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  • 20 de Novembro, 2009
  • Por Carlos Esperança
  • Política

Vitória civilizacional

Rússia recusa pena de morte

O Tribunal Constitucional da Rússia pronunciou-se contra a reintrodução da pena de morte, mesmo depois de ter caducado a moratória actualmente em vigor.

14 thoughts on “Vitória civilizacional”
  • Baal

    Bem, não sou católico, nem cristão. Nem percebo o que tem a pena de morte a ver com o ateísmo ou o teísmo.

    Existem ateus e crentes contra e a favor da pena morte. Em Portugal a igreja em geral até foi contra a pena de morte. Eu, não sendo ateu mas sim agnóstico, sou 100% a favor da pena de morte.

    Para mim retrocesso civilizacional é deixar um assassino sádico a rir-se das suas vitímas e a colocar outros em risco.

  • JoseMoreira

    Para agnóstico, raciocinas muito pouco.
    Basta um erro judicial, para mandar um inocente para a morte. E os erros judiciais não são tão raros como isso.

  • Baal

    JoseMoreira,

    Não vejo porque um agnóstico tenha de raciocinar mais do que um teísta. Eu não sou automaticamente superior a ninguém por acreditar ou deixar de acreditar em algo.

    Também não vejo porque a defesa da pena de morte tenha de implicar menos raciocínio do que o seu repúdio.

    Quanto à objecção que colocaste, bastante pertinente aliás, resolve-se facilmente.

    Só condenar reincidentes.

    Não me venham dizer que os milhares de marmanjos com cadastros de quilometros de comprimento são todos vitímas da sociedade e puros como donzelas.

    E a eliminação de umas dezenas de milhares desses escroques contribuia mais para a segurança e a justiça do que os milhões que os governos esbanjam em prisões de 5 estrelas com ginásios e televisões a cores.

    Os tais milhões eram muito mais bem empregues em assistência social aos cidadãos pobres mas honestos que trabalham por ordenados de miséria.

  • Baal

    JoseMoreira,

    Quanto ao teu espanto por um agnóstico poder ser a favor da pena de morte, que eu saiba, Estaline, Laurenti Beria, os manos Meinhoff, lenine, Leon troskie, Pol Pot, Mao Tzé Tung, Che Guevara, Fidel castro, Dzerjinskie, Chacal, Ceausescu, etc etc etc, eram verdadeiros entusiastas na sua aplicação e não consta que fossem muito à igreja…

  • Baal

    Também não consta que os operacionais das FP 25 fossem todos sacristãos na igreja do Crato…

  • Baal

    Correcção,

    Quando disse que a igreja em geral foi, em portugal, contra a pena de morte, referia-me evidentemente ao período em que se debateu a sua abolição. Porque durante os séculos anteriores foi não só uma das mais entusiastas, mas também uma das instituições mais beneficiadas com a sua aplicação.

    Quando os católicos se gabam da “tradição” cristã europeia, convém lembrá-los que essa “tradição” foi imposta pela terror.

    Quem não era católico tinha sérias probablidades de passar rapidamente a morto.

    Tal “dialéctica cultural” pode apresentar excelentes resultados em termos de unanimidade cultural. É difícil haver “fracturas” quando o cidadão fracturante vira churrasco depois de levar com umas tenazes nos dedos.

    Porém, uma vez retirado o poder de exarcer o terror o resultado viu-se. Apesar da natural inércia dos povos, em menos de um século, a população europeia assídua das igrejas passou de uma maravilhosa unanimidade para menos de um terço da população total – com tendência acentuada para descer ainda mais…

  • realista

    e os catolicos padre Tiso, Pavelic,Franco,Hitler,Pétain,Degrelle e Salazar eram radicalmente contra pena de morte!!!

  • Baal

    Realista,

    Na altura em questão houve muitos católicos contra a pena de morte. Ainda antes do debate havia a tradição de as misericórdias tentarem salvar os condenados.

    “No Império Português, as Misericórdias tiveram secularmente um papel decisivo nesta dinâmica. Foi mesmo instituído o costume de que, “se a corda da forca rebentasse e o paciente caísse ainda vivo, abatia-se sobre o seu corpo a bandeira da Santa Casa, o que lhe concedia o perdão e a liberdade (…) E consta que, como era a irmandade que fornecia as cordas da forca, por vezes, e talvez com intuito de corrigir eventuais erros judiciais, fornecia-as passadas por água forte, o que fazia com que elas rebentassem facilmente” (Fonseca, C.D da (1996) “História e Actualidade das Misericórdias”, Ed.Inquérito, p.62)

    Claro que também sempre houve católicos a favor da pena de morte, que nem sequer é condenada plenamente no catecismo.

    Mas é isso precisamente que quero dizer, tanto há católicos como ateus contra ou a favor. O assunto nada tem a ver com crença ou descrença.

