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Escaramuças pias

Divórcio abre nova guerra entre maioria PS e Igreja

Bispo porta-voz da hierarquia fala em projectos “facilitistas”

Está à vista um novo conflito entre a Igreja Católica e a maioria socialista. Depois da despenalização do aborto, agora será a vez do divórcio.

É surpreendente que uma instituição que se opõe à interrupção voluntária do celibato dos seus membros se esforce por impedir a interrupção voluntária do matrimónio aos crentes, descrentes e crentes de outras religiões.

30 thoughts on “Escaramuças pias”
  • Ateu comunista bolivariano

    “É surpreendente que uma instituição que se opõe à interrupção voluntária do celibato dos seus membros se esforce por impedir a interrupção voluntária do matrimónio aos crentes, descrentes e crentes de outras religiões.”

    pq há políticos ke são títeres deles.

  • Ateu comunista bolivariano

    “É surpreendente que uma instituição que se opõe à interrupção voluntária do celibato dos seus membros se esforce por impedir a interrupção voluntária do matrimónio aos crentes, descrentes e crentes de outras religiões.”

    pq há políticos ke são títeres deles.

  • RJ

    Previsíveis… Se não se manifestassem é que seria estranho.

  • RJ

    Previsíveis… Se não se manifestassem é que seria estranho.

  • Ateu comunista bolivariano
  • Ateu comunista bolivariano
  • gt

    No escrito “Peça de Teatro ofende a Igreja e a Eucaristia” que “Ateu comunista bolivariano” nos oferece à consideração, e a bom tempo!, dizem-se algumas verdades, creio, e não tenciono discutir aquilo que é evidente. A igreja (s) tem o direito, é óbvio, tem o direito constitucional, em muitos países, diria em todo o mundo, repito, tem o direito de ter um ideário, fazer proselitismo, combater tendências sociais cada vez mais radicadas na sociedade, manipular políticos e manobrar nas secretarias a organização social, vasta hidra tentacular e quase informe, condicionando (em seu proveito), subjugando (para extrair benesses), insinuando-se e, quantas vezes de forma pervertida, mantém-se como força dominante reclamando sempre a prioridade do seu património “cultural” tendo um vasto palco para as suas encenações litúrgicas e fazendo trabalhar conceitos claros e outros subliminares, numa articulação piramidal e rígida orquestração, desde o Vaticano até ao mais insignificante orago em capelinha pendurada nalguma escarpa paradisíaca… Algumas das ideias difundidas são impossibilidades doutrinais das suas próprias concepções como a fantasmagórica imagem dos infernos, de almas penadas e dos diabos transvertidos em poderosos combatentes das forças do bem representadas, agora sim!, pelo impotente deus todo poderoso… Etc…
    Usar direitos constitucionais para poder explorar uma vasta audiência temerosa, usar a máquina massificante, para com um catecismo incompatível com a mais modesta das conclusões científicas, querer-se impor às ideias humanitárias e que nascem da própria sociedade, aviltando os mais vulneráveis e alguns oportunistas nesse jogo de que ninguém saberá a verdade mas pelo sim pelo não, pagar o tributo porque, a ser verdade, as penas impiedosas dizem-se terríveis.
    Porque não num palco duma cidade, com anúncios e franqueado a todos, crentes e menos convictos, irmãos e laicos, democraticamente anunciado, cujo texto pode ser lido e comentado, porque não exibir uma peça dessas?
    Porque haverá o clero ter direito de ir para a rua defender ideias absurdas que emanam da doutrinação elementar, da instrução religiosa muitas vezes ignóbil na forma como é explorada?
    Porquê querer tirar o direito constitucional dum actor ou duma equipe de artistas, sem nenhuma orquestração, exibir as suas ideias e sujeitar-se ao veredicto público? Com medo dos best-sellers que lhes são antagónicos, temerosos dessas epidemias malfazejas que explodem quando alguém exibe as suas ideias e comenta as incongruências flagrantes do catecismo e do comportamento do clero? Conscientes das fragilidades dos princípios que foram sendo impostos às populações com a conivência de outros tantos possidentes, plutocratas exploradores ou incompetentes, gente sugestionável mas não isenta duma santa conivência com o clero na aliança estranguladora…
    Imagina essa gente “vaticanista” o que seria o mundo sem as revoluções democratizantes, ainda a caminhar para as igrejas e conventos, deixando prebendas, escravizados na gleba, repetindo o catecismo em voga “nesse” tempo para justificar a teocracia e valorizar ou significando o valor imaginado do que vai pingando na caixa das esmolas além de outras maneiras de extorsão mais subtis e rentáveis? Claro que no jogo dos privilégios a justiça, a democracia, a legislação laicista (que horror!), a consciencialização das responsabilidades e também das responsabilidades do que se veicula, e isso é importante, já exigido na vida corrente, diria, o combate ao conto do vigário, quando isso, esses princípios, essas ideias forem implementadas atingindo as igrejas, quando os cultos tiverem que demonstrar os seus fundamentos sem apresentar textos viciados, deturpados, clarificar páginas bíblicas insensatas, explicar, desde as escolas (já nos infantários…), o porquê de ideias abstrusas… Então veremos o caminhar para uma nova era de sucessos em que as peças ridicularizando a palavra tida de divina ou os arranjos e conluios com os satãs benfazejos (…) não será necessária. E todos dirão espantados, como filme do antigamente…: Terá sido possível…
    Vamos organizar uma viagem ao Brasil para ver e glorificar essa salutar peça ou, será mais barato, promover a vinda desses Homens que sabem dosear o apreço às ideias e à dignidade de pensar e agir sem a tutela sacrossanta e mal sã…

