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Citação

Quanto ao Génesis, primeiro livro da Bíblia, que agora seria definitivamente arrumado, é preciso dizer que se trata de um livro religioso e não de ciência: utiliza linguagem mítico-simbólica para falar de Deus criador. Os crentes há muito deveriam saber isso. Quem quiser lê-lo à letra habita ainda o universo do ridículo.

Anselmo Borges – Padre e professor de Filosofia DN, Sábado.

22 thoughts on “Citação”
  • kavkaz

    “O Génesis, (…), que agora seria definitivamente arrumado”.

    O padre Anselmo Borges, arruma a “Palavra de Deus” definitivamente! Poderá por contágio “arrumar” os restantes livros da Bíblia, também!

    «Os crentes há muito deveriam saber isso», diz o padre. Olhe que os ateus sempre o disseram!

    «Quem quiser lê-lo à letra habita ainda o universo do ridículo», diz ele. Seja á letra, ou em sentido figurado, habita sempre o universo do ridículo! O padre Anselmo dá a entender que o Génesis é um livro repleto de falsidades. Os ateus o afirmam há muito!

    Aprendeu connosco?

  • kavkaz

    “O Génesis, (…), que agora seria definitivamente arrumado”.

    O padre Anselmo Borges, arruma a “Palavra de Deus” definitivamente! Poderá por contágio “arrumar” os restantes livros da Bíblia, também!

    «Os crentes há muito deveriam saber isso», diz o padre. Olhe que os ateus sempre o disseram!

    «Quem quiser lê-lo à letra habita ainda o universo do ridículo», diz ele. Seja á letra, ou em sentido figurado, habita sempre o universo do ridículo! O padre Anselmo dá a entender que o Génesis é um livro repleto de falsidades. Os ateus o afirmam há muito!

    Aprendeu connosco?

  • Atheos

    O único Gênesis que admiro é aquele de Peter Gabriel e Phil Collins.

  • Atheos

    O único Gênesis que admiro é aquele de Peter Gabriel e Phil Collins.

  • Marco Oliveira

    kavkaz,

    “Seja á letra, ou em sentido figurado, habita sempre o universo do ridículo!”

    Meter tudo no mesmo saco é uma atitude pouco racional, característica dos fundamentalistas. É como dizer que ateus e comunistas são todos a mesma coisa.

    Lê com cuidado o Richard Dawkins, e nota que ele não põe tudo no mesmo saco. Por exemplo, a Dietrich Bonhoeffer ele chama “teólogo sensato”.

  • Marco Oliveira

    kavkaz,

    “Seja á letra, ou em sentido figurado, habita sempre o universo do ridículo!”

    Meter tudo no mesmo saco é uma atitude pouco racional, característica dos fundamentalistas. É como dizer que ateus e comunistas são todos a mesma coisa.

    Lê com cuidado o Richard Dawkins, e nota que ele não põe tudo no mesmo saco. Por exemplo, a Dietrich Bonhoeffer ele chama “teólogo sensato”.

  • kavkaz

    Marco Oliveira

    Pode meter tudo no mesmo saco que não se engana. E não se trata de qualquer fundamentalismo! É preciso saber bem mais do que a religião ensina para o afirmar sem sombra de dúvidas.

    O Marco Oliveira acredita no “Génesis”? Em quê? Em tudo? Em 20%? À letra? À imaginação e vontade do leitor? Do que falamos, concretamente?

    Pode aconselhar-me a ler tudo e todos, mas não tenho tempo para isso. Já li o suficiente para tirar as minhas conclusões e estão bem fundamentadas. E continuo a ler e a perceber que cada crente fala de maneira diferente e dizem coisas bem diferentes. É o caso acima, do padre Anselmo Borges. Diga-me lá se o Papa Bento XVI diz que o “Génesis” seria agora definitivamente arrumado ou se diz o oposto? E durante séculos quantos é que a “Santa Igreja” enganou com o “Génesis” à letra? Compreende isto?

