Juntos contra quem?
A mensagem divulgada ontem pelo Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso por ocasião do fim do Ramadão foi bem aceite pela comunidade muçulmana. A mensagem tem como tema “Cristãos e muçulmanos: juntos pela dignidade da família”.
As religiões guerreiam-se entre si, mas unem-se contra os infiéis. Pior do que uma religião, para as liberdades, só duas ou mais religiões. Não se trata de um acto de paz, é uma declaração de guerra contra a laicidade, unidas pelo ódio à liberdade.
Não sei o que entende por família o Pontifício Conselho, o que pensa da poligamia essa associação misógina e o que pensa dos castigos corporais infligidos pelos homens às mulheres, permitidos pelo Islão.
Sei o suficiente para afirmar que o antro do Vaticano continua a considerar a mulher como portadora do «pecado original», exceptuando a mãe de Cristo a quem inventou uma pomba para fazer sexo sem malícia e procriar.
Sei o suficiente do Islão para conhecer como são tratadas as mulheres, por vontade do Profeta, e como se esmeram os biltres que pregam nas mesquitas europeias a ensinarem como lhes bater sem deixar marcas.
Gostava que o Pontifício Conselho se pronunciasse sobre a lapidação para o adultério (feminino, claro) e a decapitação para a apostasia.
Penso que em questões de família é melhor ouvir quem a constitui do que a ICAR.
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