Loading
  • 20 de Setembro, 2008
  • Por Carlos Esperança
  • Religiões

Juntos contra quem?

A mensagem divulgada ontem pelo Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso por ocasião do fim do Ramadão foi bem aceite pela comunidade muçulmana. A mensagem tem como tema “Cristãos e muçulmanos: juntos pela dignidade da família”.

As religiões guerreiam-se entre si, mas unem-se contra os infiéis. Pior do que uma religião, para as liberdades, só duas ou mais religiões. Não se trata de um acto de paz, é uma declaração de guerra contra a laicidade, unidas pelo ódio à liberdade.

Não sei o que entende por família o Pontifício Conselho, o que pensa da poligamia essa associação misógina e o que pensa dos castigos corporais infligidos pelos homens às mulheres, permitidos pelo Islão.

Sei o suficiente para afirmar que o antro do Vaticano continua a considerar a mulher como portadora do «pecado original», exceptuando a mãe de Cristo a quem inventou uma pomba para fazer sexo sem malícia e procriar.

Sei o suficiente do Islão para conhecer como são tratadas as mulheres, por vontade do Profeta, e como se esmeram os biltres que pregam nas mesquitas europeias a ensinarem como lhes bater sem deixar marcas.

Gostava que o Pontifício Conselho se pronunciasse sobre a lapidação para o adultério (feminino, claro) e a decapitação para a apostasia.

Penso que em questões de família é melhor ouvir quem a constitui do que a ICAR.

14 thoughts on “Juntos contra quem?”
  • Atheos

    “As religiões guerreiam-se entre si, mas unem-se contra os infiéis. Pior do que uma religião, para as liberdades, só duas ou mais religiões”

    Chamaria isso de cartel da fé. Islâmicos e cristão tentam criar 1 “oligopólio” no mundo.

    Que me espanta, por exemplo, foi saber da união de cristãos(Ustashas) + islâmicos(bósnios+albaneses pró-Ustashas) pra massacrar cristãos(sérvios ortodoxos).
    Irônico,não?

  • Atheos

    “As religiões guerreiam-se entre si, mas unem-se contra os infiéis. Pior do que uma religião, para as liberdades, só duas ou mais religiões”

    Chamaria isso de cartel da fé. Islâmicos e cristão tentam criar 1 “oligopólio” no mundo.

    Que me espanta, por exemplo, foi saber da união de cristãos(Ustashas) + islâmicos(bósnios+albaneses pró-Ustashas) pra massacrar cristãos(sérvios ortodoxos).
    Irônico,não?

  • Carlos Esperança

    Atheos:

    Irónico, e cruel, de facto.

  • Carlos Esperança

    Atheos:

    Irónico, e cruel, de facto.

  • Atheos

    cruel também é o apoio da OTAN ao ELK contra a Sérvia. A mesma OTAN depois vem condenar os “malditos islâmicos”…. 2 pesos, 2 medidas

  • Atheos

    cruel também é o apoio da OTAN ao ELK contra a Sérvia. A mesma OTAN depois vem condenar os “malditos islâmicos”…. 2 pesos, 2 medidas

  • kavkaz

    Eu acho que deveriam ter convidado os ateus para essa reunião! Os ateus têm conhecimentos muito bons do tema! Poderiam explicar que constituir família é um direito de todas as pessoas e isso está consignado na “Declaração Universal dos Direitos Humanos”. Há que respeitar o direito de constituir família a todas as pessoas, sem excepção!

    Os ateus também poderiam explicar que o direito de constituir família deve ser decidido pelos próprios interessados. Não devem ser outras pessoas, sejam familiares, organizações religiosas ou outras a decidirem com quem, ou se as pessoas podem ou não, constituir a sua família. Serão os próprios que devem assumir as responsabilidades do acto de constituição da família e não devem ser nunca pressionados por terceiros.

    Estas disposições contribuirão, sem dúvida, para a dignidade da família, o tema do encontro.

    Para aumentar a dignidade das famílias aconselharia as religiões a não se intrometerem na vida privada dos casais. A felicidade de cada casal deve ser construida pelos próprios sem intromissões e imposições de regras por teceiros, seja quem for. Apenas no casos de os casais solicitarem expressamente ajuda poderão ser dadas as indicações pedidas, respeitando sempre os Direitos Humanos e a liberdade democrática.

    Para a próxima vez não se esqueçam de convidar os ateus para as reuniões sobre a Familia. Obterão excelentes opiniões!

  • kavkaz

    Eu acho que deveriam ter convidado os ateus para essa reunião! Os ateus têm conhecimentos muito bons do tema! Poderiam explicar que constituir família é um direito de todas as pessoas e isso está consignado na “Declaração Universal dos Direitos Humanos”. Há que respeitar o direito de constituir família a todas as pessoas, sem excepção!

    Os ateus também poderiam explicar que o direito de constituir família deve ser decidido pelos próprios interessados. Não devem ser outras pessoas, sejam familiares, organizações religiosas ou outras a decidirem com quem, ou se as pessoas podem ou não, constituir a sua família. Serão os próprios que devem assumir as responsabilidades do acto de constituição da família e não devem ser nunca pressionados por terceiros.

    Estas disposições contribuirão, sem dúvida, para a dignidade da família, o tema do encontro.

