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Saudades do Santo Ofício

 Vaticano admite regresso de tradicionalistas

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Comentário: O problema não é o regresso dos tradicionalistas ao Vaticano, é o regresso do Vaticano ao tradicionalismo, ao espírito anterior ao concílio Vaticano II.

4 thoughts on “Saudades do Santo Ofício”
  • Ateu comunista bolivariano

    CE, o CV2 foi 1 miragem, algo pra iludir os ingênuos.

  • Ateu comunista bolivariano

    CE, o CV2 foi 1 miragem, algo pra iludir os ingênuos.

  • gt

    Alguma cosmética na igreja (s) nunca deixará de ser superficial. Qual a vantagem dela (s) em mudar? Agradar aos “infiéis”? Melhorar o entendimento dos crentes nos santos mistérios? Catequizar ou expandir urbi et orbi a crença? Que religião fez uma viragem significativa? Uma, sabemos, nos EUA que imolou os fieis e desapareceu o seu sábio pastor, supondo-se que era detentor duma grande fortuna. Essa é uma mudança no negativo extrema porque auto se aniquilou.
    Depois de 2 mil anos, tendo tido um poder quase absoluto, detentora da maioria dos pergaminhos, podendo corrigir e aumentar, que resta à igreja, no caso particular, que resta à ICAR no sentido de modificar sem o risco de instabilidade na articulação da doutrina, dos doutrinadores e dos seguidores. A máquina desta igreja em particular, depois do passado e transportando esse passado, mitos e influências, sugestões e condicionamentos, que pode fazer? Subitamente dizer solenemente que Jesus Cristo Nunca Existiu? Claro que o faria melhor do que ninguém já que documentaria, uma a uma, todas as aldrabices praticadas. E que vantagem traria isso à igreja?
    A ICAR e as outras igrejas, todas, vivem do que são. Não pressinto que haja muitas que se queiram imolar, como a citada americana, na prespectiva duma intervenção policial. A fragmentação é sempre o risco de qualquer mudança.
    Quando foi do uso das línguas próprias dos países, nas liturgias, que clamores! Mil e uma justificações… Até a de que, em qualquer canto os crentes entendiam os sacramentos que decorados caprichosamente, em latim, cada trecho, eram digamos mais universais… Foi fácil esse arranjo.
    Vejamos agora o contrário… Depois destes anos as gerações que nasceram desaprenderam essa linguagem. Os cânticos perderam o sabor celestial (…?), a palavra dita já não tem o mistério reservado aos iniciados, banalizou-se a oração… Ensinar as gerações vindouras e a presente pode ser difícil. E poderiam muitos dizer: para quê? Não está deus em cada canto e não entende ele cada intenção, as tibiezas, os temores e a luta tenaz contra o satã que espreita as almas com sôfrega avidez? Mudar é sempre contingente.
    Eu não mudarei se a crença se transvertir, se for outra, se racionalizar… Movem-me outros conceitos, outra filosofia, uma dimensão humanitária e universalista que se entende bem em português. Não penso ir para o Japão ou, menos longe, até ao Ceilão, não penso sequer ir ‘proselitar’ para o Brasil. Não, não temo os dialectos e expressões peculiares de cada canto. Não penso, como a maioria não pensa (…), porque já é difícil fazer as malas e ir até à aldeia dos avoengos quanto mais banhar-me da rigidez de expressões polacas ou russas, na multiplicidade dos dizeres na imensa China… Ir ao Tibete ou descer a fossa abismal do Pacífico. Pouca gente o fará este século…
    A igreja é o que é. Satã delira como está… Se o destruíssem, se o bem invadisse a Humanidade como outros profetizam e defendem a religião e os seus paradigmas absurdos deixariam de ser necessários.
    E mudar como? Dizer a verdade? Criar novos mitos e aparições sagradas, videntes ofuscar olhos de crianças esfomeadas como se o deus, a santa mãe, as virgens do céu (e algumas no inferno…) necessitassem de ser refrescadas e aparecer aqui e acolá mesmo que não seja em latim sabendo-se que os santos, videntes e afins escasseiam e leva tempo e colaborações insidiosas para impor novas sagas…
    Claro, a Bíblia dá para tudo… Mas não se pode querer tudo. O que está rende…