  • kavkaz

    Marco Oliveira

    Pode meter tudo no mesmo saco que não se engana. E não se trata de qualquer fundamentalismo! É preciso saber bem mais do que a religião ensina para o afirmar sem sombra de dúvidas.

    O Marco Oliveira acredita no “Génesis”? Em quê? Em tudo? Em 20%? À letra? À imaginação e vontade do leitor? Do que falamos, concretamente?

    Pode aconselhar-me a ler tudo e todos, mas não tenho tempo para isso. Já li o suficiente para tirar as minhas conclusões e estão bem fundamentadas. E continuo a ler e a perceber que cada crente fala de maneira diferente e dizem coisas bem diferentes. É o caso acima, do padre Anselmo Borges. Diga-me lá se o Papa Bento XVI diz que o “Génesis” seria agora definitivamente arrumado ou se diz o oposto? E durante séculos quantos é que a “Santa Igreja” enganou com o “Génesis” à letra? Compreende isto?

  • kavkaz

    O facto do padre Anselmo Borges “arrumar definitivamente” o primeiro livro da Bíblia, o “Génesis” tem um grande significado!

    Ele é padre e professor de Filosofia. Significa que estudou, trabalhou este tema e saberá do que fala. Não é um leigo na matéria! Ora sabemos que o “Génesis” descreve a criação do Mundo e da espécie humana por “Deus”. E quem relatou isso? Dizem que foi o próprio “Deus”! Ele teria dito que criou o Mundo em 6 dias, o Adão e Eva, mas o padre Anselmo Borges “arruma definitivamente” esta parte. É o mesmo que dizer-nos que é mentira o que está no “Génesis”, que “Deus” não poderia ter falado aquilo e, claro, as coisas não se passaram nada assim! O padre católico desmente claramente o “Génesis”! Elucidativo!

    Durante séculos a ICAR, que ensinava a “Palavra de Deus”, os Papas representavam “Deus” e era “infalíveis”, ensinavam o “Génesis” às pessoas e diziam que o Adão e Eva existiram e foram criados por “Deus”! E quem não acreditasse e aceitasse a “Palavra de “Deus”, o que lhe acontecia?

    O padre Anselmo Borges, ao “arrumar o Génesis”, coloca toda a religião cristã no “universo do ridículo”!

    Parece-me fácil de entender!

  • kavkaz

    O facto do padre Anselmo Borges “arrumar definitivamente” o primeiro livro da Bíblia, o “Génesis” tem um grande significado!

    Ele é padre e professor de Filosofia. Significa que estudou, trabalhou este tema e saberá do que fala. Não é um leigo na matéria! Ora sabemos que o “Génesis” descreve a criação do Mundo e da espécie humana por “Deus”. E quem relatou isso? Dizem que foi o próprio “Deus”! Ele teria dito que criou o Mundo em 6 dias, o Adão e Eva, mas o padre Anselmo Borges “arruma definitivamente” esta parte. É o mesmo que dizer-nos que é mentira o que está no “Génesis”, que “Deus” não poderia ter falado aquilo e, claro, as coisas não se passaram nada assim! O padre católico desmente claramente o “Génesis”! Elucidativo!

    Durante séculos a ICAR, que ensinava a “Palavra de Deus”, os Papas representavam “Deus” e era “infalíveis”, ensinavam o “Génesis” às pessoas e diziam que o Adão e Eva existiram e foram criados por “Deus”! E quem não acreditasse e aceitasse a “Palavra de “Deus”, o que lhe acontecia?

    O padre Anselmo Borges, ao “arrumar o Génesis”, coloca toda a religião cristã no “universo do ridículo”!

    Parece-me fácil de entender!

  • Marco Oliveira

    kavkaz:

    Eu não meto ideias diferentes no mesmo saco; mas meto atitudes semelhantes no mesmo saco.

    1 – Para mim o Genesis é um livro com significados simbólicos. Sempre foi. A adulteração do significado do Genesis deu-se com a cristalização do Cristianismo. Se pensarmos que este livro sempre teve significado literal, será que devemos pensar o mesmo d’A Odisseia, ou dos Lusíadas?

