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  • 19 de Fevereiro, 2008
  • Por ricardo s carvalho
  • Ciência

da ciência e da banha da cobra

«[…] O ponto principal é que, embora hajam certas coisas que a ciência moderna não compreende, existem também muitas outras que a ciência compreende em grande detalhe, e o conjunto de todas essas coisas simplesmente não deixa espaço algum para a [coloque aqui a sua banha da cobra favorita]. Isto não quer dizer que sejamos capazes de provar que esta não é real. De facto e em rigor não podemos, mas esta afirmação também não tem qualquer valor ou utilidade pois a ciência nunca prova nada; esta é uma característica muito simples da forma como funciona a ciência. Ao invés, a ciência funciona acumulando dados e dados empíricos a favor ou contra as mais diversas hipóteses. Se podemos demonstrar que [por exemplo] os fenómenos psíquicos são incompatíveis com as leis da física que compreendemos actualmente, então a nossa tarefa seguinte é saber pesar quão plausível é que “algumas pessoas deixaram-se levar por má investigação, testemunhos não credíveis, confirmações viciadas, e ideias demasiado optimistas” ao invés de que “as leis da física que foram testadas por um enorme número de experiências rigorosas e de alta precisão ao longo de muitos e muitos anos estão simplesmente erradas de forma clara e macroscópica, e nunca ninguém reparou nisso”.

O conceito crucial a reter é que, na formulação moderna da física fundamental, nós não só sabemos uma série de coisas, mas também temos um conhecimento muito preciso dos limites das nossas teorias. Noutras palavras, embora saibamos que mais cedo ou mais tarde surgirão algumas surpresas (como cientistas, é por isso que esperamos), há também toda uma série de experiências que sabemos à partida que não vão resultar em quaisquer resultados de interesse — essencialmente porque a mesma experiência, ou alguma equivalente, já foi efectuada.

Um exemplo simples é a lei da gravitação de Newton, a famosa lei do inverso da distância ao quadrado. É uma lei da física com bastante sucesso, suficientemente boa para levar astronautas à Lua e trazê-los de volta. Mas certamente não é uma verdade absoluta; de facto sabemos que esta lei falha em certos regimes, devido a correcções oriundas da Relatividade Geral. Apesar disso, existe um regime em que a gravitação Newtoniana é uma aproximação eficaz, suficientemente boa até uma dada precisão, precisão essa que sabemos estimar. Podemos afirmar com confiança que, se estamos interessados na força gravítica entre dois objectos separados por uma dada distância, e com massas determinadas, então a teoria de Newton diz-nos qual é a resposta correcta com uma precisão bem determinada. […]

Este conhecimento científico tem consequências. Se descobrirmos um novo asteróide em rota de colisão com a Terra, podemos utilizar a gravitação Newtoniana com confiança suficiente para prever a órbita futura do asteróide. De um ponto de vista absolutamente rigoroso, uma pessoa poderia sentir-se tentada a dizer “Mas como sabemos que a gravitação Newtoniana funciona nesta caso particular? Ela não foi testada neste asteróide específico!”. E isso é verdade, pois a ciência nunca prova nada. Mas naturalmente não é assunto de preocupação alguma, e qualquer pessoa que fizesse tal afirmação nunca seria levada a sério.

Tal como os asteróides, tal como os seres humanos. Nós somos criaturas do universo, sujeitas às mesmas leis da física que tudo o resto. Como toda a gente sabe, há muitas coisas que não sabemos no que diz respeito à biologia e às neurociências, para não falar nas leis mais fundamentais da física. Mas há muitas outras coisas que compreendemos com enorme rigor e, [por exemplo], bastam os aspectos mais elementares da teoria quântica do campo para pôr definitivamente de parte qualquer ideia de que nós temos capacidade para influenciar objectos à distância apenas com o poder do pensamento. […]»

(Sean Carroll no Cosmic Variance, "Telekinesis and Quantum Field Theory" --- tradução minha)

19 thoughts on “da ciência e da banha da cobra”
  • Abrasivus

    Como dizia o outro: É tudo uma questão de potência!…

    A telecinética encontra-se definitivamente arrumada na prateleira dos desejos irrealizáveis… Pelo menos sem um bom amplificador de sinais, um bom processamento desses mesmos sinais e finalmente um robot para todo o esforço físico…

    Embora seja actualmente possível manusear o cursor do rato pelo pensamento, a potência electromagnética radiada pelo cérebro que varia inversamente com o quadrado da distância tal como a gravidade de Newton, é ridiculamente irrisória para deslocar um cabelo que seja a menos de dez centímetros de distância.