  • gt

    No escrito “Peça de Teatro ofende a Igreja e a Eucaristia” que “Ateu comunista bolivariano” nos oferece à consideração, e a bom tempo!, dizem-se algumas verdades, creio, e não tenciono discutir aquilo que é evidente. A igreja (s) tem o direito, é óbvio, tem o direito constitucional, em muitos países, diria em todo o mundo, repito, tem o direito de ter um ideário, fazer proselitismo, combater tendências sociais cada vez mais radicadas na sociedade, manipular políticos e manobrar nas secretarias a organização social, vasta hidra tentacular e quase informe, condicionando (em seu proveito), subjugando (para extrair benesses), insinuando-se e, quantas vezes de forma pervertida, mantém-se como força dominante reclamando sempre a prioridade do seu património “cultural” tendo um vasto palco para as suas encenações litúrgicas e fazendo trabalhar conceitos claros e outros subliminares, numa articulação piramidal e rígida orquestração, desde o Vaticano até ao mais insignificante orago em capelinha pendurada nalguma escarpa paradisíaca… Algumas das ideias difundidas são impossibilidades doutrinais das suas próprias concepções como a fantasmagórica imagem dos infernos, de almas penadas e dos diabos transvertidos em poderosos combatentes das forças do bem representadas, agora sim!, pelo impotente deus todo poderoso… Etc…
    Usar direitos constitucionais para poder explorar uma vasta audiência temerosa, usar a máquina massificante, para com um catecismo incompatível com a mais modesta das conclusões científicas, querer-se impor às ideias humanitárias e que nascem da própria sociedade, aviltando os mais vulneráveis e alguns oportunistas nesse jogo de que ninguém saberá a verdade mas pelo sim pelo não, pagar o tributo porque, a ser verdade, as penas impiedosas dizem-se terríveis.
    Porque não num palco duma cidade, com anúncios e franqueado a todos, crentes e menos convictos, irmãos e laicos, democraticamente anunciado, cujo texto pode ser lido e comentado, porque não exibir uma peça dessas?
    Porque haverá o clero ter direito de ir para a rua defender ideias absurdas que emanam da doutrinação elementar, da instrução religiosa muitas vezes ignóbil na forma como é explorada?
    Porquê querer tirar o direito constitucional dum actor ou duma equipe de artistas, sem nenhuma orquestração, exibir as suas ideias e sujeitar-se ao veredicto público? Com medo dos best-sellers que lhes são antagónicos, temerosos dessas epidemias malfazejas que explodem quando alguém exibe as suas ideias e comenta as incongruências flagrantes do catecismo e do comportamento do clero? Conscientes das fragilidades dos princípios que foram sendo impostos às populações com a conivência de outros tantos possidentes, plutocratas exploradores ou incompetentes, gente sugestionável mas não isenta duma santa conivência com o clero na aliança estranguladora…