    2 – Claro que o aconselho a ler. A si e a toda a gente. É que eu nunca tive a pretensão de pensar que já tinha lido o suficiente fosse do que fosse. Foi por querer sempre ler que percebi que Sam Harris é uma espécie de budista envergonhado, que Bento XVI é um teólogo inclusivista, e que Richard Dawkins merece ser seriamente analisado e estudado por qualquer pessoa que se afirme religiosa.

    3 – Só fica surpreendido com a afirmação do Pe. Anselmo Borges, quem não percebe patavina de religião, seja crente ou ateu. Esses é que ficam “arrumados”; colocam-se no “universo do ridículo”.

  • Marco Oliveira

    kavkaz:

    Eu não meto ideias diferentes no mesmo saco; mas meto atitudes semelhantes no mesmo saco.

    1 – Para mim o Genesis é um livro com significados simbólicos. Sempre foi. A adulteração do significado do Genesis deu-se com a cristalização do Cristianismo. Se pensarmos que este livro sempre teve significado literal, será que devemos pensar o mesmo d’A Odisseia, ou dos Lusíadas?

    2 – Claro que o aconselho a ler. A si e a toda a gente. É que eu nunca tive a pretensão de pensar que já tinha lido o suficiente fosse do que fosse. Foi por querer sempre ler que percebi que Sam Harris é uma espécie de budista envergonhado, que Bento XVI é um teólogo inclusivista, e que Richard Dawkins merece ser seriamente analisado e estudado por qualquer pessoa que se afirme religiosa.

    3 – Só fica surpreendido com a afirmação do Pe. Anselmo Borges, quem não percebe patavina de religião, seja crente ou ateu. Esses é que ficam “arrumados”; colocam-se no “universo do ridículo”.

  • kavkaz

    Marco Oliveira

    Para si o “Génesis” é um livro de significados simbólicos. Para si!

    Mas a sua opinião não conta nem no passado, nem no presente da ICAR! Foi a ICAR quem dominou na Europa durante séculos. Era ela a “dona da Sabedoria”, quem dominava a forma de pensar, impunha os conceitos de Justiça, do bem e do mal, quem até castigava. Ela estava presente nas fogueiras da Inquisição.

    Você tenta desvalorizar o que o padre Anselmo Borges escreveu. E afirma que os outros não percebem “patavina” de religião… Não me faça rir, você está no “universo do ridículo”. É você, sozinho quem percebe de religião, de ateísmo e de tudo? Então convido-o a escrever artigos a demonstrá-lo!

    Você aceita o “Génesis” por simbolismo. Isso equivale a dizer que é uma história inventada. Por quem? Por “Deus” ou pelas pessoas? Mas o livro não afirma que é uma conto inventado. É apresentado com uma verdade dos factos passados. E isto você não pode negar, sem mentir. Durante séculos o “Génesis” foi a verdade À LETRA! Ditada pela ICAR! E que agora há quem de uma penada venha dizer: não levem o livro a sério, é uma brincadeira e deveria ser “arrumado”!

    A Verdade está nos factos do conhecimento científico mostrar-nos que o surgimento e o desenvolvimento do Universo, o aparecimento e evolução das espécies não aconteceram como narra o “Génesis”! Daí esse livro já não ser levado a sério, nem por alguns crentes! Incapazes de reconhecerem que a religião está contaminada de mentiras dizem-nos agora que o “Génesis” é um livro de simbolimos… e é para ler à moda do “faz de conta” que é verdade!

    O que o padre Anselmo Borges escreveu não é a posição oficial da religião dele. E isso parece que você ainda não entendeu! Ele escreveu aquilo porque a consciência dele está incomodada com o que ouve dentro da ICAR! São muitas asneiras!

  • kavkaz

    Marco Oliveira

    Para si o “Génesis” é um livro de significados simbólicos. Para si!

    Mas a sua opinião não conta nem no passado, nem no presente da ICAR! Foi a ICAR quem dominou na Europa durante séculos. Era ela a “dona da Sabedoria”, quem dominava a forma de pensar, impunha os conceitos de Justiça, do bem e do mal, quem até castigava. Ela estava presente nas fogueiras da Inquisição.

