Somália – Adultério e lapidação
Segundo informação da agência Reuters, os islamitas da Somália lapidaram uma mulher acusada de adultério. As testemunhas que assistiram à execução afirmaram tratar-se da primeira execução pública depois de vários anos.
A execução na praça pública foi presenciada por centenas de pessoas enquanto Maomé, algures no Paraíso, se rebolava de gozo e os guardas abriram fogo, quando um familiar corria para a vítima, e abateram um menino.
Por mais respeito que a fé possa merecer e por muito apreço que o multiculturalismo suscite, não pode haver na cultura europeia e na herança recebida do Iluminismo o menor respeito ou a mais leve consideração por tão boçal manifestação de barbárie.
Que teria sucedido à Europa se tivesse parado no tempo das Cruzadas a recordar Urbano II ou se, há um século e meio, Garibaldi não tivesse reduzido Pio IX à insignificância, à criação de dogmas e excomunhões?
A tradição é o mais obsceno argumento que a inteligência pode aceitar e o humanismo, de que nos reclamamos, pode aceitar. Na Índia, de vez em quando, ainda surge a família de um defunto a empurrar a viúva para a pira funerária mas a justiça já consegue parar os trogloditas que ousam assar viva uma pobre mulher.
A Europa, pregando o respeito pelas tradições e violando a soberania dos países, como sucedeu no Iraque, perde a força moral para se opor ao fundamentalismo religioso que grassa no seu próprio espaço.
Há dias, o Director da BBC proibiu qualquer conteúdo irónico sobre muçulmanos e deu um exemplo intolerável de censura e cobardia.
O medo e a pusilanimidade são o húmus onde florescem a intolerância e a fé.
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