    Imagina essa gente “vaticanista” o que seria o mundo sem as revoluções democratizantes, ainda a caminhar para as igrejas e conventos, deixando prebendas, escravizados na gleba, repetindo o catecismo em voga “nesse” tempo para justificar a teocracia e valorizar ou significando o valor imaginado do que vai pingando na caixa das esmolas além de outras maneiras de extorsão mais subtis e rentáveis? Claro que no jogo dos privilégios a justiça, a democracia, a legislação laicista (que horror!), a consciencialização das responsabilidades e também das responsabilidades do que se veicula, e isso é importante, já exigido na vida corrente, diria, o combate ao conto do vigário, quando isso, esses princípios, essas ideias forem implementadas atingindo as igrejas, quando os cultos tiverem que demonstrar os seus fundamentos sem apresentar textos viciados, deturpados, clarificar páginas bíblicas insensatas, explicar, desde as escolas (já nos infantários…), o porquê de ideias abstrusas… Então veremos o caminhar para uma nova era de sucessos em que as peças ridicularizando a palavra tida de divina ou os arranjos e conluios com os satãs benfazejos (…) não será necessária. E todos dirão espantados, como filme do antigamente…: Terá sido possível…
    Vamos organizar uma viagem ao Brasil para ver e glorificar essa salutar peça ou, será mais barato, promover a vinda desses Homens que sabem dosear o apreço às ideias e à dignidade de pensar e agir sem a tutela sacrossanta e mal sã…

  • Alberto

    A coisa mais importante num casamento é que ambos tenham fé em Jesus! Com fé, tudo é possível! — Inclusive um CASAMENTO FELIZ! Deus abençoe vocês!

  • Alberto

    A coisa mais importante num casamento é que ambos tenham fé em Jesus! Com fé, tudo é possível! — Inclusive um CASAMENTO FELIZ! Deus abençoe vocês!

  • gt

    O Alberto, bancando à esperteza, faz uma bênção “Urbi et Orbi”,
    cita Jesus ‘piedosamente’ e como panaceia atira-nos com a fé.
    Fé no mito.
    Abençoar ateus é, inacreditavelmente um acto de muita crença. Religiosidade cega como se pede cegueira para se atingir o acmé dos bens celestiais. Tudo para consumir nas horas vagas.
    Bem sabemos que acreditar é uma força poderosa (até La palisse ou La Palice, o dizia…). Quem não acredita em si próprio será engolido pelos que acreditam que saberão enganar-nos.
    Tudo é simples nas fábricas que vendem Jesus como se essa oferta tivesse algum conteúdo palpável ou aproveitável…
    Bálsamo para as dores e, sobretudo, para subjugar a Mulher, diria, as Mulheres numa doutrinação trespassada por marcada misoginia, marcando a mulher ideal que haverá de ser ‘a virgem’ como em qualquer culto pagão para oferecer ao “senhor”, algum nobre ou titular de alguma senhoria…, ou na mitologia importada, para parir os deuses.
    Mas oferecer o ‘viático de Jesus’, algo que ninguém vivo testemunhou é obra.
    Pode-se oferecer tudo mas quimeras, francamente, oferecer blagues, é demais. E gozoso…
    E depois misturar tudo como panaceia para o casamento… Não sabem o que dizem!