    Você tenta desvalorizar o que o padre Anselmo Borges escreveu. E afirma que os outros não percebem “patavina” de religião… Não me faça rir, você está no “universo do ridículo”. É você, sozinho quem percebe de religião, de ateísmo e de tudo? Então convido-o a escrever artigos a demonstrá-lo!

    Você aceita o “Génesis” por simbolismo. Isso equivale a dizer que é uma história inventada. Por quem? Por “Deus” ou pelas pessoas? Mas o livro não afirma que é uma conto inventado. É apresentado com uma verdade dos factos passados. E isto você não pode negar, sem mentir. Durante séculos o “Génesis” foi a verdade À LETRA! Ditada pela ICAR! E que agora há quem de uma penada venha dizer: não levem o livro a sério, é uma brincadeira e deveria ser “arrumado”!

    A Verdade está nos factos do conhecimento científico mostrar-nos que o surgimento e o desenvolvimento do Universo, o aparecimento e evolução das espécies não aconteceram como narra o “Génesis”! Daí esse livro já não ser levado a sério, nem por alguns crentes! Incapazes de reconhecerem que a religião está contaminada de mentiras dizem-nos agora que o “Génesis” é um livro de simbolimos… e é para ler à moda do “faz de conta” que é verdade!

    O que o padre Anselmo Borges escreveu não é a posição oficial da religião dele. E isso parece que você ainda não entendeu! Ele escreveu aquilo porque a consciência dele está incomodada com o que ouve dentro da ICAR! São muitas asneiras!

  • Marco Oliveira

    Kavkaz:

    Uma religião que se baseia em interpretações literais das Escrituras é uma religião muito infantil. Mas um ateísmo que apenas consegue refutar esse tipo de religião, também é um ateísmo igualmente infantil. Capice?

    Eu não inventei as interpretações simbólicas das Escrituras; e o Pe. Anselmo Borges também não. Nem sequer é uma invenção recente; é algo que existe desde que existe religião. Alguma vez ouviu falar de Midrash? E das interpretações simbólicas de S. Paulo?

    Já escrevi várias coisas sobre o simbolismo das Escrituras:

    Simbolismo e Historicidade das Escrituras
    Simbolismo nas Escrituras
    As interpretações simbólicas de S. Paulo
    Para que serve o simbolismo nas Escrituras?

    No meu blog pode procurar pela label Kitáb-i-Iqán e encontra vários exemplos de interpretações simbólicas.

  • Marco Oliveira

    Kavkaz:

    Uma religião que se baseia em interpretações literais das Escrituras é uma religião muito infantil. Mas um ateísmo que apenas consegue refutar esse tipo de religião, também é um ateísmo igualmente infantil. Capice?

    Eu não inventei as interpretações simbólicas das Escrituras; e o Pe. Anselmo Borges também não. Nem sequer é uma invenção recente; é algo que existe desde que existe religião. Alguma vez ouviu falar de Midrash? E das interpretações simbólicas de S. Paulo?

    Já escrevi várias coisas sobre o simbolismo das Escrituras:

    Simbolismo e Historicidade das Escrituras
    Simbolismo nas Escrituras
    As interpretações simbólicas de S. Paulo
    Para que serve o simbolismo nas Escrituras?

    No meu blog pode procurar pela label Kitáb-i-Iqán e encontra vários exemplos de interpretações simbólicas.

  • kavkaz

    Marco Oliveira

    As interpretações simbólicas serão sempre subjectivas. Isto vai negar-me? Cada um terá as suas. São INTERPRETAÇÕES! Não é o subjectivismo o que se discute e o que pretendo abordar.

    Reparei que não respondeu ás minhas questões que considero pertinentes, nomeadamente, o que foi escrito no “Génesis” foi informação de “Deus” ou foi inventado pelas pessoas? A resposta CLARA ao perguntado permite-nos concluir correctamente se o “Génesis” é um livro que deve ser interpretado À LETRA ou é apenas produto da fantasia humana. Repito quue no “Génesis não se diz que é uma história inventada. É você quem o INTERPRETA simbolicamente, apesar da ICAR, ao longo da História, o ter sempre apresentado como a “Palavra de Deus” e ser aceite À LETRA. Nega isto?

