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  • 26 de Agosto, 2009
  • Por Carlos Esperança
  • Islamismo

Mutilação genital feminina

Mutilação genital mata bebé de 3 meses

Não, não é só na Guiné. É também em Lisboa onde o respeito pelo multiculturalismo descura a vigilância da barbárie. Não nos iludamos, o mesmo deus que condena as mulheres ao pecado original é aquele déspota misógino, cruel e vingativo que se rebola de gozo a ver a mutilação genital feminina sabendo que o prazer sexual fica definitivamente interdito.

Há nesta ignóbil tradição uma mistura de fascismo islâmico e tribalismo africano que a religião patriarcal perpetua e os hábitos tribais exigem.

A criança de três meses que morreu foi vítima de uma tradição e assassinada por uma crença, tendo como carrascos os devotos de uma religião que persegue a liberdade e mata o prazer em nome de um deus que há muito devia estar sob vigilância policial e a alçada do código penal.

Os templos que se erguem são a homenagem subserviente a crenças que um módico de racionalidade e algumas noções de cultura deviam erradicar. Servem aos clérigos para perpetuarem aí os costumes tribais, discriminarem as mulheres e incitarem ao ódio.

Eu sei, todos sabemos que há uma multidão de parasitas que vive à custa destes deuses, que há centenas de imbecis que os promovem e milhões que são obrigados a jejuns e orações, que são intoxicados pelo Corão, a Tora e a Bíblia, que odeiam jacobinos, não urinam virados para Meca, distinguem a água benta da outra ou julgam que deus lhes outorgou as fronteiras das terras que reclamam.

Uma religião não pode estar acima de uma associação e os seus corpos gerentes devem responder pelos crimes que cometem. A vida de uma só criança vale mais do que a de todos os deuses.

Esta vergonhosa violação dos direitos da criança e dos direitos humanos, para além da repugnância que causa, tem consequências graves, físicas e psicológicas, que um país civilizado não pode consentir sob pena de ser cúmplice.

Nota: Este post foi alterado no primeiro parágrafo.

13 thoughts on “Mutilação genital feminina”
  • joca

    Segundo o “link” o caso passou-se em Bissau.

  • Carpinteiro

    «…os seus corpos gerentes devem responder…»

    Essa é a minha opinião. Se a acomodação política não permite aos nossos governantes o dever e obrigação de punir quem promove tão abjectas práticas, deve ser toda a sociedade a mobilizar-se sob pena de sermos acusados de cobardia.
    Nunca vi a Igreja Católica tomar uma posição oficial sobre o assunto pese embora as mulheres que abortam lhes mereçam livros inteiros de retórica.
    Confesso que começa a preocupar-me o que se está a passar um pouco por toda a Europa relativamente a este problema.
    Este é um flagelo que assola particularmente a vizinha Espanha.

  • Carpinteiro

    Quando eles vieram
    buscar os comunistas
    eu não disse nada
    não era comunista

    Quando eles vieram
    buscar os sindicalistas
    eu não disse nada
    não era sindicalista

    Quando eles vieram
    buscar os judeus
    eu não disse nada
    não era judeu

    Quando eles vieram
    buscar os católicos
    eu não disse nada
    não era católico

    Depois vieram buscar-me a mim
    e já não restava ninguém para protestar

    Poema escrito em Dachau
    atribuido ao pastor Martin Niemöller

  • Carlos Marques

    É mesmo muito triste ver-se estas situações sobre a barba de um país que nada faz, e que de laico ainda pouco tem… é pena que as pessoas se recusem a pensar por si próprias, deixando o pensamento a pessoas alheias, que lhes vendem ideias absurdas como a mutilação genital, porque um suposto deus assim o entende… e é engraçado como ainda o Mozilla e o seu corrector ortográfico ainda assinalam a palavra “deus” com letra pequena, como sendo mal escrito… é nojento o que se faz a estas pobres e inocentes crianças!!!

  • Carlos Esperança

    Fiquei com a convicção de ter sido em Lisboa onde, aliás, têm acontecido vários casos desses.

    Obrigado.

  • Albrecht

    promovamos a solução final em cima destes mutiladores

  • Anti-papista

    Caro Carpinteiro:

    O poema que cita do pastor Niemöller está falsificado. Na sua versão aparecem católicos no meio, mas os nazis nunca foram buscar os católicos então chefiados pelo papa de Hitler com quem o regime alemão assinou uma Concordata.

    A verdadeira frase reza assim:

    “Quando os nazis levaram os comunistas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era comunista. Quando eles prenderam os sociais-democratas, eu calei-me, porque, afinal, eu não era social-democrata. Quando eles levaram os sindicalistas, eu não protestei, porque, afinal, eu não era sindicalista. Quando levaram os judeus, eu não protestei, porque, afinal, eu não era judeu. Quando eles me levaram, não havia mais quem protestasse”

  • Realista

    A igreja e Hitler tinha acordo… ah.. existia capelania na Wehrmacht e SS. Até vi foto de 1 missa na SS Wallonie de Degrelle.

  • Carpinteiro

    Anti-papista.

    Obrigado pela correcção. Só agora me apercebi, a versão que coloquei deve ter sido lavada por algum bom cristão.

  • 1atento

    Notícia Sol, 21 FEV 08:
    Dois dirigentes da comunidade muçulmana da Guiné-Bissau insurgiram-se contra o projecto do parlamento de abolir no país a prática de mutilação genital feminina, considerando tal pretensão uma «afronta ao Islão»

    Vejam a notícia e, se tiverem coragem, um vídeo da prática, NESTE LINK

  • Carpinteiro

    Insisto no que já escrevi. Se os senhores bispos fazem questão de tornar públicas as suas posições sobre o aborto ou as uniões de facto, e afirmam ser sua obrigação pronunciarem-se quando os factos assim o exijam, deveríamos exigir uma tomada de posição da Igreja relativamente a este assunto. A Igreja não pode ser conivente com a barbaridade através do silêncio. Os cristãos e a sociedade em geral têm direito a saber o que pensa sobre este assunto uma organização que diz representar 75% da população portuguesa.

  • JoseMoreira

    Carpinteiro:
    “…uma tomada de posição da Igreja relativamente a este assunto…”
    Quem tem telhados de vidro não deve atirar pedras. Além disso, seria um poudo a história do roto r do nu. Normalmente, as igrejas nunca se censuram entre si, porque, para além das eventuais divergências de pormenor, reina o corporativismo.

  • JoseMoreira

    Carpinteiro:
    “…uma tomada de posição da Igreja relativamente a este assunto…”
    Quem tem telhados de vidro não deve atirar pedras. Além disso, seria um pouco a história do roto e do nu. Normalmente, as igrejas nunca se censuram entre si, porque, para além das eventuais divergências de pormenor, reina o corporativismo.

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