    Para aumentar a dignidade das famílias aconselharia as religiões a não se intrometerem na vida privada dos casais. A felicidade de cada casal deve ser construida pelos próprios sem intromissões e imposições de regras por teceiros, seja quem for. Apenas no casos de os casais solicitarem expressamente ajuda poderão ser dadas as indicações pedidas, respeitando sempre os Direitos Humanos e a liberdade democrática.

    Para a próxima vez não se esqueçam de convidar os ateus para as reuniões sobre a Familia. Obterão excelentes opiniões!

  • kavkaz

    Para quem desejar saber que tipo de conselhos a religião muçulmana poderá dar sobre sexualidade e a família apresento algumas “ideias” expressas por um clérigo sunita, Yusuf Al-Qaradhawi, com mais de 80 anos, na televisão Al Jazeera i Memri TV, em Outubro de 2006.

    Ele faz da mulher uma marioneta da religião, sem direito a pensar e a decidir por ela própria. Deve submeter-se aos dogmas retrógrados e ditadores da Sharia, que não reconhece à mulher a igualdade de direitos com os homens. Ela só recebe instruções para cumprir. Nada de decidir por ela própria a sua própria vida ou será considerada pecaminosa e merecerá ser duramente castigada.

    Vejamos algumas afirmações dele. Assim, “A masturbação feminina é mais arriscada que a masculina”. As mulheres “às vezes introduzem objectos que podem ser perigosos, especialmente por o hímen ser muito sensível e pode-se romper”

    Então, segundo o sacerdote muçulmano “liberal”, ela foi acusada de fazer sexo com homens e “poderia dizer isto ou aquilo, mas ninguém acreditaria nela”. “Seria um desastre para ela e sua família e alguns familiares poderiam matá-la”, diz o sacerdote e acrescentando que isso “está proibido e é um pecado grave” (incluindo nos casos de “adultério”) e no máximo deveria ser “açoitada se confessar quatro vezes ou houvesse testemunhas”. Repare-se que o sacerdote muçulmano não utiliza o termo correcto para estes casos, o de “crime por homicídio”, preferindo a designação religiosa desajustada do “pecado grave”.

    Afirma que “os homossexuais devem receber o mesmo castigo que qualquer pervertido sexual (.,.) O importante é tratar este acto como um crime” e que “o lesbianismo não é tão mau como a homossexualidade”.

    Este sacerdote muçulmano não é considerado um dos mais radicais da televisão islâmica. Houve um outro, do Kuwait, Tareq Sweidan, que afirmou em 2005 que “os homossexuais deveriam ser lapidados ou lançados de uma montanha”.

    O sacerdote sonha por uma “conquista pacífica” da Europa para acabar com o “materialismo e a promiscuidade” do velho Continente.

    Vejam parte da entrevista aqui:

    http://www.20minutos.es/noticia/413269/0/al-qaradhawi/clerigo/musulman

  • kavkaz

    Para quem desejar saber que tipo de conselhos a religião muçulmana poderá dar sobre sexualidade e a família apresento algumas “ideias” expressas por um clérigo sunita, Yusuf Al-Qaradhawi, com mais de 80 anos, na televisão Al Jazeera i Memri TV, em Outubro de 2006.

    Ele faz da mulher uma marioneta da religião, sem direito a pensar e a decidir por ela própria. Deve submeter-se aos dogmas retrógrados e ditadores da Sharia, que não reconhece à mulher a igualdade de direitos com os homens. Ela só recebe instruções para cumprir. Nada de decidir por ela própria a sua própria vida ou será considerada pecaminosa e merecerá ser duramente castigada.

    Vejamos algumas afirmações dele. Assim, “A masturbação feminina é mais arriscada que a masculina”. As mulheres “às vezes introduzem objectos que podem ser perigosos, especialmente por o hímen ser muito sensível e pode-se romper”

    Então, segundo o sacerdote muçulmano “liberal”, ela foi acusada de fazer sexo com homens e “poderia dizer isto ou aquilo, mas ninguém acreditaria nela”. “Seria um desastre para ela e sua família e alguns familiares poderiam matá-la”, diz o sacerdote e acrescentando que isso “está proibido e é um pecado grave” (incluindo nos casos de “adultério”) e no máximo deveria ser “açoitada se confessar quatro vezes ou houvesse testemunhas”. Repare-se que o sacerdote muçulmano não utiliza o termo correcto para estes casos, o de “crime por homicídio”, preferindo a designação religiosa desajustada do “pecado grave”.

    Afirma que “os homossexuais devem receber o mesmo castigo que qualquer pervertido sexual (.,.) O importante é tratar este acto como um crime” e que “o lesbianismo não é tão mau como a homossexualidade”.

    Este sacerdote muçulmano não é considerado um dos mais radicais da televisão islâmica. Houve um outro, do Kuwait, Tareq Sweidan, que afirmou em 2005 que “os homossexuais deveriam ser lapidados ou lançados de uma montanha”.

    O sacerdote sonha por uma “conquista pacífica” da Europa para acabar com o “materialismo e a promiscuidade” do velho Continente.

    Vejam parte da entrevista aqui:

    http://www.20minutos.es/noticia/413269/0/al-qaradhawi/clerigo/musulman

  • Amilton Silva

    É a típica aliança de ocasião,como a que os políticos fazem para uma eleição.Depois voltam a digladiarem-se.

  • Amilton Silva

    É a típica aliança de ocasião,como a que os políticos fazem para uma eleição.Depois voltam a digladiarem-se.

  • Atheos

    é política dos governadores

  • Atheos

    é política dos governadores

You must be logged in to post a comment.