    “Deus” não existe! Ele foi criado pela imaginação dos crentes, para tentarem preencher o Desconhecido e obterem uma resposta lógica à pergunta “de onde viemos”. Estão sempre a perguntar a mesma coisa, não com o objectivo de chegar ao Conhecimento científico do que se passou, mas para chegarem à invenção do “Deus-Criador”, que é só o que lhes interessa. Tive há dias um diálogo filosófico sobre este assunto com um leitor das “Testemunhas de Jeová”. E demonstrei que são os crentes quem criou “Deus”, em vez de ser “Deus” quem criou os crentes.

    Que a religião é infantil e gera infantilidade nos crentes eu não duvido. Basta ler o que eles escrevem.

    Mas, Marco Oliveira, diga-me lá se vai seguir o conselho certo do padre e professor de Filosofia, Anselmo Borges, de “arrumar definitivamente” o “Génesis” ou vai continuar, como me disse, a aconselhar a lê-lo? Você continuará na oposição radical ao padre Anselmo Borges?

    Recordo-lhe o que ele escreveu: “Quanto ao Génesis, primeiro livro da Bíblia, que agora seria definitivamente arrumado…”. Nesta frase, o termo “arrumado” significará, objectivamente, que o “Génesis” será “posto de parte”. Você arranja-lhe uma interpretação simbolista para o que ele disse?

  • kavkaz

    Marco Oliveira

    As interpretações simbólicas serão sempre subjectivas. Isto vai negar-me? Cada um terá as suas. São INTERPRETAÇÕES! Não é o subjectivismo o que se discute e o que pretendo abordar.

    Reparei que não respondeu ás minhas questões que considero pertinentes, nomeadamente, o que foi escrito no “Génesis” foi informação de “Deus” ou foi inventado pelas pessoas? A resposta CLARA ao perguntado permite-nos concluir correctamente se o “Génesis” é um livro que deve ser interpretado À LETRA ou é apenas produto da fantasia humana. Repito quue no “Génesis não se diz que é uma história inventada. É você quem o INTERPRETA simbolicamente, apesar da ICAR, ao longo da História, o ter sempre apresentado como a “Palavra de Deus” e ser aceite À LETRA. Nega isto?

    “Deus” não existe! Ele foi criado pela imaginação dos crentes, para tentarem preencher o Desconhecido e obterem uma resposta lógica à pergunta “de onde viemos”. Estão sempre a perguntar a mesma coisa, não com o objectivo de chegar ao Conhecimento científico do que se passou, mas para chegarem à invenção do “Deus-Criador”, que é só o que lhes interessa. Tive há dias um diálogo filosófico sobre este assunto com um leitor das “Testemunhas de Jeová”. E demonstrei que são os crentes quem criou “Deus”, em vez de ser “Deus” quem criou os crentes.

    Que a religião é infantil e gera infantilidade nos crentes eu não duvido. Basta ler o que eles escrevem.

    Mas, Marco Oliveira, diga-me lá se vai seguir o conselho certo do padre e professor de Filosofia, Anselmo Borges, de “arrumar definitivamente” o “Génesis” ou vai continuar, como me disse, a aconselhar a lê-lo? Você continuará na oposição radical ao padre Anselmo Borges?

    Recordo-lhe o que ele escreveu: “Quanto ao Génesis, primeiro livro da Bíblia, que agora seria definitivamente arrumado…”. Nesta frase, o termo “arrumado” significará, objectivamente, que o “Génesis” será “posto de parte”. Você arranja-lhe uma interpretação simbolista para o que ele disse?

