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como diria o obélix, “estes padres são loucos!”

«[…] O padre brasileiro Adelir Carli desapareceu no domingo, no Estado do Paraná, pendurado em mil balões, escreve o site Globo. O religioso queria voar durante 20 horas, mas o mau tempo levou-o em direcção ao mar de Santa Catarina. As buscas aéreas e marítimas concentram-se a cerca de 30 quilómetros da costa, na aérea onde o padre terá feito o último contacto. […]

O padre já tinha viajado do Paraná para a Argentina no dia 13 de Janeiro deste ano. Carli levantou voo na cidade de Ampére e, depois de quatro horas, aterrou em Santo António, na Argentina, a 110 quilómetros de distância. Os balões chegaram a atingir os 5,3 mil metros de altitude. Para se aproximar do solo, o padre usou um estilete, com o qual foi furando e soltando uma parte dos balões. […]

Em entrevista ao programa Fantástico, em Março deste ano, o padre mostrou como se prepara para os voos. Para além de uma roupa térmica que lhe permite suportar baixas temperaturas, o padre usava também um capacete e um pára-quedas. […]»

(IOL Diário --- 22.Abril.2008)

12 thoughts on “como diria o obélix, “estes padres são loucos!””
  • 1atento

    Para que o procuram no mar, se ele foi para o Céu!?

  • 1atento

    Para que o procuram no mar, se ele foi para o Céu!?

  • Carlos Esperança

    1 atento antecipou-se-me.

    De facto, até à data, tal como Cristo, ainda não regressou à Terra.

  • Carlos Esperança

    1 atento antecipou-se-me.

    De facto, até à data, tal como Cristo, ainda não regressou à Terra.

  • Ateu comunista bolivariano

    CE, o padre se arriscava nas aventuras de balão pq acreditava cegamente na proteção divina.

  • Ateu comunista bolivariano

    CE, o padre se arriscava nas aventuras de balão pq acreditava cegamente na proteção divina.

  • Alenônimo
  • Alenônimo
  • Ateu comunista bolivariano

    http://noticias.uol.com.br/ultnot/2008/04/22/ult23u1981.jhtm
    Padre Carli foi expulso de escola de vôo por indisciplina e exibicionismo, diz instrutor

    Fabiana Uchinaka
    Da Redação, em São Paulo

    O padre Adelir De Carli, de 41 anos, foi expulso da escola de vôo livre Vento Norte, em Curitiba, há cerca de três anos por indisciplina e exibicionismo. É o que conta Márcio André Lichtnow, instrutor responsável pelo curso de parapente que teve o padre como aluno. Carli desapareceu no último domingo no litoral de Santa Catarina depois de ter decolado de Paranaguá impulsionado por balões de gás hélio.

    “Ele era indisciplinado e não participava das aulas teóricas, que são fundamentais para se compreender as questões meteorológicas. Ele não tinha nada de humilde, se acha o bom, o que conhecia tudo, o que sabia tudo. Parecia um playboy”, diz Lichtnow. O instrutor afirma que o padre fez dez horas de aulas práticas e quatro horas de aulas teóricas. Para completar o curso precisaria de 40 horas de prática e 30 horas de teoria.

    BUSCA POR PADRE DESAPARECIDO
    CONTATO COM BALÕES AINDA JOVEM
    PARA BALONISTA, CARLI FOI IMPRUDENTE
    VEJA MAIS FOTOS NO ÁLBUM DO DIA
    Durante uma filmagem para reportagem da TV local há cerca de dois anos, o padre fez uma demonstração e, segundo Lichtnow, desobedeceu as orientações de vôo. “Expulsei ele do curso, porque neste dia falei para ele voar até o local do pouso e, da cabeça dele, ele resolveu voltar para o morro do Boi, em Caiobá, litoral paranaense, em uma corrente de vento ascendente. Ele voltou para o lado errado do morro, na parte de trás, bateu nas árvores e ficou pendurado. Quando os bombeiros chegaram para fazer o boletim de ocorrência, ele disse que o instrutor havia orientado e atrapalhado o vôo”, explica, ressaltando que havia testemunhas no local e a expulsão seguiu cláusula de contrato do curso de vôo livre que prevê desligamento quando o aluno coloca-se em perigo ou oferece perigo a terceiros.

    Lichtnow conta ainda que o padre o procurou para falar dos planos de voar a partir de Paranaguá (PR). “Falei para ele que decolando dali o único lugar que ele poderia pousar era na África do Sul, porque é para lá que os ventos levam. Mas ele disse que já havia estudado tudo e eu achei que era brincadeira”, lembra.

    De acordo com o instrutor, todas as condições eram desfavoráveis ao vôo de balão. “Foi de um amadorismo impressionante, ele não fez avaliação nenhuma: no ato da decolagem, ele não avaliou o vento, porque já decolou indo para o oceano; não avaliou a cobertura de nuvens do tipo nimbostratus, porque no dia havia uma frente fria que deixa o ar turbulento e com muita concentração de água; não avaliou a temperatura, porque o gás hélio em temperaturas baixas diminui de volume e força a descida. Além disso, ele invadiu o espaço aéreo brasileiro e poderia ter batido e derrubado um avião”, analisa. Pelas imagens divulgadas pela imprensa, Lichtnow calcula que o padre Carli atingiu 5.800 metros de altura e a temperatura nesta faixa era de aproximadamente -25ºC, dadas as condições meteorológicas.

