se aquela pobre mulher que passou a vida a ser agredida e foi enterrada com uma curta referência, sem comoção nem multidões, com uma filha ferida, como se a vida dela valesse menos que a do soldado da GNR?

Bem sei. Coube-lhe ser mulher, parir e aceitar um homem a quem prometeu obedecer, perante deus. Onde está a igualdade de género que nem a comunicação social compreende?

É assim a vontade de deus e a mentalidade judeo-cristã que se mantém.

15 thoughts on “A comunicação social e as emoções”
  • Lucianoc

    Puts, como você escreve uma notícia usando uma sigla obscura sem escrever por extenso 1 única vez?

    Fora que transformou uma observação sexista num desabafo anti-religioso.. nada a ver…

    (não digo isso pra desmerecer sua crítica pois não sou teísta)

  • Laico

    Luciano; Qual é a sigla que está no texto e que eu não encontrei?

  • 1atento

    GNR
    Em Portugal, e não só, toda a gente sabe:
    Guarda Nacional Republicana.

  • Baal

    Sem dúvida que foi incrível o que o marido fez à mulher.

    Porém acho que o espanto provocado pelo facto de um assassino ter continuado a poder matar à vontade mesmo depois de detido e levado para esquadra é o que está por detrás do realce dado à morte do soldado e não qualquer perseguição às mulheres.

    De resto, é provável que a vítima feminina seja mesmo a mártir que apresentas. Porém a propaganda que fazes em torno da violência contra as mulheres faz esquecer que elas não são as santinhas que pintas.

    Muita da violência domèstica tem origem nas mulheres tanto como nos homens. A única diferença é que, devido a maior força física, quando se chega ao confronto directo costumam ser elas a ir parar ao hospital.

    No entanto este epílogo faz esquecer que muitas vezes a introdução não foi bem assim. Muitas vezes a culpa é partilhada ou mesmo o final telejornável foi apenas a explosão e perda de controle de um marido a quem a mulher destruiu completamente a vida.

    Casos desses também há muitos. Mas, ao contrário do que tu dizes, a imºrensa discrimina é certo, mas, sempre, CONTRA o homem.

    Sanos e demónios estão IGUALMENTE repartidos entre os sexos. A verdadeira igualdade é reconhecer isso e não fazer das mulheres umas novas santas laicas – que nunca foram.

  • almost7

    E esses sonsos militares não têm uma palavra de desgosto, de vergonha, pela incúria que tiveram de deixar às mãos do algoz a mulher que fugia do terror?

  • almost7

    Com efeito, esses sonsos militares não se queixam da incúria que demonstram em deixar exposta ao algoz a mulher que se protegia atrás deles? E só o colega morto, outra incúria, lhes causa revolta e espanta? Bem servidos estamos.

  • amiltonsilva200809

    Eu não sou machista e até acho que as mulheres são mesmo muito maltratadas. No entanto, quero deixar uma observação: muitos homens são machistas por culpa das mulheres já que normalmente são as mães que educam os filhos e os ensinam a ser como são, portanto acho que elas não tem muito que reclamar.

  • Laico

    Caro Amilton;
    Nunca vi uma mãe ensinar um filho a ser machista. Antes pelo contrário. Mas houve e há pais que o fazem. Na minha adolescência tive colegas cujos país lhes davam dinheiro para iniciarem a vida sexual na prostituição. (Era um orgulho para um pai) pai ou doido? Felizmente que o meu tinha uma cabeça boa.
    Outras situações de machismo eram recebidas de colegas, normalmente mais velhos, nas escolas.
    Por favor não absolva o soldado nem culpe as mães.

  • Baal

    Caro laico,

    Não querendo interromper a sua campanha feminista radical, gostava que explicasse o que tem a prostituição a ver com machismo.

    Que eu saiba também existe prostituição homosexual e mulheres que recorrem à prostituição como CLIENTES.

    Como tal, não estou a ver o que tem a bota a ver com a perdigota.

    A não ser o seu evidente desejo de criar uma quadro negro de conspiração universal contra as pobres mulheres, coitadinhas, todas umas santas, da parte dos homens vis e cruéis.