    Não há nada a fazer…Infelizmente.
    A única hipótese é colocar sensores na carola e amplificar os sinais de forma a serem úteis para alguma coisa.

    A possibilidade da massivação da telepatia, seria uns dos maiores pesadelos que as empresas de telecomunicações poderiam imaginar.
    Mas actualmente, o desenvolvimento das mais variadas aplicações comandadas directamente pelo cérebro, encontra-se na base de muita actividade frenética em institutos e departamentos de investigação de algumas empresas do ramo.

    Talvez daqui a pouco tempo possamos comandar pelo pensamento o chip de aplicações multimédia que nos liga a todo o planeta, e que colocaremos suavemente por cima do ouvido… ou que implantamos no sovaco.
    De verdadeira telepatia este sistema de telecomunicações terá muito pouco,… e ainda por cima vai ser taxado, mas é o mais próximo que alguma vez estaremos da conquista tecnológica de um poder dito paranormal.

  • Abrasivus

    Como dizia o outro: É tudo uma questão de potência!…

    A telecinética encontra-se definitivamente arrumada na prateleira dos desejos irrealizáveis… Pelo menos sem um bom amplificador de sinais, um bom processamento desses mesmos sinais e finalmente um robot para todo o esforço físico…

    Embora seja actualmente possível manusear o cursor do rato pelo pensamento, a potência electromagnética radiada pelo cérebro que varia inversamente com o quadrado da distância tal como a gravidade de Newton, é ridiculamente irrisória para deslocar um cabelo que seja a menos de dez centímetros de distância.

    Não há nada a fazer…Infelizmente.
    A única hipótese é colocar sensores na carola e amplificar os sinais de forma a serem úteis para alguma coisa.

    A possibilidade da massivação da telepatia, seria uns dos maiores pesadelos que as empresas de telecomunicações poderiam imaginar.
    Mas actualmente, o desenvolvimento das mais variadas aplicações comandadas directamente pelo cérebro, encontra-se na base de muita actividade frenética em institutos e departamentos de investigação de algumas empresas do ramo.

    Talvez daqui a pouco tempo possamos comandar pelo pensamento o chip de aplicações multimédia que nos liga a todo o planeta, e que colocaremos suavemente por cima do ouvido… ou que implantamos no sovaco.
    De verdadeira telepatia este sistema de telecomunicações terá muito pouco,… e ainda por cima vai ser taxado, mas é o mais próximo que alguma vez estaremos da conquista tecnológica de um poder dito paranormal.

  • Abrasivus

    Como dizia o outro: É tudo uma questão de potência!…

    A telecinética encontra-se definitivamente arrumada na prateleira dos desejos irrealizáveis… Pelo menos sem um bom amplificador de sinais, um bom processamento desses mesmos sinais e finalmente um robot para todo o esforço físico…

    Embora seja actualmente possível manusear o cursor do rato pelo pensamento, a potência electromagnética radiada pelo cérebro que varia inversamente com o quadrado da distância tal como a gravidade de Newton, é ridiculamente irrisória para deslocar um cabelo que seja a menos de dez centímetros de distância.

    Não há nada a fazer…Infelizmente.
    A única hipótese é colocar sensores na carola e amplificar os sinais de forma a serem úteis para alguma coisa.

    A possibilidade da massivação da telepatia, seria uns dos maiores pesadelos que as empresas de telecomunicações poderiam imaginar.
    Mas actualmente, o desenvolvimento das mais variadas aplicações comandadas directamente pelo cérebro, encontra-se na base de muita actividade frenética em institutos e departamentos de investigação de algumas empresas do ramo.

    Talvez daqui a pouco tempo possamos comandar pelo pensamento o chip de aplicações multimédia que nos liga a todo o planeta, e que colocaremos suavemente por cima do ouvido… ou que implantamos no sovaco.
    De verdadeira telepatia este sistema de telecomunicações terá muito pouco,… e ainda por cima vai ser taxado, mas é o mais próximo que alguma vez estaremos da conquista tecnológica de um poder dito paranormal.