  • gt

    O Alberto, bancando à esperteza, faz uma bênção “Urbi et Orbi”,
    cita Jesus ‘piedosamente’ e como panaceia atira-nos com a fé.
    Fé no mito.
    Abençoar ateus é, inacreditavelmente um acto de muita crença. Religiosidade cega como se pede cegueira para se atingir o acmé dos bens celestiais. Tudo para consumir nas horas vagas.
    Bem sabemos que acreditar é uma força poderosa (até La palisse ou La Palice, o dizia…). Quem não acredita em si próprio será engolido pelos que acreditam que saberão enganar-nos.
    Tudo é simples nas fábricas que vendem Jesus como se essa oferta tivesse algum conteúdo palpável ou aproveitável…
    Bálsamo para as dores e, sobretudo, para subjugar a Mulher, diria, as Mulheres numa doutrinação trespassada por marcada misoginia, marcando a mulher ideal que haverá de ser ‘a virgem’ como em qualquer culto pagão para oferecer ao “senhor”, algum nobre ou titular de alguma senhoria…, ou na mitologia importada, para parir os deuses.
    Mas oferecer o ‘viático de Jesus’, algo que ninguém vivo testemunhou é obra.
    Pode-se oferecer tudo mas quimeras, francamente, oferecer blagues, é demais. E gozoso…
    E depois misturar tudo como panaceia para o casamento… Não sabem o que dizem!

  • MolochBaal

    Lembro-me de um casamento com fé. À moda antiga. Para sempre.

    Eram meus familiares e vivi com eles alguns anos. Família exemplar da classe média, frequentavam a igreja, ele todos os domingos, ela era mais dada a excursões a Fátima. Sólidos pilares da sociedade, ele era ultraconservador, só votava no CDS, a contragosto, porque não havia nada mais à direita. Admirador de salazar e Caetano, devoto do papa, criado em colégio interno de jesuítas. Tudo naquela casa respirava solidez, valores antigos, convicções firmes e práticas tradicionais.

    Isto era a fachada. Vista de dentro a família apresentava outra imagem.

    Intramuros ele era conhecido como o PAPACABOVERDIANAS devido aos seus hábitos verdadeiramente obsessivos da caça à crioula. Não havia pretinha que lhe escapasse. Inclusivamente com uma empregada interna da casa (15 anos) ele tentou a sorte. Funcionário de uma companhia de aviação no tempo em que as escalas duravam dias ou semanas,, era conhecido pelas suas actividades predatórias não só sobre a fauna feminina local nas escalas africanas, como, à falta de melhor, sobre as dengosas hospedeiras de bordo da companhia. A mulher, vingou-se tendo um caso comprovado com um doutor vizinho e consta que houve mais, embora não comprovados.

    De vez em quando o choque era inevitável e o resultado habitual era a digníssima esposa levar uma coça de criar bicho. Ao ponto de umas das coças lhe ter provocado problemas de saúde. Chegou a apresentar queixa na polícia. Mas num tempo em que a família cristã era sagrada, a polícia acponselhou-a a desistir da queixa e a voltar para o marido.

    Entretanto passavam o tempo em que estiveram casados (uns 50 anos) em discussões constantes, de manhã à noite. As bocas e as indirectas alternavam com os berros e a pancadaria ocasional. Um dia, porque tinha uma vida da “pesada” fui requisitado por ela (andavam eles pela casa dos 70 anos) para contratar conhecidos meus para o seguirem e lhe apresentarem relatórios.

    Os relatórios foram giríssimos. Ele andava a delapidar o erário familiar com uma nova amante (de 60 anos) que lhe rapava tudo. Chegaram a desaparecer pratas da casa, coisa que ninguém, a não ser os meus contratados, conseguia explicar.

