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  • 1 de Fevereiro, 2009
  • Por Carlos Esperança
  • Laicidade

Se for verdadeira esta notícia sobre o projecto de lei acerca da assistência religiosa nas Forças Armadas, trata-se de um injustificável atentado à separação entre o Estado e as igrejas.

Um Estado laico que seja respeitador da liberdade religiosa, como é o nosso, pode e deve facultar e facilitar aos interessados e às igrejas a assistência religiosa nas instituições públicas (desde os hospitais às forças armadas); mas não lhe cabe assumir missões religiosas, não podendo oficializar aquela assistência, que deve ser exclusiva responsabilidade e encargo das igrejas.

A nomeação oficial dos “capelães”, a sua graduação em oficiais, a sua remuneração pelo Estado, como se fossem servidores públicos –, nada disso é congruente com os requisitos da laicidade.

Vital Moreira in Causa Nossa

5 thoughts on “”
  • MF1

    “Um Estado laico que seja respeitador da liberdade religiosa, como é o nosso”

    Não, o nosso não é um estado laico.
    Pode não ter uma religião oficial institucionalizada, e pode até ter uma constituição aberta e liberal em questões religiosas, mas existe de facto uma religião quase oficial (catolicismo), que mete o nariz em questões de estado e é favorecida em relação ás outras crenças, já para não falar da concordata…

  • Carpinteiro

    Temos que pagar os vencimentos dos professores de Religião e Moral para venderem a “Banha da Cobra” da Igreja, porém por questões economicistas põem-se professores no desemprego e não abrem vagas para dar apoio a crianças com necessidades, nas escolas.

  • MF1

    Exactamente.

  • MF1

    Exactamente.

  • MF1

    Exactamente.

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