  • Abrasivus

    Como dizia o outro: É tudo uma questão de potência!…

    A telecinética encontra-se definitivamente arrumada na prateleira dos desejos irrealizáveis… Pelo menos sem um bom amplificador de sinais, um bom processamento desses mesmos sinais e finalmente um robot para todo o esforço físico…

    Embora seja actualmente possível manusear o cursor do rato pelo pensamento, a potência electromagnética radiada pelo cérebro que varia inversamente com o quadrado da distância tal como a gravidade de Newton, é ridiculamente irrisória para deslocar um cabelo que seja a menos de dez centímetros de distância.

    Não há nada a fazer…Infelizmente.
    A única hipótese é colocar sensores na carola e amplificar os sinais de forma a serem úteis para alguma coisa.

    A possibilidade da massivação da telepatia, seria uns dos maiores pesadelos que as empresas de telecomunicações poderiam imaginar.
    Mas actualmente, o desenvolvimento das mais variadas aplicações comandadas directamente pelo cérebro, encontra-se na base de muita actividade frenética em institutos e departamentos de investigação de algumas empresas do ramo.

    Talvez daqui a pouco tempo possamos comandar pelo pensamento o chip de aplicações multimédia que nos liga a todo o planeta, e que colocaremos suavemente por cima do ouvido… ou que implantamos no sovaco.
    De verdadeira telepatia este sistema de telecomunicações terá muito pouco,… e ainda por cima vai ser taxado, mas é o mais próximo que alguma vez estaremos da conquista tecnológica de um poder dito paranormal.

  • Abrasivus

    massivação? massificação!

  • Abrasivus

    massivação? massificação!

  • Abrasivus

    massivação? massificação!

  • Abrasivus

    massivação? massificação!

  • 1atento

    Investigadores britânicos querem descobrir por que se acredita em Deus
    “Os cientistas vão relacionar a religião com a biologia evolutiva, recorrendo ainda a outras disciplinas científicas ligadas à mente, da neurociência à linguística. O estudo conseguiu o financiamento de 2,5 milhões de euros da Fundação John Templeton, que apoia pesquisa em religião, ciência e espiritualidade, e terá a duração de três anos. “

  • 1atento

    Investigadores britânicos querem descobrir por que se acredita em Deus
    “Os cientistas vão relacionar a religião com a biologia evolutiva, recorrendo ainda a outras disciplinas científicas ligadas à mente, da neurociência à linguística. O estudo conseguiu o financiamento de 2,5 milhões de euros da Fundação John Templeton, que apoia pesquisa em religião, ciência e espiritualidade, e terá a duração de três anos. “

  • 1atento

    Investigadores britânicos querem descobrir por que se acredita em Deus
    “Os cientistas vão relacionar a religião com a biologia evolutiva, recorrendo ainda a outras disciplinas científicas ligadas à mente, da neurociência à linguística. O estudo conseguiu o financiamento de 2,5 milhões de euros da Fundação John Templeton, que apoia pesquisa em religião, ciência e espiritualidade, e terá a duração de três anos. “

  • 1atento

    Investigadores britânicos querem descobrir por que se acredita em Deus
    “Os cientistas vão relacionar a religião com a biologia evolutiva, recorrendo ainda a outras disciplinas científicas ligadas à mente, da neurociência à linguística. O estudo conseguiu o financiamento de 2,5 milhões de euros da Fundação John Templeton, que apoia pesquisa em religião, ciência e espiritualidade, e terá a duração de três anos. “

  • manuel

    Thats is a good job man,2,5 o boy ainda sâo capazes de comprar matemàticos para convençer que existe pacòvios.Mai que 5 milhôes d,humanos que tem a ipilépisia nâo comta os que foram queimados pela santa igreja,é o resultado da falta d,electrecidade enviada aos neurones: nb nâo falo em baterias nem corrente eléctrica,falo disto porque tive que deixar o trabalho segundo esse fenonimo que é nas crianças e adultos depois dos 50 anos.Em França existe 500000 mil e existe os «escondidos por vergonha dos vezinhos » Tive sorte encontrei um neurològo Director d’hospital e cunhado do médico de familia.Como o Dr Prf Antonio Damaso que ensina numa Univercidade nosStats,nâo é preciso ter uns investigadores basta ir às escolas nos Stats e as escolas coranicas,vê-se o que sai de là

