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  • 30 de Julho, 2009
  • Por Carlos Esperança
  • Laicidade

A laicidade em perigo

Declaração de interesses: sou laico, republicano e cidadão particular.

Mas mesmo um leigo não deixará eventualmente de se chocar com o título de um jornal de ontem: “Estado vai contratar padres a recibos verdes”. Mesmo que não se benza, nem bata com a mão no peito, o cidadão não deixará de se impressionar que a assistência religiosa, para quem a queira, passe ao regime de prestação de serviços. Por este andar, o Estado poderá entender que a confissão dos pecados seja remetida para um ‘call center’, a penitência convertida em multa, os sacramentos ministrados em ‘outsourcing’, a salvação das almas alcançada através do ‘leasing’ e a vida eterna conquistada através do contrato de Aluguer de Longa Duração.

Ler mais …. (:::)

joaopaulo.guerra@economico.pt

11 thoughts on “A laicidade em perigo”
  • Rasputine Saloio

    E como vai ser feito o pagamento?
    É por uma avença mensal fixa ou a xis por cada crente assistido?

  • Carlos Esperança

    É à peça. V/ meu post.

  • 1atento

    E se, do serviço, não resultar os efeitos desejados há direito a reposição do valor?
    E se resultar, temporáriamente, qual é o período de garantia?
    Será que essas situações estão previstas no regulamento?

  • Carpinteiro

    A assistência religiosa em hospitais é englobada no grupo dos genéricos ou dos medicamentos de marca?
    Está sujeita a receita divina?
    É possível regatear preço?
    Missas à dúzia, sai mais barato?
    As excomunhões estão sujeitas ao regime de cotas?

    Uma vergonha! – é o que se me oferece dizer.

  • Carpinteiro

    Um estudo levado a cabo em vários hospitais dos E.U. provou rotundamente, que a oração não contribui nada, mas mesmo nada, para a melhoria dos doentes. Por cá os usurpadores legalizam a superstição e a crendice.

    O lobby religioso traz o estado com rédea curta, de uma forma musculada, mostra ao poder político, que não está para facilidades.

  • Carpinteiro

    Dizia ontem Marinho Peres no programa, 5 para a meia noite; que era necessário refazer a 1º república. Não posso estar mais de acordo.

  • Carpinteiro

    Já repararam; o governo conseguiu legislar mais rapidamente sobre a crendice e superstição os hospitais do que sobre os genéricos para os doentes. – Isto não vos diz nada?

  • Carpinteiro

    A assistência religiosa em hospitais é englobada no grupo dos genéricos ou dos medicamentos de marca?
    Está sujeita a receita?
    É possível regatear preço?
    Missas à dúzia, sai mais barato?
    As excomunhões estão sujeitas ao regime de cotas?

    Uma vergonha! – é o que se me oferece dizer.

  • Carpinteiro

    Um estudo levado a cabo em vários hospitais dos E.U. provou rotundamente, que a oração não contribui nada, mas mesmo nada, para a melhoria dos doentes. Por cá os usurpadores legalizam a superstição e a crendice.

    O lobby religioso traz o estado com rédea-curta, de uma forma musculada, mostra ao poder político, que não está para facilidades.

  • Carpinteiro

    Dizia ontem Marinho Peres no programa, 5 para a meia noite; que era necessário refazer a 1º república. Não posso estar mais de acordo.

  • Carpinteiro

    Já repararam; o governo conseguiu legislar mais rapidamente sobre a crendice e superstição para os hospitais, do que sobre os genéricos para os doentes. – Isto não vos diz nada?

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