    Enfim, lá morreram, cada um por sua vez, na paz do Senhor, no seio da instituição do casamento cristão e da família tradicional. Isso foi o principal. Que se passassem o tempo a cornear, espancar e amaldiçoar, foi apenas um pormenor que não interessa aos defensores da família cristã a todo o custo.

  • MolochBaal

    Lembro-me de um casamento com fé. À moda antiga. Para sempre.

    Eram meus familiares e vivi com eles alguns anos. Família exemplar da classe média, frequentavam a igreja, ele todos os domingos, ela era mais dada a excursões a Fátima. Sólidos pilares da sociedade, ele era ultraconservador, só votava no CDS, a contragosto, porque não havia nada mais à direita. Admirador de salazar e Caetano, devoto do papa, criado em colégio interno de jesuítas. Tudo naquela casa respirava solidez, valores antigos, convicções firmes e práticas tradicionais.

    Isto era a fachada. Vista de dentro a família apresentava outra imagem.

    Intramuros ele era conhecido como o PAPACABOVERDIANAS devido aos seus hábitos verdadeiramente obsessivos da caça à crioula. Não havia pretinha que lhe escapasse. Inclusivamente com uma empregada interna da casa (15 anos) ele tentou a sorte. Funcionário de uma companhia de aviação no tempo em que as escalas duravam dias ou semanas,, era conhecido pelas suas actividades predatórias não só sobre a fauna feminina local nas escalas africanas, como, à falta de melhor, sobre as dengosas hospedeiras de bordo da companhia. A mulher, vingou-se tendo um caso comprovado com um doutor vizinho e consta que houve mais, embora não comprovados.

    De vez em quando o choque era inevitável e o resultado habitual era a digníssima esposa levar uma coça de criar bicho. Ao ponto de umas das coças lhe ter provocado problemas de saúde. Chegou a apresentar queixa na polícia. Mas num tempo em que a família cristã era sagrada, a polícia acponselhou-a a desistir da queixa e a voltar para o marido.

    Entretanto passavam o tempo em que estiveram casados (uns 50 anos) em discussões constantes, de manhã à noite. As bocas e as indirectas alternavam com os berros e a pancadaria ocasional. Um dia, porque tinha uma vida da “pesada” fui requisitado por ela (andavam eles pela casa dos 70 anos) para contratar conhecidos meus para o seguirem e lhe apresentarem relatórios.

    Os relatórios foram giríssimos. Ele andava a delapidar o erário familiar com uma nova amante (de 60 anos) que lhe rapava tudo. Chegaram a desaparecer pratas da casa, coisa que ninguém, a não ser os meus contratados, conseguia explicar.

    Enfim, lá morreram, cada um por sua vez, na paz do Senhor, no seio da instituição do casamento cristão e da família tradicional. Isso foi o principal. Que se passassem o tempo a cornear, espancar e amaldiçoar, foi apenas um pormenor que não interessa aos defensores da família cristã a todo o custo.

  • MolochBaal

    Esta era uma família cristã tradicional típica. Os senhores mantinham amantes e elas, ou davam umas escapadinhas ocasionais ou viviam subjugadas, quiçá com pancada. Todos nós, se recuarmos bem no tempo, temos histórias assim na família. Isto era o NORMAL.

    Os escabrosos romances do Eça não retratam casos raros e patológicos, mas casos típicos da sociedade cristã tradicional.

    O pai do meu padrasto, verdadeiro cacique, proprietário e senhor respeitado na aldeia das beiras onde vivia, mantinha casa posta à amante a 3 minutos a pé, porque a aldeia era pequena, da casa onde vivia com a sua tradicional família cristã de mulher e filhos. Frequentavam todos a mesma igreja. O casamento foi até à hora da morte, claro, porque o divórcio era um pecado impensável nesses tempos.

    O meu trisavô teve mais azar. Corria o tempo da Iª república e o divórcio era permitido. A juntar a isso, a minha trisavó tinha pêlo na venta. Quando ele engravidou a empregadita da casa (17 anos) forçou-o não só a divorciar-se como ainda a casar com a rapariga.