    Admito que existem muitas desiguladades a combater. Porém, esse combate nunca poderá passar por uma caricatura da realidade em que se cai no extremo oposto de interpretar como perseguição às mulheres tudo e mais alguma coisa.

    Um polícia morto a tiro é corriqueiro. Uma mulher morta a tiro é corriqueiro. São coisas que acontecem todos os dias. São más mas acontecem.

    Mas um polícia morto a tiro dentro da própria esquadra é notícia no mundo inteiro. Não só pelo insólito como pelo simbólico da perda de controle de um espaço supostamente controlado por inerência pelo único detentor oficial do direito à violência – o estado.

    É um espaço onde teoricamente um cidadão poderá recorrer para se sentir seguro. Quando os próprios encarregados dessa segurança são mortos dentro desse mesmo espaço, é uma prova de que o estado está a falhar de tal maneira que nem a si próprio se consegue defender.

    Seria notícia com ou sem mulheres à mistura.

    Pretender fazer disto uma conspiração machista que culpa os jornalistas e uma das vitímas que arriscou a vida para deter o assassino da mulher é uma total FALTA DE RESPEITO por quem arrisca a vida para defender os cidadãos e, last but not least – pela verdade.

    Porque quem o ler, até pensa que o desgraçado do GNR assassinado era cumplíce do assassino.

    Embora compreenda a sua necessidade de criar uma imagem fictícia das mulheres como vitímas profissionais, peço que ao menos respeite um homem que morreu para que o culpado de violência doméstica pudesse ser castigado.

  • amiltonsilva200809

    Eu já vi uma mãe ensinar um filho a ser machista e também ensinar a filha a ser submissa. Inclusive eu mesmo tive esse tipo de educação. No entanto, aprendi a respeitar as mulheres ao testemunhar minhas irmãs sendo humilhadas pelos maridos e não podendo fazer nada pra ajudá-las pois era muito pequeno.

  • Baal

    PS

    Além disso, mesmo que o soldado morto fosse uma mulher, porque as há na corporação, com certeza que a notícia seria a mesma. Porque o que fez que a notícia sobressaíse foi um agente da autoridade ser morto dentro da própria esquadra por alguém que é suposto estivesse já dominado, porque detido por um assassinato ocorrido momentos antes e não o sexo da vitíma.

    Do mesmo modo, um juíz assassinado no seu tribunal seria sempre notícia de primeira página independentemente do sexo da vitíma. Não estou a ver o chefe de redação primeiro entusiasmado pelo furo jornalístico, depois desanimado e a mandar arquivar a notícia ao descobrir que o juíz afinal era uma juíza.

    Uma situação destas é totalmente irreal, mas é exactamente essa a mensagem que estás a querer passar com a tua teoria da conspiração à volta do natural destaque jornalístico em volta do assassinato de um elemento da ordem em plena esquadra.

    PS

    Também não gostei da vossa atribuição de culpas à GNR em relação às leis permissivas que regem o país. A GNR nada fez para defender a mulher porque por lei NADA pode fazer. Porque os juízes soltam os criminosos por tudo e por nada, devido às leis cretinas que os nossos políticos fazem.

    Atribuir as culpas a quem combate a criminalidade no terreno e é prejudicado com isso é simplesmente despresível.

    PS II

    E sim, a GNR também combate a criminalidade contra as mulheres. Não reparaste ? Neste caso morreu um “machista” para que um culpado de violência doméstica seja castigado.

    Agora que os juízes soltem o criminoso daqui a um ano, obrigado apenas ao terrível castigo de usar uma pulseirinha azul já remete à conversa da impunidade em geral, não apenas contra as mulheres, do nosso código penal. Mas aí, quando alguém, como eu, advoga a pena de morte para proteção dos inocentes, incluindo as mulheres, já vocês liberais saltam todos a bramar que é desumano.

    Depois não se admirem que haja vagas de crime, incluindo contra as mulheres. Agora não chamem é machistas às pessoas completamente fora do contexto.