    “Fiquei bem menos católico depois de conhecer o padre”, finaliza o instrutor, que faz questão de dissociar a figura de Adelir De Carli da escola de vôo. “Ele tentou ser meu aluno, mas não foi aceito”.

    Nesta terça-feira, as equipes de busca do padre acharam balões vagando pelo mar de Santa Catarina. Lanchas tentam chegar ao local onde o padre teria caído, a cerca de 40 quilômetros da costa de São Francisco do Sul.

  • Ateu comunista bolivariano

    http://noticias.uol.com.br/ultnot/2008/04/22/ult23u1981.jhtm
    Padre Carli foi expulso de escola de vôo por indisciplina e exibicionismo, diz instrutor

    Fabiana Uchinaka
    Da Redação, em São Paulo

    O padre Adelir De Carli, de 41 anos, foi expulso da escola de vôo livre Vento Norte, em Curitiba, há cerca de três anos por indisciplina e exibicionismo. É o que conta Márcio André Lichtnow, instrutor responsável pelo curso de parapente que teve o padre como aluno. Carli desapareceu no último domingo no litoral de Santa Catarina depois de ter decolado de Paranaguá impulsionado por balões de gás hélio.

    “Ele era indisciplinado e não participava das aulas teóricas, que são fundamentais para se compreender as questões meteorológicas. Ele não tinha nada de humilde, se acha o bom, o que conhecia tudo, o que sabia tudo. Parecia um playboy”, diz Lichtnow. O instrutor afirma que o padre fez dez horas de aulas práticas e quatro horas de aulas teóricas. Para completar o curso precisaria de 40 horas de prática e 30 horas de teoria.

    BUSCA POR PADRE DESAPARECIDO
    CONTATO COM BALÕES AINDA JOVEM
    PARA BALONISTA, CARLI FOI IMPRUDENTE
    VEJA MAIS FOTOS NO ÁLBUM DO DIA
    Durante uma filmagem para reportagem da TV local há cerca de dois anos, o padre fez uma demonstração e, segundo Lichtnow, desobedeceu as orientações de vôo. “Expulsei ele do curso, porque neste dia falei para ele voar até o local do pouso e, da cabeça dele, ele resolveu voltar para o morro do Boi, em Caiobá, litoral paranaense, em uma corrente de vento ascendente. Ele voltou para o lado errado do morro, na parte de trás, bateu nas árvores e ficou pendurado. Quando os bombeiros chegaram para fazer o boletim de ocorrência, ele disse que o instrutor havia orientado e atrapalhado o vôo”, explica, ressaltando que havia testemunhas no local e a expulsão seguiu cláusula de contrato do curso de vôo livre que prevê desligamento quando o aluno coloca-se em perigo ou oferece perigo a terceiros.

    Lichtnow conta ainda que o padre o procurou para falar dos planos de voar a partir de Paranaguá (PR). “Falei para ele que decolando dali o único lugar que ele poderia pousar era na África do Sul, porque é para lá que os ventos levam. Mas ele disse que já havia estudado tudo e eu achei que era brincadeira”, lembra.

    De acordo com o instrutor, todas as condições eram desfavoráveis ao vôo de balão. “Foi de um amadorismo impressionante, ele não fez avaliação nenhuma: no ato da decolagem, ele não avaliou o vento, porque já decolou indo para o oceano; não avaliou a cobertura de nuvens do tipo nimbostratus, porque no dia havia uma frente fria que deixa o ar turbulento e com muita concentração de água; não avaliou a temperatura, porque o gás hélio em temperaturas baixas diminui de volume e força a descida. Além disso, ele invadiu o espaço aéreo brasileiro e poderia ter batido e derrubado um avião”, analisa. Pelas imagens divulgadas pela imprensa, Lichtnow calcula que o padre Carli atingiu 5.800 metros de altura e a temperatura nesta faixa era de aproximadamente -25ºC, dadas as condições meteorológicas.

    “Fiquei bem menos católico depois de conhecer o padre”, finaliza o instrutor, que faz questão de dissociar a figura de Adelir De Carli da escola de vôo. “Ele tentou ser meu aluno, mas não foi aceito”.

    Nesta terça-feira, as equipes de busca do padre acharam balões vagando pelo mar de Santa Catarina. Lanchas tentam chegar ao local onde o padre teria caído, a cerca de 40 quilômetros da costa de São Francisco do Sul.

  • Bodepreto

    Levou com ele um GPS, mas depois telefonou dizendo que não sabia como usar.
    Irresponsabilidade + fé iludida = tragédia.

  • Bodepreto

    Levou com ele um GPS, mas depois telefonou dizendo que não sabia como usar.
    Irresponsabilidade + fé iludida = tragédia.

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