    Eu, por exemplo, sendo agnóstico de matriz cultural neo-pagâ, até concordo com o catecismo quando este ressalva o aspecto da AUTODEFESA da sociedade.

    Apenas o considero demasiado brando.

    Se dependesse de mim, dois terços dos criminosos que já passaram pela prisão já estavam mortos.

  • Baal

    Faço também notar que o facto de nalguma coisa concordar com algum católico não me afecta minimamente. O que me interessa é a verdade. E a verdade, como a mentira, pode estar em todo o lado. De contrário seria como o monte de esterco do zeca tuga e companhia.

    Embora continue a não perceber como é que os ateus deste site não consigam ver que o assunto nada tem a ver com a questão da crença.

    Ou será que o Troskie ia à igreja às escondidas ?

  • Baal

    Toda esta questão lembra-me a descrição da última execução de delito comum que li algures quando tinha uns 15 anos.

    Nunca me esquecerei pelo nojo que me causou.

    O condenado era um animal. Tinha assassinado por motivos fúteis uma mulher e uma criança com requintes de crueldade.

    Merecia uma morte mil vezes mais dolorosa do que a forca.

    Mas os abolicionistas têm o condão de transformar monstros em florinhas delicadas.

    Juntaram-se beatas, com cura e tudo, a rezar novenas pelo animal que, garantem-nos, se arrependeu. Aliás o ser apanhado costuma levar ao súbito arrependimento de qualquer serial killer, especialmente se pensar que consegue uma redução de pena.

    Mas a coisa não ficou por aí. Com a tendência cristã para a dramatização santificadora depressa se criaou uma lenda que circulou entre o povo. Alguém (um anjo) devido à conversão do assassino de crianças, teria deixado aberta a porta da cela.

    Ora o condenado teria visto a porta aberta, mas, devido ao seu sincero arrependimento, teria recusado fugir afim de pagar o seu pecado.

    A analogia com outra história da carochinha que mete um santo e uma prisão – a de S. Paulo – é evidente. Estes tipos nem sequer têm imaginação.

    E pronto, lá foi a multidão a chorar para o cadafalso.

    Vá lá que esta história acabou bem.

    O sacana acabou a balançar na ponta de uma corda. Com bem menos sofrimento do que merecia, infelizmente.

    Infelizmente também foi o ultimo caso em que se fez justiça a um assassino em portugal.

    Acho que até se devia comemorar o dia do “Ao menos este não se safou”.

  • Baal

    Decobri parte da data da ultima execução. Abril de 1846. É uma data alegre. Tenho de descobrir o dia exacto para festejar, com alegria, a morte do sacana.

    Talvez monte uma banca com pins de forquinhas para lançar uma campanha – enforquem os cabrões !

    Tenho várias propostas, nomeadamente criar bairros especiais onde viveriam os abolicionistas, cercados por muros. Depois soltávamos lá dentro todos os criminosos merecedores de pena de morte.

    Aí os abolicionistas tentariam convertê-los com as suas histórias da carochinha do amor ao próximo, vitiminhas da sociedade, serial killers que no fundo são florinhas delicadas etc, etc.

    Depois, quando os criminosos tivessem limpo o sebo dos abolicionistas por razões compreensíveis, como gamar 2 euros, entrávamos nós e limpávamos o sebo aos criminosos.

    Ficava tudo limpo.

  • Baal

    Já repararam que várias vezes referi florzinhas.

    É que me lembro de uma frase de Hegel. Dizia ele que o estado não deve hesitar em esmagar uma inocente flor se esta estiver no seu caminho.

    Não diria tanto. Mas acho que pelo menos deve defender os cidadãos honestos.

  • Baal

    Decobri parte da data da ultima execução. Abril de 1846. É uma data alegre. Tenho de descobrir o dia exacto para festejar, com alegria, a morte do sacana.

    Talvez monte uma banca com pins de forquinhas para lançar uma campanha – enforquem os cabrões !

    Tenho várias propostas, nomeadamente criar bairros especiais onde viveriam os abolicionistas, cercados por muros. Depois soltávamos lá dentro todos os criminosos merecedores de pena de morte.

    Aí os abolicionistas tentariam convertê-los com as suas histórias da carochinha do amor ao próximo, vitiminhas da sociedade, serial killers que no fundo são florinhas delicadas etc, etc.

    Depois, quando os criminosos tivessem limpo o sebo dos abolicionistas por razões compreensíveis, como gamar 2 euros, entrávamos nós e limpávamos o sebo aos criminosos.

    Ficava tudo limpo.

  • Baal

    Já repararam que várias vezes referi florzinhas.

    É que me lembro de uma frase de Hegel. Dizia ele que o estado não deve hesitar em esmagar uma inocente flor se esta estiver no seu caminho.

    Não diria tanto. Mas acho que pelo menos deve defender os cidadãos honestos.

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