  • Baal

    PS III

    Sempre frequentei a prostituição e tenho o máximo respeito pelas senhoras envolvidas. MUITAS DELAS SÃO UMAS VERDADEIRAS SENHORAS, ao contrário de muitas vacas socialmente correctas e socialmente muito bem vistas que são incapazes de dizer um palavrão mas que são uns autênticos animais.

    Que há situações imorais na prostituição ? Há sim senhor, mas apenas quando alguém é FORÇADO à prostituição. Nesse caso metam o responsável a trabalhos forçados para o resto da vida ou melhor ainda, enfiem-lhe um balázio nos cornos.

    Mas não, os senhores humanistas preferem dar uma pulseirinha azul e um admoestação a quem enriquece pela escravatura dos outros.

    Depois não venham chamar nomes a quem recorre à prostituição porque entre dois adultos consentâneos, se há dinheiro ou não envolvido ninguém tem nada a ver com isso.

  • amiltonsilva200809

    Eu já vi uma mãe ensinar um filho a ser machista e também ensinar a filha a ser submissa. Inclusive eu mesmo tive esse tipo de educação. No entanto, aprendi a respeitar as mulheres ao testemunhar minhas irmãs sendo humilhadas pelos maridos e não podendo fazer nada pra ajudá-las pois era muito pequeno.

  • Baal

    PS

    Além disso, mesmo que o soldado morto fosse uma mulher, porque as há na corporação, com certeza que a notícia seria a mesma. Porque o que fez que a notícia sobressaíse foi um agente da autoridade ser morto dentro da própria esquadra por alguém que é suposto estivesse já dominado, porque detido por um assassinato ocorrido momentos antes e não o sexo da vitíma.

    Do mesmo modo, um juíz assassinado no seu tribunal seria sempre notícia de primeira página independentemente do sexo da vitíma. Não estou a ver o chefe de redação primeiro entusiasmado pelo furo jornalístico, depois desanimado e a mandar arquivar a notícia ao descobrir que o juíz afinal era uma juíza.

    Uma situação destas é totalmente irreal, mas é exactamente essa a mensagem que estás a querer passar com a tua teoria da conspiração à volta do natural destaque jornalístico em volta do assassinato de um elemento da ordem em plena esquadra.

    PS

    Também não gostei da vossa atribuição de culpas à GNR em relação às leis permissivas que regem o país. A GNR nada fez para defender a mulher porque por lei NADA pode fazer. Porque os juízes soltam os criminosos por tudo e por nada, devido às leis cretinas que os nossos políticos fazem.

    Atribuir as culpas a quem combate a criminalidade no terreno e é prejudicado com isso é simplesmente despresível.

    PS II

    E sim, a GNR também combate a criminalidade contra as mulheres. Não reparaste ? Neste caso morreu um “machista” para que um culpado de violência doméstica seja castigado.

    Agora que os juízes soltem o criminoso daqui a um ano, obrigado apenas ao terrível castigo de usar uma pulseirinha azul já remete à conversa da impunidade em geral, não apenas contra as mulheres, do nosso código penal. Mas aí, quando alguém, como eu, advoga a pena de morte para proteção dos inocentes, incluindo as mulheres, já vocês liberais saltam todos a bramar que é desumano.

    Depois não se admirem que haja vagas de crime, incluindo contra as mulheres. Agora não chamem é machistas às pessoas completamente fora do contexto.

  • Baal

    PS III

    Sempre frequentei a prostituição e tenho o máximo respeito pelas senhoras envolvidas. MUITAS DELAS SÃO UMAS VERDADEIRAS SENHORAS, ao contrário de muitas vacas socialmente correctas e socialmente muito bem vistas que são incapazes de dizer um palavrão mas que são uns autênticos animais.

    Que há situações imorais na prostituição ? Há sim senhor, mas apenas quando alguém é FORÇADO à prostituição. Nesse caso metam o responsável a trabalhos forçados para o resto da vida ou melhor ainda, enfiem-lhe um balázio nos cornos.

    Mas não, os senhores humanistas preferem dar uma pulseirinha azul e um admoestação a quem enriquece pela escravatura dos outros.

    Depois não venham chamar nomes a quem recorre à prostituição porque entre dois adultos consentâneos, se há dinheiro ou não envolvido ninguém tem nada a ver com isso.

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