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  • 30 de Agosto, 2009
  • Por Carlos Esperança
  • Religiões

Crenças e crentes

Discordo da doutrina que atribui aos cidadãos a «culpa da não formação conveniente da personalidade». Com todo o horror que foi o nazismo, não consigo ver nos alemães os algozes da humanidade. Hoje, são dos mais coerentes anti-nazis e convictos europeístas.

Também os polacos, croatas, austríacos, e muitos outros, se deixaram entusiasmar por essa orgia de sangue e ódio de que só as doutrinas totalitárias são capazes. Quem deu a Hitler os atestados de baptismo que facilitaram a triagem dos judeus foram os clérigos cristãos. O nazismo e o fascismo foram de natureza secular mas sem os preconceitos anti-semitas dos cristãos a loucura nunca teria atingido tais dimensões e sido tão cruel.

O mais hediondo que precedeu a guerra de 39/45 aconteceu em Espanha, sob a égide de Franco, com a participação da Igreja católica, incluindo a figura sinistra de Escrivá, nazi, franquista e futuro santo.

O Opus Dei nasceu à sombra do franquismo, cresceu com o assassínio dos republicanos e santificou-se graças ao dinheiro com que salvou da bancarrota o Vaticano, após os desfalques do arcebispo Marcinkus no banco Ambrosiano para subsidiar o sindicato Solidariedade na Polónia.

O Opus Dei é a Al-Qaeda do catolicismo com outra forma de actuar. Não condenemos os cristãos pelos crimes que cometeram ou pelos do Papa. Os crentes apenas são vítimas da intoxicação da catequese.

É o que sucede com os judeus ortodoxos, convictos de que são o povo eleito, sionistas, tão intolerantes como os mullás ou o papa católico.
O Islão entrou em roda livre numa demência fascista que põe em risco a civilização e a paz. Não podemos incriminar os muçulmanos pela fanatização a que os sujeitam nas madraças e mesquitas mas devemos vigiar os pregadores do ódio e desmascarar o livro sinistro que os intoxica – o Corão.

As religiões, tal como outras associações, não podem andar à solta, a espalhar o ódio, a xenofobia, o racismo e a violência. Os livros ditos sagrados devem passar pelo crivo da civilização e ser desmascarados. É neles que reside a maldade e a violência de que dão testemunho as vítimas intoxicadas pelos parasitas de deus.

12 thoughts on “Crenças e crentes”
  • amiltonsilva200809

    Hoje eu tive uma idéia que pretendo pôr em prática o mais breve possível.
    Vou comprar uma camiseta e mandar escrever nela a seguinte frase, como um slogan publicitário: “Deus?!! Não acredito.”

  • amiltonsilva200809

    E colocar um símbolo ateu, claro.

  • Realista

    de novo o cliche do islam ameaçando a paz e civilização???? Ouço isto desde o 11/9 (o + perfeito teatro armado pelos EUA)

  • Realista

    quando se fala d enazismo… so se fala dos judeus como vitimas….
    1 vergonha!!!

    “os polacos, croatas, austríacos”

    nunca ouvi falar de 1 só polaco colaboracionista… ao contrário dos franceses(“grandes” patriotas,pelo visto…),croatas,austriacos,belgas….
    Pode até ter existido polaco colaboracionista…. mas nunca ouvi falar.
    Ah… alguns judeus colaboraram com o nazismo… e isso ninguem quer falar…. pelo visto…

    oh.. os judeus são as “eternas vitimas”….

  • Eduardo Russo

    Li ,certa feita , que as religiões causaram mais mortes do que muitas guerras de conquista territorial. Não sei se isto é verdadeiro, mas parece-me razoável. Todos seguidores de religiões creem que a sua é a unica e verdadeira e todas as demais são mitologias e por isso, devem ser combatidas e eliminadas. Não acredito que um dia as religiões deixarão de existir, mas o poder que os religiosos exercem na vida civil e politica deveria ser reduzido ao mínimo.
    PS Caro Realista, o que significa a interrogação após a frase ” de novo o cliche do islam ameaçando a paz e a civilização”. Todas as religiões trazem no seu bojo o amor ao próximo, desde que este seja um crente, e o odio ao que não crê. O islam não é diferente. É um veneno que entorpece o fiel fazendo-o crer superior aos demais. Os sempre citados Pavelic. Padre Tiso, Franco,, Pinochet e Hitler (todos bons católicos) cometeram muitos crimes contra a humanidade e todos eles acreditavam que os outros eram inferiores . De onde veio esta idéia ? Da religião. Concordas ? Obrigado

  • Realista

    nao estou dizendo ke islam é santo… mas vejo sensacionalismo em cima dele…

  • caiamnareal

    texto babaca e meloso

  • Nome

    “O Islão entrou em roda livre numa demência fascista que põe em risco a civilização e a paz”
    Inteiramente de acordo.
    Mas isto não fará pensar na famosa tese do “choque de civilizações” tão atacada neste blogue?
    Lembram-se duma senhora, Palmira-qualquer-coisa que em tempos vituperava aqui contra esta realidade todos os dias justificada?

  • sempapasnalingua

    O comentário anterior é meu, o sempapasnalingua.

  • Carpinteiro

    Sempapas:

    Estamos num confronto geracional. Penso ser evidente.

    1º Pela primeira vez na história, a política global é, simultaneamente, multipolar e multicivilizacional.

    2º O equilíbrio de poderes entre as civilizações está a mudar; a influência relativa do Ocidente está a decair, e as civilizações asiáticas estão a expandir o seu poderio económico, militar e político. O Islão está a explodir demograficamente com consequências desestabilizadoras para os países muçulmanos e seus vizinhos.

    3º Está a surgir uma nova ordem baseada na civilização. As que possuem afinidades cooperam mutuamente.

    4º As pretensões universalistas do Ocidente conduzem-no a crescentes conflitos com outras civilizações, como o Islão e a China. As guerras nas “linhas de fronteira”, principalmente entre muçulmanos e não muçulmanos, geram alianças com países “irmãos”.

  • sempapasnalingua

    “Estamos num confronto de civilizações. Penso ser evidente.”
    Claro, mas o único confronto que eu vejo, é entre o califado e o resto do mundo.
    Discordo do que tu dizes relativamente a outras fontes de conflito, de que não vejo quaisquer indícios.
    A China? Já foi tempo, quando este país e outros queriam exportar a revolução comunista. Isso é caso encerrado.
    Aparte a religião maometana enquanto ideologia política e prosélita, não vejo outro perigo que ameace a paz mundial e a nossa cultura, baseada em valores inegociáveis.
    Se me queres falar no jogo da competição económica globalizada, onde é que está o perigo?

  • sempapasnalingua

    “Estamos num confronto de civilizações. Penso ser evidente.”
    Claro, mas o único confronto que eu vejo, é entre o califado e o resto do mundo.
    Discordo do que tu dizes relativamente a outras fontes de conflito, de que não vejo quaisquer indícios.
    A China? Já foi tempo, quando este país e outros queriam exportar a revolução comunista. Isso é caso encerrado.
    Aparte a religião maometana enquanto ideologia política e prosélita, não vejo outro perigo que ameace a paz mundial e a nossa cultura, baseada em valores inegociáveis.
    Se me queres falar no jogo da competição económica globalizada, onde é que está o perigo?

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