  • gt

    Alguma cosmética na igreja (s) nunca deixará de ser superficial. Qual a vantagem dela (s) em mudar? Agradar aos “infiéis”? Melhorar o entendimento dos crentes nos santos mistérios? Catequizar ou expandir urbi et orbi a crença? Que religião fez uma viragem significativa? Uma, sabemos, nos EUA que imolou os fieis e desapareceu o seu sábio pastor, supondo-se que era detentor duma grande fortuna. Essa é uma mudança no negativo extrema porque auto se aniquilou.
    Depois de 2 mil anos, tendo tido um poder quase absoluto, detentora da maioria dos pergaminhos, podendo corrigir e aumentar, que resta à igreja, no caso particular, que resta à ICAR no sentido de modificar sem o risco de instabilidade na articulação da doutrina, dos doutrinadores e dos seguidores. A máquina desta igreja em particular, depois do passado e transportando esse passado, mitos e influências, sugestões e condicionamentos, que pode fazer? Subitamente dizer solenemente que Jesus Cristo Nunca Existiu? Claro que o faria melhor do que ninguém já que documentaria, uma a uma, todas as aldrabices praticadas. E que vantagem traria isso à igreja?
    A ICAR e as outras igrejas, todas, vivem do que são. Não pressinto que haja muitas que se queiram imolar, como a citada americana, na prespectiva duma intervenção policial. A fragmentação é sempre o risco de qualquer mudança.
    Quando foi do uso das línguas próprias dos países, nas liturgias, que clamores! Mil e uma justificações… Até a de que, em qualquer canto os crentes entendiam os sacramentos que decorados caprichosamente, em latim, cada trecho, eram digamos mais universais… Foi fácil esse arranjo.
    Vejamos agora o contrário… Depois destes anos as gerações que nasceram desaprenderam essa linguagem. Os cânticos perderam o sabor celestial (…?), a palavra dita já não tem o mistério reservado aos iniciados, banalizou-se a oração… Ensinar as gerações vindouras e a presente pode ser difícil. E poderiam muitos dizer: para quê? Não está deus em cada canto e não entende ele cada intenção, as tibiezas, os temores e a luta tenaz contra o satã que espreita as almas com sôfrega avidez? Mudar é sempre contingente.
    Eu não mudarei se a crença se transvertir, se for outra, se racionalizar… Movem-me outros conceitos, outra filosofia, uma dimensão humanitária e universalista que se entende bem em português. Não penso ir para o Japão ou, menos longe, até ao Ceilão, não penso sequer ir ‘proselitar’ para o Brasil. Não, não temo os dialectos e expressões peculiares de cada canto. Não penso, como a maioria não pensa (…), porque já é difícil fazer as malas e ir até à aldeia dos avoengos quanto mais banhar-me da rigidez de expressões polacas ou russas, na multiplicidade dos dizeres na imensa China… Ir ao Tibete ou descer a fossa abismal do Pacífico. Pouca gente o fará este século…
    A igreja é o que é. Satã delira como está… Se o destruíssem, se o bem invadisse a Humanidade como outros profetizam e defendem a religião e os seus paradigmas absurdos deixariam de ser necessários.
    E mudar como? Dizer a verdade? Criar novos mitos e aparições sagradas, videntes ofuscar olhos de crianças esfomeadas como se o deus, a santa mãe, as virgens do céu (e algumas no inferno…) necessitassem de ser refrescadas e aparecer aqui e acolá mesmo que não seja em latim sabendo-se que os santos, videntes e afins escasseiam e leva tempo e colaborações insidiosas para impor novas sagas…
    Claro, a Bíblia dá para tudo… Mas não se pode querer tudo. O que está rende…

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