    Uns anos depois, quando o divórcio voltou a ser proibido pelo cristianíssimo estado novo, isso já não teria sido possível e devemos assim à república o facto de essa não ter sido mais uma família cristã, até á morte, mas um dos casos de “dissolução de costumes” – o divórcio, não os cornos e o engravidamento de adolescentes das classes pobres, que isso não fazia mal desde que fosse bem escondido.

  • MolochBaal

    Esta era uma família cristã tradicional típica. Os senhores mantinham amantes e elas, ou davam umas escapadinhas ocasionais ou viviam subjugadas, quiçá com pancada. Todos nós, se recuarmos bem no tempo, temos histórias assim na família. Isto era o NORMAL.

    Os escabrosos romances do Eça não retratam casos raros e patológicos, mas casos típicos da sociedade cristã tradicional.

    O pai do meu padrasto, verdadeiro cacique, proprietário e senhor respeitado na aldeia das beiras onde vivia, mantinha casa posta à amante a 3 minutos a pé, porque a aldeia era pequena, da casa onde vivia com a sua tradicional família cristã de mulher e filhos. Frequentavam todos a mesma igreja. O casamento foi até à hora da morte, claro, porque o divórcio era um pecado impensável nesses tempos.

    O meu trisavô teve mais azar. Corria o tempo da Iª república e o divórcio era permitido. A juntar a isso, a minha trisavó tinha pêlo na venta. Quando ele engravidou a empregadita da casa (17 anos) forçou-o não só a divorciar-se como ainda a casar com a rapariga.

    Uns anos depois, quando o divórcio voltou a ser proibido pelo cristianíssimo estado novo, isso já não teria sido possível e devemos assim à república o facto de essa não ter sido mais uma família cristã, até á morte, mas um dos casos de “dissolução de costumes” – o divórcio, não os cornos e o engravidamento de adolescentes das classes pobres, que isso não fazia mal desde que fosse bem escondido.

  • Alberto

    Não se iludam. Lá não entrarão os adúlteros, nem os sodomitas, nem os mentirosos, nem os roubadores…

  • Alberto

    Não se iludam. Lá não entrarão os adúlteros, nem os sodomitas, nem os mentirosos, nem os roubadores…

  • Alberto

    1 cor 6
    9 Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas,
    10 nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.

  • Alberto

    1 cor 6
    9 Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas,
    10 nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.

  • Ateu comunista bolivariano

    O isopor é o meu pastor e a cerveja não me faltará

  • Ateu comunista bolivariano

    O isopor é o meu pastor e a cerveja não me faltará

  • Bodepreto

    Não cagareis fora do penico, não fornicareis com os “bofes”… bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla.
    Pois o senhor é o gostosão, é o tal, é a rainha da cocada preta, e quem não amar o bonzão irá ficar todo assado, sem direito a pomadinha, pois ele é “O CARA”… bla, bla, bleis,bla, bla, bla.

    Assim falou o profeta

  • Bodepreto

    Não cagareis fora do penico, não fornicareis com os “bofes”… bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla.
    Pois o senhor é o gostosão, é o tal, é a rainha da cocada preta, e quem não amar o bonzão irá ficar todo assado, sem direito a pomadinha, pois ele é “O CARA”… bla, bla, bleis,bla, bla, bla.

    Assim falou o profeta

  • MolochBaal

    Alberto, estás a ser mauzinho ! Então estás a dizer que 99% dos teus correligionários vão parar ao inferno ? Ts ts, que maldade…

  • MolochBaal

    Alberto, estás a ser mauzinho ! Então estás a dizer que 99% dos teus correligionários vão parar ao inferno ? Ts ts, que maldade…

  • MolochBaal

    Pelas tuas citações acho até que nenhum papa ou líder cristão se vai safar…

  • MolochBaal

    Pelas tuas citações acho até que nenhum papa ou líder cristão se vai safar…

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