  • manuel

    Thats is a good job man,2,5 o boy ainda sâo capazes de comprar matemàticos para convençer que existe pacòvios.Mai que 5 milhôes d,humanos que tem a ipilépisia nâo comta os que foram queimados pela santa igreja,é o resultado da falta d,electrecidade enviada aos neurones: nb nâo falo em baterias nem corrente eléctrica,falo disto porque tive que deixar o trabalho segundo esse fenonimo que é nas crianças e adultos depois dos 50 anos.Em França existe 500000 mil e existe os «escondidos por vergonha dos vezinhos » Tive sorte encontrei um neurològo Director d’hospital e cunhado do médico de familia.Como o Dr Prf Antonio Damaso que ensina numa Univercidade nosStats,nâo é preciso ter uns investigadores basta ir às escolas nos Stats e as escolas coranicas,vê-se o que sai de là

  • manuel

    Thats is a good job man,2,5 o boy ainda sâo capazes de comprar matemàticos para convençer que existe pacòvios.Mai que 5 milhôes d,humanos que tem a ipilépisia nâo comta os que foram queimados pela santa igreja,é o resultado da falta d,electrecidade enviada aos neurones: nb nâo falo em baterias nem corrente eléctrica,falo disto porque tive que deixar o trabalho segundo esse fenonimo que é nas crianças e adultos depois dos 50 anos.Em França existe 500000 mil e existe os «escondidos por vergonha dos vezinhos » Tive sorte encontrei um neurològo Director d’hospital e cunhado do médico de familia.Como o Dr Prf Antonio Damaso que ensina numa Univercidade nosStats,nâo é preciso ter uns investigadores basta ir às escolas nos Stats e as escolas coranicas,vê-se o que sai de là

  • Nuno José

    Eu vi uma vez um estudo que foi muito bem pensado que era por pessoas a dar ordem a pendolos para andar mais devagar ou mais depressa. Claro nada aconteceu, mas depois um gajo teve uma ideia que foi criar um robot que andasse aleatoriamente (na medida em que se pode criar mesmo aleatoriedade) e escrevia o seu trajecto no chão. Este robot andava só em quatro direcções e mudava muito rapidamente de percurso. Depois pôs-se o robot perto de uns pintos acabados de nascer que pensaram que era a sua mãe.

    O robot sem pintos por perto era mesmo aleatório mas com um pinto a um canto desesperado por ter a “mãe” perto ficava um bocado menos aleatório !!!!!!!!!!!!!!! Nunca mais vi nada sobre isto não sei até que ponto foi aldrabado.

  • Nuno José

    Eu vi uma vez um estudo que foi muito bem pensado que era por pessoas a dar ordem a pendolos para andar mais devagar ou mais depressa. Claro nada aconteceu, mas depois um gajo teve uma ideia que foi criar um robot que andasse aleatoriamente (na medida em que se pode criar mesmo aleatoriedade) e escrevia o seu trajecto no chão. Este robot andava só em quatro direcções e mudava muito rapidamente de percurso. Depois pôs-se o robot perto de uns pintos acabados de nascer que pensaram que era a sua mãe.

    O robot sem pintos por perto era mesmo aleatório mas com um pinto a um canto desesperado por ter a “mãe” perto ficava um bocado menos aleatório !!!!!!!!!!!!!!! Nunca mais vi nada sobre isto não sei até que ponto foi aldrabado.

  • Nuno José

    Eu vi uma vez um estudo que foi muito bem pensado que era por pessoas a dar ordem a pendolos para andar mais devagar ou mais depressa. Claro nada aconteceu, mas depois um gajo teve uma ideia que foi criar um robot que andasse aleatoriamente (na medida em que se pode criar mesmo aleatoriedade) e escrevia o seu trajecto no chão. Este robot andava só em quatro direcções e mudava muito rapidamente de percurso. Depois pôs-se o robot perto de uns pintos acabados de nascer que pensaram que era a sua mãe.

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  • Nuno José

    Eu vi uma vez um estudo que foi muito bem pensado que era por pessoas a dar ordem a pendolos para andar mais devagar ou mais depressa. Claro nada aconteceu, mas depois um gajo teve uma ideia que foi criar um robot que andasse aleatoriamente (na medida em que se pode criar mesmo aleatoriedade) e escrevia o seu trajecto no chão. Este robot andava só em quatro direcções e mudava muito rapidamente de percurso. Depois pôs-se o robot perto de uns pintos acabados de nascer que pensaram que era a sua mãe.

    O robot sem pintos por perto era mesmo aleatório mas com um pinto a um canto desesperado por ter a “mãe” perto ficava um bocado menos aleatório !!!!!!!!!!!!!!! Nunca mais vi nada sobre isto não sei até que ponto foi aldrabado.

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