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  • 23 de Outubro, 2008
  • Por Carlos Esperança
  • AAP

Provavelmente, Deus não existe

 

Autocarros de Londres “transportarão” por Westminster, a partir de Janeiro, para além de passageiros, a mensagem:

 

Provavelmente, Deus não existe”.

A campanha é promovida pela British Humanist Association (BHA) e tem o apoio do académico britânico Richard Dawkins, autor, entre outros, do livro “A desilusão de Deus” (The God delusion), publicado entre nós pela chancela Casa das Letras.

Esta campanha sendo uma reacção a campanhas publicitárias, desenvolvidas em transportes públicos, por religiões, garantindo que os não-cristãos irão passar “toda a eternidade em tormentos no inferno” ardendo num “lago de fogo”, tem por objectivo, antes do mais, “promover o ateísmo no Reino Unido, encorajar mais ateístas a assumirem publicamente a sua posição e de passar uma mensagem positiva a todos que a lerem”.

Para financiar esta campanha a BHA planeou uma recolha pública de contribuições que foi lançada no passado dia 21 de Outubro, tendo como objectivo de recolher £5.500. (€ 7.085)

O Professor Dawkins tinha por sua vez garantido uma contribuição de idêntico valor ao total recolhido para esse efeito, tendo como limite o valor do objectivo.

O valor orçamentado permitirá ter dois conjuntos de 30 autocarros, veiculando, por duas semanas, a mensagem:

“There’s probably no God. Now stop worrying and enjoy your life.”

(Numa tradução livre:“Provavelmente Deus não existe. Pare de se preocupar e goze a sua vida.”)

A campanha é já um sucesso, tendo nessa mesma manhã (10:06) atingido o seu objectivo. Atingindo no momento em que concluo este post £ 75.622,49 (€ 97.415)

Como os fundos recolhidos excedem o inicialmente orçamentado, a campanha irá incluir também a colocação de posters dentro dos autocarros.

A BHA está ainda a considerar estender a campanha a outras cidades incluindo Birmingham e Manchester, na Inglaterra, e Edimburgo, na Escócia.

A propósito Richard Dawkins declarou:

“A religião está acostumada a usufruir de benefícios tributários, respeito não merecido, o direito de não ser ofendida e o direito de fazer lavagem cerebral nas crianças.

Mesmo nos autocarros, ninguém pensa duas vezes quando vê um anúncio religioso. Esta campanha fará com que as pessoas pensem – e pensar é um anátema perante a religião”.

Por sua vez, Hanne Stinson, presidente da BHA, afirmou:

“Vemos tantos anúncios divulgando a salvação através de Jesus ou ameaçando com a condenação eterna, que eu tenho a certeza que uma campanha como esta será vista como um sopro de ar fresco”,

“Se esta campanha abrir sorrisos além de as fazer pensar, tanto melhor”.

Se quiser contribuir para esta campanha pode fazê-lo em: http://www.justgiving.com/atheistbus

14 thoughts on “Provavelmente, Deus não existe”
  • Atheos

    Só falta boicotar o hino (god save the queen) e o lema nacional (dieu est mon droit)

  • Atheos

    Só falta boicotar o hino (god save the queen) e o lema nacional (dieu est mon droit)

  • Amilton Silva

    Taí uma idéia que deveria ser copiada por outras associações ateístas.Afinal, se as religiões podem fazer anúncios….

  • Amilton Silva

    Taí uma idéia que deveria ser copiada por outras associações ateístas.Afinal, se as religiões podem fazer anúncios….

  • Amilton Silva

    Só acho que deviam retirar o “provavelmente”.

  • Amilton Silva

    Só acho que deviam retirar o “provavelmente”.

  • Jose Moreira

    Amilton:
    acho que o “provavelmente” é para obrigar a pensar. A ter dúvida. Quem tem certezas não pensa.
    Os religiosos têm certezas…

  • Jose Moreira

    Amilton:
    acho que o “provavelmente” é para obrigar a pensar. A ter dúvida. Quem tem certezas não pensa.
    Os religiosos têm certezas…

  • kavkaz

    Estou de acordo que o “provavelmente” tem o objectivo de tentar deixar os crentes, os que ainda conseguem, interrogarem-se sobre a existência do famoso, herói dos heróis, o máximo dos máximos, o invisível e inexistente “Deus”.

    Quanto à dúvida que a frase deixa no ar com o “provavelmente” exista ou não “Deus” ela não deve existir nos ateus, pois o “Criador” é obra da imaginação dos crentes que querem “à força” encontrar uma resposta para a personificação da realidade do Universo. E como não sabem… inventam “Deus” e ficam todos contentes com a “descoberta” criativa e falsa!

  • kavkaz

    Estou de acordo que o “provavelmente” tem o objectivo de tentar deixar os crentes, os que ainda conseguem, interrogarem-se sobre a existência do famoso, herói dos heróis, o máximo dos máximos, o invisível e inexistente “Deus”.

    Quanto à dúvida que a frase deixa no ar com o “provavelmente” exista ou não “Deus” ela não deve existir nos ateus, pois o “Criador” é obra da imaginação dos crentes que querem “à força” encontrar uma resposta para a personificação da realidade do Universo. E como não sabem… inventam “Deus” e ficam todos contentes com a “descoberta” criativa e falsa!

  • Gabriel Rosa

    Já agora, vale a pena lembrar uma outra campanha de angariação de donativos promovida pela BHS, neste caso contra as escolas confessionais no RU. O site onde é possível deixar o donativo é: http://www.justgiving.com/faithschools. Uma das 1.as doadoras escreveu na caixa de comentários “Parents want good schools, not god schools.” (Numa tradução livre: “Os pais querem escolas boas, não escolas beatas.”).

  • Gabriel Rosa

    Já agora, vale a pena lembrar uma outra campanha de angariação de donativos promovida pela BHS, neste caso contra as escolas confessionais no RU. O site onde é possível deixar o donativo é: http://www.justgiving.com/faithschools. Uma das 1.as doadoras escreveu na caixa de comentários “Parents want good schools, not god schools.” (Numa tradução livre: “Os pais querem escolas boas, não escolas beatas.”).

  • Gabriel Rosa

    Já agora, vale a pena lembrar uma outra campanha de angariação de donativos promovida pela BHA, neste caso contra as escolas confessionais no RU. O site onde é possível deixar o donativo é: http://www.justgiving.com/faithschools. Uma das 1.as doadoras escreveu na caixa de comentários “Parents want good schools, not god schools.” (Numa tradução livre: “Os pais querem escolas boas, não escolas beatas.”).

  • Gabriel Rosa

    Já agora, vale a pena lembrar uma outra campanha de angariação de donativos promovida pela BHA, neste caso contra as escolas confessionais no RU. O site onde é possível deixar o donativo é: http://www.justgiving.com/faithschools. Uma das 1.as doadoras escreveu na caixa de comentários “Parents want good schools, not god schools.” (Numa tradução livre: “Os pais querem escolas boas, não escolas beatas.”).

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