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  • 23 de Outubro, 2008
  • Por Ricardo Alves
  • Laicidade

O sermão é uma arma

Quem se arroga a faculdade de enviar ingénuos para o «inferno» ou para o «paraíso» também, facilmente, se auto-atribui o direito de os induzir a votar num candidato ou noutro.
A eleição presidencial nos EUA não escapa a esta regra. Os relatos não param de chegar: ou é um bispo católico que escreve aos seus diocesanos aconselhando a votar contra o «abortista» Obama, ou uma igreja cristã que afixa um cartaz terrorista aconselhando o voto nos conservadores, ou ainda um pastor protestante que apela ao voto em McCain. Os exemplos abundam, até porque existe quem defenda activamente que as igrejas devem fazer política.
Deveria ser óbvio que a liberdade de expressão não inclui a prerrogativa de abusar do poder que se detém («espiritual» ou não), para influenciar a votar num ou outro sentido. A Associação República e Laicidade explicou isto mesmo há uns anos, e foi violentamente criticada. Mas estes sacerdotes eleiçoeiros, com tanto desespero em apelar ao voto em vez de confiarem em «Deus» para a vitória dos seus valores, parecem mais ateus do que eu…

[Diário Ateísta/Esquerda Republicana]
21 thoughts on “O sermão é uma arma”
  • Atheos

    Sejamos realistas!! a própria estrutura político-social dos EUA dá espaço aos loucos da fé. Utah(Mormonland) é 1 teocracia dentro dos EUA….

  • Atheos

    Sejamos realistas!! a própria estrutura político-social dos EUA dá espaço aos loucos da fé. Utah(Mormonland) é 1 teocracia dentro dos EUA….

  • Atheos

    Sejamos realistas!! a própria estrutura político-social dos EUA dá espaço aos loucos da fé. Utah(Mormonland) é 1 teocracia dentro dos EUA….

  • Ricardo Silva

    Cá em Portugal acontece o mesmo…não se iludam. Pode nao haver cartazes e afins, mas muitos padres durante as missas tentam “orientar” os seus seguidores no “caminho certo”.

  • Ricardo Silva

    Cá em Portugal acontece o mesmo…não se iludam. Pode nao haver cartazes e afins, mas muitos padres durante as missas tentam “orientar” os seus seguidores no “caminho certo”.

  • Ricardo Silva

    Cá em Portugal acontece o mesmo…não se iludam. Pode nao haver cartazes e afins, mas muitos padres durante as missas tentam “orientar” os seus seguidores no “caminho certo”.

  • kavkaz

    As pessoas devem votar conforme a sua própria consciência lhes manda, não como os outros querem ou “aconselham”.

    As pessoas devem defender os seus próprios interesses e votar no candidato que lhe merecer mais confiança e que lhes parecem ter mais capacidades de administração e realização.

    Ir votar no candidato que os padres ou outras pessoas dizem ou falam é pouco inteligente, pois a vida de cada um deve ser conduzida e administrada pelos próprios. Assim, o candidato melhor para uns padres ou outros (nem todos dizem a mesma coisa) poderá não ser o melhor candidato para a própria pessoa que vai votar!

  • kavkaz

    As pessoas devem votar conforme a sua própria consciência lhes manda, não como os outros querem ou “aconselham”.

    As pessoas devem defender os seus próprios interesses e votar no candidato que lhe merecer mais confiança e que lhes parecem ter mais capacidades de administração e realização.

    Ir votar no candidato que os padres ou outras pessoas dizem ou falam é pouco inteligente, pois a vida de cada um deve ser conduzida e administrada pelos próprios. Assim, o candidato melhor para uns padres ou outros (nem todos dizem a mesma coisa) poderá não ser o melhor candidato para a própria pessoa que vai votar!

  • kavkaz

    As pessoas devem votar conforme a sua própria consciência lhes manda, não como os outros querem ou “aconselham”.

    As pessoas devem defender os seus próprios interesses e votar no candidato que lhe merecer mais confiança e que lhes parecem ter mais capacidades de administração e realização.

    Ir votar no candidato que os padres ou outras pessoas dizem ou falam é pouco inteligente, pois a vida de cada um deve ser conduzida e administrada pelos próprios. Assim, o candidato melhor para uns padres ou outros (nem todos dizem a mesma coisa) poderá não ser o melhor candidato para a própria pessoa que vai votar!

  • kavkaz

    As pessoas devem votar conforme a sua própria consciência lhes manda, não como os outros querem ou “aconselham”.

    As pessoas devem defender os seus próprios interesses e votar no candidato que lhe merecer mais confiança e que lhes parecem ter mais capacidades de administração e realização.

