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Comunicado da AAP – Capelanias

COMUNICADO

(Capelanias)

Qualquer doente, recluso ou militar tem o direito de acesso aos ministros do culto da sua religião, um direito do qual ninguém deve ser privado. No entanto, a prestação de serviços religiosos não é da competência do Estado. Por isso, se por um lado a Associação Ateísta Portuguesa (AAP) reconhece a todos os crentes o direito à assistência espiritual, por outro repudia o recurso ao erário para financiar este serviço. A remuneração dos sacerdotes que visitem doentes, reclusos ou elementos das forças de segurança deve ficar a cargo das organizações religiosas e dos seus fiéis. A liberdade religiosa deve reconhecer a todos tanto o direito à sua religião como o direito de não pagar dos seus impostos a religião dos outros.

O acordo da passada segunda-feira entre o Estado e a Igreja Católica, ao contemplar a contratação de sacerdotes como prestadores de serviços ao Estado, é contrário ao espírito da liberdade religiosa. Não apenas por usar o erário que é de todos, crentes e não crentes, para pagar a alguns representantes de algumas religiões, mas também por obrigar o Estado a contratar cidadãos discriminando-os pela sua religião, discriminação esta que a própria Constituição proíbe.

E é uma medida desnecessária. Para respeitar a liberdade religiosa de reclusos, pacientes internados ou militares basta que o Estado permita visitas regulares por parte de qualquer sacerdote religioso a pedido dos interessados. Desta forma ninguém fica privado de acesso aos ministros do seu culto religioso, sem o constrangimento de ter de recusar serviços que não solicitou, em situação particularmente debilitada, no caso de reclusos e doentes.

Porque a remuneração pública de sacerdotes não é um requisito da liberdade religiosa, e porque é contrário a esta liberdade obrigar cada contribuinte a financiar religiões nas quais não crê e obrigar o Estado a contratar serviços discriminando os candidatos de acordo com a sua religião, a AAP (opõe-se a) repudia qualquer acordo que comprometa o dinheiro dos contribuintes (ao) para financiamento de práticas religiosas.

Separar a cidadania da fé é um dever cívico, tal como separar o Estado da religião é uma obrigação constitucional, esta, na opinião da AAP, grosseiramente violada na decisão do Conselho de Ministros.

Assim, a AAP denuncia mais este atropelo à laicidade e ao pluralismo e a escalada beata que confere à Igreja católica privilégios incompatíveis com um país democrático.

a) Associação Ateísta Portuguesa – Odivelas, 31 de Julho de 2009

7 thoughts on “Comunicado da AAP – Capelanias”
  • Carpinteiro

    Quer então dizer que o meu rico dinheirinho que tanto me custa a ganhar, vai parar aos bolsos de uns charlatães que vendem rezas e benzeduras a recibo verde?!

  • Carlos Esperança

    De facto. Mas o pior é um doente fragilizado dizer ao padre que é alérgico à água benta.

  • Carpinteiro

    Pelo andar da carruagem, não demoramos a ter capelinhas nas escolas públicas onde as criancinhas (pessoal docente e auxiliares da acção educativa) rezarão para que o menino jesus ilumine o Presidente nos destinos da nação.
    Isto está a ficar bonito, está está…

  • Carpinteiro

    O governo não conseguiu introduzir os medicamentos genéricos na sua totalidade, o que faria poupar uns bons milhares de euros a cidadãos cuja reforma não chega para pagar a conta da farmácia, mas conseguiu (ou foi pressionado) a introduzir “benzedeiros” no sistema nacional de saúde, para vergonha de quem faz um trabalho sério e responsável em prol da ciência e da saúde neste país.

    Os tentáculos desta Igreja chegam a todo o lado. Se antes foi na educação agora é na saúde. Vivemos numa autêntica Teocracia. Escandalosamente, e à vista de todos, exigem do poder político e de uma população com mais de 10% de desempregados que vive no limiar da pobreza, que lhes paguem o proselitismo. Como se a Igreja Católica não fosse escandalosamente rica para poder custear a sua propaganda religiosa. O Clero tem uma total falta de respeito e interesse pelos mais desfavorecidos, demonstrando que o seu primeiro objectivo é o lucro, mesmo que para tal se penalize uma população em gravíssimas dificuldades.

    O dinheiro, é a verdadeira “preocupação social” da Igreja

  • 1atento

    Se eu fosse médico recusava-me a trabalhar em hospital onde houvesse capelão; ficava-se na dúvida se as melhoras do doente se diviam ao meu trabalho ou ao dele.

  • HH

    Ridículo!!!!!!!!!!!!!!!!

    Um grupelho de indivíduos com problemas de sociabilidade e de integração social, a rabiscar um pasquinzeco, um daqueles “folhetos de escárnios e maldizer” típicos das aldeias, a dizer que distribui Comunicados!!!.

    Independentemente do teor do seu conteúdo (que é anedótico, muito pitoresco e cómico, embora fosse elaborado com um dose excessiva de raiva, ódio, rancor e muita cólera, mas resultou apenas), torna-se algo de inédito e hilariante, ver uma equipa (de meia dúzia) de jogadores de sueca a distribuir comunicados, como se tivessem algum valor, alguma expressão, algum interesse.

    È evidente que todas as pessoas fazer comunicados, como este. O que é ridículo é que eles achem que alguém lhe dá troco.
    Se me lembrar, amanhã posso fazer dois ou três e distribui-los por e-mail.
    Logo que esteja de férias, vai ser o meu divertimento!

    Mostra que os ateus são indecentemente mal-educados, provocadores e passam a vida a injuriar pessoas que nem conhecem; que apenas fazem juízos de valor sobre assuntos que não dominam, mostrando-se perfeitos analfabetos; que se trata de pessoas com tendências criminosa e pró nazis… etc.

    Comunicados

  • HH

    Ridículo!!!!!!!!!!!!!!!!

    Um grupelho de indivíduos com problemas de sociabilidade e de integração social, a rabiscar um pasquinzeco, um daqueles “folhetos de escárnios e maldizer” típicos das aldeias, a dizer que distribui Comunicados!!!.

    Independentemente do teor do seu conteúdo (que é anedótico, muito pitoresco e cómico, embora fosse elaborado com um dose excessiva de raiva, ódio, rancor e muita cólera, mas resultou apenas), torna-se algo de inédito e hilariante, ver uma equipa (de meia dúzia) de jogadores de sueca a distribuir comunicados, como se tivessem algum valor, alguma expressão, algum interesse.

    È evidente que todas as pessoas fazer comunicados, como este. O que é ridículo é que eles achem que alguém lhe dá troco.
    Se me lembrar, amanhã posso fazer dois ou três e distribui-los por e-mail.
    Logo que esteja de férias, vai ser o meu divertimento!

    Mostra que os ateus são indecentemente mal-educados, provocadores e passam a vida a injuriar pessoas que nem conhecem; que apenas fazem juízos de valor sobre assuntos que não dominam, mostrando-se perfeitos analfabetos; que se trata de pessoas com tendências criminosa e pró nazis… etc.

    Comunicados

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