  • Marco Oliveira

    Kavkaz,

    O livro do Génesis é o resultado da compilação de diversas tradições orais de vários povos semitas (também quer que lhe explique porque é que um livro hebreu tem um nome grego?) . Se na sua doutrina oficial a Igreja Católica o interpretou literalmente, isso foi reduzir a crença a uma mera superstição. Se você concorda com a Igreja Católica e também acha que esse livro apenas pode ter essa interpretação literal, então eu digo que o seu ateísmo é infantil. Também há americanos que julgam que a Bíblia foi escrita em inglês e não é por causa desses americanos que vou deixar de acreditar na Bíblia.

    Claro que as interpretações simbólicas são interpretações! Tal com as literais! O que o confunde é que podem existir muitas interpretações simbólicas, não é verdade? Será que todos os textos devem ser entendidos literalmente? Devemos ignorar o contexto cultural e social em que surgiram? Mandamos às ortigas os estilos literários?

    Diga-me uma coisa: também faz interpretações literais quando lê o Camões? Se calhar acredita que o Adamastor existe! E quando ele escreveu que “O amor é fogo que arde sem se ver” será que o acusa de encorajar incendiários? Ou abre uma excepção e consegues perceber os significados simbólicos do texto? Já imaginou quantas coisas é que o Adamastor pode simbolizar?

    “Você continuará na oposição radical ao padre Anselmo Borges?” –> Onde é que foi buscar esta ideia????

    Já vi que o seu ateísmo não vai muito além do “”bater na padralhada”. E está tão confiante e seguro dessa tua convicção que até julga que não precisa de ler mais nada sobre o assunto. Vale a pena continuar esta conversa?

  • Marco Oliveira

    Kavkaz,

    O livro do Génesis é o resultado da compilação de diversas tradições orais de vários povos semitas (também quer que lhe explique porque é que um livro hebreu tem um nome grego?) . Se na sua doutrina oficial a Igreja Católica o interpretou literalmente, isso foi reduzir a crença a uma mera superstição. Se você concorda com a Igreja Católica e também acha que esse livro apenas pode ter essa interpretação literal, então eu digo que o seu ateísmo é infantil. Também há americanos que julgam que a Bíblia foi escrita em inglês e não é por causa desses americanos que vou deixar de acreditar na Bíblia.

    Claro que as interpretações simbólicas são interpretações! Tal com as literais! O que o confunde é que podem existir muitas interpretações simbólicas, não é verdade? Será que todos os textos devem ser entendidos literalmente? Devemos ignorar o contexto cultural e social em que surgiram? Mandamos às ortigas os estilos literários?

    Diga-me uma coisa: também faz interpretações literais quando lê o Camões? Se calhar acredita que o Adamastor existe! E quando ele escreveu que “O amor é fogo que arde sem se ver” será que o acusa de encorajar incendiários? Ou abre uma excepção e consegues perceber os significados simbólicos do texto? Já imaginou quantas coisas é que o Adamastor pode simbolizar?

    “Você continuará na oposição radical ao padre Anselmo Borges?” –> Onde é que foi buscar esta ideia????

    Já vi que o seu ateísmo não vai muito além do “”bater na padralhada”. E está tão confiante e seguro dessa tua convicção que até julga que não precisa de ler mais nada sobre o assunto. Vale a pena continuar esta conversa?

  • kavkaz

    Marco Oliveira,

    Pareceu-me que estará de acordo comigo quando concluo que a informação contida no livro “Génesis” não é uma informação fidedigna, verdadeira, conforme os acontecimentos ocorridos. Quem escreveu esse livro baseou-se em mitos e tradições daquela época. Quando lá vem escrito que “Deus” criou montanhas, os rios, o Sol, é tudo faz-de-conta… a Eva foi feita da costela do Adão, o pecado original, foram expulsos do Paraíso, idem, idem… é tudo faz-de-conta! São histórias baseadas em tradições e mitos que existiam e compilados de forma lógica em livro. Nunca foi “Deus” quem ditou tal informação, concordará comigo?

    O conhecimento científico, baseado em estudos, observações e análises, contrariam os factos narrados no “Génesis”. O padre Anselmo Borges também “arruma” esse livro, como fonte de conhecimento exacto e fidedigno. Aceita-o apenas para culto religioso.