    Ir votar no candidato que os padres ou outras pessoas dizem ou falam é pouco inteligente, pois a vida de cada um deve ser conduzida e administrada pelos próprios. Assim, o candidato melhor para uns padres ou outros (nem todos dizem a mesma coisa) poderá não ser o melhor candidato para a própria pessoa que vai votar!

  • centauro

    Realistas, pois!
    A América, que no dizer de Eduardo Galeano, é uma ditadura de partido único a duas vozes, apresenta dois candidatos a senhores do mundo: um é “mau”, o outro é “muito mau”. Alguém por acaso se lembra de Clinton? Eu lembro: assinou uma lei que permite a distribuição de fundos federais a organizações de caridade «que têm por base a fé»; alargou o número de crimes federais puníveis com a pena de morte para um total de 60; assinou uma lei tornando ilegais os casamentos homossexuais; num curto espaço de tempo conseguiu retirar pensões de sobrevivência a 10 milhões de pessoas – quer dizer, 10 milhões de um total de 14 milhões de pensionistas; introduziu um plano destinado a proibir qualquer tipo de apoio a pais e mães adolescentes, se abandonassem a escola ou saíssem de casa dos pais; rejeitou todos os esforços para abrandar o ritmo das execuções, mesmo após ter sido revelado que existem dezenas de pessoas inocentes condenadas à morte; apoiou leis que condenam pessoas a prisão perpétua após cometerem 3 crimes – mesmo que sejam roubar artigos em lojas ou não pagar a piza; quando saiu do governo havia mais pessoas sem seguro de saúde do que quando tomou posse; assinou ordens proibindo qualquer tipo de cuidados médicos gratuitos a pessoas pobres que estejam nos E.U. de forma ilegal; apoiou a proibição do aborto em fases adiantadas de gravidez; recusou-se a assinar um tratado internacional de proibição das minas antipessoal, assinada no seu tempo por 137 países, mas não pelo Iraque, Líbia, Coreia do Norte ou Estados Unidos; boicotou o Protocolo de Quioto; tornou-se o primeiro presidente desde Nixon, a não obrigar os fabricantes de automóveis a diminuir o consumo médio dos automóveis – o que pouparia milhões de barris de petróleo por dia*. As malfeitorias ainda não acabaram e, se as fosse enumerar todas, creio que uma semana a escrevinhar não me chegaria. E os bombardeamentos e a consequente morte de civis inocentes, a países como o Iraque, o Yemen e outros? E tudo por causa de ter a braguilha aberta quando Mónica L tropeçou na carpete da sala oval, escorregou e, de boca aberta, caiu sobre ele.
    Pois, sejamos realistas!
    Não há candidatos “bons” a concorrerem à presidência dos EUA.

    *In:”Brancos estúpidos e outras desculpas esfarrapadas para o estado da nação” de Michael Moore, edição da Temas e Debates, pags 233, 234 e 235 – porque muito faltou dizer.

  • centauro

    Realistas, pois!
    A América, que no dizer de Eduardo Galeano, é uma ditadura de partido único a duas vozes, apresenta dois candidatos a senhores do mundo: um é “mau”, o outro é “muito mau”. Alguém por acaso se lembra de Clinton? Eu lembro: assinou uma lei que permite a distribuição de fundos federais a organizações de caridade «que têm por base a fé»; alargou o número de crimes federais puníveis com a pena de morte para um total de 60; assinou uma lei tornando ilegais os casamentos homossexuais; num curto espaço de tempo conseguiu retirar pensões de sobrevivência a 10 milhões de pessoas – quer dizer, 10 milhões de um total de 14 milhões de pensionistas; introduziu um plano destinado a proibir qualquer tipo de apoio a pais e mães adolescentes, se abandonassem a escola ou saíssem de casa dos pais; rejeitou todos os esforços para abrandar o ritmo das execuções, mesmo após ter sido revelado que existem dezenas de pessoas inocentes condenadas à morte; apoiou leis que condenam pessoas a prisão perpétua após cometerem 3 crimes – mesmo que sejam roubar artigos em lojas ou não pagar a piza; quando saiu do governo havia mais pessoas sem seguro de saúde do que quando tomou posse; assinou ordens proibindo qualquer tipo de cuidados médicos gratuitos a pessoas pobres que estejam nos E.U. de forma ilegal; apoiou a proibição do aborto em fases adiantadas de gravidez; recusou-se a assinar um tratado internacional de proibição das minas antipessoal, assinada no seu tempo por 137 países, mas não pelo Iraque, Líbia, Coreia do Norte ou Estados Unidos; boicotou o Protocolo de Quioto; tornou-se o primeiro presidente desde Nixon, a não obrigar os fabricantes de automóveis a diminuir o consumo médio dos automóveis – o que pouparia milhões de barris de petróleo por dia*. As malfeitorias ainda não acabaram e, se as fosse enumerar todas, creio que uma semana a escrevinhar não me chegaria. E os bombardeamentos e a consequente morte de civis inocentes, a países como o Iraque, o Yemen e outros? E tudo por causa de ter a braguilha aberta quando Mónica L tropeçou na carpete da sala oval, escorregou e, de boca aberta, caiu sobre ele.
    Pois, sejamos realistas!
    Não há candidatos “bons” a concorrerem à presidência dos EUA.

