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Bênção das Pastas reflecte sobre a profissão e a família

A Bênção das Pastas, que assinala o fim da vida académica e a entrada no mercado de trabalho, foi conduzida por D. Albino Cleto, bispo da diocese de Coimbra, que partilhou com os estudantes algumas reflexões sobre a profissão e a família.

«Lamento que haja relações profissionais que enfraqueçam os laços de família. É que a família pode ser o suporte para a vossa carreira profissional», começou D. Albino Cleto. O bispo defendeu que os «bons princípios de vida» são a chave para o sucesso no trabalho. «Não queiram ganhar muito dinheiro e exercer a profissão com ganância. Deve-se antes trabalhar com amor pelos outros, porque dar felicidade ao outro é o melhor caminho para a experimentardes em vós próprios», aconselhou D. Albino Cleto, congratulando-se ainda por «o número de universitários nas dioceses estar a aumentar».

«A Bênção não é um gesto mágico, é bem dizer, ou seja, bendito seja o curso que termina», avisou o bispo.

Chegava então o momento alto da cerimónia, a altura de lançar água benta sob os estudantes. Pastas e fitas com as cores das faculdades foram levantadas no ar em simultâneo, criando um efeito visual forte.

A carga emocional também foi intensa. Enquanto recebiam a bênção dezenas de alunos choraram. Lá fora, familiares e amigos esperavam a saída dos alunos, recebidos com abraços e palmas de alegria.

Fonte: Diário de Coimbra, 26 de Maio de 2006.

2 thoughts on “Bênção das Pastas reflecte sobre a profissão e a família”
  • jorgealarcao

    Esta cerimónia é como outras. Ritualistas envolvem o mistério das boas intenções e o simbolismo da previsão do futuro num país constantemente avisado da crise inabalável, inadiável e onde se cava o fosso da pobreza para a maioria, dificultando a promoção dos que estão na escada da vida. Este terreno, da fragilidade das instituições, da carência de empregos, da “imprevisibilidade” do futuro, da carestia crescente e aviltante, massiva, é propícia ao “Deus, Pátria e Família” circunscrevendo nesse círculo mínimo as perspectivas de cada um e da comunidade que eventualmente fazem triunfar regimes de força acolitados pelas igrejas sedentas de infelizes e dependentes que exturquem até ao mais ínfimo cêntimo. Este é o parasitismo na forma insidiosa! A Mágica é fazer triunfar a ideia suprema do deus panaceia invisível e ubíqua nas travessuras diabólicas que permite aos seus prosélitos e particularmente aqueles que estão encarregues dos mexericos confessionais com a influência perversa ao ministrar o corpo e sorver o sangue estonteante do cálice de vinho fino… Enquanto isso intoxicam os circunstantes de ideais de inspirados governantes providenciais… E não sendo eles possuidores de família na saga de crescei e multiplicai-vos, põem igual força nela. As igrejas são tradição (mesmo que ‘à força’ e só de dois mil anos… Outras vão nos 4 mil… e mais!), nutrem-se de ideias de tradição transmitida e que sustentam, dando-lhe préstimo e estabilidade conceptual mas ocultando a perversão de ideias persecutórias, das cruzadas, genocídios inquisitoriais… A malvadez fica sagrada no criador incorruptível, sábio, bem feitor no infinito da ressurreição e juízo final… Entretanto vão-se benzendo as fitas…
    Congratulo-me com o reinício desta janela de verdade.

  • jorgealarcao

    Esta cerimónia é como outras. Ritualistas envolvem o mistério das boas intenções e o simbolismo da previsão do futuro num país constantemente avisado da crise inabalável, inadiável e onde se cava o fosso da pobreza para a maioria, dificultando a promoção dos que estão na escada da vida. Este terreno, da fragilidade das instituições, da carência de empregos, da “imprevisibilidade” do futuro, da carestia crescente e aviltante, massiva, é propícia ao “Deus, Pátria e Família” circunscrevendo nesse círculo mínimo as perspectivas de cada um e da comunidade que eventualmente fazem triunfar regimes de força acolitados pelas igrejas sedentas de infelizes e dependentes que exturquem até ao mais ínfimo cêntimo. Este é o parasitismo na forma insidiosa! A Mágica é fazer triunfar a ideia suprema do deus panaceia invisível e ubíqua nas travessuras diabólicas que permite aos seus prosélitos e particularmente aqueles que estão encarregues dos mexericos confessionais com a influência perversa ao ministrar o corpo e sorver o sangue estonteante do cálice de vinho fino… Enquanto isso intoxicam os circunstantes de ideais de inspirados governantes providenciais… E não sendo eles possuidores de família na saga de crescei e multiplicai-vos, põem igual força nela. As igrejas são tradição (mesmo que ‘à força’ e só de dois mil anos… Outras vão nos 4 mil… e mais!), nutrem-se de ideias de tradição transmitida e que sustentam, dando-lhe préstimo e estabilidade conceptual mas ocultando a perversão de ideias persecutórias, das cruzadas, genocídios inquisitoriais… A malvadez fica sagrada no criador incorruptível, sábio, bem feitor no infinito da ressurreição e juízo final… Entretanto vão-se benzendo as fitas…
    Congratulo-me com o reinício desta janela de verdade.

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