    Os ateus também não dão qualquer credibilidade aos factos narrados no “Génesis”. Portanto, não se deve aconselhar a leitura desse livro quando precisamos de conhecer como se formou o Universo ou a evolução das espécies! Mas, se desejarmos conhecer mitos e tradições da Antiguidade, então teremos de ler o “Génesis”. Concordará assim?

    Eu não abordaria agora os livros do Camões ou de outros autores de que falou neste tema. Só alongará e confundirá a tentativa de saber como devemos compreender o “Génesis” e se será um livro para ser “arrumado” ou não.

    Não gostei, nem aceito a sua conclusão sobre o meu ateísmo. Parece-me que quis gozar comigo. Não lhe reconheço a si nem categoria, nem direito a isso. Você parece-me não perceber que ateísmo é a convicção da não existência de deuses. E isso disse-lhe desde o início da conversa. Não deveria enveredar por conclusões simbólicas. Não correspondem à realidade dos factos! Depreciam-no mais a si do que a mim!

    Se tivesse reparado bem, no meu diálogo consigo, não estive a “bater na padralhada”, até estou de acordo com o padre Anselmo Borges, de “arrumar” o Génesis, como fonte de conhecimento científico.

    Se vale a pena continuar o diálogo comigo? Como queira. Pode terminar quando entender. Eu farei o mesmo.

    P.S. Li os seus textos indicados. Não me motivaram e são-me desinteressantes. Por mim estão “arrumados”! São textos religiosos e eu não sou crente em religiões. Qualquer delas, das milhares existentes!

  • kavkaz

    Marco Oliveira,

    Pareceu-me que estará de acordo comigo quando concluo que a informação contida no livro “Génesis” não é uma informação fidedigna, verdadeira, conforme os acontecimentos ocorridos. Quem escreveu esse livro baseou-se em mitos e tradições daquela época. Quando lá vem escrito que “Deus” criou montanhas, os rios, o Sol, é tudo faz-de-conta… a Eva foi feita da costela do Adão, o pecado original, foram expulsos do Paraíso, idem, idem… é tudo faz-de-conta! São histórias baseadas em tradições e mitos que existiam e compilados de forma lógica em livro. Nunca foi “Deus” quem ditou tal informação, concordará comigo?

    O conhecimento científico, baseado em estudos, observações e análises, contrariam os factos narrados no “Génesis”. O padre Anselmo Borges também “arruma” esse livro, como fonte de conhecimento exacto e fidedigno. Aceita-o apenas para culto religioso.

    Os ateus também não dão qualquer credibilidade aos factos narrados no “Génesis”. Portanto, não se deve aconselhar a leitura desse livro quando precisamos de conhecer como se formou o Universo ou a evolução das espécies! Mas, se desejarmos conhecer mitos e tradições da Antiguidade, então teremos de ler o “Génesis”. Concordará assim?

    Eu não abordaria agora os livros do Camões ou de outros autores de que falou neste tema. Só alongará e confundirá a tentativa de saber como devemos compreender o “Génesis” e se será um livro para ser “arrumado” ou não.

    Não gostei, nem aceito a sua conclusão sobre o meu ateísmo. Parece-me que quis gozar comigo. Não lhe reconheço a si nem categoria, nem direito a isso. Você parece-me não perceber que ateísmo é a convicção da não existência de deuses. E isso disse-lhe desde o início da conversa. Não deveria enveredar por conclusões simbólicas. Não correspondem à realidade dos factos! Depreciam-no mais a si do que a mim!

    Se tivesse reparado bem, no meu diálogo consigo, não estive a “bater na padralhada”, até estou de acordo com o padre Anselmo Borges, de “arrumar” o Génesis, como fonte de conhecimento científico.

    Se vale a pena continuar o diálogo comigo? Como queira. Pode terminar quando entender. Eu farei o mesmo.

    P.S. Li os seus textos indicados. Não me motivaram e são-me desinteressantes. Por mim estão “arrumados”! São textos religiosos e eu não sou crente em religiões. Qualquer delas, das milhares existentes!

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