    *In:”Brancos estúpidos e outras desculpas esfarrapadas para o estado da nação” de Michael Moore, edição da Temas e Debates, pags 233, 234 e 235 – porque muito faltou dizer.

  • centauro

    Realistas, pois!
    A América, que no dizer de Eduardo Galeano, é uma ditadura de partido único a duas vozes, apresenta dois candidatos a senhores do mundo: um é “mau”, o outro é “muito mau”. Alguém por acaso se lembra de Clinton? Eu lembro: assinou uma lei que permite a distribuição de fundos federais a organizações de caridade «que têm por base a fé»; alargou o número de crimes federais puníveis com a pena de morte para um total de 60; assinou uma lei tornando ilegais os casamentos homossexuais; num curto espaço de tempo conseguiu retirar pensões de sobrevivência a 10 milhões de pessoas – quer dizer, 10 milhões de um total de 14 milhões de pensionistas; introduziu um plano destinado a proibir qualquer tipo de apoio a pais e mães adolescentes, se abandonassem a escola ou saíssem de casa dos pais; rejeitou todos os esforços para abrandar o ritmo das execuções, mesmo após ter sido revelado que existem dezenas de pessoas inocentes condenadas à morte; apoiou leis que condenam pessoas a prisão perpétua após cometerem 3 crimes – mesmo que sejam roubar artigos em lojas ou não pagar a piza; quando saiu do governo havia mais pessoas sem seguro de saúde do que quando tomou posse; assinou ordens proibindo qualquer tipo de cuidados médicos gratuitos a pessoas pobres que estejam nos E.U. de forma ilegal; apoiou a proibição do aborto em fases adiantadas de gravidez; recusou-se a assinar um tratado internacional de proibição das minas antipessoal, assinada no seu tempo por 137 países, mas não pelo Iraque, Líbia, Coreia do Norte ou Estados Unidos; boicotou o Protocolo de Quioto; tornou-se o primeiro presidente desde Nixon, a não obrigar os fabricantes de automóveis a diminuir o consumo médio dos automóveis – o que pouparia milhões de barris de petróleo por dia*. As malfeitorias ainda não acabaram e, se as fosse enumerar todas, creio que uma semana a escrevinhar não me chegaria. E os bombardeamentos e a consequente morte de civis inocentes, a países como o Iraque, o Yemen e outros? E tudo por causa de ter a braguilha aberta quando Mónica L tropeçou na carpete da sala oval, escorregou e, de boca aberta, caiu sobre ele.
    Pois, sejamos realistas!
    Não há candidatos “bons” a concorrerem à presidência dos EUA.

    *In:”Brancos estúpidos e outras desculpas esfarrapadas para o estado da nação” de Michael Moore, edição da Temas e Debates, pags 233, 234 e 235 – porque muito faltou dizer.

  • Atheos

    this is the U$ democra$$y

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  • Amilton Silva

    Como já comentei em outro artigo,é normal a religião se aproximar do poder e vice-versa.
    Afinal os fiéis representam uma parcela bastante grande dos votos.E os políticos não tem coragem de se declararem não-crentes.Até porque muitos são crentes,e acabam por misturar política com religião.

  • Amilton Silva

    Como já comentei em outro artigo,é normal a religião se aproximar do poder e vice-versa.
    Afinal os fiéis representam uma parcela bastante grande dos votos.E os políticos não tem coragem de se declararem não-crentes.Até porque muitos são crentes,e acabam por misturar política com religião.

  • Amilton Silva

    Como já comentei em outro artigo,é normal a religião se aproximar do poder e vice-versa.
    Afinal os fiéis representam uma parcela bastante grande dos votos.E os políticos não tem coragem de se declararem não-crentes.Até porque muitos são crentes,e acabam por misturar política com religião.

  • Amilton Silva

    Como já comentei em outro artigo,é normal a religião se aproximar do poder e vice-versa.
    Afinal os fiéis representam uma parcela bastante grande dos votos.E os políticos não tem coragem de se declararem não-crentes.Até porque muitos são crentes,e acabam por misturar política com religião.

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